O Trauma da Metamorfose - Uma vida apressada
Mais um infeliz dia para Gregor: Casa, trabalho... Sua rotina havia mudado e muito após a morte de sua filha.
Apostara um dia que, veria sua filha cumprir seu objetivo: ser jornalista. Ela queria mostrar ao mundo tudo o que os políticos roubavam, assassinos matavam... Uma profunda ferida ficou no coração de Gregor.
Agora que morava com sua mulher, ela também, numa rotina apressada, quase não paravam em casa.
Gregor ainda recorda da chance que seu atual chefe havia lhe consedido: investigar o caso da morte de sua filha, sendo um policial sem qualquer treinamento. Estranho não? Eles eram grandes amigos, mas isso não justificava a intenção de seu amigo chefe lhe dar uma oportunidade dessas.
O assunto era por conta de Gregor, ir atrás de suspeitos com tanta raiva e vontade de encontrar o "assassino".
Desencadeava uma reação cada vez mais forte. Essa ferida em seu coração lhe atormentava cada vez mais. Nenhuma prova.
Gregor decidia ir cada vez mais fundo nas suas pesquisas, vigiava suspeitos, as vezes prendia alguns, mas eram de outro assassinato, outro assunto.
Um dia, Gregor havia acordado de sonhos intranqüilos, um dia cinzentos, clima de tristeza, moral lá em baixo, mas Gregor ainda não sabia que esse dia seria um dia no qual sua vida mudaria.
Em seu trabalho, seu colega lhe informou: -Encontramos um suspeito que diz saber sobre a morte de Halice Koffman, sua filha. Não temos certeza se ele foi o assassino, mas vale a pena investigar.
Gregor não reagiu de outra forma.
Queria conversar com ele, interrogá-lo.
Gregor, ainda sem experiência nenhuma ao interrogar um suspeito, abre a porta e dá um murro na mesa, gritando:
-O QUE ACONTECEU COM MINHA FILHA!
Foi toscamente uma iniciativa errada. O que o homem diria sobre esse tipo de pressão? NADA.
Gregor acalmou-se, sentou-se e continuou:
-O Que fizeram com minha filha?
O sujeito recusa-se a responder algo.
Gregor, no auge de sua paciência (ele não tinha nenhuma) tenta mais uma vez, calmamente:
-Minha filha era tudo o que eu tinha na vida, o sonho dela era se tornar jornalista.
Gregor respirou fundo e continuou:
-Você não sabe o quanto isso me prejudicou, hoje vivo num abismo...
Então o sujeito respondeu:
-Sei sim!
E Gregor, inusitadamente:
-NÃO SABE NÃO!
Mas então, o interrogado começa a falar calmamente, como se o assunto não tivesse importância:
-Aconteceu com a minha, e pelo que sei, a coisa que a assassinou foi a mesma que assassinou a sua.
-Então por que não me responde quem foi?
-De fato, foi algo que nem eu sei explicar, mas há pessoas por ai que querem minha palavra de confiança, não contar nada para ninguém. Estou sob pressão, o que acha que vão fazer comigo se eu lhe contar? Me matar é a primeira coisa...
-Se for assim como você diz, uma hora ou outra irão lhe matar, por que iriam lhe deixar vivo com o risco de compartilhar esse segredo?
-Boa pergunta...
Gregor, vendo o quanto o sujeito era preso, solitário e realmente guardava segredos, pára um pouco, respira, e sai da sala para beber um pouco de água...







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