Entre sexta e domingo, à excessão de atrasos.Postado originalmente por Dark-Duck
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Na parte anterior...
— Duas belas senhoritas... – disse ele, enquanto desaparecia de vista. – A esposa e a filha de um senhor chamado Bernardo...
E assim, Irinosh observou Gustaf sumir em uma curva do corredor. No espaço aéreo da base, Onilink repetia a si mesmo, febrilmente:
— Minha família, minha família, minha família...
Ainda escorria sangue de seu peito quando ele investiu sobre a base.
Capítulo 5(parte 5) - Prioridades
— Baterias antiaéreas, ATACAR! – Berrou um soldado no rádio. Cerca de quatro metralhadoras móveis fixaram o Guardião na mira e começaram a atirar, porém sem conseguir nenhum acerto, ao mesmo tempo em que um pouco sob o solo, um soldado em um bunker fixava a mira de oito mísseis no alvo que se movia em grade velocidade.
— Carga um, atirar! – Disse o soldado no bunker, que atendia pelo apelido de Delta um. Na parede da base uma portinhola deslizante revelou uma pequena abertura de onde saiu um míssil teleguiado em alta velocidade. O computador direcionou o míssil para o alvo que fazia um mergulho em direção ao alvo. Delta um acompanhou o progresso do míssil, até que ele atingiu o alvo.
— SIM! – gritou ele de súbito, sem conseguir se conter. Porém, logo depois ele percebeu que o alvo continuava em movimento. – Mas o que..? – Em seguida, ele apertou o botão de lançamento do segundo míssil. Do lado de fora se abriu, dessa vez no chão, uma outra portinhola que serviu de passagem para outro míssil. Delta um acompanhou o progresso desse outro míssil, até que ele explodiu a centímetros do Guardião.
— Ah, MALDIÇÃO! – berrou ele novamente, batendo com o punho no monitor. Ele apertou três botões ao mesmo tempo, e os mísseis três, quatro e cinco foram lançados. Logo depois ele ligou o monitor conectado à câmera que vigiava a entrada principal, ele precisava ver aquilo. De três pontos diferentes da base saíram os três mísseis que foram em direção ao guardião, que dessa vez já seguia rente ao chão em direção ao portão principal, sem ser afetado por nenhum tiro e desviando de todas as granadas. Fazendo pequenas manobras ele fez com que dois mísseis se chocassem, e cortou o terceiro do mesmo modo que fizera com os dois primeiros.
— Não posso acreditar! – Falou o soldado consigo mesmo, enquanto lançava os dois últimos mísseis. Ele mesmo havia posicionado todos aqueles mísseis de modo a conseguir acertar qualquer coisa que pudesse vir pelo ar, mas nada funcionava. Numa velocidade até difícil de acompanhar, porém, o míssil sete se dirigiu até o alvo e o atingiu em cheio.
— SIM, CONSEGUI! – gritou o soldado, alegre. – Não tem como ele ter se desviado, eu vi! – Continuou, como se alguém o ouvisse. Porém, instantes depois, o Guardião voltou a aparecer no monitor, se recuperando de um giro voltando a voar em direção ao portão principal.
— Mas o que...? – disse o soldado, arregalando os olhos. Ele subitamente então pensou em uma coisa, e mudou a visão para o modo infravermelho. Ele conseguiu ver dois pares de asas em vermelho, que a olho nu eram invisíveis.
— É isso, ele possui asas invisíveis e bloqueou o míssil as usando... – Porém, não havia tempo de tirar conclusões, pois um tremor abalara toda a estrutura. De um modo clássico, o Guardião seguira em direção ao portão e se desviara no último instante. Porém, diferente do que se esperaria, o míssil também se desviou e continuou seguindo por mais meio metro, quando aparentemente uma onda de energia na forma de disco o partiu em dois, causando a explosão que abalou os alicerces da base. O portão principal estava parcialmente danificado, e sem míssil algum, Delta um só pode observar, impotente, o Guardião fazer um arco num ar e ir de frente para o portão novamente. Com um movimento de espada, ele soltou outra onda de energia que acertou o portão em cheio, estilhaçando todos os trinta quilos de aço reforçado. Delta um, dessa vez hesitante, levou a mão ao cabo da metralhadora, quando reconsiderou: não adiantaria nada. E naquele momento ele, observando o monitor, notou: o Guardião sangrava.
Onilink não pensava, não havia como pensar, ele estava tão concentrado no combate que sequer sentia a dor no peito. Era assim que ele tinha que combater, com foco, se o golpe com a espada não fosse cem por cento preciso a coisa poderia ir abaixo. Após entrar na base, ele deixou as asas energéticas mais perto do corpo para adquirir velocidade, e usou a energia emanada destas para repelir as balas das metralhadoras automáticas que não acertavam o chão ou as paredes.
O ex-comandante do sistema de defesa da base, recentemente rebaixado a controlador das metralhadoras automáticas, via a situação através de seus monitores e lá consigo mesmo, pensava: “Eu já vi isso antes...”.
Depois de alguns minutos, que pareceram horas para a maioria do pessoal da base, Onilink já havia com sucesso conseguido arrebentar cinco portas de emergência e quarenta e duas metralhadoras. O próprio Delta um apareceu em frente ele, armado de uma bazuca, mas ele sem sequer perceber se viu jogado no chão, com o Guardião já a vários metros de distância. Onilink continuava seguindo, arrebentando as paredes e portas que o bloqueavam, seguindo reto, sempre reto, sempre reto, visualizando apenas o caminho à sua frente, quando algo mais saltou aos seus olhos e o fez parar: o cientista Gustaf, que subitamente aparecera no caminho, tinha presa em seus braços uma pequena garotinha, e apontava para sua cabeça o cano de um revólver de alto calibre. Surpreso e puramente por reflexo Onilink abriu as asas e parou, sendo então atingido por dezenas de balas que o envolveram em uma substancia resistente e grudenta. Gustaf, um pouco depois, aparentemente satisfeito com o resultado e levemente aliviado, disse em voz alta:
— Cessar alarme, código Gustaf, padrão A47698B. Soldados, dirijam-se até a minha localização, com o equipamento que preparei previamente. Quero que levem o suspeito para o subsolo, e que então aguardem novas ordens.
A menininha, assustada, chorava por sua mãe. Esta, por sua vez, presa a algemas em uma cela, recordava-se da figura do marido, que havia morrido seis meses antes em um acidente de avião. “Onde está você querido?” Ela pensou, o corpo nunca havia sido encontrado. “Nossa filhinha está em perigo...”.
Gustaf, após desligar o rádio, foi ao ouvido da menininha e disse, sombriamente:
— Fique calma querida, papai já está vindo...
A menininha chorou, ainda mais alto.
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