Pessoal, me motivou muito os comentários recebidos pela história, e venho com um capítulo com uma nova personagem!
Capítulo III: A Torre dos Trolls
Mal amanhece e eu já estava disposto, nunca estive tão bem assim. Dei uma espreguiçada aqui, outra acolá... Abri minha mochila, peguei um pão, o cantil de suco e saí dar uma volta, não queria acordar Vhe que estava dormindo ainda.
Sentei embaixo da mesma árvore de ontem à noite e comi tranquilamente. Depois disso, andei pela vila, os donos de loja já estavam todos por lá, expondo seus produtos. Havia de tudo por lá: sucos, poções, comida, armamento e equipamentos diversos. Entrei em uma loja com pás, cordas entre outras coisas à venda. Olhei o balcão interno, com uma vara de pesca à vista. Pensei que pescar seria uma boa idéia aqui, então pedi uma ao vendedor.
[Canik]: Olá senhor... A vara de pescar ai dentro está à venda?
[Al Dee]: Sim, ela está. Quer uma?
[Canik]: Quero!
Procurei em meus bolsos algumas moedas que estava guardando para a viagem até aqui. Dei-as para o vendedor, que contou calmamente e me entregou a vara.
[Canik]: Preciso de algumas minhocas para a pesca, têm algumas?
[Al Dee]: Tenho um pote delas aqui.
[Canik]: Quanto custa?
[Al Dee]: Elas são cortesia, meu amigo.
Peguei o pote com as minhocas, a vara de pescar e fui até o rio perto da loja. Sentei e comecei a pescar um, dois, três peixes. Peguei-os e fui até a casa de Vhe, que tinha um pequeno forno. Liguei-o e coloquei os peixes para assar, para no almoço comermos.
Feito isso, Vhe acorda grunhindo, até que se levanta.
[Vhe]: Bom dia Canik, já estava acordado?
[Canik]: Bom dia, já estava a algum tempinho, fui pescar uns peixes pro almoço. Sente o cheiro!
[Vhe]: Ah, que belo almoço teremos!
Dito isso, Vhe pega o filete de carne de lobo que estava junto à parede, se senta numa cadeira e morde um pedaço. Enquanto isso, fui pegar minhas coisas para a visita aos Trolls.
Tudo pronto para a ida, subimos a ponte que levava até a parte “selvagem” da ilha. Passamos pelo campo de trigo e de cara aparece uma cobra, impondo respeito a quem passava. Ela quis dar um bote em mim, mas dei um golpe em sua cabeça, meio atordoada, cai no chão subitamente e desliza até mais a frente, com medo.
Com mais uma ponte, subimos uma escada talhada na pedra. Lá, encontramos aranhas, não muitas. Consegui facilmente derrotá-las, e seguimos em frente. Descemos, na outra margem do rio. Fomos para o norte e de longe víamos a torre onde os trolls ficavam, imponente dentre a planície de Rookgaard.
Nos aproximamos da torre, havia uma escada velha que subia até lá. De cima, se ouvia os trolls resmungando entre si. Vhe subiu primeiro, pois já tinha vindo ali. Subi logo depois dele, e vi as criaturas todas cercando meu amigo.
[Canik]: Trolls imundos, lutem comigo também!
Dois se entreolharam e vieram para cima de mim, dei dois passos para trás e preparei minha espada. Reparei que um deles estava com um escudo circular, não sabia que esses bichos tinham inteligência para isso, mas que seja, eles estão preparados para atacar. O troll de escudo veio correndo e me derrubou, o outro veio logo por trás para me dar um soco. Esquivei-me e cravei a espada nas costas dele, que urrando de dor, deu um ultimo golpe que de nada adiantou. O outro me deu um chute certeiro na canela e me empurrou novamente com o escudo, como ele já havia dado esse movimento, deixei o troll cair no chão e lhe dei uma pancada na cabeça. Sem bichos em volta, peguei o escudo do chão.
Vi trolls por cima de meu amigo, desesperado. Com o chute que levei na canela, manquei até lá e dei um golpe que perfurou o abdômen de dois trolls que sangraram até a morte. Vhe conseguiu sair debaixo deles, porém havia mais um troll, olhando torto para nós dois.
De repente ouvimos um barulho como algo que tinha caído do andar de cima. Eu, Vhe e até o Troll olhamos para a escada. Com os pêlos todos arrepiados, ele tapava quase totalmente a visão do estreito corredor da torre. Vi um rápido vulto do que parecia um machado, decepando o braço do troll num único golpe... O corpo do humanóide cai ao chão, todo ensangüentado e dá espaço para a visão de uma bela garota, com longos cabelos loiros.
[Canik e Vhe, boquiabertos]: Uau!
[Kandy]: Olá, vocês estão bem?
[Canik e Vhe]: Sim...
[Kandy]: Como se chamam?
[Canik]: Meu nome é Canik, ele é o Vhe, e você?
[Kandy]: Me chamo Kandy. Situação meio estranha para uma apresentação, não?
Vhe, ainda meio apatetado não entende o que realmente está acontecendo. Mas volta a realidade minutos depois.
[Canik]: Ah... Claro, mas enfim, nós estamos explorando a torre, quer vir junto?
[Kandy]: Sim, estava fazendo isso também.
Subimos o segundo andar e lá só haviam corpos, Kandy deu conta deles enquanto estávamos lá embaixo – pensei comigo mesmo.
Subimos mais uma vez e lá sim haviam trolls, e muitos. Mas com um escudo, tudo fica mais fácil, socos e pontapés eram amortecidos facilmente. No meio da confusão, vejo uma figura esverdeada, olhando fixamente para mim, fico um pouco trêmulo, mas fui ao ataque.
Com o escudo na mão esquerda, em frente ao corpo, fui empurrando tudo o que havia pela frente para cima do que me parecia um orc, mas ele se levantou dos entulhos e me deu um soco no rosto. Doeu um bocado. Com raiva, saquei minha espada e dei um golpe do braço da criatura, porém a lâmina deslizou na grossa e rugosa pele do orc. Então, numa rápida movimentação da criatura, abriu-se uma brecha para eu fincar a espada na barriga dele. Feito isso o orc tropeça e cai de bruços, dizendo algo quase incompreensível.
Torre limpa de bichos horripilantes, nós três – Eu, Vhe e Kandy. Voltamos à vila, no começo da tarde. Como os peixes que deixei na casa de Vhe ainda estavam quentinhos, fomos comê-los à beira do rio, na quietude que merecemos depois de uma aventura dessas!