@sapo
faiz de conta que eu entendi o q vc disse...
Cap. III
Encarando as primeiras bestas.
Após conhecer meu novo amigo “Caçador de cães”, que pediu que eu o chamasse de Ted, seguimos em frente para uma nova aventura no fantástico mundo de Tibia. Quando pisei fora daquele templo, senti uma leve brisa de ar na minha face... Ok, eu não senti nada, afinal não existia ar lá, apesar das arvores, que aparentemente apenas existem para enfeitar o ambiente, que originalmente produzem oxigênio. Seguimos uma estrada de terra que estranhamente me deixava mais lento, até o centro da cidade. Lá era possível ver diversas pessoas com roupas e níveis diferentes, gritando para conseguir vender, e era até possível ver uma briga aqui, outra lá... Resolvi comentar com meu amigo:
- Ted, estranho, eles brigam tanto, mas apenas em palavras, por que eles não “caem no braço” que nem na minha escola?
- Meu Deus... Simples, aqui em Rookgaard, você não pode atacar outros jogadores, senão isso aqui seria um caos.
- Ah sim! Entendi! Mas por que eles sempre falam coisas como “Hunted by Cachero, Hunted by Eternal Oblivion...
- São apenas idiotas que falam nomes de leveis 200+ querendo intimidar. “Hunted” significa caçado, deve ter surgido dos panfletos americanos do velho oeste que diziam “Wanted”, procurado, então adaptaram para cá, ficando “caçado”. Logo, é uma ameaça, do tipo “te pego no final da aula”, mas na verdade isso ocorre no continente de Tibia.
- Certo! Agora já sei o que é hunted! Vamos matar o que agora?
- Veados.
-Veados?
- Sim, mais conhecidos como deer, do inglês, veado.
- E ele é forte?
- Não, vamos matá-lo para pegar comida, você precisará.
Comida? Mas como eu comeria? Afinal, esse jogo é muito irônico: não tenho boca, mas como, e tenho orelhas, mas não ouço? Acho que os alemães deviam ter tido uma aula de anatomia não? Se bem que tais detalhem são básicos. Mas fomos atrás dos temíveis veados. Enquanto caminhávamos vimos uma criatura dentro dum pasto, era branca e aparentemente “fofa”, em cima de sua cabeça estava escrito “Sheep”. Eu, como sou muito esperto, lembrei do desenho “Sheep na cidade grande”, e o personagem era uma ovelha, logo Sheep = ovelha. Simples não? Enquanto eu raciocinava ouvi um grito ao longe... Ouvi não, li:
- ANDA SEU LESADO CEREBRAL! ESSA OVELHA TEM COMIDA!
O que!? Aquela pobre e doce ovelha será comida por nós? Meu santo Cristo, eu acho que vou vomitar! Certo, não tenho boca, logo não vomito, então também não como, certo? Vou chegando mais perto do pasto quando vejo Ted correndo atrás da pobre ovelhinha.
- Pare seu monstro! – Gritei eu
Mas de nada adiantara, quando meu amigo chegava perto, uns “X” de sangue aparecia, como se estivesse batendo nela, o engraçado que ele só chegava perto, nem movia os braços, nem tirava arma nenhuma, apenas tocava nela, ora apareciam uns “puf” de fumaça, ora umas faíscas amarelas. O que seria isso?
Finalmente após um tempo, a ovelha morre. Corro para ver a coitadinha morta, na verdade eu ando, pois correr pelo jeito também não dava, e quando chego perto a vejo deitada, sangrando, e atrás o rastro de sangue deixado por ela. Meus olhos se enxeriam de lagrimas se eu pudesse chorar, mas eu não podia, então fiz um singelo gesto de MSN para expressar tristeza: : ’(
Meu amigo ria e ria da minha cara, e nisso joga dois pedaços de carne crua que ele arrancou do cadáver, estava cru e pareciam mais coxas de galinha gigante. Eu recusei, mas ele me obrigou a por na sacola que eu carregava.
- É a lei da sobrevivência garoto, os fortes vivem, os fracos morrem. Ah, pode comer a carne crua mesmo, não precisa cozinhar. –Solta uma risada debochando de mim.
- Ok... Mas não vamos mais matar veados?
- Não, temos carne certo? Não precisamos de mais. Vamos matar ratos, o bicho mais fraco de Tibia que ataca.
- eu estava ainda triste – ok, vamos la...
Seguimos o caminho até uma caverna de ratos. Sim, ratos. Eu iria matar ratos agora para sobreviver, afinal preciso de dinheiro e pelo que parece a peste bubônica tem sido um problema. Descemos uma escada, o chão era de madeira, estava escuro e pelo que consegui ver tinha corpos e corpos de ratos no chão. Fiquei apavorado, quando meu amigo grita: “O LESADO TEM UM RAT AQUI! MATA ELE PRA GANHAR EXPERIENCIA!”, quando me aproxima de meu companheiro, vi a criatura, tinha uma longa calda, pelos sujos e dizia às vezes algo como “meeeep”. Resolvi atacar a criatura, envolta dela surgiu um quadrado vermelho, simbolizando que eu a estava atacando, mas eu batia e batia e apenas apareciam sinais de fumaça e “Xis” amarelos. Até que finalmente comecei a rançar dano dele. Ia subindo sobre a cabeça do rato números, e sua barra de vida, local abaixo do nome em cima da criatura que representa o tanto de vida que ela tinha, ia diminuindo, até que ele morre.
Meu coração estava a mil por hora, eu me sentia forte, poderoso, invencível, então, ao abrir o corpo, me deparo com um queijo e duas moedas de ouro. “Hoje, duas moedas, amanhã o mundo!” pensava eu, até que meu amigo pediu para que eu descesse por um bueiro próximo. Ao descer, uma coisa muito desagradável de se fazer, senti duas criaturas me mordendo, na verdade fazendo “X” de sangue em mim, e minha vida diminuindo, mas eu não as via! Tentava bater nelas, mas nada, eu não conseguia! Até que Ted desce a escada, e, acreditem se quiser, eu e ele estávamos ocupando o mesmo lugar ao mesmo tempo! Contrariando as leis da física! Então ele apenas riu de mim, e saiu.
Meu mundo se despedaçou: fui abandonado à própria sorte para matar esses ratos que estavam praticamente me estuprando. Senti minha vida correr sobre meus dedos, minha barra de vida estava acabando... Era o fim. Tentei comer as carnes cruas, mas elas sumiam quando eu clicava nelas! O que me restara era matar os malditos. Consegui achar um e fui batendo nele, mas pouco a pouco eu fui morrendo, matei o primeiro rato, mas o segundo conseguiu acabar comigo. Meu corpo caiu no chão, e tudo ficou preto.







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