aaaaaaaaaaaaaa, informe-se um pouco:
No início do século o mais poderoso dos telescópios estava situado no Monte Wilson, nos EUA. Este telescópio tinha um espelho de 2,5 m de diâmetro. Com esse grande telescópio o astrônomo americano Edwin Hubble fez uma das mais importantes descobertas para o estudo da origem do universo.
Os astrônomos achavam que as galáxias se moviam aleatoriamente, em todas as direções. Para saber se uma dada galáxia estava se afastando ou se aproximando da Terra, Hubble usou o efeito Doppler na observação da luz enviada pelo objeto. As componentes da luz enviada por uma fonte luminosa se deslocam para o azul se a fonte estiver se aproximando e para o vermelho se a fonte estiver se afastando, do mesmo modo que o som de uma sirene muda conforme a ambulância se aproxima ou se afasta de nós.
Para a surpresa de todos Hubble descobriu que praticamente todas as estrelas estavam se afastando de nós, e mais, que quanto mais distante a galáxia, mais rápido seu afastamento. Observando centenas de galáxias Hubble chegou a uma relação linear que se escreve como: v = H . d.
Isto é, a velocidade de afastamento v de uma galáxia é tanto maior quanto maior for a distância d até nós. A constante H é chamada de constante de Hubble. Na verdade, todas as galáxias estão se afastando uma das outras e não especificamente de nós, isto é, o universo como um todo está se expandindo.
Para entender isso, pense numa bexiga de festa de aniversário cheia de pontinhos. Conforme a bexiga fica cada vez mais cheia, mais distante vai ficando um pontinho do outro.
Conforme o tempo passa mais distante fica uma galáxia da outra. E se passássemos este filme ao contrário, voltando no tempo? As galáxias estariam cada vez mais próximas, cada vez mais juntas uma das outras. O raio do universo diminui conforme voltamos no tempo, a sua densidade aumenta e sua temperatura aumenta. Foi pensando nisso que em 1948 o cientista russo naturalizado americano George Gamow enunciou a teoria do Big-bang. Segundo ela o universo teria nascido de uma enorme explosão ocorrida mais ou menos a 15 bilhões de anos atrás. Até então toda a matéria estava concentrada num único ponto, extremamente denso, quente e energético. Num certo momento esse ponto explode – instante zero – e começa a expansão do universo, que continua até hoje.
Existem outras evidências experimentais que comprovam está teoria.
No início o universo era extremamente quente e nestes bilhões de anos ele foi esfriando, segundo cálculos teóricos sua temperatura hoje seria algo em torno de 3 K (kelvin).
Em 1964, os rádios astrônomos americanos Arno Allan Penzias e Robert Woodrow Wilson descobriram acidentalmente um excesso de radiação de microondas, quando observavam o céu. Inicialmente acharam ser algum defeito no seu rádiotelescópio, mas por mais que tentassem eliminar esse ruído ele persistia e mais, parecia vir de todos os lados. Para onde eles viravam seu instrumento existia essa radiação de fundo.
A característica principal dessa radiação é que ela é uma radiação de corpo negro cuja temperatura é de 2,7 K, o que vem confirmar a teoria do Big – bang.
Uma outra evidência de que o universo ao longo do tempo foi mudando foi a descoberta, por Martin Ryle, de o número de radiogaláxias distantes ser maior que o número das próximas. Uma vez que as observações de corpos distantes correspondem a instantes mais remotos no passado, isto significa que o universo era diferente, no passado, do que é hoje, isto é, teria havido uma evolução.
A teoria do Big – bang é plenamente aceita hoje, mas muitas questões ainda estão abertas. O universo vai se expandir para sempre, esfriando cada vez mais? Ou o universo vai parar de se expandir e começará a se contrair, até voltar a ser um ponto de novo, para novamente explodir em outra grande explosão? Antes, o que existia? De onde veio toda essa energia e toda essa matéria?
Tchau.