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Tópico: Em Nome de Luin

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    Livro 1
    Capítulo V - O Perdão de um Rei
    -Então até nunca! – disse Araell


    O guerreiro da Ordem estava segurando Altar, pois este estava embriagado. Altar pediu cerveja após cerveja enquanto conversava, e logo depois entrou em um concurso de quem bebe mais sem vomitar. Ele perdeu. Era o último dia na caravela.

    - “Bossa” Arraelllll... – disse Altar – “Bigadro” meeeeeeeeeesmo. – bateu três vezes no peito do guerreiro rindo – “Vuze” é um amigááááummm...

    - Obrigado. – disse Araell morrendo de nojo da careca do pobre diabo que escorria espuma

    Abriu a porta do quarto de Altar e depositou-o na cama.

    - Ei! – gritou Altar - Cadê... minha... sobrinha?

    - Quem? – perguntou Araell, mas logo lembrou da garota que Altar estava –
    Não se preocupe, vou procurá-la.

    - Mande ela vir para o... – mas Araell bateu a porta antes dele terminar a frase.

    Antes de entrar no quarto, percebeu que vinham gemidos lá de dentro. Abriu um fresta da porta e conseguiu visualizar a garota nua encima de Artorios.
    Adolecentes... – pensou Araell – Melhor deixar os dois se divertirem por hoje. Amanhã desembarcamos mesmo.

    ***
    - NÃO! – gritou Artorios

    - Não vai ter discussão, meu príncipe! – disse Araell de braços cruzado na porta do quarto.

    Tinha entrado no quarto de manhã quando viu Prilore saindo do quarto para ir ao banheiro. Araell estava nu somente com o lençol branco cobrindo suas partes íntimas. Disse para dar adeus à garota, porque iriam desembarcar em uma hora.

    - Eu não vou para o castelo! – disse Artorios

    - Vai sim. Nem argumentações!

    - Eu vou fugir denovo! – disse Artorios se levantando e deixando o lençol cair – Simplesmente isso. Como eu fiz a uma semana atrás!

    - Aí o problema não é meu. A não ser que me mandem atrás de você de novo. E eu vou te pegar.

    - Você pode até tentar, mas já digo antes: não vou estar em Nionda.

    - Te caço até na Terra do Abandono se for preciso.

    - E no Inferno? – perguntou desafiador

    Araell demorou a responder duvidando de Artorios.

    - Somente o rei pode ir ao Inferno e você não quer ser um. E além do mais nenhum rei, tirando Brandor Luin, foi nesse local.

    - Então depois de 99 reis, serei o próximo. O centésimo rei vai ao Inferno! –
    disse abrindo os braços para o céu - Imagina só!

    - Você vai desembarcar daqui daqui à uma hora. – e bateu a porta. Prilore entrou logo em seguida.

    - Oi, gatão – disse a garota

    - Pri... – disse Artorios – Temos que conversar...

    - O que ouve? Se foi seu incidente ontem na cama, não tem problema... poderia acontecer com qualquer um!

    - Não! – exclamou Araell – Não é isso! Nunca mais falemos nisso!

    - Tudo bem então. – disse Prilore rindo – O que é então?

    - Araell disse que desembarcamos hoje...

    O rosto perfeito de Prilore murchou. Seu olhar se perdeu e seus lábios carnudos curvaram em um sorriso ao contrário.

    - Hoje? – perguntou com a voz falha

    - É. Daqui à mais ou menos meia hora.

    Prilore sentou-se na cama e afundou o rosto nas mãos. Artorios se sentou ao lado dela e pegou sua mão.

    - Você ainda vai para o exército? – perguntou Prilore

    - Que exército? – perguntou confuso, mas logo se lembrou da mentira – AH sim...! É... temo que sim...

    Prilore suspirou. Artorios pegou seu rosto com as duas mãos e disse:

    - Eu vou te procurar por toda a Vânia! Vamos para longe de Nionda... para as Terras Próximas se possível!

    Prilore abriu um sorriso torto. Artorios então beijou a garota. Seus últimos beijos.

    ***

    Altar desceu a rampa do barco com Prilore sendo segurada pelo braço. A garota tentava se livrar da mão do caçador de recompensas. Ela olhava para trás o tempo todo tentando encontrar o olhar de Artorios, mas sempre era puxada bruscamente por Altar.

    Quando a garota finalmente chegou no chão de pedra de Vânia, Artorios correu de Araell e tentou pular da beirada da embarcação como fez em Tir’Rafer, mas o guarda era mais rápido.

    - Você pode até pular, - disse prendendo as mãos do garoto nas costas – mas lembre-se que você está em Vânia. Todos te conhecem, e seria só eu descer e te esperar sair da água.

    Artorios parou então de fazer força e andou ao lado de Araell. Quando desceram da rampa de madeira o príncipe olhava para todas as direções procurando a amada, mas ela e o careca já tinha virado alguma esquina e desaparecido na grande capital de Nionda.

    Um cego poderia ser guiado por um simples gato moribundo, se quisesse chegar ao Castelo de Vânia. Era várias vielas emparelhadas e bem iluminadas à noite, que levavam a qualquer lugar de Vânia. Não existia um único beco sem saída. Um perfeito labirinto construído pelos anjos.

    O castelo ficava exatamente no centro. Parecia um imã “desenhando” seu campo magnético em palhas de aço, pois as casas fazia uma perfeita circunferência em volta do palácio, como uma muralha.

    Artorios avistou o palácio colossal. Só se via um borrão na janela da torre do trono de tão alta que era. O rei aparecia ali todo mês e o povo o saudava. Já estivera ali sendo segurado para fora do parapeito pelo rei mostrando seu nascimento.

    - HOUTER! – gritou Araell ao chegar nos portões de prata. Era magnífico os detalhes que o metal fazia.

    - HOLT! – gritou outro de dentro

    - Araell!

    Dois guardas que estiveram em guarda do lado de dentro abriram o portão, que se abriu sem rangido.

    Araell sem cumprimentar ninguém passou direto pela pequena praça a frente do castelo. Tinha uma fonte com a imagem de Brandor Luin com uma espada ferindo uma fumaça aos seus pés.

    Araell abriu a porta do castelo e entrou puxando Artorios. Nem se detiveram na entrada. Viraram à esquerda e começaram a subir uma escada em caracol. A subida era longa.

    Ao chegarem ao topo, exaustos, tinha uma pequena saleta com uma mesa e duas cadeiras. Dois guardas se encontravam dos dois lados do arco da sala do trono.

    - Sou Araell Phausus. Trouxe o príncipe, Artorios Luin como ordenado pela Ordem.

    Um dos guardas passou pelo arco e ouviu-se anunciando:

    - Araell Phausus pede audiência.

    Araell respirou fundo e passou pelo arco. Com os olhos fechados se ajoelhou e murmurou as preces:

    - “Sou apenas um guerreiro a serviços de meu Deus e de meu Rei, Wyran Luin.”

    - Prossiga, meu filho – veio uma voz a frente de Araell.

    Abriu os olhos e se viu na sala. Um tapete vermelho se estendia até uma cadeira de ouro com pés de leão. Sentado nela estava Wyran Luin, o 99° rei de Nionda. Seus cabelos brancos eram longos e ficavam presos num rabo-de-cavalo. Seu rosto tinha várias rugas, mas seus olhos eram vivos e sábios.

    Ao lado do rei, estava a rainha Ajhani. Não a rainha que deu a luz a Artorios, mas a 3ª esposa de Wyran. As outras tinham morrido. Era gorda, mas seu rosto era lindo. Levantou do trono, esvoaçando seu cabelo ruivo e disse:

    - Onde está meu Artorios?

    O garoto entrou lento na sala olhando para o chão. Ajhani correu dramaticamente até o “filho” e abraçou chorando e dizendo com estava preocupada. O rei era impassível.

    - Vá falar com seu pai. – murmuro a madrasta no ouvido de Artorios.

    Ele foi arrastando os pés no tapete, no que durou uma eternidade, e se ajoelhou perante ao rei.

    - Perdão, pai.

    O rei sem olhar para o filho levantou a palma de sua mão e pôs sobre sua cabeça.

    Naquele clima, a rainha Ajhania disse:

    - Bom... Marow!

    Um duende vestido em uma bata branca entrou na sala do trono mancando, se ajoelhou e disse as preces ao rei.

    - Prossiga, duende. – disse o rei

    - Peço permissão para levar o jovem Luin para escolher a noiva.

    O rei levantou a palma da mão novamente.

    O duende capengou até Artorios, tomou-lhe a mão e arrastou para fora da sala do trono.

    Araell continuava ajoelhado perto do arco. Ajhani pôs as mão em seu ombro e disse:

    - O que podemos fazer por você Araell Phausus, matador de Trolls, protegido
    do falecido General Kamino?

    - Descanso.

    - Como?

    - Peço para visitar minha cidade natal, Enori.

    - Concedida.

    - Aproxime-se Araell dos Trolls. – disse o rei Wyran

    Araell se levantou e andou até perto do rei onde se ajoelhou novamente. O rei se levantou tremendo, e retirou a espada de Araell da bainha. Fez o sinal da cruz com ela em Araell e disse:

    - Eu, Wyran Luin, filho de Polerion Luin, te nomeio Sir Araell Phausus, o Matador de Trolls.

    ***

    Marow, o duende, conduziu Artorios até o banheiro real. Despiu-o e jogou-o na banheira gigante.

    Depois de limpo, Marow pôs uma túnica preta em Artorios e levou-o até outra sala.

    Era uma sala pequena, pouco iluminada, mas larga. Uma fileira de mulheres vestidas de branco estavam posicionadas uma ao lado da outra, eretas e impassíveis. As emoções estampadas em seus rostos variavam. Algumas estavam felizes, outras carrancuda e outras pareciam sem notar a importância do evento

    - O que eu faço agora, Marow? – perguntou Artorios

    - Escolha a que mais te agrada e ela será sua esposa.

    - Assim?

    - Assim.

    Artorios olhou para as garotas. Não sabia quem escolher. Não queria. Queria
    Prilore.

    Passou os olhos pela fileira. As garotas eram lindas. A câmara que se encontravam era no terceiro andar. Olhou para a parede esquerda e viu uma janela. Já estava quase pensando em pular por ela e deixar Araell e/ou outro guarda o perseguir. Mas viu alguém de nariz empinada, boca reta e olhos virados para cima como se estivesse impaciente.
    Quem tiver dúvidas quanto a localização ou a distância entre Tir'Rafer e Vânia, chequem o mapa no post principal.

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    Última edição por Lorofous; 27-05-2010 às 20:12.


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    Hello dogs,
    Não teve nenhum comentário no último, mas aí está:
    Livro 1
    Capítulo VI - Lua, Flecha e Terremoto
    O lugar era mal iluminado. Não dava para descrever o lugar de tão escuro que a câmara era. O teto era quebrado e a luz da Lua incidia em um trono no topo de uma escada. A figura triste, esquelética e curvada sentada no trono iluminada pela luz levantou um dedo.

    Lá embaixo, onde a Lua não alcançava, alguém falou:
    - Salve, Rei dos reis!

    A figura continuou como estava. As vezes seu braço esquelético tinha espasmos que pareciam involuntários.

    - Já? – respondeu lá embaixo e a figura continuava em silêncio.

    - Mas... sim. Chegaremos lá quando o Sol iluminar Vossa Majestade e...

    A figura bateu com o punho no braço do trono e a pessoa respondeu:

    - Ainda está no navio? – pausa - Então esperaremos. Nosso trono não ficará vazio. Pode confiar em nós como sempre confiou desde o início dos tempos.

    ***

    Meio dia, naquele mesmo dia.

    - P-p-prilore? – gaguejou Artorios

    Marow olhou uma lista respondeu:

    -Sim, temos uma Prilore. – olhou desconfiado para o príncipe – Como sabia?

    - Ahn... ela tem cara de Prilore.

    - Prilore! – gritou Marow

    A garota demorou a olhar, mas quando olhou arregalou os olhos.

    Artorios? – pensou

    Algumas garotas bateram o pé, bufaram e gemeram de desapontamento, enquanto outras pareciam aliviadas.

    - Fora! Fora! – dizia Marow empurrando as outras candidatas – O príncipe escolheu sua noiva.

    - Príncipe? – murmurou Prilore para Artorios

    - Noiva? – respondeu o garoto. Olhou para Marow que fechava a porta – Saia também, duende! Deixe-nos a sós.

    O duende ficou olhando para os dois e então capengou para fora.

    - Como assim?!? – gritou Prilore

    - Como assim?, digo eu! – respondeu Artorios

    - Não se faça de desentendido, Artorios, se esse é seu nome! E o exército?

    - E sua família? O que veio fazer aqui?

    - Não mude de assunto! Como você não me contou que você será o 100° rei de Nionda?

    - Como você não me contou que iria ser uma candidata à 287ª rainha de Nionda?

    - Talvez se você tivesse me dito que era o príncipe, eu não mentiria. Quem mentiu primeiro foi você!

    - O que você faria? Ainda teria ficado comigo caso eu tivesse lhe dito quem era? Você teria ido para cama com um Luin?

    - Talvez. Se o príncipe me escolhesse eu teria que ir de qualquer jeito.
    Prilore cruzou os braços. Artorios andou por trás dela e a abraçou.

    - Mas eu te escolhi. – disse próximo ao ouvido da princesa

    - Só porque já me conhecia.

    - Não. Você é a mais linda de todas.

    - Sei. – disse sorrindo

    Eles se beijaram.

    ***

    - Até mês que vem, Araell! – gritou um guarda negro

    - Até, Taderon, meu grande amigo. – disse Araell apertando a mão do negro gigante

    - Enori? Esqueceu alguém lá?

    - Acho que alguém esqueceu de mim.

    - Deixe-me abrir o portão para você.

    Taderon girou a roda e soltou os cabos que abriu o portão.

    - Vai estar de volta para a festa do centésimo rei?

    - Espero que não.

    Um som de algo cortando ar irrompeu e uma flecha ficou no chão atrás de
    Araell. Tinha um pedaço de pano rasgado preso nela. Taderon tirou e mostrou para Araell. No pedaço de pano estava escrito:

    100°


    - Ahn? – balbuciou Taderon coçando a careca suada

    - Centésimo? – perguntou para si Araell

    - Não seria o príncipe Artorios? 100° rei de Nionda...

    - Hm... melhor falar com o general.

    - Deve ser somente uma mensagem de congratulações, Araell.

    - Uma mensagem há ver com Artorios cravada em uma flecha, me parece um
    bom motivo para falar com o general.

    Passou por Taderon no sentido contrário e andou em direção ao castelo.
    Contornando-o, existia um casebre. Araell bateu três vezes no chão e abriu a porta. Lá tinha prateleiras empoeiradas cheias de ferramentas, garrafas vazias e aranhas. Ficou de cócoras e procurou embaixo da última prateleira uma chave. Limpou sua mão empoeirada e enfiou a chave numa fechadura no chão.

    Abriu o alçapão e desceu as escadas que rangiam. Era silencioso ali. Raramente havia conversas ali dentro. Ali dentro era o “Quartel General” da Ordem em Vania.

    O general responsável por todas as operações morava ali... era difícil dizer se já havia visto a luz do dia fora de um combate.
    Abriu a porta de madeira bem trabalhada com o símbolo da ordem e entrou na sala.

    A sala era quente por causa das tochas que ficavam acesas dia e noite e, pelo mesmo motivo, havia um cheiro de fumaça.

    - General Andor? – perguntou Araell tentando enxergar através da fumaça

    - Quem é? – perguntou a voz grave. Araell sempre pensou que os generais eram escolhidos pelo tom de voz, pois todos tinham esse tom grosso.

    - Araell Phausus, senhor.

    - Você não ia tirar férias, Araell?

    - Ia, mas acabei me deparando com isso...

    Araell depositou a flecha e o pano encima da mesa do general. A mão grande e cheia de veias saiu da neblina de fumaça, que rodeava a sala, agarrou o bilhete e leu.

    - E o que significa isso?

    - Acho que deve ser uma ameaça.

    - Ameça? – o general riu

    - Sim. Uma mensagem subliminar dizendo que vão atacar o centésimo rei de Nionda.

    - Besteira. Vá tirar suas férias. O sol de Tir’Rafer queimou seus neurônios.
    Araell virou de costas praguejando. Porque era difícil para um general, incumbido de proteger os Luins, acreditar que alguém tentava mata o próximo sucessor?

    Que se dane. Não me importo com essa família mesmo...

    Ao subir a escada de madeira, ela, as paredes, o chão começaram a tremer. Ouviu o general gritar um palavrão. Tentou se segurar em alguma coisa, mas caiu de costas. Lá encima, pessoas gritavam e o barulho de fogo crepitando.
    Tinha algo errado, mas antes que tentasse descobrir, desmaiou.
    Está quase no fim do Livro 1. O próximo capítulo é o penúltimo.

    ..:: Lorofous ::..


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  3. #3
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    Hello guys,
    Faz dois capítulos que não tem comentário nenhum... =/
    Bom, esse é o último capítulo do Livro 1. Espero que gostem.
    Livro 1
    Capítulo VII - Olá, Olhos Brilhantes!
    Araell abriu os olhos com dificuldade. A pancada na cabeça havia sido forte e quando olhou para seu braço viu uma tora de madeira quebrada encima dele.

    - Vamos, Phaustsus! – gritou o General Andor aparecendo – A cidade está sendo atacada!

    Araell tentou dizer “eu tentei avisar”, mas o General já estava roxo e estava com muita dor para ficar contando vantagem. Puxou o braço e viu a tora rolar. Era tão bonita...

    Subiu a escada atrás do General, segurando-se no corrimão de madeira caso os degraus cedessem. Andor gritou quando já estava no casebre:

    - Vou para a frente do castelo reunir os homens! Me encontre lá!

    Sim, general! – pensou tonto. Subiu o último degrau e cambaleou e girou de braços abertos pelo casebre esbarrando nas prateleiras e derrubando algumas garrafas. Pegou uma e bebeu.

    Força na hora da luta...

    Contornou o castelo desembaiando a sua espada sem nome. Queria que ela tivesse um nome, pois todo grande guerreiro dá um nome à sua espada, que é sua fiel companheira. Poucos da Ordem ficaram apegados à uma espada a ponto de nomeá-la, mas Araell queria nomeá-la e gravar seu nome na lâmina e quem sabe um dia passá-la para seu filho...

    Chegando perto da praça, viu a fonte quebrada. A cidade deve estar se sentindo violada. Aquela fonte é a peça mais importante de toda Vânia. Nela estava esculpida Brandor Luin cravando sua espada em Lúcifer – representado por uma massa disforme e com chifres.

    Viu os soldados de Vânia lutando com suas espadas contra vários homens vestidos de branco e usando um turbante deixando só os olhos a mostra. Esses não lutavam, apenas se defendiam com cajados e tentavam abrir caminho, graciosamente, em direção ao castelo guardado por mais alguns soldados. Araell foi se juntar a esses.

    Entrou no castelo e subiu a escada que levava a sala do trono.

    - Onde está Artorios? – perguntou para o guarda da saleta

    - Foi escolher a noiva. – respondeu o guarda – Ele está a salvo do combate lá fora. Nossos soldados são os melhores de toda a Nionda e Terras Próximas.

    - E o rei Wyran? Está a par da situação?

    - Não acreditamos que o rei precise se preocupar com uma situação que já está controlada.

    E ao terminar essa frase, Araell viu um homem vestido de branco passar direto por eles.

    - HOUTER! – gritou o guarda – Você não pode entrar aí!

    O homem respondeu acertando o rosto do guarda que desmaiou. O invasor entrou na sala do trono e Araell foi atrás pensando como “Houter”, a saudação de Nionda, era um nome bonito.

    - Eu vou te salvar, majestade! – gritou pegando o ombro do homem de branco e puxando para trás.

    Eles tropeçaram na túnica do invasor e caíram no chão. Araell deu um soco no rosto do homem deixando o turbante cair revelando uma cabeleira branca. Ele abriu os olhos e Araell pode ver seus olhos brancos e luminosos. Uma coisa linda de se ver...

    - Olá, olhos brilhantes! – disse ainda tonto, então desmaiou pela segunda vez.

    O homem de turbante virou-se para o rei Wyran que estava sendo abraçado por sua esposa Ajhani. O rei retribuía o abraço, mas mantinha seus olhos no homem.

    - Onde está o príncipe? – perguntou o “Olhos Brilhantes”

    - Terá que me matar para me fazer trair meu próprio filho. – disse Wyran

    Ele parou de abraçar a rainha e assumiu uma pose ereta e empunhou sua espada que sempre segurava.

    - Não estamos aqui para brigar ou matar alguém. – disse o homem de branco

    - Então nunca me farão dizer onde está meu filho.

    Wyran correu na direção do homem empunhando sua espada encima de sua cabeça. Não parecia ser um velho de 89 anos e sim 29. Sua espada veio verticalmente na direção da cabeça do homem. Wyran atacava frenéticamente, mas o outro apenas se esquivava. Realmente estava ali em uma missão de captura sem deixar feridos. Ele tirou seu cajado de dentro da túnica e acertou o rei de Nionda embaixo do braço, quando este erguia a espada. Podia ter uma grande disposição, mas seus ossos já eram velhos. O rei se ajoelhou.

    - Me mate! Não vou abandonar meu filho!

    O homem se agachou perto do rei e olhou com seus olhos luminosos bem no fundo dos olhos negros dele. Wyran sentiu-se mais leve e que começava a pensar no filho escolhendo uma noiva.

    - Obrigado. – disse o homem de branco e saiu da sala indo para a câmara que Artorios estava.

    Desceu três lances de escada e viu um duende verde corcunda parado em frente a porta batendo e gritando:

    - Anda, Artorios! O que está fazendo aí? – então Marow se virou e viu o homem – Mas o que...? – e foi atacado na cabeça pelo cajado

    Empurrou a porta com as duas mão e viu Artorios beijando uma garota linda de cabelos negros. Sem falar nada, agarrou Artorios e virou para olha-lo nos olhos.

    - EI! – gritou o garoto – Mas o que é isso?

    Olhando no fundo dos olhos do príncipe, vendo seu passado e todos os seus atos, o homem de turbante pensou consigo mesmo: É ele.

    Então pulou pela janela com Artorios desmaiado nos braços, ouvindo a garota gritando por ele três andares acima. Caiu como se tivesse pulado de um degrau e então se comunicou com a mente com os companheiros.

    Todos os homens pararam e saíram andando pelos portões como se nada tivesse acontecido. “Olhos Brilhantes” ia levando Artorios desmaiado em seu colo.

    > Fim do Livro 1 <
    Bom. Qualquer dúvida, pode ser postada aqui, mas só responderei as que não der muito spoil do final da saga.

    Esse livro, como podem ter lido, falou sobre Artorios Luin e seu romance com Prilore e agora, no final ele sendo raptado pelo Povo. Quem leu "O Martelo dos Dwarfs" do início ao fim, sabia que ele ia ser raptado uma hora ou outra.

    O Livro 2 será focado no filho de Artorios com Prilore: Dyrilan Luin. Rá, os curiosos que quiserem saber que Dyrilan Luin é esse, terão que ler até o fim esse livro, que terá muita ação.

    Espero que tenham gostado de tudo quem vem ocorrido durante esse livro e se não gostaram, comentem aqui que acertarei as contas com todos no Livro 2 que eu já começei a escrever.

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  4. #4
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    Bom, não entendo muito sobre história, porém, sempre gostei muito das suas, essa história ficou ótima, a falta de comentários acredito que seja a mudança da sessão que acabou dividindo os poucos usuários da outra, porém, se continuar escrevendo, saiba que pelo menos eu vou ler 8D

  5. #5
    Avatar de Bela~
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    Como prometido, vim ler os capítulos subsequentes.

    Capítulo V
    Acho que este capítulo merecia uma boa revisão, encontrei muitos errinhos bobos de digitação. Além do fato de muitas frases admitirem outras palavras, que se adequariam melhor ao texto. Aqui você repetiu demais os nomes, como o do Araell.


    Abriu um fresta da porta
    uma

    Nem argumentações!
    Sem

    Eu vou fugir denovo!
    de novo

    magnético em palhas de aço, pois as casas fazia uma perfeita circunferência em volta do palácio
    faziam

    - Prossiga, meu filho – veio uma voz a frente de Araell.
    à frente

    Algumas estavam felizes, outras carrancuda e outras
    carrancudas

    A câmara que se encontravam era no terceiro andar.
    na qual se encontravam

    pular por ela e deixar Araell e/ou outro guarda o perseguir.
    O "e/ou" ficou estranho...

    Capítulo VI
    Hul, gostei dele. Não pela forma com que foir escrito - que pode melhorar - mas pelo conteúdo que tem. Finais que terminam com ação são os melhores, ao meu ver. E... eu ilustrei aquela cena, eu ilustrei! *3*

    Há bastantes repetições aqui, principalmente na primeira cena descrita. Não vou citá-las, quero que as procure sozinho e conserte (y) Bem, só vou mostrar um exemplozinho:


    Era silencioso ali. Raramente havia conversas ali dentro. Ali dentro era o “Quartel General” da Ordem em Vania. (...) O general responsável por todas as operações morava ali...
    Outros detalhes:
    Uma mensagem há ver com Artorios cravada em uma flecha
    Uma mensagem a ver

    a flecha e o pano encima da mesa do general.
    em cima

    que alguém tentava mata o próximo sucessor?
    matar

    Ao subir a escada de madeira, ela, as paredes, o chão começaram a tremer.
    "ele", não?

    Pronto. Repito: revise esses dois últimos capítulos, não é legal ficar lendo algo cheio de falhas.

    Logo comentarei o último, continue escrevendo

    Bela~

    Ps: passa na minha história? Acabei de postar o terceiro cap, apesar de não estar mostrando como atualização ._.

    _/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/_/

    Haha, quase que faço um triple post aqui Como a seção está parada ._.

    Loro, comentarei o último capítulo que estava te devendo, o capítulo VII. Não vou falar dos erros gramaticais e de digitação, acho que todos são repetidos de outros episódios, e que valem ser revisados por você mesmo.

    Quanto ao desenrolar da estória, senti falta de uma descrição maior do cenário, principalmente o primeiro. No capítulo anterior você falou um pouco do lugar, mas ainda deixou as coisas muito "por conta do leitor". Afinal, já era noite?

    Ainda falando da primeira parte, especialmente, você poderia ter detalhado melhor as emoções de Araell no momento. Isso até contribuiria mais para criar a atmosfera de "invasão à cidade", que poderia ter sido melhor representada.

    Deixando um pouco de lado a estética, eu gostei deste capítulo. Utilizar "olhos brilhantes" foi uma boa sacada, que evitou repetições. Como disse, bastante ação deu um toque especial. Agora estou esperando pela continuação. Não fique desmotivado pelos poucos comentários, é assim mesmo :o

    Até mais :thumb:

    Bela~




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    Última edição por Bela~; 04-07-2010 às 14:33.



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