Meu caro, uma das suas maiores amarras mentais e intelectuais é essa construção de que aqueles que discordam das suas opiniões fazem parte de um mesmo grupo político-ideológico que compartilha de todas as opiniões e ideias. E, com isso, você apenas constrói espantalhos para bater, enquanto o seu interlocutor em si permanece intacto.
Veja, estou a anos-luz de afastamento político, ideológico e filosófico desse turminha vegana-ecochata-performática que você citou. Toda sua divagação nesse trecho é inútil, porque está longe de me servir. É como eu te confundisse com a turma do Edir Macedo e da Universal, só por ambos se intitularem cristãos reformados e terem apreço por Israel.
Batemos bons papos sobre livros há pouco, então espero que perceba que precisa me tratar como um imbecil desses que já te vi "debatendo" no Facebook anos atrás, desses que te ofendem inclusive em honra e te ameaçam em integridade física. Me respeite intelectualmente e a conversa será proveitosa. Ambos já estamos bem mais velhos do que lá nos idos de 2010, quando fazíamos o mesmo que estamos fazendo aqui.
Enfim, deixe então eu te dar um setup sobre meu posicionamento, de forma superficial: eu não sou "anti-religião", não sou ecomilitante, não tenho nenhuma "frotilha" (tenho raiva só de escutar essa palavra, inclusive), não sou socialista, quero que todas as teocracias vão para a puta que pariu e não tenho nenhum tipo de amor pela turma do turbante, BEM pelo contrário. "Progressista" eu posso até ser considerado em certo nível, porque ainda acredito em valores do que é considerado o progressismo clássico: importância do papel ciência e do conhecimento formal na humanidade, questionamento ao status quo, direitos civis, inclusão e refinamento filosófico dos costumes.
E você, como conservador e religioso, provavelmente vai discordar dessas posições, até aí tudo certo. Mas discorde do que eu realmente acho e não de coisas que você PENSA que eu acho.
Não escrevi isso em lugar nenhum. Caso contrário, cite. Eu enumerei junto com você, pelo menos, 4 outros fatores. Inclusive a religião islâmica. E na mesma linha, pra não dizer que escondi os outros no meio do texto.
Dizer que estou errado não me faz estar errado. Contra-argumente, homem! O terrorismo islâmico aumentou ou diminuiu no século XX? A religião islâmica mudou em alguma parte no século passado que causou esse aumento desse fenômeno e dessa escolha de combate? Ou foram outras causas ALÉM da religião. Se a religião não mudou mais o terrorismo cresceu, então existem outras fatores, bem como citei.
Não foi uma comparação entre as duas coisas. Eu citei apenas um aspecto em comum entre o que acontece no terrorismo islâmico e na criminalidade organizada, principalmente naquela onde há controle territorial e, principalmente, controle social e cultural. O menino novo que é criado em meio à guerra aprende a odiar o "inimigo", seja ele quem for. E isso aumenta a cauda histórica do problema porque, enquanto houver ódio e ressentimento, vai existir guerra.
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