
Postado originalmente por
Leirbag
Precisa ser formado em psicologia pra saber que um filho precisa passar um tempo com sua mãe? Sou practitioner em PNL e sei que a evolução da criança até a fase adulta, principalmente os homens, se deve muito a comunicação com a mãe. Há, inclusive, inumeros exemplos de meninos mimados já que a mãe não tinha tempo de ficar com eles e "comprava" o amor deles dando a eles tudo o que queriam. Mais que isso, a figura da mãe é o primeiro exemplo de interação feminina que o garoto possui. Algo não resolvido nessa area pode fazer com que ele tenha problemas com as mulheres ao longo de toda a vida.
Ninguem ta falando pra não brigar pelo que quer, vai lá fazer sua lutinha, tira o sutiã e vai gritar na rua pelos seus direitos. O problema é que as mulheres estão se esquecendo de serem mulheres e tentando ser homens. Isso, psicologicamente falando, não é nada bom.
E é obvio que nenhum professor teu vai afirmar algo assim, ele não quer perder o emprego dele ou ser apedrejado pela galere do PSTU, defensores do aborto e tudo mais. Caso você seja aluna de psicologia, pergunte para teus professores então a importância da figura materna nos primeiros anos de vida de um homem e pergunte o que geralmente acontece com os filhos cujas mães são ausentes por causa do trabalho.
Ninguem ta falando pra não trabalhar e se realizar profissionalmente, só não façam com os filhos o mesmo que os homens fazem há séculos: só trabalhar, chegar em casa tarde, cansado e fodam-se eles.
Qualquer ausência de figura parental é prejudicial na criação de uma criança. A ausência ou problemas com pai ou figura paterna, por exemplo, é um dos grandes clichês na mal formação psicológica das mulheres.
É óbvio que fatores biológicos deixam a figura da mãe, principalmente biológica, num patamar mais importante na criação de filhos. Mas somente ela não define a qualidade dessa educação. Casais homossexuais masculinos podem educar filhos tão bem ou melhor que um casal heterossexual onde a figura paterna está ausente. Não se deve limitar questões de psicologia comportamental à fatores biológicos apenas, isso é ser eugênico.
O que tem que ficar claro é que a questão da luta feminista não se limita ou se resume à função familiar da mulher. O escopo dela é a visão da mulher na sociedade. E nessa, a visão sobre mulher é de inferioridade, justamente por se colocada em uma função quase obrigatória de ser socialmente protegida e dependente.
Em qualquer luta social existe algum tipo de deturpação. Liberdades novas trazem problemáticas novas. Mas isso não torna o direito à livre escolha algo que não deva ser importante e alcançado. Se alguma mulher está sendo ausente na criação dos filhos por querer ter o direito de trabalhar, esse é um NOVO problema a ser resolvido, não um argumento para desvalorizar a luta pelo direito da mulher de trabalhar, sustentar a casa e ter sua liberdade sexual respeitada.
No mais, é tudo questão de mola social. Assim como a liberdade sexual dos anos 1970 trouxe a AIDS, a liberdade de gênero trás seus problemas. Mas isso não significa que tenhamos que voltar ao modelo sexual moralista ou ao antigo modelo machista. Nós temos que conscientizar e buscar a cura da AIDS, assim como deixar claro que se alguém quer ser mãe, não pode esquecer da importância de ser presente na vida dos filhos, e isso pode envolver ter que escolher entre vida pessoal e profissional. Até mesmo porque o que menos precisamos no mundo hoje é de mais gente.