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Tópico: Acolchoado Vermelho.

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  1. #1
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    Padrão Capítulo 1. O Torturador.

    Primeiramente, muito obrigado pelas críticas, Emanoel.

    Na verdade, não foi minha intenção complicar o texto, estou cada vez mais tentando simplificar meu estilo de escrita, pois ele é extremamente travado e poético. Fico feliz por estar melhorando, saindo do poético e entrando no chato.

    Muito obrigado também pelos comentários, Lucius e Sortudo, não escrevi o prólogo em primeira pessoa, pois, simplesmente, a personagem principal não é judéia. Mas ficaria ótimo.

    Capítulo 1. O Torturador.


    Três minutos se passaram enquanto Bruno vasculhava o banheiro de azulejos esvoaçados em busca de um rolo de papel higiênico ou qualquer tipo de tecido para estocar aquela ferida, acima do vaso sanitário, enfim, haviam alguns restos de roupa e um par de meias. Ele apanhou. Abrira a porta com a mão vaga, enquanto pressionava o corte com um tecido esbranquiçado. Apanhou de relance um sobretudo escuro que havia pendurado no cabide ao lado, sentindo a camada áspera do sujo por cima da camurça cinzenta, levando em conta o reflexo da lua. Assim que avistara do outro lado da janela da sala o carro adornado de bandeiras suásticas nas duas pontas que pôde ver, ergueu a gola da veste enquanto a vestia, tentando esconder o corte. A ferida não chegava a doer, mas corroia o pescoço como um tipo de ácido, temia que o vento fizesse arder mais, pois nada mais ele imaginava ser impossível, desde que aquele caos começou.

    Surgira em saudação, o homem menos estruturado do carro pelo outro lado da janela. Salve, Bruno. Disse em tom brando. Trouxemos um ‘falso ariano’ para você. Em curiosidade, olhara Bruno para fora, forçando o homem a recuar, colocando à mostra a cabeça nas longas ruas em ruínas da cidade de Berlim. Suspirou ao ver um trecho elevado da rua, provável efeito duma explosão recente. Voltara o pescoço jogando para trás os fios soltos do loiro vivaz acima da face. Sentiu que alguma coisa havia entrado em um de seus olhos azuis, mas nada era mais normal naqueles tempos. Passou levemente os dedos por cima dos olhos e fungou. Aquilo que causara uma incômoda sensação em seus olhos o lembrara do que havia acontecido há alguns dias, ironicamente. Russos poderiam estar caminhando por suas cidades, havia pouco tempo desde que Bruno tinha presenciado um bombardeio, e a sensação da poeira que subia e do companheiro ao lado tendo o braço decepado talvez nunca mais fugiria sua memória, sempre que sentisse aquele incômodo nos olhos, lembraria das paredes caindo e do teto desabando. Maldita guerra. Ele pensou, e sem demonstrar qualquer fraqueza emocional, disse, Mande-o entrar.

    Adentrando mais a sala como o fizera em retorno, havia duas portas brancas – descascadas, apresentando uma tonalidade marrom-molhado, que combinariam muito bem com o papel-de-parede verde, em losangos, se não fosse por estar rasgado –, ele tocou lentamente uma chave cor-de-cobre que havia dentro de seu bolso interno, ao lado do peito. Contentou-se ao sentir o gélido toque da arma que havia ali, de deslize, deixou a sensação de lado e apanhou o dever, que por sua vez, era mais cruel do que executar uma tropa rendida. Um som silencioso com uma expressão incrivelmente satisfatória lhe escapara, sempre que via um companheiro abatido ou tocava em uma arma, sentia inveja por não poder estar longe dalí. Deslizou a mão até a fechadura e girara duas vezes, a porta abrira por si só, como se o convidasse. Como é idiota que eu tranque esta porta, qualquer um que chegasse aqui poderia arrebentá-la com os punhos. Pensou, frustrado. Lá dentro não havia nada além de uma cadeira marrom, acolchoada de uma almofada vermelha – suja –, apesar de não parecer conter algo. Ele alisou lentamente ao couro cor-de-vinho que não era utilizado há tempos, deixando que algumas lembranças ocupassem sua mente. Retirara dali, a leves tapas, pequenas farpas de bambu, e quando terminara, jazia em sua porta um homem ruivo de olhos esverdeados – por mais que não aparecessem sob o hematoma nas pálpebras –, acompanhado à força pelo segundo homem que descera do automóvel. Ele gemia num tom baixo, lamentando o destino. Bem-Vindo. Disse, Bruno, o torturador.

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    Última edição por O Bardo Frustrado; 12-12-2009 às 14:37. Razão: Correção 'presenciado'.

  2. #2
    Avatar de Meltoh
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    Já havia lido o prólogo e esperei pelo capítulo um, para avaliar melhor o texto. Concordo com o que o Emanoel disse quanto às frases longas e complicadas. Mas nesse primeiro capítulo parece que você conseguiu simplificar o texto ,que como você disse, era a sua intenção.

    Sobre o enredo, eu gosto muito de história e acho que um texto como esse retratando a segunda guerra mundial ajuda muito a enriquecer a seção.

    Não encontrei muitos erros, mas teve um trecho que achei um pouco estranho:

    "Russos poderiam estar caminhando por suas cidades, havia pouco tempo desde que Bruno tinha presenteado um bombardeio..."

    O certo não seria "presenciado"?

    Bom... Aguardando o próximo capítulo. Sua história parece promissora. Boa sorte.
    Leia minha roleplay :Terras Distantes

  3. #3
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    Receio que tema e enredo falhem em segurar meu interesse, apesar do desfecho desse primeiro capítulo ter sido bastante intrigante.

    O texto continua truncado e seco; desculpe-me pelas palavras, mas é como se tivesse sido pensado por um humano e escrito por uma máquina. São muitas vírgulas e travessões para inúmeros pequenos detalhes, frases mal formuladas e carregadas ― não por palavras difíceis, mas por uma má combinação de palavras ― em uma divisão questionável de parágrafos.

    Talvez eu não seja o leitor correto para essa história, pois sempre tive preferência por textos limpos e harmoniosos. Até gosto do complexo quando bem estruturado e possuidor de finalidade tão pretensiosa quanto sua execução (afinal, o prêmio que o leitor recebe por uma leitura difícil é descobrir alguma grande ideia por detrás da obra; expectativas atendidas).

    Provável que seja uma crítica dura demais para tão pouco texto. Espero estar redondamente enganado e diante de uma história que ainda irá florescer e impressionar.

  4. #4
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    Padrão Truncado.

    Bem, Emanoel, muito obrigado pelo comentário sobre o truncado e seco.
    Mas meu comentário não possui o objetivo que o nome teria, eu gostaria de pedir ajuda.

    Como, em sua opinião, transformaria este texto numa história melhor, mais solta? Acho que seria um texto muito melhor, se, no caso, a história acontecesse num campo aberto, e não numa sala.

    Bom, não sei bem, mas creio que seja um tanto difícil escrever um texto harmonioso com poucas personagens num ambiente fechado.

    Creio sim, que gostará do futuro enredo da história. Se não me engano, é mais solto do que os primeiros.

    Muito obrigado pela opinião crítica, ajuda bastante.

  5. #5
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    Citação Postado originalmente por O Bardo Frustrado Ver Post
    Como, em sua opinião, transformaria este texto numa história melhor, mais solta?
    Pedir para suavizar o texto poderia acarretar em uma traição de estilo. Pode ser uma questão de organizar melhor as informações; você trata de ações, sentimentos, pensamentos e descrições ambientais no mesmo parágrafo, o leitor pula de uma frase para outra tentando interligar as ideias, a leitura fica desconfortável. Meus conselhos: a) divida melhor o texto; b) utilize menos palavras com os supérfluos e mais com as situações pertinentes ao enredo.

    É muito fácil entender quando você é o escritor, mas o leitor fica facilmente perdido após ler um "levando em conta o reflexo da lua" depois de certo comentário sobre a sujeira em um tecido (só depois ficamos sabendo que a janela estava aberta). Da mesma maneira que adjetivar um humano como "estruturado" ou comentar sobre oito cores em um mesmo parágrafo causa estranheza (marrom-molhado, verde, cor-de-cobre, marrom, vermelha, cor-de-vinho, ruivo, esverdeados). É uma conjunção de detalhes que deixam o texto confuso e, ao contrário do que pretende, sem vida.

    Também pode ser que só eu tenha ficado com essa impressão. Espere por críticas de outros usuários.




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    Última edição por Emanoel; 12-12-2009 às 19:45.



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