"Acolchoado Vermelho."
Prólogo.
Já passava da serenidade da lua bem ao meio do plano escuro do céu, devia ser em torno das duas horas da madrugada quando o estalido da presença sobre a senda de pedras soou. O fulgor já baixo do carro largo tornou-se nulo depois de uma leve curva de estacionamento, podendo-se apenas notar um clarão amarelado pela garoa leve que descia.
Tardou alguns minutos, um rapaz dentro de fardas verde-musgo abrira a porta e descera enquanto agitava as calças e chutava as botas umas contra as outras. Descera outro do banco traseiro, aparentando mais estatura que o posterior nos ombros e pescoço largos. Cuspiu contra o piso viscoso e tornara a olhar para o interior do carro, num repuxo quase vândalo, arrancara um homem vestido num terno simples, realçado pelas longas costeletas. Possuía uma expressão indiferente, considerando aparentemente tudo uma parte da vida daqueles tempos difíceis, tempos da saudação de César.
Assim que conseguira firmar os pés no piso incerto, Ande, judeu desgraçado! Disse bem estruturado, o rapaz do banco traseiro. Chutou. Em frente, o que o judeu via era um grande muro cinzento, que, agora, aparentava ser vinho e azul. Ele permaneceu ali por alguns segundos, imaginando quantos iguais a ele haviam decaído bem em frente donde estava. Juntou as mãos e olhou até o topo da ruína, quando, de súbito, um som plastificado de puxa e solta ecoou por de trás de sua cabeça, onde sua visão não podia alcançar, onde estava parado o largo carro negro. Sorriu alegre como último, imaginou como era injusto que aquele símbolo de dois cabos tortos, tão sagrado em outras culturas, representasse em seu país, a morte. Do olhar dos corvos que já planavam acima da cena, satisfeitos, pôde-se escutar um estrondo após um flash. Eles grunhiram e desceram em espiral para saborear o banquete.
Lá de dentro do edifício alaranjado ao lado do tal muro, assustou-se um rapaz ao notar dois vultos negros decaindo em vôo do lado exterior de sua janela do banheiro. Escapou-lhe a gilete da mão direita, Merda! Disse de relance, tocando o corte no pescoço.
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