RPG? NPC?? WTF???
Puxa, é incrível que tenhamos um site dedicado a um RPG on-line e nunca fizemos uma matéria sobre o que é RPG. Temos até uma seção chamada Roleplaying, mas explicar que é bom nada... Bem, vou tentar corrigir essa falha agora.
RPG é a sigla de Role Playing Game, que traduzindo para o português seria algo como Jogo de Interpretação de Papéis. Ahá, então é um jogo? Sim, é um jogo, mas tem uma grande diferença dos outros jogos: não existe vencedor, nem perdedor. Vamos pegar o exemplo do Tibia (que é um MMORPG, Massively Multiplayer On-line Role Playing Game, mas sobre isso falamos outra hora).
No Tibia você pode treinar, ficar mais forte, caçar, colecionar coisa etc., mas não existe o conceito clássico de vencedor, pois não existe um final para o jogo. Você pode completar uma quest e ganhar a recompensa por isso, mas o jogo continuará depois. Da mesma forma você pode até morrer, mas vai retornar em algum ponto anterior. Então também não existe o conceito clássico de derrota, pois o jogo não acaba aí.
Certo, mas se ninguém ganha ou perde... então qual o objetivo? Vários, mas o principal e que deve ser considerado acima de todos é a diversão. É gratificante e divertido completar uma quest, ou derrotar um monstro difícil, seja sozinho ou com amigos. E se o jogo não acaba temos uma oportunidade única, a de fazer parte da história do jogo.
Mas os RPG’s eletrônicos são coisa recente, principalmente os MMORPG’s como o Tibia. Muito antes deles o RPG já existia como um jogo para se jogar com amigos, com papel, lápis e dados. Para ser mais exato, o primeiro RPG foi criado em 1974 por Gary Gygax e Dave Arneson. Os dois eram amigos e fãs de wargames (jogos de estratégia) e a idéia surgiu, segundo reza a lenda, durante uma partida em que um tentava invadir o castelo do outro com um exército. Não conseguindo fazer com que seu exército entrasse no castelo, o atacante teve a idéia de fazer que apenas um de seus soldados se infiltrasse despercebido. Essa não era uma opção válida no jogo, mas o defensor aceitou o desafio. Esse foi o embrião de um novo gênero de jogo, onde não se controlava um exército inteiro, mas sim um único soldado.
O primeiro RPG foi lançado pela editora TSR, que hoje pertence à Wizards of the Coast, com o nome de Dungeons & Dragons. Este é o RPG mais conhecido no mundo, estando hoje na sua edição 3.5, com regras bem diferentes do que eram no início. Atualmente temos diversas outras opções pelo mundo afora, como o GURPS, o sistema Storyteller usado em jogos como Vampiro: A Mascara e Lobisomem: O Apocalipse, o sistema nacional Daemon, outro sistema nacional, o Defensores de Tóquio, voltado para a ambientação mais descontraída dos desenhos e séries nipônicas, entre diversos outros.
Tá, já sabemos que é um jogo, mas então como se joga? É aí que entra o resto do nome, a interpretação de papéis. Jogar RPG é quase como interpretar uma personagem de teatro, encenando uma peça imaginária que se passa na mente de cada jogador. Um dos jogadores será o mestre (ou Dungeon Master, ou Narrador, o nome em si não importa muito), o cara responsável por criar a história em si, os cenários e todos os personagens que não serão controlados pelos outros jogadores, os chamados NPC’s (Non-Player Character, ou Personagem Não-Jogador). Os outros jogadores criarão e interpretarão um personagem cada um. Durante a partida o mestre vai explicando as cenas e cada jogador vai interagindo com o cenário através de seu personagem. Simples assim.
Claro que existem regras, cada sistema emprega um conjunto diferente delas, mas elas estão ali apenas para apoiar os jogadores e não atrapalhar. E uma vale acima de todas, a regra de ouro: o mestre tem o poder de decidir se uma regra vale ou não. Mesmo tendo sido feitas para auxiliar, ás vezes pode ocorrer de que uma regra acabe atrapalhando. Aí cabe ao mestre decidir o momento de ignorar uma regra para que prevaleça a diversão de todos. Afinal é isso que todos querem: se divertir.
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