
Postado originalmente por
Ace of Manaus
Voce é bem espertinho, né?
Deixa essa plavrinhas aqui (próprias vontades), esse ente que voce inclina à elementos indispénsaveis de uma identidade que voce deve considerar no mínimo sólida, para depois manipular da forma como achar melhor, não é mesmo?
Eu só posso lhe dizer que creio na transitoriedade do ser.Creio que a identidade, mesmo a minha quando tento lhe provar o que penso, não passa de uma farsa, escolhas resultantes da influência do meio.
Voce deve ao menos concordar que uma coisa qualquer não guarda sentido em si mesma, afinal, não é essa a filosofia das ciências?Então, quando você atribiu as escolhas à vontade, voce entra na zona da subjetividade das coisas.Ou voce vai pregar essa "vontade própria" como algo imutável?Como alguma coisa espiritual, sem surgimento?
O mais engraçado, talvez, é você usar o termo "refrear".Nossa, voce fala como se eles tivessem nascidos destinados a isto. :o
Eu estou tentando fazer pé e cabeça do seu post, mas não sei se estou conseguindo.
Você diz, então, que somos resultados do meio. Se bem me lembro, essa é uma ideia que ficou pra trás no século 18 pra 19, mas vamos nessa.
Já que você vem com essa, vou explicar o seguinte:
Dizia Sartre que o homem é aquilo que o homem faz dele mesmo. Nisso acredito, e, se não me engano, tenho a psicanálise de Freud comigo: a mente humana molda o nosso eu.
Juntando isso às descobertas mais recentes da biologia, sabemos que parte do que um homem faz de si mesmo é aquilo que ele estava pré-disposto a ser.
Não que o meio não influêncie, mas estamos longe de ser resultado do meio em si.
Also, eu deixei bem claro que alguém pode refrear as próprias vontades (como dizia Kant que era importante). Não sei como isso implica que eles nasceram pra isso.

Postado originalmente por
Camaragibe
Eram alejados no pornô? Se não, onde ficavam as 8 pernas!?

2 caras e 1 consolo.