Continuando a escrever da forma esquisita que as pessoas não entendem.

Capitulo IV – A mentira e o ciúme

Já havia algum tempo desde o ultimo sorriso, na verdade nesse meio tempo houvera vários outros sorrisos, porém mais discretos. As conversas haviam se afunilado a poucas vezes ao dia e essa minha separação havia me admitido um ar ainda mais tolo e infantil. Já se fazia pelo menos uns três dias com que brigávamos com freqüência e por futilidade tão triviais que me davam nos dentes.

Era tarde, provavelmente umas duas horas da tarde. Havia no instituto uma grande quadra com uma única entrada formada por um corredor de chão negro e paredes de tijolo de barro. Lá ficávamos esperando que a nossa professora de educação física chegasse, entediados e ociosos. O tédio gerou uma inconstância, uma irritação que pegou fogo logo nas primeiras palavras e que logo geravam gritos descontrolados e imposições. Senti-me um lixo, um anjo que cai ao inferno sem saber por que, e no inferno da minha alma chorei de ódio, ódio de saber que ela de certa forma não me queria e então disse para mim mesmo em voz audível:

Eu te amo...

Menti, e menti porque era minha saída. Aprendi isto nos canais abertos e nos teatros familiares, não importava, fingi que a amava pelo simples fato de talvez enganar-me de saber por que estava daquele jeito. Fiquei alguns dias apático, sem muitos sentidos, evitando-a o máximo possível e em tudo. Até que numa noite sozinho, no escuro me perturbei, e me perturbei pelo fato de pensar muito nela. Daí soube que a amava pelo simples fato de amá-la.