
Postado originalmente por
Mauro Cezar Pereira
Viva a rivalidade!!!!! Abaixo a balela de "o time tal" é o Brasil na Libertadores
Quem nunca secou um rival não sabe o que é torcer. O mesmo vale para aquele que jamais vibrou com um gol de um time com o qual não tem qualquer afinidade, apenas pelo fato de ter sido marcado num grande inimigo. A rivalidade alimenta o futebol, é uma das melhores partes. Vibrar com o próprio time é ótimo, mas ver a desgraça do adversário mais odiado é daqueles sensações que o torcedor de verdade, o cara que é "do ramo", não despreza.
Parte da mídia adora alardear que o último representante verde-amarelo na competição mais importante do continente é "o Brasil na Libertadores". É nada, todos sabemos disso. E ainda bem. Imagine o quão patético séria ver atleticanos e cruzeirenses chorando juntos pela derrota para o Estudiantes de La Plata. Ao contrário, na manhã seguinte ao revés celeste, buzinas de fãs do Galo me acordaram em Belo Horizonte. E na carreata do Pincha na Argentina teve até bandeira do Atlético - veja aqui.
A alegria alvinegra é inversamente proporcional à decepção cruzeirense. Como os fãs do Gimnasia andam aborrecidos com o título Pincha. Sim, na Argentina os rivais se odeiam, como aqui, na Turquia, na Itália, na Macedônia e no Turcomenistão. E isso é bem legal, desde que não se ultrapasse os limites do chamado mundo civilizado, claro.
Então responda: qual foi a derrota de um rival que mais o deixou feliz? Sim, diga qual a secada que mais o levou à euforia. Uma derrota em final do maior adversário para você vale mais do que um triunfo do próprio time de coração?