Parabéns, está sendo muito agradável ler. Por mim, o tamanho da capítulo está ideal, nem muito pequeno, nem muito grande. Vamos ao que notei no texto:
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-Porquê você fez isso? - perguntou Bian com lágrimas vindo à tona em seus olhos negros - Porque?
Penso que a forma correta de ambos os porquês escritos seja, respectivamente, "Por que" e "por quê". Mas procure certificar-se disso, posso estar enganada.
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fazendo com que toda a sua energia esvaí-se do seu corpo.
Nessa parte fiquei um pouco confusa. Seria melhor "se esvaísse", não?
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Não, não era Mathias, era alguém que transmitia confiança e boa-vontade.
Repetição do "era". Por que não coloca algo como "mas" no lugar do segundo?
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ainda com a voz ainda trêmula,
Rsrs, se retirar o segundo "ainda" melhora
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Bian colocou a mão direita ao redor do membro, como se a dor tivesse esquecido de aparecer até ser lembrada..
Faltou um pontinh para completarem-se as reticências. Ah, e gostei muito dessa comparação, bem inteligente.
Bem, é isso, sua história está ficando bem interessante. Não li "Relíquias", mas vejo que está sendo bem melhor que tal. Abraços, não pare.
Bela~
Obrigado Bela. Os erros que você mencionou já corrigi, obrigado. Quanto ao uso dos porques vou procurar saber sobre isso.

. Quanto ao "Relíquias Elementais" foi uma história que escrevi ano passado. Fiz nove capítulos. Mas acho que esse "Remake" está ficando melhor!

Agradeço também à sua opinião sobre o tamanho dos capítulos. Abraços.
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Capítulo 3 - Um jovem comandante chamado Isac
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Telo - Hora vinte e dois
Enquanto andava pelo longo corredor que levava à sala do trono, Isac admirava a lua cheia por entre as belas colunas de mármore. Chegou a pensar se ainda viveria para pisar naqueles belos salões novamente. Trazia junto ao corpo o capacete que se quebrara na batalha contra Goark, o líder orc a quem vencera há algumas horas atrás. No rosto, a cicatriz feita pela arma do mesmo, um pequeno corte que havia extravasado a defesa do elmo marcara aquele rosto que era o segundo mais conhecido da cidade.
Isac com seus vinte e cinco anos era o principal comandante de Telo, a capital. Cresceu sob a sombra do pai, Krop, o mais brilhante general de toda a história do reino, mesmo após desaparecer misteriosamente numa expedição à Enwood, deixando o filho aos cuidados do rei, que nutria um grande carinho por ele.
O garoto cresceu e logo percebeu-se a intimidade que tinha com o combate. Era ambidestro e podia usar facilmente duas espadas e se adaptava bem com a lança. Aos vinte anos assumiu o posto de comandante ao provar seu valor defendendo as praias de Vanor,no leste. Isac não nutria orgulho de sua beleza herdada pelo pai, pelo contrário, era humilde e gentil com os outros. Seus belos olhos negros eram o que chamavam mais a atenção.
Os músculos do jovem comandante, Isac, doíam após dias de batalha, o longo corredor parecia infinito e seus joelhos pareciam querer desmoronar pelo peso do cansaço, e tudo no que conseguia pensar era numa confortável cama. Ou melhor dizendo, na confortável cama de Roy, sua amada. Porém tinha o dever de se apresentar ao rei, Altorius e relatar oficialmente a sua vitória. Encontrou seu grande amigo, Eon, no caminho. Este lhe parabenizou com um tapa nas costas que quase desequilibrou Isac.
-Não sabe o quanto estou feliz em te ver novamente, Isac - sorriu Eon.
-Igualmente, meu amigo. Igualmente. O que faz por aqui à essa hora da noite?
-O mesmo que você, estou indo encontrar nosso rei - dito isso Eon coçou a cabeça e ficou em silêncio o resto do trajeto, sabia que Isac estava cansado demais.
Ao chegarem ao portão, o guarda os cumprimentou e abriu-o lentamente. Isac não gostou de ver quem estava ali. Vestido com uma armadura prateada e semi-envolto por uma capa branca, Balrez o conselheiro pessoal do rei. Haviam outras duas pessoas a quem Isac nunca havia visto.
O rei abriu um sorriso ao ver o jovem comandante. Este prostou-se diante do trono e relatou o triunfo de sua missão. Altorius pediu que se levantasse e começou a apresentar os homens no recinto: Kecyan, mago de Trionia no distante leste. e Pogard seu ajudante. Depois cumprimentou Eon e pôs-se a falar diretamente para Isac e seu amigo.
-Os convoquei aqui para novamente servirem a coroa. Primeiro deixem-me explicar o que está acontecendo. Vocês sabem que nosso mundo é dividido em três continentes. Westora, Eastora e Alkora - fez uma pausa afim de procurar novas palavras - Nosso reino sempre foi o mais respeitado de Westora e acredito que até mesmo em Eastora, a ponto de eles mandarem esses dois mensageiros de Trionia. Eles trouxeram relatos de uma guerra que está abalando toda Eastora. Pensei sobre isso, são terras distantes, mas nem por isso nosso povo deixaria de ajudá-los, não é mesmo? Isso fortaleceria a amizade com os povos distantes, e teoricamente Trionia poderia também nos ajudar se precisássemos não é? - e virou-se para Kecyan e Pogard dando-lhes uma piscadela quase imperceptível - Mas não sejamos precipitados. Conversei com Balrez e acredito que não há pressa para enviar homens, o que precisamos fazer primeiro é avaliar a situação. E quem melhor para fazer isso senão os homens que tenho mais confiança nesse reino? Balrez, Isac e você Eon. Claro que também Cadel, mas ele está fora numa missão especial - o rei coçou a barriga esperando uma resposta de Isac e Eon.
O primeiro escutava incrédulo, após perceber o momento de silêncio que se seguira, falou: Mas e a guerra contra os orcs? Se mandarmos tropas...
-Se acalme - disse Altarius erguendo as mãos - Não enviaremos todo o contigente de soldados, mas é por isso que vocês irão primeiro, deverão avaliar a situação. Além de que nos dará tempo para preparar as provisões necessárias e arranjar transporte - o rei se levantou do trono e foi até Balrez - Vocês estarão sob o comando de Balrez, partirão amanhã pelo amanhecer. Estão dispensados. Isac, você fica.
Balrez saiu seguido de Kecyan e Pogard. Eon foi o último, não sem antes lançar à Isac um olhar de espanto.
-Entendo que você está cansado. A princípio escolheria Cadel para lhe substituir, mas como ele está fora...
-Não se preocupe - disse Isac.
-Você é um grande homem assim como foi Krop, o seu pai - disse o rei colocando a mão sobre o ombro de Isac.
Ao sair da sala ele encontrou-se com Eon.
-O que acha disso? - perguntou ele.
-Não gosto muito de Balrez - comentou Isac com um tom cansado na voz.
-Não estou falando disso, mas da missão em Trionia.
-O rei deve saber o que está fazendo, mas não acho que tenha sido uma boa idéia.
Logo os dois se despediram e Isac chegou numa casa simples de tijolos e bateu na porta. Foi atendido por uma linda mulher de longos cabelos negros e um sorriso branco feito leite. Logo após ser abraçado, Isac a beijou e contou sobre sua próxima missão no leste. A expressão na cara de Roy não mudou e ela disse que entendia os deveres de Isac como comandante de Telo, mesmo ficando triste com isso. Isac agradeceu a compreensão e foi banhar-se. Havia notado que Roy não ficara muito contente porém deixou ela refletir sozinha. Quando estava deitado, Roy apareceu e o abraçou novamente.
-Não se preocupe, Roy - disse Isac e logo depois mencionou que ela não demoraria para ver-lo novamente. Ela sorriu e se deitou ao lado do amado.
Logo que Roy dormiu, Isac olhou para lua e perguntou a si mesmo se demoraria para vê-la novamente. Mal sabia ele que a veria tão cedo quanto podia imaginar...
Continua...