Após muita demora, finalmente venho trazer o próximo capítulo. Tenho digitado algumas linhas por dia por eu ter apenas 30 minutos livres pra mexer no pc por dia, se for dividir isso nas atividades diárias que tenho que fazer, sobra muito pouco pra digitar. Mas Finalmente consegui

qualquer errinho me corrijam e comentem se possível
Capítulo 9 - “Aonde pensa que vai, entregador de carnes?”
Wung se aproximou de John. Uma lâmina afiada estava nas mãos do interrogador. Pousou-a sobre o braço do acorrentado rapaz. Olhando para o general, recebeu a ordem para começar.
- Quais são seus objetivos? – Perguntou.
John desesperado com a espada rente ao seu braço, ainda com a idéia anterior de que não sairia Dalí vivo, não conseguia formular uma resposta, afinal ele não era culpado de absolutamente nada, era apenas um inocente cidadão.
- Eu... Eu não sei... – Falou em tom baixo.
Após a infeliz resposta, a lâmina estática começou a mover-se levemente, fazendo um pequeno corte no braço do rapaz, que não conseguiu gritar de dor, tamanho o medo.
- Não quero que morra antes da hora, rapaz. Vou pular esta pergunta.
O general assistia a tudo de uma pequena distância, nada se alterava em sua face. Quando Wung olhou para ele, fez sinal com as mãos, avisando que o interrogatório podia continuar.
- Além de entregar comida, o que você faz? – Perguntou.
- Eu só faço entrega de carnes mesmo – Falou John, retraído.
- Interessante, então é apenas entregador... Mais interessante ainda é que justamente hoje cedo, resolveu entregar carne na porta do ferreiro – Comentou Wung.
- Sim – Respondeu o rapaz num tom seco.
- Mesmo sabendo que ele estava sumido há dias?!
- Eu só fiquei sabendo que o senhor Herbert não estava na cidade após você ter me avisado, enquanto estava disfarçado – Voltou a responder o rapaz.
- Eu? Disfarçado? – Perguntou o interrogador, tentando confundir o interrogado.
- Não adianta infeliz! Eu fingi estar inconsciente quando me deixaram na cela, ouvi toda a sua conversa com os guardas, sei que você é o espião!
- Maldito!
A lâmina manejada por Wung desceu alguns centímetros do primeiro corte e depois foi puxada com força, causando um novo ferimento. John dessa vez gritou de dor, o corte havia sido mais profundo.
- Eu já percebi que não conseguiremos nada com este interrogatório, acho que podemos começar a tortura. – Disse o espião.
- Perfeito – Disse o general.
Levantou a vestimenta de John, deixando a barriga com alguns músculos exposta. Aproximou a espada afiada do abdômen do rapaz e puxou novamente, fazendo mais um corte.
- Pare, por favor... – Dizia John, com imensa dor de três feridas abertas.
Wung fazia os cortes com prazer. A cada corte, um sorriso era estampado em sua face. Não demorou muito e o quarto corte saiu, na barriga do rapaz.
- Por... Favor...
Após o quarto corte e algumas gotas de sangue terem caído ao chão, um guarda desceu pelas escadas escuras e imundas, entrando na sala:
- General, o exército está a postos!
O general fez um sorriso satisfeito e enquanto se virava na direção da escada, falou a Wung:
- Deixe o coitado aí sofrendo. Vamos dar as instruções finais para a tropa, depois você pode descer aqui e terminar o serviço.
- Tem sorte, muita sorte, entregador – Disse Wung se afastando de John e indo pelo mesmo caminho do general.
O rapaz ficou ali acorrentado, com as quatro feridas abertas. Já estava se acostumando com a dor. Imaginava o que poderia ter feito de errado para ser acometido por todo aquele sofrimento.
***
Na superfície, um grande batalhão estava em posição em frente aos portões, abertos. Faltavam apenas os últimos avisos do general, que chegava:
- A ordem é simples! Vocês vão atacar um alvo sem soldados, portanto destruam tudo e todos que encontrarem! O nosso principal objetivo é o cofre do quartel general de Terris, peguem todo o tesouro e repito, não deixem nada em pé! Boa sorte soldados!
Um guarda afastado do pelotão, com uma feição suspeita, correu até as escadas que davam à masmorra, ninguém notou. O exército em posição começou a marchar, saindo do forte. O general enquanto via seus homens passarem sob seus pés, comentava coisas com Wung, ao seu lado:
- Será que eles trarão o que queremos?
- Claro, não há duvida disso.
***
Urk estava inquieto na cela. Finalmente o guarda chegou:
- Pronto meus amigos, o exército foi. Agora é delicado, esperaremos alguns minutos aqui, o tempo da tropa se distanciar do forte, então poderei soltar vocês.
- Mal posso esperar... A liberdade! – Disse Urk exaltado.
O guarda olhou sério para Urk, mas fora algo rápido, o ex-general não chegou a notar. O mesmo guarda correu até o banquinho no final do corredor, onde o real soldado que cuidava da masmorra deixara o anel com as chaves das celas. Após pegá-lo, foi até o outro lado do corredor, entrou numa sala e, segundos depois, saiu carregando consigo um saco.
- Pronto, agora vou soltar vocês. Aqui neste saco, armas que separei pra vocês, sirvam-se!
O homem foi abrindo cela por cela rapidamente e os presos soltos iam pegando uma arma do recipiente ali jogado. Esperariam mais alguns segundos.
- Aqui, não abriu a minha – Disse Urk.
- E quem disse que vou abrir? – respondeu o guarda, agora com o olhar sério percebido pelo ex-general.
Urk a princípio ficou estático, confiou plenamente no guarda com a promessa de que seria liberto.
- Hei traidor! Matem esse homem, companheiros!
Todos os livres olharam para Urk com desprezo, até que um falou:
- Você traiu nosso povo primeiro, general!
- Mas eu mudei! O mestre mandou me prender aqui há oito anos! Não é tempo suficiente para notar a diferença?
- Não sabemos se vai fazer mal novamente após sair daí, general, afinal o senhor que nos trouxe aqui quando era membro do poder. Por isso ficará mais alguns anos apodrecendo nessa cela, sozinho – disse o guarda.
- Maldito, eu lhe dei todas as coordenadas do forte, cada posicionamento, cada guarda! Assim que vai retribuir?
- Peça ao seu mestre para te soltar, não a mim – disse o guarda, acompanhado dos outros prisioneiros.
Urk nada podia fazer a não ser segurar as grades da cela e observar todos os prisioneiros pegando armas e esperando o sinal para poderem sair daquela masmorra e ir em direção aos portões, destruindo tudo rumo à fuga. Um leve arrependimento pairava em sua mente, mais uma dúvida, se havia confiado mais em seu mestre ou em seu falso libertador.
- Para a fuga! – gritou o falso guarda.
Todos os prisioneiros com suas armas em punho correram em direção a escada que dava à superfície com um único objetivo: destruir tudo que pudessem enquanto percorriam o caminho para fora do forte. O homem ao invés de subir, desceu as escadas. Queria ver a situação do garoto recém preso.
John ouvia os ecos que vinham da superfície, já suspeitava do início da rebelião. O guarda veio pelas escadas:
- Então está vivo, garoto! Deixe-me abrir essas correntes!
O rapaz agora tinha sua chance para fugir junto com a rebelião. Com um imenso sorriso na face, foi libertado pelo guarda.
- Vamos, vamos! Precisamos sair daqui! – Dizia o homem, subindo a escada e chamando a John.
- Perfeito, agora que estou livre, dou um jeito de chegar a Terris e avisar o senhor Norman desse ataque. Espero que seja a tempo, também preciso dar uma olhada nessas feridas.
Quando John se aproximou da escada, ouviu um grito de dor e um corpo veio caindo pela escada até os seus pés. Logo atrás, um homem com a vestimenta inteira preta e uma bandana descia, com sua espada ensangüentada em punho:
- Aonde pensa que vai, entregador de carnes?