Quem tiver dúvidas quanto a localização ou a distância entre Tir'Rafer e Vânia, chequem o mapa no post principal.Livro 1-Então até nunca! – disse Araell
Capítulo V - O Perdão de um Rei
O guerreiro da Ordem estava segurando Altar, pois este estava embriagado. Altar pediu cerveja após cerveja enquanto conversava, e logo depois entrou em um concurso de quem bebe mais sem vomitar. Ele perdeu. Era o último dia na caravela.
- “Bossa” Arraelllll... – disse Altar – “Bigadro” meeeeeeeeeesmo. – bateu três vezes no peito do guerreiro rindo – “Vuze” é um amigááááummm...
- Obrigado. – disse Araell morrendo de nojo da careca do pobre diabo que escorria espuma
Abriu a porta do quarto de Altar e depositou-o na cama.
- Ei! – gritou Altar - Cadê... minha... sobrinha?
- Quem? – perguntou Araell, mas logo lembrou da garota que Altar estava –
Não se preocupe, vou procurá-la.
- Mande ela vir para o... – mas Araell bateu a porta antes dele terminar a frase.
Antes de entrar no quarto, percebeu que vinham gemidos lá de dentro. Abriu um fresta da porta e conseguiu visualizar a garota nua encima de Artorios.
Adolecentes... – pensou Araell – Melhor deixar os dois se divertirem por hoje. Amanhã desembarcamos mesmo.
***- NÃO! – gritou Artorios
- Não vai ter discussão, meu príncipe! – disse Araell de braços cruzado na porta do quarto.
Tinha entrado no quarto de manhã quando viu Prilore saindo do quarto para ir ao banheiro. Araell estava nu somente com o lençol branco cobrindo suas partes íntimas. Disse para dar adeus à garota, porque iriam desembarcar em uma hora.
- Eu não vou para o castelo! – disse Artorios
- Vai sim. Nem argumentações!
- Eu vou fugir denovo! – disse Artorios se levantando e deixando o lençol cair – Simplesmente isso. Como eu fiz a uma semana atrás!
- Aí o problema não é meu. A não ser que me mandem atrás de você de novo. E eu vou te pegar.
- Você pode até tentar, mas já digo antes: não vou estar em Nionda.
- Te caço até na Terra do Abandono se for preciso.
- E no Inferno? – perguntou desafiador
Araell demorou a responder duvidando de Artorios.
- Somente o rei pode ir ao Inferno e você não quer ser um. E além do mais nenhum rei, tirando Brandor Luin, foi nesse local.
- Então depois de 99 reis, serei o próximo. O centésimo rei vai ao Inferno! –
disse abrindo os braços para o céu - Imagina só!
- Você vai desembarcar daqui daqui à uma hora. – e bateu a porta. Prilore entrou logo em seguida.
- Oi, gatão – disse a garota
- Pri... – disse Artorios – Temos que conversar...
- O que ouve? Se foi seu incidente ontem na cama, não tem problema... poderia acontecer com qualquer um!
- Não! – exclamou Araell – Não é isso! Nunca mais falemos nisso!
- Tudo bem então. – disse Prilore rindo – O que é então?
- Araell disse que desembarcamos hoje...
O rosto perfeito de Prilore murchou. Seu olhar se perdeu e seus lábios carnudos curvaram em um sorriso ao contrário.
- Hoje? – perguntou com a voz falha
- É. Daqui à mais ou menos meia hora.
Prilore sentou-se na cama e afundou o rosto nas mãos. Artorios se sentou ao lado dela e pegou sua mão.
- Você ainda vai para o exército? – perguntou Prilore
- Que exército? – perguntou confuso, mas logo se lembrou da mentira – AH sim...! É... temo que sim...
Prilore suspirou. Artorios pegou seu rosto com as duas mãos e disse:
- Eu vou te procurar por toda a Vânia! Vamos para longe de Nionda... para as Terras Próximas se possível!
Prilore abriu um sorriso torto. Artorios então beijou a garota. Seus últimos beijos.
***
Altar desceu a rampa do barco com Prilore sendo segurada pelo braço. A garota tentava se livrar da mão do caçador de recompensas. Ela olhava para trás o tempo todo tentando encontrar o olhar de Artorios, mas sempre era puxada bruscamente por Altar.
Quando a garota finalmente chegou no chão de pedra de Vânia, Artorios correu de Araell e tentou pular da beirada da embarcação como fez em Tir’Rafer, mas o guarda era mais rápido.
- Você pode até pular, - disse prendendo as mãos do garoto nas costas – mas lembre-se que você está em Vânia. Todos te conhecem, e seria só eu descer e te esperar sair da água.
Artorios parou então de fazer força e andou ao lado de Araell. Quando desceram da rampa de madeira o príncipe olhava para todas as direções procurando a amada, mas ela e o careca já tinha virado alguma esquina e desaparecido na grande capital de Nionda.
Um cego poderia ser guiado por um simples gato moribundo, se quisesse chegar ao Castelo de Vânia. Era várias vielas emparelhadas e bem iluminadas à noite, que levavam a qualquer lugar de Vânia. Não existia um único beco sem saída. Um perfeito labirinto construído pelos anjos.
O castelo ficava exatamente no centro. Parecia um imã “desenhando” seu campo magnético em palhas de aço, pois as casas fazia uma perfeita circunferência em volta do palácio, como uma muralha.
Artorios avistou o palácio colossal. Só se via um borrão na janela da torre do trono de tão alta que era. O rei aparecia ali todo mês e o povo o saudava. Já estivera ali sendo segurado para fora do parapeito pelo rei mostrando seu nascimento.
- HOUTER! – gritou Araell ao chegar nos portões de prata. Era magnífico os detalhes que o metal fazia.
- HOLT! – gritou outro de dentro
- Araell!
Dois guardas que estiveram em guarda do lado de dentro abriram o portão, que se abriu sem rangido.
Araell sem cumprimentar ninguém passou direto pela pequena praça a frente do castelo. Tinha uma fonte com a imagem de Brandor Luin com uma espada ferindo uma fumaça aos seus pés.
Araell abriu a porta do castelo e entrou puxando Artorios. Nem se detiveram na entrada. Viraram à esquerda e começaram a subir uma escada em caracol. A subida era longa.
Ao chegarem ao topo, exaustos, tinha uma pequena saleta com uma mesa e duas cadeiras. Dois guardas se encontravam dos dois lados do arco da sala do trono.
- Sou Araell Phausus. Trouxe o príncipe, Artorios Luin como ordenado pela Ordem.
Um dos guardas passou pelo arco e ouviu-se anunciando:
- Araell Phausus pede audiência.
Araell respirou fundo e passou pelo arco. Com os olhos fechados se ajoelhou e murmurou as preces:
- “Sou apenas um guerreiro a serviços de meu Deus e de meu Rei, Wyran Luin.”
- Prossiga, meu filho – veio uma voz a frente de Araell.
Abriu os olhos e se viu na sala. Um tapete vermelho se estendia até uma cadeira de ouro com pés de leão. Sentado nela estava Wyran Luin, o 99° rei de Nionda. Seus cabelos brancos eram longos e ficavam presos num rabo-de-cavalo. Seu rosto tinha várias rugas, mas seus olhos eram vivos e sábios.
Ao lado do rei, estava a rainha Ajhani. Não a rainha que deu a luz a Artorios, mas a 3ª esposa de Wyran. As outras tinham morrido. Era gorda, mas seu rosto era lindo. Levantou do trono, esvoaçando seu cabelo ruivo e disse:
- Onde está meu Artorios?
O garoto entrou lento na sala olhando para o chão. Ajhani correu dramaticamente até o “filho” e abraçou chorando e dizendo com estava preocupada. O rei era impassível.
- Vá falar com seu pai. – murmuro a madrasta no ouvido de Artorios.
Ele foi arrastando os pés no tapete, no que durou uma eternidade, e se ajoelhou perante ao rei.
- Perdão, pai.
O rei sem olhar para o filho levantou a palma de sua mão e pôs sobre sua cabeça.
Naquele clima, a rainha Ajhania disse:
- Bom... Marow!
Um duende vestido em uma bata branca entrou na sala do trono mancando, se ajoelhou e disse as preces ao rei.
- Prossiga, duende. – disse o rei
- Peço permissão para levar o jovem Luin para escolher a noiva.
O rei levantou a palma da mão novamente.
O duende capengou até Artorios, tomou-lhe a mão e arrastou para fora da sala do trono.
Araell continuava ajoelhado perto do arco. Ajhani pôs as mão em seu ombro e disse:
- O que podemos fazer por você Araell Phausus, matador de Trolls, protegido
do falecido General Kamino?
- Descanso.
- Como?
- Peço para visitar minha cidade natal, Enori.
- Concedida.
- Aproxime-se Araell dos Trolls. – disse o rei Wyran
Araell se levantou e andou até perto do rei onde se ajoelhou novamente. O rei se levantou tremendo, e retirou a espada de Araell da bainha. Fez o sinal da cruz com ela em Araell e disse:
- Eu, Wyran Luin, filho de Polerion Luin, te nomeio Sir Araell Phausus, o Matador de Trolls.
***
Marow, o duende, conduziu Artorios até o banheiro real. Despiu-o e jogou-o na banheira gigante.
Depois de limpo, Marow pôs uma túnica preta em Artorios e levou-o até outra sala.
Era uma sala pequena, pouco iluminada, mas larga. Uma fileira de mulheres vestidas de branco estavam posicionadas uma ao lado da outra, eretas e impassíveis. As emoções estampadas em seus rostos variavam. Algumas estavam felizes, outras carrancuda e outras pareciam sem notar a importância do evento
- O que eu faço agora, Marow? – perguntou Artorios
- Escolha a que mais te agrada e ela será sua esposa.
- Assim?
- Assim.
Artorios olhou para as garotas. Não sabia quem escolher. Não queria. Queria
Prilore.
Passou os olhos pela fileira. As garotas eram lindas. A câmara que se encontravam era no terceiro andar. Olhou para a parede esquerda e viu uma janela. Já estava quase pensando em pular por ela e deixar Araell e/ou outro guarda o perseguir. Mas viu alguém de nariz empinada, boca reta e olhos virados para cima como se estivesse impaciente.
..:: Lorofous ::..
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