Sei que o assunto deve estar meio saturado pra todo mundo, mas é um fenômeno interessante essa diferença entre a maioria dos americanos repudiar o ato e a maioria dos brasileiros apoiarem
https://www.youtube.com/watch?v=UBNgF707mLA
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Sei que o assunto deve estar meio saturado pra todo mundo, mas é um fenômeno interessante essa diferença entre a maioria dos americanos repudiar o ato e a maioria dos brasileiros apoiarem
https://www.youtube.com/watch?v=UBNgF707mLA
Um povo que processa humorista por causa de piada é um povo doente e atrasado. É um comportamento medieval, se bem que até naquela época tinha o bobo da corte criticando o rei sem sofrer perseguição.
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Supondo que o tapa não seja fake, deve ser do povo brasileiro isso, ato de reprimir liberdades e recorrer sempre a violência, mas pegando um pouco do pessoal mais tradicional junto pelo sentido de "olha, defendeu a honra da muié, esse valoriza valores familiares".
Muito bobeira de fato.
Maioria masculina que defendeu o Will Smith provavelmente é corno.
Eu nem sabia que tava tendo oscar
Vou esperar os 3 aparecerem no casos de família pra formar minha opinião
Olha, foi no x1 limpo, azar do Cris Rock que não se garante numa boa trocação. O Will Smith cresceu envolto da galera do rap dos anos 90 né, ofensa e tiroteio pra todo lado, não é porque foi corno de um monte de gente, corno até do Tupac, que ele não sabe se garantir.
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A correlação de ignorancia e ode a violencia não é obvia?
Pior que eu percebi a mesma coisa, e a real é que um abismo de divergência cultural explica a situação, já que lá existe um respeito (senão respeito, tolerância) muito maior por palavras e expressões verbais. Agredir alguém, num contexto daqueles, por conta de palavras, é realmente algo intolerável para a maioria dos americanos, diferentemente das terras tupiniquins de cá, em que se convencionou socialmente que tá liberado sentar na porrada, por exemplo, comediante que faz piada com humor negro.
Acho que vocês estão idealizando e romantizando o americano e os EUA. Dos 30 países com maior IDH do mundo, ele é de longe o país mais violento. Eles tem a maior população carcerário do mundo, maior que a nossa, inclusive proporcionalmente. O americano está longe de ser pacífico, sejam os filhos de imigrantes, sejam os hillbillys e rednecks do countryside. Mantiveram um regime de segregação racial violento até os anos 1950. Na real, eles são, em média, tão ignorantes quanto os brasileiros.
Acho que existe sim uma diferença de cultura legal mas que vem da formação da constituição deles, que é inspirada em modelos europeus. Entretanto, essa mesma constituição de "liberdade" já foi utilizada para segregar, como aconteceram com as Leis Jim Crow.
Dizer que o americano não mata por palavras não faz sentido sendo que os americanos matam e mataram por cor, religião e até bullying na escola.
O Brasil culturalmente tem problemas profundos e históricos. Mas os EUA estão longe de serem um modelo de paz e tolerância. Eles só têm lá uma distorção liberal sobre a expressão, que muitas vezes é utilizada para encobrir violências muito piores.
No mais, acho que analisar o sistemático com um caso isolado como esse não é muito produtivo. Até porque não temos números para confirmar que o brasileiro, em média apoiou mais o Will Smith do que o americano. A gente vive em bolhas de informação, nem sempre temos acesso ao todo. E mesmo se o brasileiro tivesse apoiado mais, pode ser por qualquer coisa. Vai ver o pessoal aqui curte mais Um Maluco no Pedaço do que Todo Mundo Odeia o Chris.
Meio dificil de fazer uma analise robusta com esse fato isolado, mas eu diria que o brasileiro/latino é mais emocional e criou uma empatia maior com o Will Smith, já que aqui a gente não leva desaforo pra casa, especialmente quando mexe com família e situações delicadas.
Olha, um maluco no pedaço pode ser excelente, mas todo mundo odeia o cris tem um lugar especial no nosso coração né
Chaves >>>>> todo odeia o Chris > um maluco no pedaço > eu a patroa e as crianças
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Acho que vocês são mais novos do que eu, eu não peguei a onda do Todo Mundo Odeio o Chris, tava mais velho e já trabalhava na época.
Acho que o pessoal gosta mais do Will pelo combo Fresh Prince, Bad Boys, Independence Day e MIB, que era basicamente as tarde e noites da televisão aberta dos anos 1990 e 2000.
Aí você se enveredou por um assunto alheio ao do tópico, apesar de ter feito colocações corretas. Ninguém está dizendo que os EUA são modelo absoluto de higidez e integridade moral, apenas que, nesse ponto de tolerância a palavras e dizeres, estão anos-luz à nossa frente. Querendo ou não, gostando deles ou não, tendo população carcerária alta ou não, sendo os fodelões do IDH ou não, isso continua sendo verdade.
O próprio vídeo estabelece um escopo alargado (inclusive filosófico e sociológico) para a discussão, tanto quanto alguns posts do tópico. Por exemplo, dizer que um país que não segue a atual interpretação americana da primeira emenda é "selvagem" ou "medieval" me parece uma grande supervalorização nesse aspecto específico da liberdade em detrimento à outros tão importantes quantos (como os direitos civis, por exemplo). Países com marcos civilizatórios em termos de liberdades individuais muito mais importantes que os EUA estão aí e não são "medievais". A correlação causal entre limitações mínimas de liberdade de expressão e violência também me pareceu exagerado.
O que eu quis mostrar é que a discussão é mais complexa do que isso.
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Falando da discussão como um todo, eu acho que a internet criou um fetiche muito grande em um aspecto mínimo das liberdades, que é a liberdade de expressão dentro do contexto do humor e ideologias questionáveis. Gasta-se muita energia por algo que, do ponto de vista histórico, é insípido. Já existia a Primeira Emenda na constituição americana quando negros eram mortos pela KKK.
Estamos em um país que filme é censurado pelo governo e a suprema corte denuncia e julga. Acho que o menor dos nossos problemas é ator americano milionário dando soco em humorista (que também é milionário).
Não tô do lado do will.
Aquele soco do Will Smith me passou a impressão de que foi um ato encenado. A audiência do Oscar anda baixa ultimamente, então a produção combinou um ato polêmico para ver se gerava mais engajamento.
Mas que porcaria de vídeo desse podcast. Não conheço o entrevistado, mas ele só fala uma besteira atrás da outra, com um discurso que é uma mistura de ancap com conservador anglo-saxão.
Nada do que ele fala faz o mínimo sentido. Por exemplo: dizer que o povo dos EUA tem muito arraigado os ensinamentos da filosofia grega. Cara, quase ninguém lê livros de filosofia grega. E nem deveria ler, de qualquer forma.
Tudo que ele fala está carregado de vira-latismo. "Oh, a Constituição americana!" "Oh, o apreço pela liberdade dos ingleses!"
A Inglaterra e os EUA são dois países que vivem impondo sanções econômicas em cima de tudo quanto é país. É isso que significa "livre mercado"? Os torcedores de futebol ingleses são, provavelmente, os mais violentos do mundo, junto com os alemães. A cultura pop dos EUA é cheia de filmes de ação, super-heróis e policiais, que obviamente glorificam a violência. Lá é comum neguinhos aleatórios invadirem uma escola ou algum outro prédio e saírem atirando em todo mundo.
Nos EUA, você leva processo judicial por qualquer coisa imaginável. É exatamente o oposto do que o entrevistador disse.
Liberais sentem tanta ojeriza a ideologias coletivistas porque são totalmente individualistas, e querem ver o povo se ferrando. A "liberdade" que eles defendem é a liberdade de pessoas com mais dinheiro explorarem os trabalhadores comuns.
Todas as críticas ao sistema educacional que eles gostam de fazer têm como intuito apenas gerar a percepção de que os brasileiros em geral são burros, e que esses liberalecos fazem parte de uma elite esclarecida, muito mais inteligente do que o restante.