Enfim, Rookgaard!
Acordei-me em uma sala estranha, com uma espécie de cultista zelando minha alma. Olhei para os lados, um pouco atordoada, e perguntei em voz alta onde estava e quem era ele. O cultista nomeou-se Asralius e disse ter tentado me salvar dos ataques do demônio. Eu o agradeci, um pouco embaraçada, então ele me contou algumas histórias. Eu só prestei atenção em um nome: Vascalir. Lembrei-me de Padreia o ter mencionado e dito, também, que Rookgaard precisava de ajuda.
Peguei alguns equipamentos no enorme baú azul que estava próximo de mim e fui teletransportada para o andar de baixo por Asralius, agradecendo novamente. Senti-me estranha ao ser teletransportada. Foi como... Se o tempo tivesse parado. Eu nunca havia feito aquilo. Ao pisar pela primeira vez na ilhota de Rookgaard, senti uma emoção indescritível, cumprimentei Cipfried, o monge da ilha e amigo de Padreia, e o questionei sobre Amber.
Padreia e Cerdras, os druidas que cuidaram de mim enquanto eu ainda era criança, recomendaram-me, ao pisar em Rookgaard, procurar por ela. Amber tinha uma hospedaria e não me negaria conforto, disseram eles. Fui então a procura de Amber, que me recebeu de braços abertos. Ela estava no subterrâneo do que chamam de Academia de Rookgaard e, apesar de curiosa sobre a Academia, eu estava exausta da viagem e do ataque surpresa do monstro, então desejei descansar.
No dia seguinte, lá estava eu de pé. Levantei-me, fui explorar a Academia de Rookgaard, conversei com Seymour — o mestre da Academia — e procurar por Vascalir, que me designou algumas missões. Vascalir também disse-me para treinar um pouco mais com a espada de madeira, matando ratos do esgoto que incomodavam os cidadãos do vilarejo. À princípio, odiei a ideia; entretanto, depois de matar os primeiros ratos e perceber que o lugar onde eles se instalavam ficava melhor com eles mortos, não hesitei e os matei. Fui, praticamente, uma caçadora de ratos.

Após matar vários ratos e pegar, entre seus destroços, algumas moedas, eu vi uma escada. Apesar de estar concentrada nas palavras de Vascalir — o qual disse-me para treinar com os ratos — eu decidi subir e arriscar. Ao subir, encontrei vários ratos, mas uma coisa naquela sala chamou-me atenção. Após um árduo combate com os pequenos farejadores, eu me aproximei dos barris e averiguei que eles continham vinho. Sim! Vinho! Minha felicidade foi imensa e, sem hesitar, eu enchi uma garrafa azul que havia pego com aquele vinho.
O tempo foi passando e permaneci ali, sentada perto dos barris e bebendo. Alguns dirão que eu sou muito nova para isso — pois tenho apenas 16 anos — mas Padreia, desde quando eu era pequena, educou-me com vinho, dizendo ser uma bebida típica dos Druidas. É claro, ela sempre me precaveu para que eu não exagerasse na dose, afinal, aquela bebida era forte e eu poderia perder a consciência por alguns momentos... Seja como for, não me culpo por gostar da bebida.
Cheguei a adormecer brevemente naquele local, ignorando que ali haviam mais ratos... E foi assim que: surpresa! Ao levantar-me, um pouco tonta devido a bebida, eu fui cercada por ratos. Não sentia muita dor, acredito que pelo efeito de euforia que a bebida causava em mim... Só recordo-me de investir contra aqueles ratos furiosamente. Alguns tentaram fugir, mas eu não os dei chance. Fui atrás deles e os matei.
A cura dos ferimentos causados por aqueles malditos ratos foi demorada. Enquanto lutávamos, três ratos contra mim, eles me mordiam e arranhavam, e eu os atacava com uma fraca espada de madeira que havia pego no grande baú azul. Fiquei muito machucada, porém decidi seguir lentamente para leste, acreditando encontrar uma salvação.
Abri um enorme sorriso quando avistei uma bonita escada branca com um barril ao lado. Até lá, só tinha um problema: havia um rato guardando-a. Eu me aproximei, devagar, encarando o rato nos olhos. Ele grunhia e avançava, seus olhos esbugalhados o tornavam assustador. Apesar de ferida, a vontade de sair daquele lugar era maior. Então, investi a espada de madeira em sua cabeça e, com mais dois golpes, o rato caiu. É claro que eu estava ofegante, à beira da morte, praticamente.
Aproximei-me da escada, esperançosa quanto ao lugar que ela poderia me levar. Antes mesmo de subir, analisei o baú e percebi que nele havia água. Não hesitei e o abri, espalhando grande quantidade de água no chão, mas também banhando-me e bebendo a água. Foi um alívio.
Finalmente subi a escada e apareci em um lugar afastado de Rookgaard, parecia uma floresta. Decidi dormir por ali e no outro dia retornar para informar minhas façanhas à Vascalir.
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