Cheguei em Darashia, nunca havia pisado os pés naquelas areias, o clima árido é sufocante. A cidadela é uma oasis no meio do deserto, muitos viajantes passam por este paraíso para se abrigar e aproveitam para provar a especiaria local: mel das vespas do deserto.
No livro de meu pai, dizia que ele era de uma tribo de nômades, andei pelo deserto, encontrei as tribos, mas eles não quizeram dialogar, fui obrigado a matar muitos deles. Voltei para o Palácio de Darashia e resolvi procurar pistas nas estantes empoeiradas, antes eu tivesse vindo aqui primeiro: no meio dos livros um compartimento secreto estava escondido, uma espécie de magia fez com que ele se revelasse para mim, por isso que no livro estava escrito que eu só encontraria se eu fosse um Revolver.
Dentro do compartimento secreto uma bolsa, algumas moedas de ouro e uma pergaminho antigo, neste pergaminho uma charada: "A arte está morta pois o deserto é morto. O tesouro do deserto é insignificante para tantos outros". Demorei muito tempo para descobrir a charada, tive que passar dias pensando e analisando aquele pergaminho, até que passeando no palácio encontrei uma exposição de arte, uma dessas obras de arte era um vaso, um vaso seco, então a "arte estava morta pois não possuia água, o deserto é morto porque não tem água" e o tesouro do deserto é insignificante para tantos outros pois nem todos vivem na seca, a água era a solução da charada!
Um frasco com água?! Isso que eu encontrei. Mas porque aquele frasco estaria escondido? Deveria ter alguma coisa naquela água, não me atrevi sequer a abri-lo. Precisa-va saber antes do que se tratava, resolvi partir para Thais e procurar informações na guilda dos ladrões, mas antes encontrei um sujeito muito estranho em Darashia, seu nome era Dieggo.
Ele estava completamente perdido e precisando de ajuda, não resisti e ajudei-o com uma pá e um escudo, ele queria caçar larvas, não poderia deixa-lo se jogar a própria morte daquele jeito. Espero um dia encontra-lo novamente e saber se ele conseguiu suas larvas.
Após me despedir de Darashia, Thais me aguardava, mas não por muito tempo. A guilda dos ladrões recusaram-me ajudar, eles não permitiam que os seguidores de Loui andassem pela capital, sendo assim, tive que fugir e me esconder. Durante minha fuga, um casal estava sendo atacado, aparentemente eles também estavam fugindo de Thais, tive que ajuda-los, eram recém chegados de Rookgaard.
A batalha foi complicada, os dois não tinham poder suficiente para me ajudar e o assassino era mais poderoso que eu, num ato de heróismo mandei eles fugirem enquanto segurava o agressor, eles fugiram. Visto que seus alvos haviam escapado, ele desistiu de me enfrentar e desapareceu nos becos. Fui encontrar com o casal, eles queriam ir para longe, para um lugar onde vendesse cerejas, não entendi o motivo, mas sugeri que fossem para Ab'Dendriel, escoltei eles até lá.
Sozinho novamente e sem rumo, decidi ir até as minas dos anões procurar Budrik, há anos ele é conhecido por lutar contra o terrível bandido Horned Fox (Raposa Chifruda - "raposa" de ladino e "chifruda" de minotauro). Minhas esperanças era que ele soubesse algo sobre o maior vilão de todos os tempos, James Revolver, meu pai. Afinal, o tão conhecido Horned Fox deve ter cruzado com meu pai alguma vez, qualquer pista que me levasse a ele já estava de bom tamanho.
Budrik me deu informações muito valiosas. Ele me disse que Horned Fox e James Revolver já trabalharam juntos e foi um grande golpe. Eles tentaram roubar o tesouro de Kazordoon, mas quando os guardas chegaram até o cofre, o ouro estava todo lá, o único item que sumiu havia sido uma calça verde.
Inexplicavelmente, os dois se separaram depois disso, Budrik me disse que os planos de James Revolver eram grandes demais para Horned Fox acompanha-los.
Depois dessa longa conversa com Budrik e alguns favores, saindo das minas, me deparei com o anão Melfar.
Ele me disse que os mineiros extraiam muitos metais, cristais e algum ouro daquelas minas, será que não era isso que meu pai estava planejando?