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Tópico: Dan da Cidade de Carlin

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    Padrão Capítulo 15 - Novos e Velhos Conhecidos

    Olá, Galera!

    Dessa vez não demorei taaaaaanto quando da última vez!

    Segue emfim o "capítulo final"!

    Aí você me pergunta: — Entre aspas? Mas por quê?

    É porque eu vou postar um pequeno epílogo em fevereiro! Um capítulo pequeno com uma conversa entre dois personagens (não principais) apenas para encerrar o ciclo de Venore!

    Na prática anda tem mais um capítulo mas ele vai ser pequeno e eu vou chamar ele de epílogo! E como esse é o último capítulo com os nossos heróis, então esse é o capítulo final!

    Esse epílogo até poderia estar nesse capítulo, mas vou postar ele depois também para não deixar tanto tempo sem capítulos até o começo do próximo livro

    Foram poucos comentários (afinal eu deixei a galera quase dois meses sem caps), então deixo um agradecimento muito especial a vocês três: Arckyus, Lipe Tenebroso e Iridium. Espero que gostem desse capítulo e por favor continuem comentando!



    Spoiler: Respostas aos comentários




    Capítulo 15 - Novos e Velhos Conhecidos
    (Season Finale)


    Logo que os escolhidos apareceram na borda do porto, foram recebidos com flechas e magias de gelo e fogo. Um dos três cavaleiros foi embora rapidamente e os outros dois inimigos seguiram se protegendo dos ataques, mas sem perder os jovens de vista.

    Após alguns ataques, os magos ficaram sem mana. Lignuns pegou um pedaço de pão em sua mochila, o dividiu ao meio e deu uma parte para Dan. Luna seguiu atirando até suas flechas, mas o seu alcance foi diminuindo, e quando a primeira flecha caiu na água, dois outros inimigos surgiram no porto.

    Um era um cavaleiro vestindo a armadura negra dos escolhidos, mas usando um capacete de guerreiro, e o outro era um paladino com a tradicional armadura dos mestres arqueiros — com a sua ombreira em destaque e uma longa capa — contudo, ao invés de verde e vermelha, as vestes deste paladino eram completamente negras.

    Logo que chegou, o cavaleiro disse algo para os outros escolhidos, que apenas fizeram um sinal positivo com a cabeça e foram embora, em seguida, ele se dirigiu ao paladino e apontou para o bote.

    — Vamos Grynch! — gritou Raymond Striker. — Força nesse braço! Eles não vão nos deixar ir embora assim tão fácil!

    — O que foi? — perguntou Lignuns. — Quem são eles?

    — O paladino é o Victious, líder dos escolhidos! E o outro é o seu braço direito, Luke!

    — Mas o que ele poderia fazer de tão longe? — logo que terminou de perguntar, Luna se arrependeu de suas palavras.

    O paladino negro levantou um arco brilhante com diversos cristais embutidos — mal se podia ver a madeira do arco — ele apontou para o alto e disparou uma seta com a ponta verde.

    Todos no bote acompanharam a flecha subindo e descendo. Eles ficaram chocados quando ela atingiu em cheio a barriga de Lignuns, que gritou de dor.

    Com algum esforço, o druida tirou a flecha da sua barriga e começou a proferir magias de cura.

    — Exura! Exura! Mas que droga! — gritou Lignuns. — Exura!

    — Você está bem? — perguntou Dan.

    — Pelo menos eu consegui me curar dessa ferida. – o druida respondeu com desleixo enquanto passava a mão na sua barriga.

    Ao ver que o druida estava bem, Luna virou-se novamente para o porto. Victious não estava mais ali, ele havia ido embora antes mesmo que a sua flecha atingisse o alvo, e agora era Luke que estava dando as coisas.

    — Pelo menos nós sobrevivemos a eles! — disse a garota sorrindo.

    O druida não retribuiu o sorriso e ainda se virou irritado para o pirata.

    — Você podia ter dado instruções mais claras sobre o ponto de encontro! — Lignuns reclamou com Ray. — Ficamos procurando pelo seu navio!

    Dan percebeu que Lignuns seguia nervoso, mas também notou que o manto do druida estava aberto e sinalizou para que seu amigo o fechasse. O druida foi abotoando seu manto novamente, enquanto o pirata respondia.

    — Vocês podiam ter sido capturados e me entregado! Eu não podia arriscar! E do que você está reclamando, garoto? Eu estou aqui, não estou? Não busquei vocês?

    Lignuns pareceu sentir o golpe naquele momento.

    — É verdade... Obrigado... E desculpas... Não sei onde eu estava com a cabeça...

    — Muito bem... Meu navio está em um porto clandestino na floresta! Vocês podem vê-lo ali! — o pirata sinalizou com a cabeça e começou a virar o bote naquela direção.

    Os jovens olharam e viram a ponta de um navio que parecia estar dentro do pântano.

    — E onde estão os outros navios? — Lignuns perguntou, dessa vez mais calmo.

    — Infelizmente apenas o velho Striker sobreviveu àquela batalha no mar... Mas ao menos Devious, o Caolho, e Ron, o Ceifeiro, não serão mais problemas!

    — E o capitão do navio mortal? — indagou Lignuns.

    — Ele escapou... Mas eu não vou descansar até colocar aquele navio em chamas!

    Grynch e Raymond seguiram remando com certa tranquilidade e já estavam próximos do navio Striker quando Dan viu Lignuns fechar os olhos e imaginou que o seu amigo estivesse apenas cansado, até que viu algo na barriga dele.

    — Lignuns, o que é isso? — Ele perguntou enquanto tocava um líquido que saia pelo manto do druida.

    — O que foi? — perguntou Lignuns enquanto abria os olhos. — Não estou me sentindo bem...

    Dan olhou de perto o líquido, não era sangue, era amarelo e Dan reconheceu aquilo — ele havia sido infectado pelo mesmo líquido em Rookgaard.

    — É Veneno de Aranha! — gritou Dan. — A flecha estava envenenada!

    Lignuns olhou rapidamente para o líquido e, em seguida, fechou os olhos novamente, encostando a cabeça na borda do bote.

    — O que vamos fazer? — Dan perguntou aos outros.

    — Se segure aí garoto — disse Ray ao Druida. — Alguém no Striker deve saber como ajudar.

    O goblin e o pirata começaram a remar com mais força, enquanto Dan e Luna começaram a tentar remar com seus braços.

    Ao se aproximarem da grande embarcação, notaram que ela estava movimentada e cheia. Duas figuras estavam no porto esperando pelo bote, um homem e uma mulher. Dan cerrou os olhos para enxergar melhor e reconheceu ambos: eram Arckyus e Carina.

    O mago estava sujo de sangue e com suas vestes rasgadas em diversos lugares.

    — Aquela luta não foi fácil... — Arckyus comentando sorrindo quando os jovens estavam quase atracando.

    — Precisamos de ajuda! — Dan não perdeu tempo. — Nosso amigo esta envenenado!

    — Deixe-me vê-lo! — disse Carina passando a frente de Arckyus e alcançando o bote. Ela olhou bem para a ferida e comentou: — Acho que sei quem pode ajudar! Esperem-me no Striker!

    A mulher deu as costas para todos e foi correndo em direção à floresta.

    Grynch e Dan foram ajudar Lignuns a levantar, enquanto Luna saia do bote.

    — Deixem-me ajuda-los com ele! — disse Arckyus tomando o lado do druida em que estava o goblin. — Todos estão ansiosos esperando por vocês! — completou, mudando de assunto.

    — Todos? — perguntou Luna desconfiada, enquanto caminhava pelo porto. — Todos quem?

    — Os Tradicionalistas! Quem mais seria? — perguntou Arckyus curioso.

    — Eu achei... — Luna começou a responder, mas ficou confusa e perdeu as palavras.

    — Nós achamos que eles estivessem todos mortos! — completou Dan. — Nós vimos os escolhidos no esconderijo... E corpos no chão...

    — Nem todos se salvaram, é verdade... Alguns se sacrificaram para que os outros pudessem se salvar... — o mago respondeu de cabeça baixa. — Mas a maioria conseguiu escapar! Quando Paul chegou alertando sobre a traição do Pequeno, toda a guilda começou o processo de mudança!

    Luna abaixou a cabeça ao lembrar-se do triste fim de Will, mas então uma pergunta veio à sua cabeça.

    — Julia? Digo... Athena... Digo, minha irmã! Ela escapou? — a garota se atrapalhou um pouco, mas conseguiu perguntar o que queria.

    — Vou deixar que ela mesmo lhe responda! — ele fez sinal para a pequena ponte de madeira improvisada que levava do porto ao navio, lá estava a herdeira do Rei Tibianos III, apenas esperando aquela deixa para começar a falar.

    — Eu achei que tivesse te perdido de novo! — gritou Julia. — Espero que você seja mais cuidadosa a partir de agora!

    Luna não ligou para aquela repreensão, apenas sorriu e sussurrou baixinho, olhando para baixo:

    — Também achei que tivesse te perdido...

    Ao entrarem no navio Striker, eles se surpreenderam ao ver que praticamente toda a guilda estava ali, exceto por Alwin, Digger e os outros três que eles haviam visto o corpo na floresta.

    Dan acomodou Lignuns em um banco e sentou-se ao seu lado, de lá ele viu Luna conversar com o Minotauro e em seguida e ir falar com Paul.

    A garota disse algo para o paladino, que pareceu estar paralisado por alguns segundos, mas logo depois ele começou a andar em direção à saída do navio. A paladina o segurou pelo braço, ele protestou e tentou se soltar, ela disse mais alguma coisa, ele olhou para ela e começou a chorar. Luna o abraçou e ele seguiu chorando.

    — Quem é Lignuns? —alguém gritou.

    — Aqui! — gritou Dan em resposta.

    Um casal apareceu caminhando em direção aos jovens. Eles pareciam ter pouco mais de trinta anos e estavam vestidos como habitantes comuns de Venore.

    Ao verem o estado do druida, eles sussurraram algo um para o outro e o homem rapidamente revirou sua mochila até encontrar um frasco azul. Sem perder tempo, ele colocou o frasco na boca do druida e o fez beber.

    — Ele vai acordar em alguns minutos e vai ficar bem... — disse a mulher para Dan.

    Dan apenas anuiu com a cabeça e viu Julia se aproximar.

    — Onde está Carina? —a paladina perguntou para o casal.

    — Ele já deve estar vindo! Tinham muitos escolhidos espalhados pela cidade, ela disse para nós virmos na frente... —respondeu a mulher, visivelmente incomodada.

    — Tudo bem... — Julia concordou. — Estamos esperando apenas ela para partimos. — ela alertou antes de sair.

    Não demorou até Lignuns acordar. Ele passou a mão na barriga e sorriu.

    Ao ver o casal na sua frente, ele os observou por alguns segundos e sorriu novamente.

    — Vocês... — ele disse sorrindo para eles.— Vocês devem ser os pais da Megan!

    — Sim! Você conheceu a nossa filhinha? — perguntou a mulher. — Como ela está? Onde ela está?

    —Ela está ótima! — respondeu Lignuns. — Mas ela ainda está lá... Ela decidiu ficar...

    — É uma pena... — respondeu o homem. — Sentiremos muitas saudades dela...

    — Mas sabem de uma coisa? — o druida perguntou de forma retórica. — Eu ainda acho que ela vai arrumar uma forma de sair de lá um dia! — Lignuns completou com um sorriso tímido.

    Após se despediram do casal, Lignuns disse que queria levantar um pouco e eles foram conversar com os tradicionalistas que estavam por ali.

    Canik e Izan contaram que a Irmandade seguirá com os jovens até Northport, e de lá eles irão para Carlin.

    — As amazonas finalmente entenderam que a situação é de guerra e que precisam fazer aliados. — comentou Izan. — Esperamos conseguir novas armas e novos recrutas!

    — E depois voltaremos ainda mais fortes para fazer os Escolhidos sangrarem! — exclamou Canik. — E vocês deveriam pensar em se juntar oficialmente à nossa guilda!

    Dan e Lignuns apenas sorriram e nada responderam naquele momento.

    Horas se passaram, foi ficando tarde e Carina não havia retornado. Os jovens já estavam dormindo quando os líderes da Irmandade se reuniram e decidiram que não poderiam mais esperar. Assim, junto com os Tradicionalistas, eles zarparam de Venore para enfim retornarem a Northport.


    FIM



    ---------------------------

    E aí Galera? Gostaram do episódio final do Livro IV?

    Sacaram quem são os "os novos e os velhos conhecidos"?

    E como eu disse, ainda haverá um epílogo!

    Mas vocês terão até o começo do próximo livro para opinarem sobre a pergunta que ficou sem resposta: Nossos heróis devem se juntar à Irmandade? Ou não? (Eles ficaram na dúvida, então vai acontecer o que a maioria escolher!)

    Abraços, aguardo os comentários!
    ---------------------------
    Próximo: [Livro IV - Epílogo]
    ---------------------------

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    Última edição por Danboy; 21-02-2016 às 18:54.
    Gosta de Roleplay?
    Então pegue uma xicará de chá, sente-se e leia a história de Dan da Cidade de Carlin.

    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)



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