Quinto capítulo. Espero que vocês comentem, não só batam o olho na história.
Capítulo cinco – Soam as trombetas
Um grito alto de repente cortou o silêncio da noite. Chad e Ferus acordaram com um sobressalto, sentando-se em suas camas. Olharam para os lados, aparvalhados, até identificarem o motivo do barulho. O jovem novato da cela estava sentado em seu beliche, ofegante. Seu rosto empapado de suor frio apresentava um semblante de surpresa e medo. Demorou um bom minuto até que começasse a se acalmar. Limpou o rosto molhado com um pedaço do trapo velho e sujo que vestia, e ficou olhando para o nada, paralisado e com os olhos arregalados.
- Rapaz, você está bem? – Perguntou Ferus, inseguro, a ele. Não houve resposta. Então virou-se para Chad, que coçava os olhos vermelhos devido ao sono. – Vai voltar a dormir? – Perguntou.
Chad apenas andou capengamente até a janela, bocejando. Uma rajada de vento gelado vindo de fora despertou-o eficazmente, balançando seus cabelos espetados, quando se apoiou no parapeito. Caía agora uma chuva rala e enjoada sobre os telhados de madeira da cidade abaixo. No horizonte, uma tênuíssima linha acinzentada despontava, na junção do céu com o mar, que àquela hora apresentavam quase a mesma cor. O navio no qual tinham estado não estava mais lá.
- Agora, perdi o sono. E já está quase amanhecendo. – Disse Chad, rabugento, depois de pensar um pouco. Ficou calado por um momento, e então perguntou irritado: - Nunca faz calor aqui? – Em Cátir, nunca tiveram grandes friagens, pois era uma cidade bem calorenta, cujo inverno era pouco rigoroso.
Uma rajada particularmente fria de vento invadiu a cela, fazendo todos tremerem. Chad voltou para seu beliche, resmungando.
- Rapaz? O que houve? – Perguntou Ferus novamente, vendo que o jovem ainda não saíra de seu transe. Desta vez, Geibridor ergueu os olhos para ele, seu rosto agora confuso, como se não soubesse o que estava fazendo ali.
Um instante depois, o jovem pareceu voltar a si. Seu rosto se fechou.
- Não foi nada. Por que está tão interessado? – Perguntou desconfiado.
- Ora, vamos. Não poderemos fazer nada contra você se nos contar. Diga-nos, o que fez para estar aqui? – Perguntou Ferus. – Queremos ouvir, não queremos, Chad?
- Seria ótimo – Respondeu Chad. Ferus pareceu não notar o sarcasmo na voz dele.
Geibridor hesitou por duas vezes, mas enfim disse, resignado:
- Acho que não fará mal contar. Não posso ficar pior do que já estou. Bem, o único crime que me lembro de ter cometido, foi ter me aliado à um louco. – Ferus aprumou-se em sua cama, e até Chad pareceu se interessar. – Envergonho-me do que vou dizer a vocês. – Disse o jovem, triste.
- Não tem problema. Somos ladrões, não sabemos nada sobre vergonha ou honra. – Disse Chad, que agora parecia querer ouvir, encorajando-o a continuar.
- Bom, o fato é que alguém me prometeu riquezas, honras, e tudo o mais que vocês puderem imaginar, em troca de serviços, e depois me enganou. Em resumo é isso. - Começou Geibridor. – Eu até hoje não sei o nome desse homem. Ele se apresentava para nós como “O mago”, e nada mais do que isso.
- Para nós quem? – Interrompeu-o Ferus.
- Bem, eu digo nós mas não posso me incluir nisso. Eu era um simples servo e mensageiro, indigno da atenção dele e dos outros. Por nós eu quero dizer as várias pessoas que o estão ajudando em sua causa. São um grupo variado de pessoas. Pessoas influentes, nobres ricaços e obesos, mas em sua maioria, magos que anseiam por um pouco de seu poder. – Terminou Geibridor.
- E que causa é essa? – Perguntou de repente o velho esquelético, que prestava atenção na conversa sem ser notado. Todos olharam para ele. Seu rosto expressava uma curiosidade divertida.
Geibridor olhou para ele um instante, então disse: - Isso nem eu sei direito. Ele tem vários objetivos. Nos últimos meses, ele se tornou obcecado em encontrar alguém. Seguiu procurando em várias cidades, onde ouvia rumores de que esse alguém tinha estado. Também mandou alguns de seus súditos atrás dele, incluindo eu, prometendo recompensas fantásticas àqueles que encontrassem esse alguém. Sabia que se fosse encontrado, esse alguém iria sofrer. Muito. – Então deu uma exclamação de desgosto. – Mesmo assim, eu estava disposto a entregá-lo, se o achasse. Então aconteceu que, um dia, vi uma pessoa idêntica à que o mago tinha descrito, numa cidade chamada Gízena. Imediatamente voltei e reportei a ele. Ele me enganou e tentou me matar. – Deu uma risada. – Fui um idiota.
Chad xingou baixinho ao ouvir as últimas palavras.
- O que foi? – Perguntou Ferus, virando-se para ele.
- Se há uma coisa que meu maldito pai me ensinou, é que se não se deve mexer com bruxos, magos e essa gente que pratica magia negra. – Disse Chad.
- É verdade. – Concordou Ferus. – Bem, mais duas perguntas, meu amigo. – Disse Ferus, voltando-se novamente para Geibridor. Por que você foi preso? E quem é essa pessoa que seu mestre procurava?
Geibridor pensou por alguns momentos.
- Bem, vocês sabem o que é um andarilho? Essa pess...
Mas então foram interrompidos por um som grave, vindo de fora. O som parecia ecoar nas paredes, e vinha de todas as direções. Um som sobrenatural. Como uma trombeta que anuncia o infortúnio. Todos na cela sentiram calafrios. Então, mais sons foram se juntando ao primeiro, e ficando mais altos. Ferus e Chad foram para a janela, ver se conseguiam identificar a origem daquele barulho. Chad inicialmente não viu nada, mas então exclamou.
- Lá! – E apontou para o mar, onde um navio começava a aparecer no horizonte que ia clareando ao pôr-do-sol. Seu casco negro pouco se diferenciava da água. As velas eram vermelho-sangue, com o desenho de uma cruz dourada.
- Tenho certeza de que aquele navio não faz parte da frota dessa cidade. Os que vi aqui não tinha essas cores. – Disse Ferus franzindo a testa. – Se for um inimigo, está cometendo suicídio, vindo direto para cá.
Então uma enorme fileira de navios surgiu atrás do primeiro, que era o líder. O som das trombetas vinham daqueles navios.
Chad e Ferus arregalaram os olhos de surpresa.
- O que é isso? Será que querem tomar a cidade? – Perguntou Ferus, com assombro na voz.
Então, um guarda surgiu em frente a porta da cela. Todos se viraram para ele. Ele tirou seu capacete, revelando cabelos compridos e negros que caíam até os ombros, e um rosto melancólico e triste.
- Umeth! – Exclamou Ferus, surpreso.
- Quieto, vocês aí. – Disse Umeth, ríspido. – Tenho as chaves de sua cela. Aqueles navios são sua chance de escapar. Vou abrir, e vocês saiam sem fazer barulho. - Antes de abrir, porém, acrescentou. - Só terão de me prometer: Se eu soltar vocês vocês daí, deixarão eu ir com vocês onde quer que forem.
Na minha opinião, o capítulo mais fraco até agora, estou desanimado e sem inspiração, talvez pelas poucas respostas que a história recebe. =/
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