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Tópico: SAGA - O Outro Lado

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  1. #1
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    Capítulo I

    Uma vez perguntaram ao meu pai até onde o homem caminharia, mas meu pai não respondeu, ele não sabia. Hoje, eu posso responder a vocês, homens: O Universo já tem dono e eu faço questão de povoá-lo com a mais soberana de todas as raças e a mais avançada tecnologia. E com esse objetivo, chegamos até aqui, até o projeto Omega.

    Sendo uma estação espacial completamente desenvolvida, Omega I tem não apenas laboratórios extremamente desenvolvidos, como também conta com um poderoso suporte para operações militares de defesa, que poderá não só impedir ações terroristas em todo o sistema, como também barrará a passagem de asteróides fortes o bastante para destruir as colônias. Omega I contará com uma poderosa frota de soldados especialmente treinados para todo o tipo de ocasião e equipados com os mais poderosos armamentos da atualidade, que garantirão a segurança e o bem estar de todos os que vivem nas diversas colônias espalhadas pelo sistema.

    Além disso, Omega I servirá de base de pesquisas para uma equipe de experientes cientistas, que terão acesso a todo o tipo de recursos de modo a fazer a ciência avançar em direção ao progresso de uma maneira nunca vista antes. Os laboratórios serão equipados com aceleradores de partículas, nanoreceptadores positrônicos, arcos de laser alveolares, entre diversos outros equipamentos da mais alta tecnologia!

    E isso não é tudo, se preparem, pois Omega I dará sustento a futuras colônias em Plutão, e como já foi dito, a segurança e qualquer ameaça externa não serão problemas, porque nem Deus conseguirá derrubar essa estação! E futuramente ainda teremos...



    Naquele momento, a transmissão da propaganda foi interrompida:
    — Nem Deus? – disse o homem que assistia a propaganda – Troquem esse maldito chip!


    A imagem exibiu o rosto redondo de um cientista de aparência jovial, aparentemente examinando a própria câmera que gravara o vídeo:

    — Isso, acho que sintonizou - murmurou o homem, enquanto configurava um pequeno aparelho acoplado na testa do companheiro.
    — Obrigado - disse o outro, examinando o local com o dedo - e o seu chip?
    — Totalmente queimado, Dr. Trust.

    O laboratório em si era um ícone da alta tecnologia: Possuía diversos equipamentos avançados que podiam fazer coisas inimagináveis, além de uma das paredes ser totalmente transparente e dar vista para plutão. Apesar de tudo era um laboratório pequeno, haviam maiores, mas isso não alterava aquela atmosfera que faz qualquer um que não tenha um ego enorme encolher.

    — O que será que causou esse magnetismo? – perguntou o Dr. Trust, sem parecer nenhum pouco preocupado.
    — Não tenho idéia. Deve ser um problema nos estabilizadores de rota orbital, ou qualquer coisa do gênero.

    — Realmente, é uma possibilidade... – disse o outro, pensativo. O experiente cientista Oliver Trust sorriu e voltou para a parte restrita do laboratório.Recebera ordens para se manter ali toda a noite, mesmo que suas pálpebras pesassem.Já era tarde, e já era possível ouvir os passos dos soldados recém chegados indo para os alojamentos. Durante mais ou menos uma hora o cientista ficou trabalhando com uns papéis, até que um alarme subitamente disparou.



    Pouco depois disso a imagem desapareceu totalmente.
    — Maldição, avance o vídeo – falou aquele homem.

    O vídeo começou a avançar... Durante um tempo a tela ficou preta, mas algumas vezes foi possível ouvir alguns sons e ver algumas imagens borradas, mas nada que realmente pudesse servir de pista.

    — Droga – disse o mesmo homem – isso não ajuda quase em nada... Coloque aquele chip com a exibição mais longa, por favor, talvez revendo aquilo eu consiga alguma pista. – E, curto e simples, o novo vídeo começou quando os seguintes dizeres apareceram na tela:


    Planeta Terra – Orla exterior da Via-láctea, hora incerta. Dia 22 do mês 1 do ano de 2011


    Uma voz feminina começou a narrativa. Os dizeres iniciais foram mantidos durante um bom tempo na tela, até que começaram ser substituídos por imagens sucessivas, que eram acompanhados sempre acompanhados pela narração:

    — Este vídeo é uma síntese da história do homem do século vinte e um até os dias atuais. Neles são mostrados os principais avanços dos seres humanos, assim como os principais acontecimentos que marcaram o terceiro milênio.

    No início foram mostradas imagens de diversas cidades e monumentos do século vinte e um, Nova York, Londres, São Paulo, a estátua da liberdade, a grande muralha da china...

    — Grandes cidades, com milhões de habitantes, existiam por toda a superfície da Terra. As chamadas “nações”, que eram basicamente zonas de influencia do planeta, controladas por pessoas que detinham todo o poder, tinham o controle sobre essas cidades, as chamadas “metrópoles”. Muitas vezes de maneira desproporcional, porém, esse controle era estabelecido através de chantagens e embargos econômicos que asseguravam que o poder sempre ficasse na mão dos mais ricos, e assim foi feito. Na época de que falamos o poder se manteu nas mãos de uma nação poderosa, ambiciosa e, acima de tudo, inconseqüente: Os Estados Unidos da América. As regras de todo o mundo eram ditadas pelos presidentes desta nação, que por meio do poder adquirido através das ações militares sobre os outros países, garantiam que todas as suas exigências fossem cumpridas. Porém, este detentor do poder era cego. Através da busca da maior riqueza da época, o petróleo, que era usado como combustível e como fonte de diversos outros produtos, ele acabou por destruir todos os recursos necessários para o equilíbrio do planeta. Enquanto a economia das nações lideradas pelos Estados Unidos da América, consideradas de primeiro mundo, cresciam, toda a parte natural do planeta entrava em colapso. E ignorando os problemas do planeta os EUA tomavam cada vez mais recursos, tomando cuidado para não ter seu cargo tomado por algum aliado que, consequentemente, tentava tomar seu lugar como maior potencia mundial. Países como a Alemanha, Itália, Rússia, dentre outros, organizavam ataques secretos contra os EUA, atribuindo toda a culpa a países do Oriente Médio e da Ásia Central.

    Agora as imagens que se sucediam mostravam matas devastadas, prédios em chamas, em um clima de eterno conflito.

    — A natureza enquanto isso, definhava. Ataques entre aliados, diferença social, discriminação e terror eram a cara do planeta até a primeira metade do século vinte e um, até que, em um período suspeito de paz, o líder da coréia do norte liderou alguns países menos influentes em um ataque surpresa, no dia da batalha conhecida atualmente com Dream Battle, a batalha dos sonhos, pois neste dia um parque de diversões muito famoso em todo o mundo, a Disneyland, foi completamente destruído por um bombardeio nuclear. Foi o início da terceira guerra mundial.

    Neste momento o monitor exibiu imagens daquilo que fora um parque de diversões, estava tudo em ruínas com pouquíssima coisa ainda de pé.

    — A guerra durou dois longos anos que foram marcados pela tensão, medo, e atrito constante entre os dois países, com ataques por terra, água e ar. No final, porém, os EUA e seus países aliados saíram vitoriosos com a destruição total da Coréia do Norte. Em compensação, cidades muito importantes e consideradas símbolo da influencia e poder dos EUA foram destruídas, como Nova York, Los Angeles e Washington. Ao final de tudo, porém, tudo o que sobrou foram imensas áreas contaminadas pela radiação proveniente das bombas nucleares usadas, e todas elas foram isoladas. Ninguém perdeu, naquela guerra, mais que o próprio planeta, que sofreu com a extinção de dezenas de espécies animais e centenas de espécies vegetais. Após toda essa devastação, uma onda de realidade se alastrou pelo mundo: O planeta corria grave perigo. A situação era muito grave, em pouco tempo a água potável dos rios acabaria e a natureza iria começar a entrar em colapso. Era preciso, principalmente, arrumar uma maneira alternativa de conseguir água, e urgentemente. Para isso, a ONU, Organização das Nações Unidas, criou o projeto Aqua, que no Latim quer dizer água. Foi criado um sistema de reflitração de água de torneiras e chuveiros, que limpava na hora todo o grosso da sujeira da água utilizada nesses aparelhos, de modo que esta pudesse ser reutilizada por um tempo muito maior. Além disso, foram criadas as plataformas de mineração aquática, imensas plataformas oceânicas, construídas em volta de icebergs e na costa da Antártida, que mineravam o gelo destes e os transformavam em água potável. Uma vez que a quantidade de água doce congelada nesses lugares era imensa, água não seria um problema enquanto houvesse gelo a ser minerado. É claro que vários ecossistemas dessas regiões sofreram perdas avassaladoras, mas foi um preço que infelizmente teve que ser pago para que a sobrevivência da humanidade fosse garantida.

    Após imagens que mostravam as áreas devastadas e todo o projeto aqua em vigor, foram mostradas imagens de naves no espaço sideral, na órbita da terra.

    — Com o desenvolvimento de motores movidos à hidrogênio e do projeto aqua as nações consideraram os problemas ecológicos como resolvidos, e em seguida olharam para um novo horizonte: o espaço. Com os EUA devastados e a Europa ajudando-o financeiramente, deteria o poder global aquele que fosse mais rápido e que explorasse as melhores áreas. O espaço era um local inexplorado e inabitado, ou pelo menos o sistema solar era, e também poderia ser uma fonte de avanços científicos enormes. Por isso, as nações se lançaram em uma nova corrida espacial, que teve como inicio oficial o pouso de uma nave japonesa em Marte. A corrida era basicamente divida em cinco competidores: A união de países sul-americanos, liderados pelo Brasil, a China, a Índia, o Japão e a Rússia. E, a partir daquele pouso, rumo à conquista da soberania sobre o planeta, começou a segunda corrida espacial. Com os movimentos rápidos e na esperança de se tornarem a nova potência mundial, os países liberaram verbas imensas, construindo bases de estudos na lua e levando pesquisadores formados em estudo exterior à Marte. As forças das nações então, agora sem a soberania dos EUA, deram ao espaço um coadjuvante importante: as multinacionais: o espaço começava a ser privatizado. Empresas começaram a criar anúncios, patrocinar viagens espaciais, construir estações espaciais hotéis e muitas outras atrações enquanto, por cima, os países corriam para conseguir os avanços mais importantes nas áreas científicas e tecnológicas. Os EUA e a Europa voltaram depois de algum tempo para a corrida espacial e começaram a ir contra a privatização do espaço porque alguns empreendimentos eram irresponsáveis e perigosos, como mineração de asteróides, mas os governos dos outros países coordenam bem a iniciativa privada e o desenvolvimento atingiu patamares inacreditáveis, quando a primeira parceria publico-privada espacial foi formada.

    [... continua ...]
    ___________________
    ~Heenett

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  2. #2
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    Ficou moh legal o RP =D
    Parabéns pra ti ae ^^'

    Mais plxx o//
    :riso:
    bjux
    Sometimes greatness is not what you accomplish, its what you overcome...

    I STILL BREATHING

  3. #3
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    Capítulo I
    Parte II


    Dessa vez, as imagens na tela eram de estações espaciais na órbita da terra com letras enormes e brilhantes anunciando que tinham quartos vagos, algumas daquelas estações pareciam até prédios em órbita, como se alho os tivesse tirado do chão. Havia também até mesmo um outdoor gigante orbitando a Terra, anunciando uma marca de tênis cara. As imagens foram substituídas por imagens de construção na lua, astronautas e robôs carregando materiais e peças e estruturas de metal sendo formadas...

    — Graças ao dinheiro fornecido pelas grandes multinacionais, foi iniciado um projeto de construção de grandes complexos lunares no satélite da Terra. O primeiro hotel na lua foi inaugurado no ano de 2078, e foi um grande passo no avanço da tecnologia terrestre, e mais ou menos na mesma época foi desenvolvido o primeiro gerador de gravidade, uma máquina que simulava os efeitos da gravidade da Terra em naves espaciais e nos próprios complexos da Lua. Enquanto estes eram construídos, as nações corriam para ver quem construía o melhor laboratório de pesquisa, as estufas de plantas mais avançadas, e até mesmo a primeira base de lançamento marciana. Ao final dessa corrida, o resultado foi para as nações frustrante, porque todas elas conseguiram ótimos resultados na corrida e terminaram a base de lançamento praticamente ao mesmo tempo, com exceção dos EUA que, aliados à Europa, iam mais lentamente na corrida porque ainda se recuperavam da guerra... E durante muito tempo foi assim, os países corriam para ver quem chegava mais longe primeiro, enquanto a iniciativa privada ia povoando tudo um pouco mais atrás. Após alguns anos as primeiras naves de astronautas chegaram às Luas de júpiter, e alguns anos depois as colônias começaram a ser construídas por lá, usando a tecnologia do gerador de gravidade para igualar a alta gravidade provocada pela influência de Júpiter com a da Terra.

    O monitor começou a mostrar imagens de colônias em lua, marte, nas luas de Júpiter... Até que começou a mostrar a órbita da Terra. Era impressionante: As estações e os satélites ocupavam muito o espaço, era quase uma outra cidade, ou uma extensão da Terra. Então, a imagem mudou e mostrou um centro de pesquisas japonês, localizado no centro de Tóquio:

    — Mais ou menos no início do século vinte e três o governo japonês decidiu deslocar grande parte das verbas destinadas à pesquisa de exploração do espaço exterior para o desenvolvimento de armas de uso espacial ou extraterreno. Essa notícia chegou aos ouvidos dos outros governos que, com medo de serem submetidos militarmente ao Japão, começaram a investir no desenvolvimento de armas também. Com tais desenvolvimentos, mais a rivalidade dos países na corrida espacial, um clima de tensão constante foi estabelecido, como se uma guerra pudesse estourar a qualquer momento: era o início da segunda guerra fria. A tecnologia, após isso, chegou em tão alta escala que os desenvolvimentos alcançaram patamares incríveis: o Japão desenvolveu uma arma que funcionava a partir do espaço e que poderia atingir qualquer ponto estratégico da Terra, os países sul-americanos então desenvolveram aviões militares que chamaram de “ anfíbios”, pois apesar deles terem o formato era dos jatos atuais, continham algo diferente: eram úteis tanto dentro da terra quanto no espaço. Os EUA e a Europa desenvolveram uma grande nave equipada com um enorme imã, nomeado "Magneto", capaz de desmantelar qualquer tipo de estrutura de metal. Foi um passo importantíssimo na tecnologia militar, um avanço enorme. Baseados no projeto sul-americano a China, representando países da Ásia, e a Índia aprimoraram os jatos anfíbios e criaram também Trajes Anfíbios, que consistiam em trajes militares úteis tanto na terra, quanto na água ou no mar, ou até mesmo no espaço. Enfim, cada união copiava as idéias de outras uniões, tentando assim desenvolver armas melhores e mais avançadas. Conforme as uniões movimentavam seus peões o clima de tensão cada vez aumentava cada vez mais, e por causa disso estes faziam pouco progresso na aproximação das luas de Saturno, atrasando possíveis avanços tecnológicos que seriam adquiridos com isso e ficando cava vez mais difícil bloquear a iniciativa privada de interferirem na exploração de regiões desconhecidas, que era reservada somente aos governos. Porém, as multinacionais já haviam começado a explorar o cinturão de asteróides, coisa que havia gerado alguns acidentes e que poderia gerar mais ainda.

    As sucessivas imagens pararam, e se fixaram num grande edifício branco, com os dizeres “Corporação Omega de exploração espacial”.

    — Devido à falta de influência dos governos sobre o avanço das multinacionais sobre o espaço, foi criada a corporação de empresas Omega, que tinham como objetivo a construção de colônias a baixo custo no espaço, de modo a possibilitar a colonização do espaço pelas classes mais baixas. Devido à Guerra Fria e o constante clima de tensão na Terra, a possibilidade de ir viver no espaço pareceu aos pobres algo bem atrativo, uma vez que o custo era baixo e que a corporação prometia melhores empregos e condições de vida e uma vez que havia muita gente desempregada por causa dos robôs que assumiam várias tarefas antes dedicadas a humanos, afora toda a poluição e crimes... Assim, Omega começou a construir conjuntos habitacionais nas luas e em marte e começou a levar pessoas pobres para lá, aos milhares, através do uso de naves “ônibus” gigantes, com capacidade para mais de mil pessoas. É claro que a construção dos conjuntos e todo o projeto em si era cara e o pagamento dos pobres não compensava os gastos, mas essa mesma empresa conseguia extorquir dinheiro dessas classes de outras formas, através da venda cara de alimentos nos conjuntos, através de empregos mal remunerados, entre outras coisas. No final das contas não era tão em conta assim se mudar para o espaço, mas muitas pessoas continuaram fazendo isso, de certo modo até despovoando a Terra. E assim, anos depois, esse projeto foi considerado como marco do início da colonização oficial do espaço, antes reservada aos ricos.

    [... continua ...]

    Sem mais;
    Asha Thrazi!
    Langobardis
    Comunidade de Roleplay em Neptera. Venha conhecer!
    PALMEIRAS - Campeão Paulista 2008

    "Posso não concordar com o que dizes, mas lutarei até a morte pelo direito de dizê-lo" Mestre Voltaire

    Asha Thrazi!

  4. #4
    Avatar de Klaw
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    nem Deus conseguirá derrubar essa estação!
    Uau!
    Titanic? o_o
    aUehiauheiuaheiuahe

    Gostei da sua visão do futuro, achei de uma forma um futuro muito provável...
    realmente eu espero estar morto quando essa bagunça começar xP

    há!
    flw aew _o/
    I don't need wings to fly, because your eyes are my sky
    (Real Name: ShadE!)

    Enquanto isso num chat de msn:
    \<-\†/->/·گħåÐέ·\<-\†/->/ - !<?“Foda-se! Estou de férias.”?> ! - diz:
    viado
    \<-\†/->/·گħåÐέ·\<-\†/->/ - !<?“Foda-se! Estou de férias.”?> ! - diz:
    viado
    Doug. diz:
    volta a ficar falando viado
    \<-\†/->/·گħåÐέ·\<-\†/->/ - !<?“Foda-se! Estou de férias.”?> ! - diz:
    não
    Doug. diz:
    ia aparecer um viado o_o
    \<-\†/->/·گħåÐέ·\<-\†/->/ - !<?“Foda-se! Estou de férias.”?> ! - diz:
    você já tá aqui

  5. #5
    Avatar de Death Knight
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    Bem divertido, agora continua meu filho!!




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    :wub: Eu AMO Panetone!!!:wub:
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    Das linhas combatentes,
    És a entidade,
    Dos mais valentes
    Quando o fogo da vitória
    Marca nossa alegria
    Eu cantarei,
    Eu gritarei:
    És a nobre Infantaria!..."
    - Canção da Infantaria do Exército Brasileiro
    Exército Brasileiro!!! SELVA!!!

  6. #6
    Avatar de Spealk
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    Que criatividade parebens ta muito bom continua pls

  7. #7
    Avatar de Heenett
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    Anteriormente...

    ...No final das contas não era tão em conta assim se mudar para o espaço, mas muitas pessoas continuaram fazendo isso, de certo modo até despovoando a Terra. E assim, anos depois, esse projeto foi considerado como marco do início da colonização oficial do espaço, antes reservada aos ricos. [...]

    Capítulo I
    Parte III


    [...] Estes partiram no início da colonização com naves particulares para hotéis ou módulos de luxo na Lua, em Marte, nas órbitas dos desses corpos celestes, ou mesmo na órbita da Terra. Enquanto isso, os terráqueos de baixa renda conseguiam um lugar em naves imensas para complexos habitacionais construídos nos planetas com promessa de comida, água, uma boa vida e emprego. Aos poucos, com a grande colonização dos pobres, os ricos começaram a se mudar para estações espaciais, algo como "arranha-céus espaciais", de modo que depois de algum tempo a terra sólida passou a ser uma exclusividade dos pobres. Enquanto estes moravam com vista para o deserto vermelho de marte, ou para as crateras da lua, os ricos moravam nas estações, com vista para o sistema solar.

    As imagens na tela passaram de grandes complexos habitacionais, algo como centenas de casas de formato idêntico de três cômodos uma pregada na outra, dispondo-se em quadrados, círculos, e outras formas geométricas, até mostrarem um grande prédio com chaminés enormes voltadas para a órbita de Marte:

    — Foi iniciado, nessa mesma época, o projeto denominado “Biosfera três: A Terraformação de Marte”. Esse projeto, cuja liderança estava nas mãos de uma corporação chamada “New Age Corporation”, ou “Corporação Nova Era”, que pretendia através de um esforço contínuo transformar Marte numa nova Terra. Apesar de muitos acreditarem ser impossível, estudos e previsões ciêntíficas provaram que se a coisa fosse feita do jeito certo, em um milênio os resultados poderiam chegar. Sendo um investimento a muito longo prazo, a New Age Corporation também começou a vender alimentos para os módulos habitacionais, rivalizando-se assim à Omega Corp, e começou a plantar plantas em estufas construídas no planeta, de modo a vendê-las aos ricos da atmosfera por preços exorbitantes, afora que ela também era dona de vários estabelecimentos que ficavam na órbita do planeta, incluindo uma estação restaurante com vista permanente para Terra, onde a reserva de uma mesa para uma noite custava em média o preço de um carro de luxo.

    A tela exibiu a imagem de uma imensa estação espacial circular, com módulos para a entrada de naves na parte externa, com grandes painéis transparentes que faziam as mesas terem vista para a terra ou para o planeta vermelho. Os dizeres “New Age Corporation” brilhavam sobre a estação, como um imenso outdoor.

    — Com isso, as corporações de grande poder investiram muito em um novo projeto: a construção de colônias nas luas de Júpiter. Alguns cientistas, esperançosos, acreditavam que era possível a existência de vida na lua "Europa", de Júpiter, já que ela era a única do sistema onde existia água. Após investigações minuciosas, eles investiram com seus exércitos particulares em busca de uma possível vida, utilizando da tecnologia avançada dos geradores anti-gravidade que começaram a ser criados para resistir à grande gravidade de Júpiter. No final, nenhuma forma de vida foi encontrada, mas aquele ambiente tão perto de Júpiter e tão bom para pesquisas fez com que a iniciativa privada investisse pesado na construção das primeiras colônias nas luas de Júpiter. Na Terra a população havia se estabilizado na casa dos cinco bilhões de habitantes, graças à difusão dos métodos anticoncepcionais. A tão importante água agora era muito melhor aproveitada, e as fontes de água doce se recuperavam aos poucos dos danos passados, enquanto a água do mar, com a ajuda da tecnologia dessalinizadora, chegava as casas de grande parte da população, fazendo com que a falta de água deixasse de ser um problema tão grande.

    A tela exibiu uma imagem que poucos esperariam ver: Em plena cidade grande, um rio limpo. Não era totalmente limpo, mas sem dúvida dava para ver a cor do fundo, o que já era um grande começo. Em seguida começaram a passar imagens de cidades não tão cheias, antigas favelas, prédios de tijolos com três apartamentos cada, cada um com três cômodos, se desmantelando por completo, sendo transformadas em parques, enquanto os antigos moradores que haviam ficado na Terra iam para apartamentos melhores e empregos melhores, uma vez que com a falta de pessoal a procura havia sido maior. A vida na Terra, no final das contas, tinha melhorado muito, mesmo que sem muita intenção dos habitantes. Mas é claro que os habitantes do espaço voltariam se a vida estivesse tão boa assim, mas o fato era que, no final das contas, a vida no espaço também era boa:

    — Era notável a evolução, tanto na área da tecnologia em armas tanto na área de tecnologia de colonização. Belos projetos de exo-metrópoles enormes se tornavam realidade, tanto na Lua quanto em Marte, onde foi erguida majestosa cidade de Octus, que foi consagrada como a 8ª Maravilha da humanidade. Com a colonização de todo o sistema, a Omega Corp acabou se oficializando como o primeiro sistema interplanetário de transportes, coisa que aliada ao seu poder de manter as colônias habitáveis, tornou-a a corporação de maior poder de todos os tempos. Além disso, a Omega Corp também se responsabiliza pelo transporte de alimentos e água para as novas colônias e exo-metrópoles construídas, o que deixava os países cujos povos habitavam o espaço mais e mais apreensivos.

    Novamente a imagem mudou, exibindo até onde a tecnologia chegara: Octus. As ruas da cidade passavam sobre as casas, cerca de trinta metros sobre, enquanto as grandes avenidas foram construídas no chão. Os prédios impressionantes beliscavam o céu com sua ponta enquanto os habitantes de menor renda moravam em belas casas nos locais mais afastados do centro.

    — O nome da cidade, Octus, advinha do fato de ela ser considerada a oitava maravilha da humanidade, muitas vezes classificada como paraíso. A plataforma extremamente movimentada recebia cerca de cem espaçonaves por dia. Após toda a evolução, as espaçonaves de pequeno e médio porte se tornaram algo comum. Escolas foram construídas nas exo-metrópoles, assim como todo o tipo de estrutura e empresa, e foi fundada a primeira universidade extraterrena: a Universidade Terreno Marciana de Octus, ou UTMO. Mas, mesmo apesar disso tudo, mais de sessenta por cento era controlado pela Omega corp ou pela New Age corp. E a cidade não era algo limitado ao planeta: Sobre ela existia um verdadeiro mar de estações espaciais, várias imensas para residência particular de ricos, vários hotéis, restaurantes, e até um zoológico. Octus possuía sua própria rede de canais digitais, e sua própria rede de internet, que com certo atraso conseguia ser ligada à rede da Terra e da Lua.

    A imagem continuou mostrando fotos de Octus, até que passou a mostrar imagens de uma sala de aula tremendamente avançada: Todos os alunos tinham computadores nas carteiras, a aula era dada por um professor normal, mas o quadro negro era um telão. Havia equipamentos 3D que os alunos usavam para ver em tempo real as coisas que o professor citava, entre muitas outras coisas:

    — E então cada país avançava em tecnologia, nunca foi investido tanto na área da educação como nessa época: os países não precisavam mais de cidadãos, precisavam de Gênios. Alguns países eram notavelmente mais avançados que os demais e com isso se tornaram, agora mais do que nunca, as maiores potências do sistema. Estes países produziam com o melhor de sua tecnologia armas de destruição em massa e naves mais resistentes e velozes para vender, porém, o melhor de sua tecnologia eles guardavam com muita segurança em naves particulares para não ser desconfiado. Pequenos objetos, grande importância. Todos os países lutavam para chegar mais longe no espaço, brigavam por cada território. Foi aí que chegaram às luas de Saturno... Até que ocorreu um incidente: o incidente do vinte e oito de agosto.

    A imagem na tela passou a mostrar os destroços de duas naves, na órbita de saturno.

    — Duas naves a caminho de Titã, uma das luas de saturno, se chocaram em pleno movimento. Uma delas, uma nave chinesa, havia tido problemas com o sistema de propulsão por causa do choque com um pequeno meteoro, e estava consertando os estragos, enquanto seguia em direção à Titã, enviando alertas sobre sua condição, e sobre o fato dela precisar de ajuda, quando uma nave americano-européia, que não havia recebido o alerta por estar com todas as comunicações ocupadas e por negligência do próprio capitão, se chocou com a nave chinesa. Foi catastrófico. Não porque o choque produziu vítimas, não: A tecnologia era avançada o bastante, apenas duas pessoas nas duas naves morreram no choque, dois astronautas que estavam consertando as turbinas da nave chinesa. O resto havia ido para os módulos de fuga, e em seguida partido para a colônia Titã, onde seriam resgatados. A catástrofe foi a perda da carga. Uma das naves levava componentes cruciais para a construção de uma colônia, que posteriormente teve de ser interrompida, causando perda de milhões. A China e a Europa, junto com os Estados Unidos, começaram a discutir, na Terra, o acidente. As tensões naquela época já estavam grandes, e o acidente foi só a gota que fez o copo transbordar: a China entrou em guerra contra a união Américo - européia.

    A tela começou a exibir um pequeno vídeo mudo onde aparentemente o representante da China declarava guerra. Em seguida, passaram a ser exibidas fotos de colônias em ruínas, destroços de naves no espaço, naves destruídas que caíam na Terra, atingindo muitas vezes cidades, como grandes chuvas de meteoros. Depois, foram mostradas imagens de tropas de outras nações, como Índia, União Sul-americana, Japão...

    — O problema tomava grandes proporções, com ataques realmente devastadores: os dois países perdiam caças no céu, colônias no sistema e vida por todo o lugar. A guerra agora afetava muitas outras nações, como aconteceu em um incidente, onde destroços de caças caíram em uma grande cidade brasileira, fazendo com que dezenas de pessoas e inclusive um general das forças armadas morressem. Ou a queda de uma colossal nave de batalha nas proximidades do Japão, no oceano pacífico, coisa que criou uma Tsunami que devastou a sua costa, e a Índia, que tendo uma de suas colônias destruída em um bombardeio aceitou que a guerra não era só entre aquelas duas grandes nações. E foi então que estes países resolveram participar da guerra. Trabalhos de décadas agora se transformaram em grandes ruínas de metal e sangue, e uma vez que as colônias e planetas eram territórios privados, a guerra buscava resumidamente ataques às colônias nas luas de Saturno, que ainda eram governamentais, em batalhas espaciais nunca antes vistas. George Lucas havia adivinhado o futuro, porém sem Extra-Terrestres e não-humanos: o futuro seria guerra... As armas eram altamente destruidoras, os caças anfíbios Chineses tinham uma capacidade impressionante de destruição nunca vista antes. Eram velozes, resistentes e derrubavam o que ousasse enfrentá-los com tiros de plasma que deixavam rastros verdes por onde passavam. Os Estados Unidos utilizavam uma nave inovadora, nunca utilizada antes, com uma espécie de ima gigante, com um tamanho aproximado de um quilometro quadrado, que fazia parte dela e desmantelava toda e qualquer estrutura de metal, destruindo com uma grande facilidade naves Chinesas e de outras nações que agora também lutavam. Os caças anfíbios Chineses, muito superiores à idéia inicial que surgiu no Brasil, além da capacidade de destruição também tinham uma resistência incomparável, junto com seus trajes que funcionavam perfeitamente na água, terra, ar e no espaço. Na Terra a devastação era sem medidas, os ataques deixavam cada vez mais mortos e como consequência da guerra outros países de menor porte começaram a se prejudicar também. Porém nenhum dos dois lados atacava o território inimigo diretamente com um único medo: desencadear uma guerra nuclear. As batalhas se resumiam a territórios internacionais, onde submarinos altamente avançados e fragatas lutavam entre si, enquanto no ar os caças faziam manobras inacreditáveis. Na órbita da Terra, território ainda neutro, havia sido instalado o caos:Aquele era o principal campo de batalha da guerra, onde naves das nações lutavam: caças anfíbios manobravam por todos os lados, naves de batalha imensas permaneciam em órbita estacionária, enviando constantemente pilotos e caças à batalha, servindo de ponte entre a Terra e o espaço em si. Os ricos e os donos de estabelecimentos na órbita da Terra, em pânico, abandonavam tudo o que tinham e iam se refugiar em abrigos no planeta, com medo que os destroços das naves, que várias vezes sobreviviam à reentrada, os atingissem. Tudo o que havia sido construído na órbita da Terra era destruído e usado nas batalhas.

    A tela mostrava não só imagens, mas também vídeos, da guerra: Fotos de batalhas, caças em pleno movimento, as naves de batalha dos diferentes países, a queda de destroços na Terra, a luta nas colônias de Saturno, explosões imensas, estações espaciais se destroçando.

    — As batalhas continuaram por cerca de dez anos, alguns países iam se rendendo no decorrer da guerra, e aos poucos, saindo da mesma. No final apenas a China e a União Américo - Européia se mantinham em constantes ataques, em guerra. Foi então que as outras nações, que sentiam a devastação mas que não tinham mais como reagir, começaram a pedir e pressioná-los para que a guerra terminasse, em nome da paz, do sofrimento dos povos das nações menores e de seu próprio povo. E então, no dia catorze de setembro, dez anos depois do inicio da guerra, a China e a União Américo – européia declararam trégua.

    A imagem na tela mostrou uma foto dos representantes das duas nações apertando as mãos.

    — A guerra teve muitas conseqüências. Povos grandes e pequenos foram muito prejudicados pela guerra, a órbita da Terra estava completamente devastada e cheia de lixo espacial, e a economia das principais nações do mundo estava arruinada. Em um esforço conjunto, naves foram construídas para o recolhimento do lixo espacial, mas enquanto esse trabalho era feito, as nações declararam trégua definitiva, acabando de vez com a segunda guerra fria, pois as suas economias estavam fragilizadas demais para continuarem na guerra. Com as empresas privadas, entretanto, a história era diferente: Apesar de tudo, os únicos prejuízos haviam sido a destruição de algumas propriedades na órbita da Terra, o que no fim das contas representava muito pouco do que aquelas empresas realmente tinham. Assim, logo após a guerra, e sem a interferência dos enfraquecidos governos, as empresas privadas passaram a investir mais que nunca no sistema solar, nas colônias de Saturno inclusive, e foram ousando cada vez mais e mais.

    A imagem na tela começou, em seguida, a mostrar um imenso prédio, majestoso, rodeado por bandeiras, como uma obra de arte jamais vista: o prédio das nações unidas.

    — No ano de 2450, houve uma reunião com todos os países do mundo, que ficou conhecida como “A Convenção”. Lá, ainda sofrendo um pouco com o pós guerra, as nações resolveram decidir os rumos da humanidade. Foi uma reunião que durou duas semanas, e entre outras medidas, foram tomadas as seguintes decisões: O espaço também seria dividido em territórios, para que a neutralidade não favorecesse as guerras outra vez, e as colônias seriam nações independentes. Em cento e trinta anos seria iniciada a construção de uma rede de defesa do sistema solar, para que as colônias ficassem protegidas de ataques, tanto internos, quanto externos. O motivo da decisão de iniciar o projeto em centro e trinta anos era que já se sabia que o projeto iria consumir muito dinheiro, e as nações queriam tempo para se recuperar. Em nome da união, uma nova moeda para todas as nações foi criada, o Solarius.

    Após algumas imagens da Convenção, começaram a ser exibidas imagens das cidades nas colônias, de outdoors, anúncios, da situação delas tanto no espaço, nas órbitas, quanto no solo.

    — A população humana, ainda se recuperando em período pós-guerra, começou a se distribuir pelo sistema solar em busca de uma nova vida, novas oportunidades, de modo que a lotação de pessoas na Terra diminuiu. A diferença social, porém, se manteu estável: ainda era grande. Os dizeres do velho sábio chileno do século XXIII, Juanes Lobo, sobre alta e baixa classe social não houve mudança: "Os grandes no céu, os pequenos na Terra", ou seja, os ricos continuavam a viver nas órbitas, e os pobres no solo. Apesar disso, foi uma época muito próspera. O investimento na educação apenas aumentava, por causa de graves acidentes e novas doenças espalhadas pela guerra houve um grande avanço na área da medicina. Outras áreas com avanços consideráveis foram a física e a química, com projetos ainda mais profundos que átomos e radiação, pois, mesmo depois da convenção, uma nação ainda não confiava plenamente na outra. Uma nação consumista como nunca antes começou a surgir: as empresas privadas, sem a influencia do governo, começaram a jogar no mercado todo o tipo de produtos, começaram a fazer propagandas e espalhar outdoors de todos os tipos, principalmente nas nações exteriores(nome adotado para as colônias independentes), onde algumas empresas controlavam tudo. Alguns produtos inclusive perigosos começaram a circular no mercado, e as populações agora mais que nunca se dividiram em dois grupos: os que apoiavam e os que iam contra a mídia e propagandas e alienadora.

    Fotos de diversos grupos jovens começaram a ser exibidas na tela. Mostravam-se Neo-Punks, Góticos, Riquinhos, Nerds, entre muitos outros grupos.

    — Dentre as novidades e os avanços, estava a internet: Existiam servidores de sites espalhados por todas as nações exteriores, e uma rede de informações via satélite e antenas ligavam todo o sistema solar em uma rede, cuja velocidade de transferência de arquivos era avassaladora, chegando a ser possível, dependendo da distancia entre o servidor e o computador de uma pessoa, o download de cinco filmes de qualidade excelente em menos de cinco segundos. Em distancias maiores, por exemplo um contato entre a Terra e uma Nação exterior de Saturno, o atraso nas informações não passava de algumas horas, sendo possível a comunicação por e-mail. Jogos online eram cada vez mais avançados e interligavam diversas nações, uma vez que o atraso entre as informações recebidas por estas em relação ao servidor central não era muito grande, desde que esse não estivesse, por exemplo, em uma nação próxima de outro planeta. A internet ainda era um meio livre de comunicação, que resistia às tentativas de controle por parte dos governos e das grandes empresas, graças a muitos hackers, ou “Cavaleiros da Liberdade”, como se autodenominavam, que sabotavam as tentativas de controle da rede.

    A imagem na tela passou de satélites que garantiam o fluxo de informações até sites sabotados pelos cavaleiros da liberdade. Em seguida, apareceu a imagem de uma estrutura de metal bem grande, algo semelhante a um motor.

    — Porém, não só a internet avançou: uma notícia abalou todo o sistema: depois de muitos testes secretos a Omega corp liberou imagens da primeira nave a atingir a incrível velocidade de 200.000Km/s. Com velocidades estonteantes de naves, o sistema solar se via cada vez mais interligado. Apesar de tudo, essa interligação muitas vezes criou conflitos, entre gangues ou entre grupos diferentes, por exemplo punks contra modistas. As armas usadas nesses conflitos, as armas típicas da superfície, eram espadas feitas de um material altamente cortante, capaz de fatiar até mesmo aço sem esforço, e metralhadoras e canhões de braço, implantes feitos para substituir mãos decepadas em combate. Além disso, haviam muitas vezes diversos tipos de olhos biônicos, diversos tipos de armas de lâmina e de explosivos.

    Após fotos de algumas dessas espadas altamente avançadas e dessas metralhadoras de braço, foi exibida uma foto que parecia sair de videogames: seres humanos com características de animais, desde lobos até répteis e felinos: mulheres com orelhas e dentes de gato, um homem com garras de lobo, um homem com rosto e torso de réptil.

    — Modificadores genéticos. Sem o controle dos governos, as empresas começaram a vender esse tipo de produtos, implantes que após algum tempo modificavam as características genéticas de uma pessoa, e começaram a fazer operações para acentuar ou firmar essas características. É claro que tudo havia sido muito bem estudado, e que após tanto estudo o risco de mutações e problemas nos gens era mínimo, mas mesmo assim, aquilo era algo que poderia ser considerado imoral: a distorção da imagem humana. Homens para ficar mais fortes ingetavam em si mesmos gens de lobos, enquanto mulheres para ficarem mais sensuais ingetavam em si gens de felinos. As ingeções eram simultâneas em várias partes do corpo, seguidas de uma operação plástica, para assegurar que todas as células do corpo recebessem a carga modificadora e aceitassem as novas característcas que seriam implantadas, como garras de lobo, olhos de répteis, ou dentes de gato. Agora, com essa nova "raça", começou a haver uma onda de discriminação que logo foi obrigada a ser deixada de lado, pois a população desses humanos diferenciados cresciam rapidamente. Estes agora levavam grandes vantagens em várias partes do sistema solar por causa de suas características diferenciadas e fortes. Com isso um clima ruim, de rivalidade, foi criado entre os humanos e os novos semi-humanos, e algumas medidas, como a divisão dos jogos olímpicos em “Jogos para humanos sem modificadores” e “Jogos para humanos com modificadores”, entre outras coisas.


    [...continua...]

    Até mais,
    ~Heenett



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