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Tópico: Uma história de Sangue e Rosas - Crônicas

  1. #1
    Avatar de rapmel
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    Padrão Uma história de Sangue e Rosas - Crônicas

    Bom, amigos. Pela milionésima vez tento construir um bom e decente RP. Sempre tenho algum problema e acabo tendo que deixar minhas histórias de lado, seja por causa do colégio, ou problemas com o PC ou seja lá o que for. Mas dessa vez vou tentar escrever um tempo razoável, que dê pra pegar o embalo. AUhaUh Ando sumido do fórum, mas vou tentar ficar ligado pelo menos no roleplay.

    Uma história de Sangue e Rosas é muito mal dublada e não deve ser lida por ninguém, a menos que seja cardíaco ou tenha problemas com pressão alta. Então, ô da poltrona, se você é ruim do coração, prepare, pois as emoções estão chegando. Sim, talvez depois que vc termine de ler você encontre alguma. Durante a leitura... bem... Digamos que durante a leitura já está acontecendo, pois você já está lendo! Ahá!. = |. Vou parar de falar merda e escrever logo.

    ~~~~~~~~

    Capítulo 1 - A sociedade

    O cerco havia se fechado sobre eles. Cerca de quarenta lanças os envolviam, todas brandindo violentamente em suas direções, contra os apenas cinco guerreiros que tentavam a todo custo não expressar o medo. Já dizia Markhotep, o deus da guerra: “O medo é o desespero da alma. Um guerreiro medroso é um guerreiro morto”.

    A cada momento as amazonas os atiçavam ainda mais, provocando-os. Não bastava a elas a vitória. Elas precisavam ver um inimigo humilhado, destroçado e mutilado, mesmo que esse inimigo fosse um alvo tão fácil como aquele. E a pior atitude de um guerreiro é querer humilhar o inimigo. O rato, desesperado, quando acuado pelo gato, não vacila e pula em seus olhos, com a habilidade que só o desespero lhe dá. E foi esse desespero que fez rufar os tambores dentro do jovem Shannarr, o druida: enquanto seus amigos procuravam inutilmente uma saída daquele lugar, Shannarr se preocupava em concentrar todas as suas forças para sua metamorfose. Ele, como quase todos os bons druidas, conseguia se metamorfosear em vários tipos de criaturas diferentes. De sua boca saíam gemidos de dor e de suas mãos as unhas rapidamente se tornaram garras. Seu nariz foi se alargando, até tornar-se um focinho e suas costas foram se curvando, enquanto seus olhos fechavam-se até permanecerem apenas duas fendas negras. Seus músculos foram aumentando e uma grossa camada de pêlos cresceu sobre eles. As amazonas observavam espantadas o pequeno e inofensivo inimigo se tornar numa besta enorme. O lobisomem rugiu pela primeira vez, libertando toda a sua fúria e arrepiando até mesmo o capim da planície. A situação havia se invertido, e agora quem estava com medo eram as inimigas, que se olhavam com pavor.

    Com um movimento veloz o druida passou por debaixo das lanças à sua frente, abrindo um largo buraco na barreira de inimigos, por onde foi seguido pelo amigo arqueiro, atropelando o máximo de amazonas que pôde. Estas entraram em pânico e tentaram fugir, mas acabaram impedidas pela feiticeira Lwida, que, com um movimento ensaiado e palavras mágicas quase incompreensíveis, formou uma barreira de fogo, deixando-as presas com a fera, que fizera a volta e investia contra um grupo de guerreiras. Com um salto, ele alcançou a cabeça de uma, que foi completamente devorada, deixando rastros largos de sangue no chão.

    Ghako, o enorme guerreiro bárbaro berrava alto os gritos de guerra, incentivando o licantropo à matança. Este, por sua vez, quebrava, rasgava e mordia tudo que aparecia à sua frente, até que sobraram apenas cinco das quarentas inimigas. Percebendo que não haveria por onde escapar, elas decidiram enfrentar a fera, e se posicionaram lado a lado, com as lanças apontadas. Como um trator, o lobisomem corria contra elas, tropeçando sobre si mesmo. A cerca de dez metros de distância, ele saltou e abriu as garras para o bote certeiro. As guerreiras levantaram suas armas num movimento quase sincronizado, e acertaram o seu predador. Na velocidade que ele vinha, apesar de atingido, não conseguiu parar e caiu junto com as cinco amazonas, com três lanças presas ao corpo. Uma no peito, uma numa das patas e uma entre o ombro e o pescoço, rugindo de dor.

    - NÃO! – Gritou o paladino Allecto, que estivera até agora empenhado em proteger a amiga feiticeira com seu enorme e brilhante escudo, mas que num hábil e veloz movimento, sacara sua espada longa e prateada e investira contra o aglomerado de guerreiros caídos.

    As inimigas já levantavam pra fulminar o lobisomem, mas foram impedidas pelo gigante negro que emanava uma aura de medo e náuseas que as deixou mal para a luta. Sobre elas caiu a raiva de mil demônios na forma de apenas um homem, que brandia e girava sua espada como um mestre. Quando não havia espaço para a espada, ele as golpeava com o escudo, até que todas estavam caídas ao chão, tendo as cabeças decepadas.

    O olhar de Allecto agora se dirigia para seu companheiro Shannarr. De joelhos, rezava para que Ghyu, a deusa da cura e da vida, salvasse o druida. Suas orações eram muito poderosas, sendo ele um membro do alto clero. Ghako se aproximara e arrancava as lanças de dentro do seu amigo, que já retomava a forma humana. Sobre as feridas a maga Lwida lançou pequenas pedras de gelo que estancaram o sangramento. O arqueiro ajudava Allecto em suas orações, já que apesar de não ser muito religioso, tinha fé no poder do amigo paladino. De dentro da capa, Lwida retirou um pequeno frasco que continha um líquido vermelho, o qual ela despejou dentro da boca de Shannarr, que tossiu forte e abriu os olhos.

    - Há, mais fácil! – riu ela.

    - Bruxaria... – desdenhou Allecto.

    - Será que tu preferirias a morte ou meus feitiços, caro paladino?

    - Com certeza a vida junto com Jyu seria melhor que a vida junto a essas poções e diabruras. – brincou, mencionando a deusa do além.

    - É, mas lembre-se que um dia ainda precisarás de uma poção dessas, Allecto. E se continuar com essas criancices, eu mesmo não deixarei Lwida dá-la a você! – disse o druida, que já se levantava, rindo. – Ah, como é bom ter medicina moderna conosco. Me sinto jovem de novo!

    - Mas você é jovem, animal! – respondeu o arqueiro, fazendo com que todos caíssem em boas gargalhadas.


    ~~~~~~~~~

    Abraços!

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  2. #2
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    Ficou bem interessante.

    O duelo ficou bom, ainda podia ser melhor, mas é realmente difícil narrar uma batalha com mais de dois gladiadores.

    Vamos ver... Faltou descrição, pode ter sido proposital, mas não vejo motivos para isso. Ambiente e personagens eram apenas borrões. Uma coisa que aprendi com o mestre Kaoh, usar os cinco sentidos é o caminho perfeito para o realismo. Como são crônicas não precisam de ultra detalhes, mas uma pequena base seria bom.

    Então é isso, a escrita está muito boa, eu não prestei a atenção nos erros de grafia e por isso não sei se existem x).

    É isso, se der dá uma passadinha na minha obra? Lágrimas de um Demônio.

    Yours,
    Wakka.
    Última edição por Wk~; 17-02-2007 às 11:55.
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  3. #3
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    Quanto à descrição, foi proposital. Ela virá depois. =)
    E também, o capítulo ficaria muito grande e ruim de se ler, daria preguiça.

    E, sim, vou dar uma passada no seu RP agora mesmo.

    Abraços! ;]

  4. #4
    Avatar de Illarian Family
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    Acho que é o primeiro texto aqui em que não achei nenhum erro também. ^^ Parabéns.

    Bem escrito, mas, por ter falado apenas da batalha, não explicou muito a história em si. Vamos ver nos próximos.

    Abraços,
    Illarian Family.

  5. #5
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    Gostei bastante, ficou bem escrito!




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  6. #6
    Avatar de Lupo Skiner
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    Dúvida

    Esse RP parou ou vc quer mais comentarios pra continuar?:confused: se for o segundo aki esta o meu...:riso:
    bom, gostei da historia, mas não da pra saber muita coisa, então espero a continuação! :rolleyes:
    ate mais...
    skiner...

  7. #7
    Avatar de rapmel
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    Well, desculpem a demora dos infernos pra postar mais. Tou meio sem tempo, sabe como é, né? Bom, galera, tou postando o 2º capítulo que, apesar de não estar tão bom, é necessário para o desenrolar do roleplay. Então, evai:
    -----------------------------
    Cap 2 – O Início de tudo


    Nem sempre foi assim. Todo belo final tem um doloroso começo, e quase sempre um caminho pedregoso e difícil leva a um destino agradável. E foi assim que começou a trajetória de nossa Sociedade: num caminho pedregoso e difícil.

    Estavam naquela noite, por uma mera coincidência, quase todos naquela taverna. A única da cidade, conhecida por “Bar e Estalagem de Tom Bybbo”. O clima estava descontraído na casa lotada de bêbados que buscavam abrigo contra a noite fria lá fora. O chão sujo escondia o piso de madeira, mostrando apenas borras pretas de sujeira e manchas de bebida, enquanto as paredes escuras fediam a mofo e se encontravam totalmente vazias, sem nenhum “penduricalho”. Encima das mesas, algumas velas faziam a iluminação do local, apesar de não estarem conseguindo muito êxito em seu trabalho. As enormes canecas de cerveja a todo momento eram levantadas às imundas bocas dos viajantes e depositadas de volta com força.

    Afastado dos outros, à um canto, estava um guerreiro alto, coberto com uma capa marrom que lhe caía até os pés, deixando apenas sua cabeça muito alva e seus braços do lado de fora. Com uma das mãos ele apoiava uma longa vareta de madeira, que ele apontava com uma faca que segurava na outra mão. De quando em quando soltava a faca e levava os dedos compridos até um grande copo de conhaque que estava em cima da mesa, levando-o à boca, onde também se encontrava um longo cachimbo. Aos seus pés, uma mochila marrom estava aberta, deixando à mostra vários pertences nada valiosos: corda, tochas, um pouco de comida e água e algumas roupas. No outro lado da mesa, mais cerca de quatro ou cinco varetas de madeira estavam esperando pra serem amoladas.

    De repente chega um homem de baixa estatura, olhos muito azuis, chega, puxa uma cadeira à mesa e senta. Jogada sobre suas costas estava uma grande capa feita de pele de urso, que o fazia parecer ainda mais baixo.

    - Olá parceiro! – diz ele para o estranho.

    - Parceiro? Não sou seu parceiro. Nem te conheço... – murmura o guerreiro, que continua afiando suas lanças.

    - Mas que é isso, parceiro? Que hostilidade... Calma, rapaz... Vamos beber um pouco e esquecer isso, está bem?

    - NÃO BEBO COM HUMANOS! – bradou ele, levantando-se e retirando sua capa. – COM NENHUM DE VOCÊS, HUMANOS IMBECIS!

    Ao jogar fora o capuz, deixou à mostra orelhas compridas e pontiagudas, cabelos extremamente loiros caídos nas costas e olhos muito claros. Era um elfo, com certeza. Em todo o bar ouviram-se sussurros e, do balcão, levantou-se um homem enorme, talvez o maior que qualquer um dali já tenha visto. Não tinha cabelos, mas tinha dois grandes olhos negros e dois braços extremamente fortes. Sua vestimenta, apesar do frio mortal, era apenas uma espécie de grande saia de peles. Em uma de suas mãos, carregava um escudo redondo de madeira, e na outra uma clava pesada. Ele correu em direção ao elfo, já gritando.

    - Deve se achar melhor que nós, não é? Quem é você, um mero elfo da floresta! Acho melhor fechar o bico e ficar quieto... Ou não vê que está em desvantagem, idiota? Nunca sairá daqui com vida se continuar a chamar atenção assim.

    - Nunca perdi uma luta em toda a minha vida, e não será agora que acontecerá! Nunca serei derrotado por humanos! – disse, levantando uma das lanças que estavam encostadas na parede. – Venha!

    Detrás do balcão surge um homem, negro, estatura média e porte atlético, com uma capa de couro que lhe cobria até os pés. Ele corre até os três e os separa, gritando:

    - NADA DE BRIGAS NESSE BAR, ELFO! E você, Ghako, - disse, baixando o tom de voz – pelos deuses, pare com essa agressividade!

    - Então tire esse elfo miserável de minha frente.

    - Pare com isso. Já lhe ensinei que os deuses exaltam aqueles que sabem conviver com todas as criaturas, não?

    - Já chega de sua religião, Allecto! Acho que estás ficando é um molenga!

    - Pare com isso. Venha cá, preciso conversar com você a sós. E você, elfo... Suma do bar.

    - Não obedecerei a um simples human...

    - Não sou um simples humano, imbecil – disse, mudando completamente a sua voz, que se tornara fria e aterrorizante, espalhando uma aura de medo dentro do estabelecimento. Como mágica, o outro guerreiro empalideceu e saiu dali correndo, deixando seus pertences para trás.
    -----------
    É isso. Mais comentários, please. Senão perde a graça de continuar:/

    Ah, sim! No primeiro capítulo houveram alguns errinhos, mas como não foi nada muito desgraçado, nem corrigi, tá? Malz... Mas vou prestar mais atenção a partir d'agora. =D
    Última edição por rapmel; 02-03-2007 às 14:59.

  8. #8
    Eu não floodo. Você sim Avatar de Dard Drak
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    Uma leitura prazerosa, bem detalhada na luta que teve, achei muito bom...

    ...

    Não gosto de dizer pouca coisa por aqui, mas, porra, sinceramente não tenho nada mais à falar sobre o texto, gostei, e nada de errado achei...

    Dard*
    Última edição por Dard Drak; 02-03-2007 às 15:15.

  9. #9
    Avatar de Lupo Skiner
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    @Dard: teve uma luta??:confused:

    @Tópico: tah muito boa a história!!:riso: to gostando pra caramba!!
    esperando o proximo cap.
    até mais...
    skiner...

  10. #10

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    Achei bem legal a história xD

    Sempre gostei do seu estilo de escrita xD

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