Com a conquista da Libertadores da América, as portas do continente europeu ficaram escancaradas para o São Paulo. O primeiro convite foi para a disputa do tradicional torneio Teresa Herrera, na Espanha.
Na partida preliminar o Barcelona enfrentou o anfitrião La Coruña, que estreava a dupla Bebeto e Mauro Silva, e confirmou o seu favoritismo, batendo o time da casa por 2 a 1, carimbando o seu passaporte para a decisão. Na atração principal da agradável noite galega, contra o Peñarol, treinado pelo lendário Roque Gastón Máspoli, goleiro uruguaio campeão da Copa de 1950, o São Paulo saiu perdendo, gol do ex-são-paulino Diego Aguirre, virou o marcador com tentos de Palhinha e Raí, tomou o empate, e só garantiu a vaga na decisão na disputa por pênaltis, 5 a 4, com o arqueiro Zetti uma vez mais salvando a pátria tricolor.
Vamos a Final então =D
Assim, o público espanhol, afeito às touradas, deleitou-se com o espetáculo oferecido pelos toureiros são-paulinos, que faziam o cambaleante bovino catalão dançar de um lado para o outro. O melhor time da Europa, como que num passe de mágica, se convertera num dócil e inofensivo adversário. O placar final foi esse mesmo, São Paulo 4, Barcelona 1.
15 de agosto de 1992
BARCELONA 1 – 4 SÃO PAULO
Troféu Teresa Herrera – Final
Estádio Riazor - La Coruña – Galícia/Espanha
Barcelona: Zubizarreta; Herrera (Busquets), Nadal, Koeman e Soler; Bakero (Juan Carlos), Amor, Witschge e Beguiristáin; Stoichkov (Goikoetxea) e Salinas. Técnico: Johan Cruijff.
São Paulo: Zetti; Cafu, Adílson, Ronaldão e Ivan; Pintado, Dinho, Raí e Palhinha (Maurício); Macedo e Müller. Técnico: Telê Santana.
Gols: Salinas aos 3 e Müller aos 9 minutos do primeiro tempo; Maurício aos 2 e Raí aos 15 e 18 minutos do segundo tempo.
Cartão Vermelho: Zubizarreta.
Lembrando que o Barcelona tinha o melhor time da Europa, sendo campeão da Champions League, e um dos melhores jogadores de sua História Stoichkov, e um dos Melhores tecnicos.
Agora vamos ao Freguês mais conhecido como Real Madrid :riso:
No mesmo ano de 1992 o São Paulo foi convidado para disputar outro torneio internacional o Ramón de Carranza.
O primeiro jogo do certame reuniu Real Madrid e PSV Eindhoven. Mesmo com dois gols de Romário, então atacante do time holandês, os madrilenhos venceram por 3 gols a 2 e garantiram presença na decisão. Na partida seguinte, atuando de maneira muito segura, o São Paulo bateu o anfitrião Cádiz por 2 a 0, tentos de Palhinha e Raí, e faria uma superfinal contra o Real.
Ao fim de mais um baile proporcionado pelos são-paulinos aos espanhóis, além de um polpudo cheque de 140 mil dólares, levamos para o Morumbi um dos mais bonitos troféus que decoram a nossa vasta coleção, de um metro e meio de altura, 30 quilos de massa, todo de prata e com a sua base moldada à madeira. Exatos 10 anos depois da injusta derrota do Brasil na Copa de 82, desta vez mestre Telê saía da Espanha devidamente consagrado.
AGORA VOCÊS ME PERGUNTAM O PORQUE DO REAL MADRID SER FREGUÊS?
Até hoje os merengues enfrentaram o tricolor em seis oportunidades. Foram dois empates e quatro vitórias nossas. Isso mesmo, jamais fomos derrotados pelo clube recordista em títulos europeus. Imaginem vocês o estrago que o São Paulo faria se fosse um clube do Velho Mundo...
Ficha técnica:
29 de agosto de 1992
REAL MADRID 0 – 4 SÃO PAULO
1992 Troféo Ramón de Carranza – Final
Estádio Ramón de Carranza
Cádiz – Andaluzia/Espanha
Real Madrid: Juanmi; Chendo, Hierro (Nando), Lasa e Villarroya; Milla, Aragon, Prosinecki (Luís Enrique) e Llorente (Alfonso); Turil e Zamorano. Técnico: Benito Floro.
São Paulo: Zetti (Marcos); Vítor, Adílson, Ronaldão (Válber) e Ivan; Pintado (Suélio), Dinho, Raí (Maurício) e Elivélton; Palhinha e Müller. Técnico: Telê Santana.
Gols: Elivélton aos 7 do primeiro tempo; Raí aos 3, Müller aos 4 e aos 13 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Chendo, Elivélton e Ronaldão
Cartão Vermelho: Zamorano
Bom é isso ai
Neste mesmo ano, ganhamos do Barcelona na final do Mundial.
No primeiro tempo desse jogo contra o Barcelona o Cruyff disse numa entrevista: "É esse o time que vamos enfrentar no mundial?". Até o momento o jogo estava 1 a 0 pro Barça.
Depois disso ele deve ter dito: "Puta que pariu, é esse o time que vamos enfrentar no mundial!"
E no mundial reconheceu: "Se for pra ser atropelado que seja por uma Ferrari!"
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