
Postado originalmente por
Sadeckss
Eu editei sobra a conferencia de frete la em cima. Não sei se vc leu..
De qualquer forma, eu acho que é um ciclo que tende ao msm ponto sempre:
Uma empresa menor abre com serviços melhores, o que por si só já é bem dificil. Uma empresa pequena prestar ter a capacidade logística e tecnológica que se compara a uma grande empresa ( Tpw um mercadinho querer competir em preços com wall mart). Mas para o bem do argumento vamos supor que fosse comum. Dai, ela iria começar a crescer e as empresas do carteis ia se mobilizar para destruir essa empresa ou em ultima instancia inclui-la no cartel.
Mas aí você está pensando em um mercado grande como se fosse a padaria do seu zé. Dizer que a concorrência é livre não quer dizer que as empresas novas só serão empresas pequenas, Seu Zé Supermercados (apesar de, em muitos mercados, isso poder acontecer de forma mais natural). Quer dizer que o mercado é aberto para qualquer um que tenha dinheiro para concorrer de igual para igual. E isso significa um bilionário da área de petróleo que queira investir em um mercado novo poder abrir uma mega-empresa de supermercados, sem ter que beijar a mão de um consórcio que, na prática, representa as outras. Basta ter condições de oferecer um serviço melhor.
A questão do cartel é a seguinte: qual é a natureza de um cartel? Você infere que existe algum tipo de simetria entre as empresas concorrentes, um ponto de equilíbrio onde todas irão ganhar. Porque, se não existe, alguém vai ganhar mais. Seja por ser maior, seja por ter melhores funcionários, seja por um marketing maior. Alguém vai ter mais clientes, mesmo praticando preços similares às concorrentes. Aí você tem que pensar que grandes empresas não são um dono que decide. São acionistas, são pessoas, são gerentes, todos querendo aumentar a produtividade, melhorar os serviços, ter mais clientes e, consequentemente, ganhar mais grana. Um cartel tende a acabar quando uma empresa que ganha mais começa a ser tão forte e tão predatória que ameaça o resto da concorrência. Isso se falarmos em cartéis legalmente instaurados, não aqueles que acontecem sob forma de ameaça ou violência (como o cartel dos postos de gasolina da Baixada Fluminense, por exemplo).
Mas claro, vamos supor que, por algum motivo você tenha empresas iguais, com fatias iguais do mercado, que se contentem em não aumentar de tamanho. É aí que eu me diferencio dos anarcocapitalistas. Ainda acho que deve existir a intervenção social para abusos claros ao consumidor. Mas veja, as agência de regulação são preemptivas, uma espécie de lei Minority Report: não existem porque existe um abuso acontecendo, existem porque pressupõe que os abusos irão acontecer. Mas os abusos, no livre mercado, podem até nem existir. Então, por que as agência existem? Simplesmente para justificar a fome de dinheiro público do Estado, políticos e partidos.
P.S.: adicionar aqui que eu reconheço que existe um problema sério na área de telecomunicações, principalmente a móvel. O espectro eletromagnético não é livre. Ele é limitado e precisa ser organizado na forma de não interferir em outros serviços. Mas isso ainda não justifica toda a estrutura da Anatel.