
Postado originalmente por
Eliasafe
Uma coisa é ter um contrato e reunião de trabalho ANTES DAS INVESTIGAÇÕES, outra é fazer tudo isso aí já na véspera da prisão.
Sim, porque antes da investigação o Vorcaro era um santo, não existia tráfico de influência e um monte de dinheiro circulando para indicações, leis, regulação e arrego.
Esse argumento é o mesmo do Flávio Bolsonaro e é bem ruim. É uma estratégia de delimitação de evidência, que funciona muito bem no âmbito jurídico. Mas nós não somos juristas, a gente sabe que ninguém doa nada pra ninguém atoa. Ninguém indica ou contrata alguém atoa (como foi o caso da Mantega e do Jacques Wagner, dois caras que o próprio PT sabe que são enrolados e que são sempre suspeitos de fazer o "trabalho sujo").
A única parte que cedo em relação ao seu ponto é: se nessa ligação, ao invés do Flávio, fosse o Lulinha, o bolsonarismo estaria tirando a calcinha pela cabeça e colocaria o Lula sozinho no centro de todo esquema do Master.
O caso do Master é um problema de toda política brasileira. Achar que ele se limita apenas ao que a PF conseguiu materializar de evidências até agora é muita ingenuidade (até porque vão vir as delações aí, vai ter muito mais gente implicada). Mas isso é bom, porque ajuda a derrubar esse argumento de "santidade" que sequestrou a política brasileira. Se não existe santo, vamos voltar a discutir projetos e políticas públicas ao invés de pessoas.