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Tópico: Concurso Roleplay Telling - 2009

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  1. #1
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    Padrão Luzir - Uma pequena epopéia Rookgaardiana - Steve do Borel

    Luzir - Uma pequena epopéia Rookgaardiana
    Steve do Borel



    E uma estrela cadente cruzou o céu.

    Não uma qualquer, mas uma rápida, veloz, com o brilho tão intenso que seria capaz de ofuscar qualquer corpo que tentasse se opor em sua sublime trajetória.

    Uma pena ter desaparecido tão rápido.

    Alguns aventureiros tiveram a honra de quase a ver, mas tudo o que sentiram foi um repentino clarão, e a confundiram com um relâmpago ou qualquer outra coisa.

    No entanto, do cume de uma montanha à nordeste de Rookgaard, talvez um dos pontos mais altos de toda a ilha, o espetáculo pôde ser visto de perto. E o ancião Hyacinth foi o único homem a ser agraciado com a visita da estrela.

    Mesmo sem saber se o que via era real ou não, desejou. Suas palavras foram sinceras, ditas em um tom de voz suave e acolhedor, embora quase inaudível, de forma que apenas as paredes rochosas da montanha puderam ouvir seu mais sincero desejo.

    E então a estrela sumiu.

    ***

    Era uma bela manhã, e Sandro Dalarian acordou com o cântico dos pássaros e o suave farfalhar das folhas que caíam no outono. Era em momentos como aquele que a certeza de que Rookgaard é o lugar mais calmo e aprazível de todo o Tíbia se confirmava.

    Sandro morava em um casebre rústico na parte sudoeste da ilha, um pouco distante de tudo e todos. Fazia parte de um diminuto grupo que podia chamar aquela cidade de lar, e se orgulhava disso, contrariando a opinião pública. Desde que decidiu tornar-se cidadão daquele pacato lugar, sofreu preconceito de diversas partes. Os patriotas, por não servir às potências do Grande Continente. Os aventureiros normais, por ser um tolo que não almeja desfrutar as aventuras que o espera mundo afora. Todos tinham um motivo.

    A verdade é que Rookgaard é uma cidade que desde o princípio é tida como um lugar para se passar, e não para se ficar. Muitos a vêem como um simples treinamento para guerreiros antes que eles possam ingressar nos batalhões das cidades do Grande Continente, onde o real perigo se escondia. Na verdade, todos pensavam assim.

    Todos exceto os rookers, pessoas que a escolheram como morada e não como caminho.

    E Sandro, talvez um dos mais respeitados deles, estava terminando o seu desjejum e se arrumando para sua caminhada diária ao centro da cidade, onde os pequenos eventos costumavam acontecer (até porque Rookgaard não possuía grandes eventos).

    A estrada era singela, de terra, adornada com flores, árvores e arbustos pela própria natureza. A caminhada foi serena, calma, e Sandro passou por alguns animais graciosos e alguns aventureiros perdidos. Como sempre acontecia.

    A Praça Principal era um pouco tumultuada, mas muito mais pela falta de espaço do que pela concentração de pessoas em si. O comércio, as gritarias de Dixi e os sempre presentes aventureiros perdidos (que podiam ser encontrados nos mais inusitados cantos da ilha) contribuíam para isso.

    Sandro passou rapidamente por ali e rumou um pouco para norte, onde se localizava a taverna de Norma, ponto de encontro dele e de seus amigos. Estavam quase todos lá, e saudaram-no com entusiasmo. Suri estava sentado em um banco em frente ao balcão, tomando um pouco de vinho, e entrou em êxtase quando o viu, com seu jeito espalhafatoso. Bradock, ao lado dele, manteve-se sentado, e o recebeu apenas com um sorriso convidativo. Ambos eram habitantes de longa data da ilha, e dificilmente podiam ser vistos tão alegres (cada um à sua maneira).

    - Nossa, gente, tudo isso é alegria por me ver?

    - Sheng está aí – disse Bradock, seco e sem rodeios, enquanto apertava a mão de Sandro.

    - Sheng, o aprendiz? – perguntou ele, espantado.

    - Ele mesmo – respondeu Suri. – Alec acabou de confirmar, mas teve que sair para resolver uns assuntos. – Sheng era um monstro que se auto-denominava aprendiz do poderoso Minotauro Feiticeiro, e aparecia de tempos em tempos em Rookgaard, não se sabe exatamente por quê. Diz que guarda segredos de seu mestre, e que a ilha se tornará deles. Mas sempre acaba derrotado por algum rooker e volta para onde quer que tenha saído.

    - Eu vou até lá – disse Sandro, decidido, esperando alguma negativa.

    - Sim, nós sabemos – disse Suri – E não vamos te impedir.

    - Achamos que você está enfim preparado – completou Bradock.

    Os dois pareciam já ter discutido aquele assunto suficientemente consigo mesmo.

    - Nossa... Então já estava tudo preparado para essa hora e só eu que não sabia?

    - Exato.

    Aquele foi um dos diálogos mais rápidos que os três já tiveram antes de Sandro partir para o norte, fora da cidade, onde se encontrava a caverna que o minotauro habitava. Seus amigos não o acompanharam, e ele preferiu assim. Na verdade, ambos já sabiam que ele preferiria assim. Queria matar o monstro sozinho, sem ninguém por perto, e viver a solitária glória.

    Desejaria apenas a presença de uma pessoa, mas que infelizmente não poderia estar lá.

    Passou pela ponte que separava a cidade dos territórios além dela, e Dallheim, guarda da ponte, percebeu a tensão em sua face.

    - Está tudo bem, jovem cavaleiro? – perguntou ele, colocando sua grande lança em seu caminho.

    - Melhor impossível, Dal. Agora, deixe-me passar, que depois eu te conto tudo. – empurrou a lança para o lado e começou a correr.

    Passou por um pouco de floresta, não muito densa, e entrou em uma caverna de corredores estreitos e escuros. Retirou de sua mochila uma tocha para iluminar o local, e segurou com a outra mão sua espada.

    Aqueles eram momentos de tensão. Sandro chutou para os lados alguns ratos e aranhas que habitavam a entrada do lugar e se deparou com um trasgo – medonho para a maioria dos aventureiros – mas fraco para ele. Com apenas dois movimentos, cortou o monstro ao meio, que tombou ao chão como uma pedra gigante, ecoando por toda a caverna.

    Conforme descia para os andares mais inóspitos e profundos, encontrava monstros cada vez mais fortes e horripilantes, mas sempre matava-os com certa facilidade. Chegou a um labirinto repleto de lobos e ogres, e teve a certeza de que o momento se aproximava.

    Levou algum tempo para encontrar a saída, e avistou uma desgastada escada de madeira. Desceu-a e o que viu foram mais lobos e ogros, mas agora haviam também minotauros.

    Depois de, com um pouco mais de dificuldade, liquidar todos, chegava a derradeira hora.
    Uma escada de mármore manchada de sangue levava ao que chamavam de “Inferno dos Minotauros”. Desnecessário explicar a razão.

    Sandro respirou fundo e uma golfada de coragem encheu seu coração. Desceu a escada brandindo sua espada, com um grito de guerra monumental.

    Logo num primeiro momento, se viu cercado por inúmeros minotauros, todos enfurecidos. Jogou sua tocha em um deles, que queimou e tombou ao chão, mas ainda havia muitos. Foi aí que sentiu uma rajada azul de energia o atingindo em seu peito, e pôde perceber Sheng vindo em sua direção. Em um único golpe, cortou superficialmente três minotauros, e conseguiu se desvencilhar para ver a fera.

    Tinha mais de dois metros e meio de altura, sendo um pouco maior que os demais minotauros. Possuía uma pelugem vermelha sobre a cabeça, que se assemelhava a um cabelo humano e descia até sua lombar. Segurava um imponente cajado mágico e tinha o corpo todo tatuado, com inscrições e símbolos que Sandro não conseguia decifrar.

    Seu momento de contemplação foi interrompido quando dois minotauros o ergueram e o arremessaram contra a parede, o que o fez deixar sua mochila com mantimentos e poções de cura cair no chão. Arrastou-se para tentar pegá-la, mas um bando de hienas apareceu não se sabe de onde e devorou-a. A batalha estava muito mais dura do que se imaginava.

    Sandro, contudo, não desistiu. Com alguns movimentos de espada, conseguiu facilmente feri-los e faze-los bater em retirada. Agora, só restava ele e Sheng. A fera manteve distância, e atacava com rápidas rajadas de energia e de fogo. Algumas eram absorvidas pela cota de malha que o aventureiro usava; outras acertavam-no em cheio. Mas o Aprendiz era fraco, de pouca resistência, e sem a proteção dos minotauros logo caiu ao chão, com um urro de dor.

    Sandro ajoelhou-se, fincando a espada no chão como forma de apoio, e contemplou o chão ensangüentado da caverna. Pensou que sua aventura havia chegado finalmente ao fim, e que a partir daquele momento poderia considerar-se um verdadeiro rooker.

    Mas o que aconteceu a seguir foi inacreditável.

    Ainda de guarda baixa, ajoelhado, ouviu um som que parecia o de uma porta destrancando. Espiou sobre os ombros, mas tudo o que via era uma escuridão profunda. No entanto, um novo barulho surgiu, rítmico e crescente.

    Quando Sandro percebeu que eram passos já era tarde demais. Até hoje não sabe se o que o apunhalou pelas costas foi uma porrada ou uma nova rajada de energia. O fato é que, depois disso, uma ofuscante luz surgiu e ele não se lembrou de mais nada.
    ***

    Alguns dias haviam se passado desde o misterioso ocorrido. Sandro havia acordado em sua casa, com as feridas completamente saradas e como se nada tivesse acontecido. Contou sua aventura para todos os seus amigos, que acreditaram e o apoiaram (talvez por causa do vinho, mas isso não vem ao caso).

    Naquele exato momento, contudo, ele estava solitário na orla de Rookgaard, em frente ao túmulo de Khone.

    Sandro era seu melhor amigo, e o viu morrer em seus braços, há exatos oito anos, por uma doença desconhecida. E ainda não havia conseguido superar essa dor. Jogava flores em seu túmulo, quando sentiu alguém aproximando-se.

    Era Hyacinth.

    - Lembro-me dele como se fosse ontem – disse o eremita, com sua voz rouca e impactante, apoiado em uma rústica bengala.

    - Eu também... – ratificou Sandro, ainda olhando para o mar, com a vista sobre o túmulo – Está vendo aquela ilha? – apontou para uma ilha envolta por fogo – Khone dizia que um dia chegaria até lá, e que encontraria os mistérios mais profundos de Rookgaard.

    - Era um sonhador...

    - Eu acreditava nele.

    Eles não trocaram mais nenhuma palavra. Hyacinth apenas repousou flores em seu túmulo, e ficou a fitar o horizonte ao lado de Sandro. Os dois viram o pôr-do-sol juntos, em uma tarde em memória de Khone. E, de alguma forma, o jovem rooker entendia que aquele encontro estava intimamente relacionado com sua misteriosa sobrevivência na cripta do minotauro.

    A chama rookgaardiana ainda estava acesa, e a ilha ainda veria inúmeras aventuras que seriam contadas nas próximas gerações por bardos e falariam de amizades, minotauros e espadas. Como a que acaba de ser contada.

    E uma estrela cadente cruzou o céu...

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  2. #2
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    Padrão O Relógio - Drasty

    O Relógio
    Drasty



    O sol brilhava estranhamente forte naquela manhã de Rookgaard. Os raios penetravam facilmente os frágeis telhados dos estabelecimentos da ilha. No entanto, não fazia tanto calor. O ar estava úmido e uma leve brisa vinda do oceano soprava. A bela manhã ensolarada não era esperada, ventos frios e chuva ao fim da tarde eram mais prováveis. Nem sempre se acertava tudo. Por isso mesmo que já não se acreditava em bolas de cristal e nem em bruxas sabe-tudo, o mundo não funcionava com previsões. Um surto qualquer podia mudar tudo, finalizar um ciclo, dando início a outro totalmente diferente.
    O clima favorecia o mercado daquela cidade, sem a chuva, mais pessoas saiam nas ruas a passeio e sempre acabavam se deparando com vendinhas. Negócio bom, de qualquer tipo de coisas, desde armas até utensílios velhos. A grande verdade é que nada ali tinha muito valor. Aquela ilha era limitada em tudo, em recursos e até em pessoas. Volta e meia um alguém novo aparecia por aquelas bandas, se fazia um estardalhaço e logo depois tudo voltava ao normal.
    Um daqueles adereços chamara a atenção de um homem muito alto que se postara a observá-lo. Ostentava um belo circulo de ouro com uma pulseira arredondada que encaixava com perfeição no pulso. Dentro dele, protegido por um vidro arredondado, duas setas, uma longa e outra mais curta giravam proporcionalmente.
    — O que é isso? — perguntou enfim.
    — Isso? —a vendedora segurava o objeto em suas mãos. — Isso aqui é um relógio.
    Ele ficou admirado.
    O objeto havia lhe trazido uma curiosidade tamanha que ele seria capaz de tudo para saber seus segredos. Seu barulho ritmado dava o tom das idéias daquele senhor. Há muito tempo não sentia tanto prazer, tanta ânsia em descobrir algo. Seu coração ganhara um novo motivo para bombear o sangue para seu corpo, havia sentido em seus esforços em bater e bater.
    Visceral fora sua inspiração que este se divertia até mesmo com o tic-tac infernal do objeto. Será que servia para descobrir novos tesouros? Ou seria um místico talismã?
    Um sonho distante relampeava bravamente em seu eu interior, algo incrível emanava dali. Uma coisa tão magnífica e ao mesmo tempo tão simples. Jamais havia visto movimento assim antes, nem mesmo nos mais incríveis utensílios que havia coletado em suas empreitadas.
    Sua vida nunca tivera grandes aspirações. Os anos que passava contavam os passos para um fim sem grande vislumbro. Uma existência inútil. Sempre com um vazio tão lamuriante. Vazio este que tinha sido preenchido por aquele objeto. Tão bizarro a seus olhos, totalmente diferente dos outros comuns objetos, estáticos e igualmente vazios. Aquele ali nas mãos da vendedora tinha vida, vibrava e podia morrer, como ele.
    A morte naquele momento parecia algo singular, coisa de gente. Coisa de relógio.
    De súbito ele pergunta.
    — Pra que serve?
    A moça entretida com os vários clientes que se interessavam veemente por outras coisas, bobas demais para chamar a atenção daquele senhor. Finalmente ela conseguiu responder:
    — Serve pra você ver as horas.
    Um sorriso desenhou-se em seu rosto. Ele ficou estático, assim como o sangue que corria por suas veias. Seu coração desacelerara rapidamente. Sentiu um calafrio estranho subir por sua espinha. Seu corpo suava, mas ele não sentia calor, na verdade estava frio como uma pedra.
    Por mais simbólico que pudesse ser a expressão em sua face, ela havia sido falsa. Tão falsa quanto os ponteiros, que giravam e giravam sem mostrar nada. As horas não passavam de meras marcações inválidas e incorretas. Logo o tempo, o seu maior inimigo! Aquele objeto tão perfeito era comparsa do seu maior rival, da única coisa que derrubaria aquele velho guerreiro.
    — O senhor vai querer comprar? — indagou impaciente a vendedora.
    — Não, porque eu iria querer uma coisa tão inútil como essa.
    Ouviu a moça gritar-lhe nomes horríveis, mas pouco ligou.
    Caminhou rapidamente pela cidade e viu os corredores se multiplicando. As horas o aprisionaram. Olhava ao seu redor e via mortos caminhando. Pois se afinal todos morreriam, então porque não dizer que todos já estariam mortos. Era como uma sentença, uma prisão perpétua.
    A vida tinha sido repleta de batalhas. Havia viajado para outros continentes, matado dragões gigantescos, demônios e até outros homens, tudo que havia cruzado seu caminho e o desafiado tinham morrido. Achava que seu vigor era eterno. Mas enfim, havia concluído que nunca poderia vencer seu maior inimigo.
    Depois de alguns meses a cidade de Rookgaard ficou sabendo do velho homem que morrera só, num casebre longe do centro. Naquele ser de porte alto e de bela fisionomia sempre existira um relógio. Com ponteiros mais velozes do que os vistos na vendinha. Nele, o tic-tac era eterno, ao menos eterno enquanto durou. Ele não passava de um objeto.

  3. #3
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    Padrão Sem Título - Tibia - Kamus Re

    Sem Título - Tibia
    Kamus Re



    Há muito e muito tempo, quando a cidade de Thais, a magnífica e gloriosa, ainda era um pequeno vilarejo campestre onde os seus moradores dividiam espaço com o mato que crescia indiscriminadamente e com os ruminantes que ali estavam para devorá-lo, viviam dois irmãos.

    Órfãos de pai e mãe, eles eram muito queridos por toda a cidade, especialmente o mais novo, que apresentava uma doença muito grave e que o tornava muito frágil a qualquer infecção, atribuída por todos os curandeiros como uma terrível maldição imposta por Zathroth, o deus do mau.

    Infeliz pela sina do irmão, o mais velho pôs-se a procurar qualquer tipo de medicamento ou magia que pudesse curá-lo, mas sem sucesso. Se havia algo que podia retirar o encantamento de um senhor do mau, diziam, era uma benção ainda mais poderosa de um deus do bem.

    Mas aquilo era presunção demais, pensava o mais novo. A benção dos deuses só era concedida por métodos tão fantasiosos que beiravam o lendário. Dentre eles talvez a história mais tangível fosse a da Fonte Mágica.

    Diziam os anciões que abençoados por toda a vida seriam os que tivessem seus caminhos cruzados com uma misteriosa fonte na qual Banor, o semideus, certa vez teria se banhado. No entanto apenas os portadores de um desconhecido sinal divino teriam o deleite de encontrar a Fonte Mágica. Não havia, portanto, o que fazer, a não ser torcer para ter sido um escolhido. Ou assim pensava o mais novo.

    O mais velho, inconformado, resolveu desafiar o destino. Pegou uma carroça, um velho burro e obrigou o irmão a ir, junto consigo, encontrar a fonte. Um grande número de moradores preparou na noite anterior à sua partida um bom jantar para eles, certos de que seria a última vez que veriam os dois irmãos.

    A partir do dia seguinte, sentados na madeira dura daquela velha carroça, cruzaram o mundo. Sem temer as garras dos demônios que, como diziam as velhas lendas, os esperavam logo após o que era visível da janela mais alta da torre mais alta da cidade de Thais, aventuraram-se em terras estranhas e viveram muitos perigos.

    Conheceram de perto as outras raças de seres pensantes, das quais eles só haviam ouvido falar, especialmente nos livros que seu pai lia para eles antes de dormirem, como os ciclopes, os anões e os elfos. Mas como a vida não são só flores, também passaram maus bocados e por vezes lutaram bravamente com seres das trevas que ressurgiam de suas tumbas para assombrá-los e com os terríveis ogros que Banor um dia passara ao fio da sua espada. Muitas vezes, contudo, a fragilidade do irmão mais novo os impedia de ganhar as batalhas e tinham de fugir.

    Foi durante uma dessas fugas, na qual o irmão mais velho ficou especialmente ferido, que eles brigaram entre si pela primeira vez. A partir daí as desavenças não pararam mais. O mais novo, vendo todo o esforço que seu irmão fazia por ele, pedia constantemente para que voltassem; falava que Uman, o deus da criação, já havia sido deveras generoso com ele por ter lhe dado um irmão de tanto valor, mas o mais velho refutava, argumentando que não temia os perigos.

    Mas o mais novo tomou sua decisão. Foi pensando na morte do seu venerado irmão que poderia vir em qualquer uma das próximas batalhas que certa noite ele o deixou para trás, dormindo na carroça.

    Pela primeira vez sozinho no mundo, o mais novo procurou um lugar para se abrigar e encontrou uma velha gruta. Ainda choroso e desalentado, ouviu vozes o chamarem. Percebeu então que atrás de si há dois magos cobertos por capas brancas e, um pouco mais adiante, a tão sonhada fonte. O acaso havia o levado até lá.

    Isso, no entanto, não significaria que ele poderia banhar-se nela, disseram os magos. Não havia nele o sinal dos escolhidos de Banor, mas sentiram bondade no rapaz e o concederam a oportunidade de se juntar a eles e tomar conta da fonte até que os deuses decidissem o que fazer. Eis que novamente o mais velho entra em cena.

    Feliz por encontrar de uma só vez o irmão perdido e a Fonte Mágica, atacou os dois magos com a perícia que os últimos tempos o haviam lhe ensinado e os humilha em combate. Mesmo aos gritos do mais novo, pedindo para que parasse, deixou os adversários agonizantes no chão e ordenou que ao irmão que se banhasse na fonte.

    Com um misto de medo e uma cautelosa satisfação, o mais novo obedece. Joga-se nas águas límpidas e ao sentir as gotas roliças tocarem seu peito, escorrendo suavemente pelo queixo e pelos lábios, morre.

    O mais velho se desespera. Tenta a qualquer custo reanimar o irmão, mas não consegue. Ouve então um dos magos agonizantes falar:

    - Você, jovem tolo, pode trocar de lugar com seu sofrido irmão. Dê sua vida em troco da dele banhando-se na fonte e os deuses o perdoarão! Mas devo alertá-lo que você não morrerá de imediato; oh, não, isso seria bom demais! Seu irmão era muito frágil e doente, mas você, saudável, há de resistir para penar até a morte por ter usado da fonte sem ser merecedor.

    E a escolha do irmão mais velho foi feita. Banhou-se na fonte e sentiu o poder dos deuses correndo em sua veia. A vida do mais novo, a partir daquele dia, foi longa e venturosa, sem que ele jamais soubesse que apesar de todas as desavenças e brigas o amor fraternal havia feito o seu irmão salvar-lhe a troco da própria felicidade, como estava disposto a fazer desde o começo.

  4. #4
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    Padrão Simpatia pela Tempestade - Emanoel

    Simpatia pela Tempestade
    Emanoel


    A chuva caia fina, quase imperceptível. Os ventos, no entanto, sopravam ruidosamente, provocando a agitação de grandes árvores e tornando aquele dia nublado ainda mais sombrio.

    Fardelu torcia as mãos e portava semblante preocupado. Enquanto caminhava na direção de Carlin, parando constantemente para reler a carta amassada que trazia consigo, refletia sobre a real necessidade daquele embate que estava prestes a travar. A barba grisalha e a espada desgastada que levava nas costas evidenciavam sua experiência no combate corpo-a-corpo, porém a confiança nunca fora sua amiga.

    Retardou os passos assim que avistou algumas construções, incluindo o castelo governado pela Rainha Eloise – erguido imponentemente ao leste. Pela primeira vez na vida, enquanto observava o tremular de bandeiras hasteadas, admirou sua cidade natal e desejou mais tempo para apreciá-la.

    Assim que chegou ao rio que margeava o lado nordeste de Carlin, guardou a carta dentro de sua bota, agachou-se e molhou o rosto. A evidente preocupação desapareceu de sua face como se tivesse sido levada pelas águas plácidas. Decidido e preparado, levantou-se em um rápido movimento, ignorou a entrada da cidade e rumou para o cemitério que ficava ao lado, em frente a um pequeno grupo de árvores.

    Após alguns minutos, o caminho de pedras irregulares deu lugar a uma trilha de terra batida que adentrava no terreno. Dois imponentes álamos, um de cada lado, guardavam a passagem.

    – Você está atrasado – arguiu Aegos. O jovem de expressão sisuda e olhar profundo esperava-o sentado sobre uma lápide.

    – Passei por contratempos... – respondeu Fardelu em tom vago.

    O terreno era pequeno e retangular, possuía uma trilha de terra no centro, grama bem cuidada aos lados e baixos muros de pedra. Todas as lápides tinham o mesmo tamanho e forma arredondada, algumas estavam cercadas de belas flores e outras aparentemente abandonadas. Poucos metros adiante, Fardelu avistou o que deveria ser a casa funerária.

    – Expulsei todos. Não teremos interrupções – afirmou o jovem, levantando-se e apontando para o nome grafado na lápide onde estava sentado. – Você deve estar se perguntando por que escolhi esse lugar. Pois aí está! Zabelin, assassinado em covarde emboscada – sua voz, naturalmente arrastada, ficava cada vez mais seca.

    – Ele traiu nosso clã... – justificou o velho guerreiro. – Entregou segredos aos inimigos, provocou mortes desne...

    – A família dele foi ameaçada! – gritou Aegos, interrompendo seu interlocutor.

    – Você não mudou nada, continua sendo uma criança.

    Naquele momento, Aegos desistiu de controlar sua raiva e empunhou uma espada longa e fina – o cabo dourado reluzia discretamente. Era o único artefato ostensivo que carregava, pois o jovem guerreiro utilizava simples vestimenta de couro, durável e confortável, porém pouco resistente.

    Fardelu, calmamente, seguiu os passos de seu rival, retirou a velha espada da bainha e levantou um escudo redondo e polido até a altura da boca. A arma ofensiva apresentava diversas pontas laterais que lembravam espinhos, algumas estavam quebradas e outras sujas de sangue seco. No entanto, a peça defensiva parecia novíssima, combinava com o elmo prateado e com a armadura adornada com grandes ombreiras.

    – Você sabe o que é uma guerra! Eu não tentarei me justificar – concluiu Fardelu, impassivelmente.

    O primeiro movimento partiu de Aegos. Seus longos e finos cabelos negros esvoaçaram ao vento quando – em súbito ímpeto irascível – avançou brandindo horizontalmente a lâmina afiada. Enquanto defendia o golpe com o escudo, Fardelu finalmente compreendeu por que o guerreiro preferira usar vestimentas leves. Ele sabe que sou superior, pretende utilizar a agilidade para me desestabilizar e acabar rapidamente com o combate. O atrito entre os dois objetos produziu um ruído breve e irritante. Permaneceram muito próximos durante pouquíssimos segundos, até que Fardelu fez menção de ataque e provocou o recuo de seu rival.

    A tensão era crescente e os três metros de distância pareciam servir como uma ponte de ligação entre os dois combatentes. Aegos arfava levemente, arrependido pela sua investida precipitada, enquanto Fardelu mascarava-se com expressão tranquila e esperava algum descuido do inimigo.

    – Utevo gran lux!

    A magia evocada produziu deslumbrante esfera de luz ao redor de uma terceira pessoa que se aproximava – trazendo consigo uma aljava. O velho guerreiro comprimiu os olhos – estava tão concentrado no combate que não percebeu o gradual anoitecer – e tentou compreender o motivo daquela interrupção. A conclusão só surgiu quando a moça armou uma flecha e o encarou temerosamente.

    – Deixe-me ajudá-lo – finalmente falou a estranha. Fardelu percebeu que lágrimas discretas escorriam de seus olhos. – Eu posso acabar com isso, apenas... – engoliu em seco.

    – Então você a conhece? – interpelou, encarando Aegos com um olhar fulminante.

    O jovem encontrava-se tão nervoso e pensativo que baixou sua guarda de maneira irresponsável. Diante da situação indesejada, sentiu que toda a preparação para o duelo tinha sido em vão.

    – Onde está sua honra, Aegos? – recomeçou Fardelu, visivelmente preocupado com a desvantagem numérica. Mantinha sua espada levantada e escudo voltado para a desconhecida. – Qual é o sentido de tudo isso se você não cumpre sua palavra?

    – Não foi planejado! – proferiu Aegos enfaticamente. – Vá embora! É uma ordem! – prosseguiu, dirigindo-se a jovem, sem conseguir disfarçar o tom suplicante de sua voz.

    Ela permanecia na mesma posição, mas desviava o olhar de um para o outro. Suas mãos vacilavam constantemente, porém sua intenção era clara.

    A natureza parecia querer interferir no destino de Fardelu. A chuva, outrora tímida, engrossou subitamente, ao mesmo passo em que o sol desapareceu no horizonte e a magia de luz enfraqueceu até o ponto de emanar apenas uma leve claridade – sinal de que o efeito estava próximo do fim.

    É um sinal, pensou o supersticioso guerreiro, enquanto avançava na direção da desconhecida que ameaçava sua vida. A escuridão era tanta que quase não enxergava. Concentrou-se em atacar brutalmente e eliminar o perigo, ignorando técnicas de combate, os gritos esganiçados de Aegos, as pesadas gotas de chuva que atingiam seu elmo e qualquer outro detalhe ou obstáculo que aqueles poucos metros de distância poderiam proporcionar.

    Ataque e inesperado contra-ataque foram rápidos e bem sucedidos. Antes da espada de Fardelu transpassar a fina armadura de bronze e atingir o coração da moça, ele sentiu que fora ferido no ombro esquerdo por uma flecha. A dor lancinante fez com que largasse suas armas e apalpasse a região ferida, chegando à conclusão de que o projétil não tinha perfurado sua pele, mas apenas passado de raspão. Sem pensar duas vezes, concentrou-se e sussurrou a palavra mágica exura, estancando o sangue e eliminando a dor.

    Aegos corria desesperadamente em sua direção. Farderlu, instintivamente, retirou a espada do corpo inerte – nesse momento, prostrado na grama – e resolveu aproveitar o momento de fraqueza emocional de seu inimigo para terminar o combate.

    As espadas chocaram-se ferozmente, uma, duas, diversas vezes – ataques incessantes desferidos em curtíssimos intervalos de tempo. Lâmina contra lâmina, produziam os típicos ruídos metálicos que embalavam duelos mortais. Pingos de sangue salpicavam a grama, a espada de espinhos parecia prever outra desgraça. Apenas um deslize seria o suficiente para encarar a morte.

    O jovem atacava com violência crescente, fitando seu inimigo com uma careta que misturava infelicidade e cólera. Fardelu, por sua vez, aparentava calma, mas percebia que sua força declinava inexplicavelmente. Sentia-se tonto e dolorido, perdendo mobilidade e disposição, como se sua energia estivesse sendo sugada. A batalha que parecia ganha a alguns segundos atrás, apresentava-se um enorme desafio. A cada novo ataque impetuoso de Aegos, sentia seus braços vacilarem, seu corpo pedindo por descanso.

    Fardelu sabia que, naquelas condições, acabaria decepado na primeira demonstração de fraqueza. Apesar da ideia não ser de seu agrado, resolveu recuar e tentar compreender o que acontecia. Saltou para trás rapidamente e a finíssima lâmina de Aegos cortou o ar. Correu pelo terreno, tropegamente, torcendo para que a escuridão e a forte chuva encobrissem seus rastros.

    A alguns metros de distância, agachou-se atrás de uma lápide e percorreu seu corpo com as mãos. Não existia motivo visível para a dor que lhe afligia internamente, mas, ao tocar a ferida seca em seu ombro, percebeu o que tinha acontecido. Dessa vez, murmurou exana pox e sentiu-se completamente aliviado – outro valoroso ensinamento de Trisha, famosa professora de magias que morava em Carlin. Considerou-se estúpido por não ter cogitado que a flecha poderia estar envenenada, mas não teve muito tempo para autocríticas.

    Ouviu passos abafados e a respiração cortada de seu rival, evidências tão próximas que nem o forte vento e a pesada chuva conseguiam encobrir. Aegos aproximava-se afoitamente, cego pelo desejo de vingança.

    Fardelu, mais uma vez, aproveitou o desleixo do rival, saltou em sua direção e atacou fulminantemente. As espadas chocaram-se verticalmente, depois horizontalmente – não pareciam simples lâminas, mas dois titãs medindo forças. Sem desperdiçar um segundo, aplicou intensidade absurda e – no terceiro e último choque entre as armas – desestabilizou seu inimigo. Aegos perdeu o equilíbrio e foi levemente empurrado para trás, o suficiente para que não conseguisse revidar o quarto ataque daquela sequência ininterrupta.

    A dor – física e moral – que sentiu quando sua mão direita foi brutalmente decepada acabou sendo transmitida em um grito horrendo que ecoou pela noite. Fardelu poderia jurar que, naquele instante, Carlin inteira sabia do duelo que ocorria no estreito cemitério.

    Os joelhos de Aegos cederam e encontraram a grama molhada, enquanto segurava seu braço direito com a mão esquerda e – desesperado – observava o sangue jorrando. O sentimento de fracasso sobrepujou a necessidade de vingança e, naquele momento, percebeu que morreria em vão. Ele, que pretendia vingar-se por um amigo, acabou presenciando a morte de sua amada e sendo derrotado de forma humilhante. A dolorosa verdade fez com que lágrimas pesadas escorressem de seus olhos.

    – Ela estava grávida. Você matou seu primo, seu desgraçado... – revelou Aegos com a voz esganiçada. – Eu odeio você, Fardelu, eu odeio... – soluçava descontroladamente, atropelando a maioria das palavras.

    Fardelu mantinha a espada em posição de ataque, preparando-se para o golpe final.

    – Eu não sabia. Sinto muito – comentou apaticamente.

    – Você é o pior... você é o pior tipo de pessoa que existe... – Aegos vomitava as palavras. – Eu tenho nojo de você...

    – Li e reli sua carta, durante todo o percurso, e desejei que aquelas palavras fossem frutos de um momento passageiro de fúria. Deuses e humanos sabem que tentei evitar esse combate. Não me culpe pela sua mediocridade.

    Trocaram olhares esguios durante alguns minutos, mas nada disseram. Aegos finalmente abrandou sua expressão, abaixou a cabeça e cerrou os olhos, aceitando aquele triste destino. A espada de Fardelu produziu breve zunido e decepou a cabeça do homem.

    Enquanto mais sangue esguichava violentamente, a tempestade cessou; assim como a tensão inerente a todos os duelos mortais. Fardelu, que acreditava em uma profunda ligação entre homem e natureza, felicitou-se ao reparar que nenhum trovão tinha sido ouvido. É um bom sinal, pensou, imerso em sua lógica incompreensível.

    O sobrevivente não perdeu tempo. Revistou os bolsos do cadáver mutilado e nada encontrou, mas acabou resgatando a espada do rival – os guerreiros do seu clã estavam cientes do duelo e poderiam requisitar uma prova do assassinato. Logo depois, recuperou seu escudo – que estava próximo ao corpo inerte da arqueira – e, antes de sair do cemitério, permitiu-se algum tempo de contemplação.

    O rosto de feições suaves encontrava-se paralisado em expressão infeliz e desesperada. A moça que teve sua vida ceifada devido à imprudência, aparentava ser ainda mais jovem que seu falecido irmão. Fardelu ainda tinha dúvidas sobre a necessidade daquela matança, porém, mesmo enquanto encarava o rosto da inocência e pensava na família que acabara de destruir, não sentiu remorso.

    A guerra perdurou durante décadas e originou diversos conflitos análogos. Os anos marcados por campos de batalha e banhos de sangue convenceram-no de que não existiam vencedores, perdedores ou honra inabalável. Fardelu acreditava que deveria fazer o melhor possível para continuar sobrevivendo e assim fez até o fim de sua longa vida.

  5. #5
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    Um Dia na Terra de Tibia
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    Em certo dia um garoto estava em sua casa no maior tédio... ele resolva ligar o computador e ir pesquisar sobre alguns jogos online,na lista o que mais chamou a atenção foi o TIBIA,por causa do nome que lembra de um osso do corpo humano.
    Ele foi ao site leu o termo de uso, registrou-se, criou seu character, abaixou o jogo, mas... ele não esperava que assim que ele digitasse seu login e senha ele fosse adormecer.*entrando no sonho do garoto chamado Ryan*
    --Ah?Onde estou?O que aconteceu comigo?Que cidade é essa?Eu morri?
    Garoto se perguntava enquanto se levantava do chão e olhava para os lados é assim que ele vê uma placa logo a sua frente. ele decide se aproximar e ler o que esta escrito nela.
    Placa: Para a vila
    Garoto sem entender nada segue em frente, após subir uma escada ele encontra uma pessoa.
    --Ola quem é você e onde estou? Perguntava o garoto
    Santiago: Ola Ryan!É um prazer em te conhecer!Bom você esta no mundo TIBIA e eu estou aqui para te ajudar em seus primeiros passos!
    Garoto: TIBIA?o.õ eu tinha baixado esse jogo e como eu estou dentro dele?
    Santiago: isso não é um jogo e sim outro mundo!Agora me diga você quer que eu te ajude sim ou não?
    Ryan: ah sim claro como?o.o
    Santiago: bom vou te dar algumas missões e você terá que cumprir e uma dela terá que matar baratas. você tem nojo de baratas?
    Ryan: bom ate o ponto que eu sei não tenho medo de baratas não. me fale onde eu tenho que ir e irei.
    Santiago passar as instruções e o garoto vai fazer as missões que Santiago lhe pediu.
    Ryan: aqui esta fiz o que você me pediu e agora?
    Santiago: parabéns, agora você poderá seguir em frente com estes itens que você achou. boa viagem
    Ryan: ah obrigado o.o
    O jovem tibiano segue em frente e encontra uma mulher já de idade.
    --Ola quem é a senhora?
    --Ola meu nome é Zirella e provavelmente você foi enviado de Santiago.
    Ryan: ah sim sou sim o.o
    Zirella:bom sem mais delonga você ta a fim de colher uns galhos seco pra mim pra ganhar uma pá?
    Ryan: obaaaa!Quero sim *-*
    Garoto sai correndo procurando galhos secos
    Ryan: aqui esta senhora *-*
    Zirella: ah obrigado meu jovem ponha no meu carrinho de Mao e entre naquela casa e pegue a pá
    O jovem coloca os galhos secos no carrinho de Mao e entra na casa para pegar a pá
    Zirella: meu jovem você quer ganhar uma corda?
    Ryan: ah claro que sim o que eu faço?*-*
    Zirella: Abre aquele buraco ali desça e pegue a corda que eu perdi
    Ryan:ta bom
    O garoto abre o buraco e pula no buraco
    --ta escuro aqui melhor eu acender a tocha o.o
    O garoto acende a tocha e acha um baú velho e da um chute na fechadura já apodrecida fazendo que ela quebre.
    --HEURECA *-*
    O garoto sai do buraco e encontra com outro homem
    --Ola quem é o senhor?
    --Ola meu nome é Carlos prazer!
    Ryan: você é mais um que me Dara uma missão?
    Carlos: hmm talvez bom antes disso vá se trocar essa sua roupa ta feia*cara feia*
    Ryan: onde me troco?
    Carlos: atrás daquela moita ali*apontando pra moita*
    Ryan: e a roupa cadê?¬¬
    Carlos: bom eu tenho umas roupas aqui vê se serve ou se te agrada
    Ryan: ta NÃO OLHA EM Ò.Ó já chega de pedofilo seu orochimarujackson u.ú
    Carlos: que?o.õ*sem entender nada*
    O garoto se troca atrás da moita
    Ryan: pronto u.u e agora?
    Carlos: vai pegar carne pra mim ¬¬
    Ryan: não tem açougue aqui ¬¬
    Carlos: não tem mesmo se ta na era medieval dã ‘¬¬
    Ryan: ta então como?¬¬
    Carlos: tu és loiro ou se faz de loiro?¬¬
    Ryan: tu és cego mane?¬¬
    Carlos: o cego aqui é você que não consegue enxergar que terá que matar coelho e veado para conseguir carne ¬¬
    Ryan: OBA VOCE FALOU MATAR BAMBI É COMIGO MESMO!*-*
    Carlos: que?o.õ para de graçinha e vai matar logo e corte com sua arma a carne deles e me traga talvez você consiga uns trocados
    Ryan: se é para matar bambi eu topo *-*
    O garoto sai atrás dos pobres bichinhos para matar, se sujando de sangue e volta para Carlos com 10 kg de carne
    Ryan: e então?
    Carlos: quer vender?
    Ryan: quanto?
    Carlos: duas moedas de ouro cada unidade
    Ryan: oba *-* eu vendo tudo
    Carlos: ok aqui esta suas 20 moedas
    Ryan: brigado tem outra roupa ai?
    Carlos: to pega e suma daqui.
    Ryan: como?¬¬
    Carlos: MALUCO TU É CEGO MESMO ¬¬ATRAVESSA AQUELA PONTE ALI NE ¬¬
    Ryan: ata ^^”
    O garoto se troca atrás da moita e atravessa a ponte.E assim mais uma aventura começa.O que será que espera o nosso amigo Ryan agora que ele atravessou a ponte?veremos XD




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