Comunismo, socialismo, anarquismo, e todas essas teorias, são utópicas. Os estados comunistas não o são realmente. Não funcionaria, o instinto do ser humano e de qualquer animal não nos permite tal avanço.
Eu já cheguei a acreditar no comunismo, e a defender a anarquia, mas não há como depois de você perceber a índole do ser humano. O caráter e instinto presente nas nossas personalidades é de tal maneira perceptível que podemos saber, de longa data, que um sistema como anarquia ou comunismo nunca funcionaria como foi idealizado. Temos exemplos.
Realmente, é triste ver jogadores de futebol ganhando salários exorbitantes, fora do que chamaríamos de plausível, e professores ganhando uma miséria. Mas isso é uma das consequências do capitalismo. A super-valorização de algo, o preço exorbitante que se paga por algo que é, em certos casos como esse, inútil. Cada um tem o seu talento onde consegue, mas, há de convir que um jogador de futebol não traz nada de bom para nós senão a emoção e certas vezes o prazer de se ver uma partida desse jogo. E vale a pena desembolsar uma quantia que chega nas casas dos milhões para se pagar um jogador que não faz nada além de chutar bem uma bola? Ou fazer um drible chamatico? Na verdade, o problema está no brasileiro, que dá valor a esse jogo mais do que à própria família, certas vezes, e vira patriota somente no momento em que começa a preparação para a Copa do Mundo. Fora isso, brasileiro discute futebol regional e pensa que entende de política por falar que tal político fez uma coisa deplorável, sendo que ele sequer entende do que se trata aquilo que ocorreu.
A desigualdade social no Brasil advém dos tempos imperiais, da época da libertação dos escravos e da formação, ou tentativa, da República. O preconceito racial e econômico sempre foi uma constante no Brasil, e ainda é. E é uma das muitas causas da desigualdade social, nesse e em outros tantos países. Solução? Um século de boas maneiras e educação social seriam o ideal, e nem assim chegaríamos perto de um quadro social que nos agradasse ou que fosse condizente com o aceitável.