Ola galera. Mais um topico trazendo cultura para vossas senhorias...
Venho falar de album conceitual. Hj em dia o povo não liga muito para a arte e cultura atras da musica e procuram apenas hits passageiros sem moral alguma. Não desmerecendo a grande maioria de albuns convencionais, mas o conceitual merece uma atenção maior. Na minha opinião, uma banda q lança um conceitual é uma banda foda, independente de seu estilo.
Mas afinal, que diabos é um album conceitual?
Basicamente é um album onde as musicas estao relacionadas entre si por todo o disco passando uma mensagem unica. É quando se tem um "tema" por traz do album e as musicas se desenrolam encima disso.
Muitos conceituais são narrações de historias com personagens e cada musica é uma parte ou experiencia da vida dele. Grande exemplos são Tommy - The Who, The Lamb Lies Down on Broadway - Genesis, entre muitos outros. Conceitual tbm traz temas politicos e sociais como por exemplo Animals - Pink Floyd, The Wall - Pink Floyd e Dark Side of the Moon - tbm do Pink Floyd.
As origens dos albuns conceituais tem inicio em meados de 1963 com Little Deuce Coupe dos Beach Boys. Os proprios beach boys alavancaram uma rivalidade com outra famosa banda da inglaterra, os Beatles.
Apesar de não ser um legitimo album conceitual, o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é considerado o primeiro. Não é intriga da oposição(mesmo pq não sou da oposição), mas o sgt pepper não é um propriamente dito um album conceitual e muito menos o primeiro. Apesar de ter um "tema", as musicas não tem muita relação entre si.
Por ai em diante, muitas bandas lançaram albuns conceituais que as eternizaram. Pink Floyd, Kinks, the Who, Genesis, Jethro Tull, Rick Wakeman, Queen, Camel, Iron Maiden, King Crimson são exemplos dos anos 60, 70, 80.
O ultimo grande conceitual lançado foi o A thousand Sun - Linkin Park (2010).
Tambem não podemos esquecer das bandas brasileiras, apesar de poucas (só 2) que ja laçaram conceituais. Eu não conheço o trabalho delas ainda. Seguindo as recomendações do forum vou escutar depois: Temple of Shadows - Angra, Dante XXI - Sepultura e o A-Lex, tbm do Sepultura.
Agora entendem pq uma banda q lança um conceitual é uma banda foda? Não basta apenas enfeitar a musica com solos virtuosos e melodias angelicais. É precisa criar uma historia e sustentar ela por umas 10 faixas.
Vcs podem ler mais aqui. tirei todo o conteúdo desse tópico nesse link.
Espero q tenham gostado do tópico.
Escutem musicas boas
t+
16-04-2012, 22:48
Guromir
Gostei bastante das informações que eu adquiri neste tópico! +Rep!
Mas uma dúvida persiste:
É preciso o album inteiro se focar em algum tema, ou apenas a grande maioria das músicas ?
Hoje em dia pelo que eu percebi não lançam este tipo de album nos seguintes estilos musicais: Pop - Pagode - Funk (:coolface:).
Seria realmente interessante ouvir algumas músicas que tivessem historias relacionadas umas com as outras.
Mas artista mesmo hoje em dia tem que ser bonito, e não precisa realmente ter uma voz maravilhosa e um bom repertorio. :'(
16-04-2012, 22:55
The Poison
Quando falam de álbum conceitual, o primeiro que me vem à mente é o Nightfall In Middle-Earth, do Blind Guardian. Também simpatizo bastante com o Seventh Son of a Seventh Son (Iron Maiden) e os primeiros álbuns do King Crimson.
16-04-2012, 23:06
Mig Master
Temple of Shadows, do Angra, é um dos melhores álbuns que eu já escutei.
Seventh Son of a Seventh Son é um clássico, pura e simplesmente.
16-04-2012, 23:54
Angus Rook
Acho alguns incríveis, como The Whirlwind do Transatlantic e principalmente o do Frank Zappa, We're Only in It for the Money.
Pra quem tem conhecimento da língua em que a letra do álbum foi escrita, vale muito pela história, como a do Zappa que é divertida e engraçada Hahaha
16-04-2012, 23:55
Leho
Citação:
Postado originalmente por Mig Master
Temple of Shadows, do Angra, é um dos melhores álbuns que eu já escutei.
Seventh Son of a Seventh Son é um clássico, pura e simplesmente.
Temple of Shadows é fodástico. Não é possível descrever com palavras o quanto esse álbum é bom.
The Shadow Hunter é inigualável.
Há outros bons álbuns conceituais, mas igual a Temple of Shadows não há.
17-04-2012, 02:33
Bob Dylan
Citação:
Postado originalmente por Mig Master
Temple of Shadows, do Angra, é um dos melhores álbuns que eu já escutei.
Seventh Son of a Seventh Son é um clássico, pura e simplesmente.
NOSSA... esqueci de citar as bandas brasileiras... estava no meu roteiro acabei me empolgando e esqueci =x.
Tbm esqueci do King Crimson.
17-04-2012, 09:35
Iori Boladaum
Temple of Shadows é absurdo mesmo, excelente álbum.
Seventh Son of a Seventh Son pra mim foi o melhor álbum conceitual que escutei até hoje.
Killers não foi feito pra ser um álbum conceitual, mas se repararem nas letras, todas as músicas possuem ligações, assim como o Somewhere In Time (que na minha opinião é um dos melhores álbuns do iron).
Dark Side of the Moon também gosto bastante.
E Them do King Diamond é absurdamente foda.
17-04-2012, 09:40
sylleryum
adoro concept é muito mais intenso
meu preferido é metropolis 2 do dream theater, chego a me arrepia quando escuto
17-04-2012, 10:11
ClausByTheWind
Álbuns conceituais que mais gosto?
Os do King Crimson; Resistance do Muse; Os do My Chemical Romance; E todo o Avantasia, que é "uma banda conceitual", XDDD
Gosto muito de álbuns conceituais, esse é meu preferido. O título explica muito sobre o que ele trata.
edit: EroW, Plastic Beach é conceitual mas nem tanto... não sei como você fala de Gorillaz numa conversa sobre álbuns conceituais sem citar Demon Days :D
17-04-2012, 14:19
Bob Dylan
ignore esse post.
17-04-2012, 17:56
Mig Master
Pow, curto King Diamond e Mercyful Fate... Mas pelas letras, por que o vocal atrapalha UHSAUHASUHSAUHhu
Não consigo não imaginar um moleque de 10 anos gritando "HAAAAAAAAAAAAIL SATAAAAAAAAAAAN"
O álbum conta a história da terra imaginária de Aina, após a morte do Rei Taetius, e de como seu filho, Torek, sobe ao trono. A história começa com um alerta dos profetas ao Rei Teatius (Damian Wilson), que o avisa de perigo no horizonte.
A história move-se para o triângulo amoroso entre Oria Allyahan (Candice Night) e os dois filhos do Rei Taetius: Talon (Glenn Hughes) e Torek (Thomas Rettke). Após a morte de seu pai, Torek torna-se o rei de Aina. Porém, humilhado e com raiva, ele foge do reino quando Talon pede a mão da senhorita Oria em casamento.
Torek torna-se amigo de uma raça horrível, conhecida como Krakhon, de quem ele se torna um misto de rei e deus, assumindo o nome de Sorvahr.
Rapidamente, Sorvahr reúne um exército de Krakhons e os lidera em uma guerra contra o mundo inteiro. Ele cerca e toma Aina, expulsando seu irmão Talon, a esposa dele, Oria e sua filha Oriana.
No esforço de preservar seu reino, Talon envia Oriana para longe dele, a fim de garantir-lhe a segurança. Enquanto isso, Sorvahr estupra Oria, que por sua vez dá à luz Syrius.
Desconhecendo sua relação de um com o outro (como irmãos e inimigos), Oriana e Syrius encontram-se e apaixonam-se. Como o casal chega à idade adulta, Talon retorna para o reino com um novo exército para retomar o trono de Aina. Talon leva consigo Oriana para ajudar a liderar o exército; no outro lado, Sorvahr leva Syrius consigo para liderar o exército inimigo. Quando Oriana e Syrius encontram-se, eles declaram uma proposta de paz no campo de batalha. A paz é quebrada quando Sorvahr, desgostoso com seu filho por fazer a paz e não a guerra, mata Syrius. Horrorizada e enraivecida, Oriana volta então para a batalha e derrota Sorvahr no campo de batalha. Ela então toma o trono do recentemente re-integrado reino de Aina.
Spoiler: Integrantes
Integrantes
Robert Hunecke-Rizzo (Luca Turilli, Avantasia, Rhapsody of Fire, Kamelot) - bateria, guitarras e baixo
Sascha Paeth (Luca Turilli, Avantasia, Rhapsody of Fire, Kamelot) - produtor
Michael "Miro" Rodenberg (Avantasia, Luca Turilli, Rhapsody of Fire, Kamelot) - tecladista e arranjador
Amanda Somerville (Luca Turilli, Avantasia) - compositora e vocalista: Maiden Voice e Oriana's Conscience
[editar] Cantores
Glenn Hughes (Deep Purple, Black Sabbath) - Talon
Michael Kiske (ex-Helloween) - Narrador
Andre Matos (ex-Shaaman, ex-Angra) - Tyran
Candice Night (Blackmore's Night) - Oria
Sass Jordan - Oriana
Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) - Narrador
Marco Hietala (Nightwish, Tarot) - Syrius
Sebastian Thomson - O contador da história
Damian Wilson (Ayreon, Star One, Landmarq, ex-Threshold) - Rei Tactius
Thomas Rettke (Heaven's Gate) - Torek (Sorvahr)
Olaf Hayer (Luca Turilli) - Baktúk
Cinzia Rizzo (Luca Turilli, Rhapsody, Kamelot) - Backing Vocals e vocais da ópera
Rannveig Sif Sigurdardoffir (Kamelot) - Vocais da ópera
Simone Simons (Epica) - Mezzo-Soprano Vocais
Oliver Hartmann (At Vance) and Herbie Langhans (Luca Turilli, Seventh Avenue) - Os Profetas
The Trinity School Boys Choir como Angelic Ainae Choir
Dirigido por David Swinson
[editar] Músicos
Olaf Reitmeier (Virgo) - Violões em "Revelations" & "Serendipity"
Derek Sherinian (ex-Dream Theater) - Teclado solo em "The Siege of Aina"
Jens Johansson (Stratovarius, Yngwie Malmsteen, Dio) - Teclado solo em "Revelations"
T.M. Stevens (Steve Vai, Tina Turner) - Baixo em "Son of Sorvahr"
Axel Naschke (Gamma Ray)- Órgão em "Son of Sorvahr"
Erno "Emppu" Vuorinen (Nightwish, Altaria) - Guitarra solo em "Rebellion"
Thomas Youngblood (Kamelot, Ian Parry) - Guitarra solo em "Lalae Amêr"
Erik Norlander (Ayreon, Ambeon) - Teclado solo em "Rebellion"[2]
É quase uma junção dos meus maiores ídolos do Power Metal (alguns de fora do estilo), músicos talentosíssimos que juntos, na minha opinião poderiam ter feito melhor mas não deixaram a desejar.
Holy Land é um álbum conceitual lançado pela banda brasileira Angra no ano de 1996.
O álbum trata do Brasil em 1500, quando foi descoberto pelos portugueses. Holy Land sofre muita influência da música e cultura brasileiras, com referências aos índios e seu folclore, mas conta também com arranjos clássicos, simbolizando a Europa naquela época.
A primeira faixa apresenta uma missa de Giovanni Pierluigi da Palestrina, seguida por músicas que contam a vida na "terra sagrada" antes do descobrimento e as mudanças pelas quais passaram os habitantes do Brasil com a chegada dos portugueses.
A faixa 4, "Carolina IV" contém um trecho da música "Bebê" de Hermeto Pascoal.
Entre os 7 álbuns do Angra esse aqui é meu 5º em ordem de preferência mas em um PUTA de um álbum, elementos claríssimos da música brasileira e européia da época fazendo a pessoa entrar no ambiente literalmente.
E eu também curto a forma que eles abordam a colonização.
Aliás, o próprio nome da banda vem da cultura indígena.
The Scarecrow é o terceiro álbum de estúdio do projeto Metal Opera Avantasia de Tobias Sammet, lançado em 2008 pela Nuclear Blast.
Para esclarecer de uma vez por todas: a história não é uma continuação dos dois “The Metal Opera“. Esqueça. Vamos começar do zero. Em “The Scarecrow“, Tobias usou algumas doses de auto-biografia (embora não revele o quanto...) para nos levar ao mundo de um genial compositor do século 19. Rejeitado por seu grande amor, ele experimenta a ascensão e a queda de um artista, o doce sabor da fama e o amargo gosto da solidão, lentamente enlouquecendo e sentindo-se afastado de seus iguais, exatamente como o espantalho do título – e também da belíssima ilustração da capa.
Ou seja: as letras resvalam para o lado psicológico, muito mais introspectivas, sombrias e metafóricas. Apesar da comparação, digamos, artística com “Rocket Ride“, é melhor você esquecer o bom humor da bolacha dos edguys. Aqui, Sammet fala bem sério. E fala muito bem, aliás. Basta assistir ao DVD que vem junto com a versão brasileira do CD para conferir os comentários que o próprio Sammet faz de cada faixa do disco.
Sei que, assim que foram lançados os singles “Carry Me Over” e “Lost In Space”, teve muito fã por aí xingando até a primeira geração da família Sammet, acusando o camarada de ter se vendido, de estar fazendo um som “pop” e de ter se tornado o Bon Jovi da Alemanha. Tremendo exagero. Ambas são baladas calcadas fielmente nos anos 80, glam metal total, farofas até a alma, grudentas até dizer chega? São mesmo. Mas as duas são deliciosas, envolventes, para cantar junto. Ou vocês não se lembram do tempo em que até o Bon Jovi fazia boa música? :-)
O que dizer, então, da rasgadona “Cry Just A Little”, dueto com Bob Catley daquele tipo para arrancar o coração e colocar em cima da mesa, com direito a coral e tudo mais? Com certeza, estes mesmos fãs iriam odiar muito mais, com direito a bater a cabeça na parede até sangrar! O mesmo vale para o hardão meio Van Halen de “I Don’t Believe In Your Love”, com a guitarra venenosa de Rudolf Schenker e uma letra dor de cotovelo que vai fazer os puristas roerem até as unhas dos pés.
O principal acerto de Tobias neste terceiro Avantasia foi mesmo na seleção de seus convidados especiais, que se encaixam como verdadeiras luvas nas canções para as quais foram convocados. Na abertura, “Twisted Mind”, Roy Khan assume o papel de um assustador psiquiatra que declara o personagem principal como louco, em uma interpretação operística e quase teatral que lembra os melhores momentos do Kamelot pós-“The Black Halo”. Em “What Kind Of Love”, Amanda Somerville ganha uma chance para sair da eterna sombra de vocalista de estúdio e backing vocal de luxo, desfilando requinte em uma faixa onírica com ares de discussão de relação.
Dispenso comentários do álbum, ouça apenas esta obra prima.
Caramba, é muita coisa pra ser falada, peguei esses 3 que postei aqui em cima pela ordem alfabética do player mas ainda vários outros que não caberiam nesse post, vão aqui então 3 menções honrosas de álbuins realmente historicos.
Temple of Shadows é um álbum conceitual da banda brasileira de power metal Angra lançado em 2004.
O álbum conta a história fictícia de um cavaleiro conhecido como Shadow Hunter que se une ao exército convocado pelo Papa para participar da Primeira Cruzada (1096-1099). Durante sua saga, ele passa por conflitos que o fazem refletir sobre a guerra santa da qual participa e os ideais da Igreja Católica, colocando sua devoção a prova.
Temple of Shadows conta com a participação de Milton Nascimento, Kai Hansen (Gamma Ray), Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Sabine Edelsbacher (Edenbridge). Conceito, história e letras do álbum são de autoria do guitarrista Rafael Bittencourt.
As 13 faixas contam uma história escrita pelo guitarrista Rafael Bittencourt sobre a vida de um participante da cruzada no século 11 - conhecido como The Shadow Hunter (O Caçador da Sombra) - questionando os ideais da Igreja Católica.
"Deus Le Volt!" (Deus quer assim), "Spread Your Fire" (Espalhe seu fogo): A história começa como um homem, mais tarde chamado de Caçador da Sombra (Shadow Hunter), escolhido por Deus como um rabino, um judeu diz-lhe o seu destino.
"Angels And Demons" (Anjos e Demônios): Como ele aceita seu destino, o Caçador da Sombra sai para difundir uma nova crença, contra os ensinamentos da Igreja Católica, que o define como um herege.
"Waiting Silence" (Silencio de Espera): Com o passar do tempo, o Caçador da Sombra se apaixona por uma mulher muçulmana e tem dois filhos. Ele está em conflito com sua escolha entre o preenchimento de seu destino ou viver uma vida normal. Como constrói a sua ansiedade, os cruzados da Igreja Católica Romana atacam a cidade onde vive a família.
"Wishing Well" (Fonte dos desejos): Completamente separada da próxima batalha, esta vinheta se passa na mente do Caçador da Sombra, como a voz do rabino constantemente em replays dizendo-lhe: "Não importa onde você joga suas moedas, quer seja em uma igreja ou na fonte dos desejos, o que importa é a tua fé! Se há um Deus, ele não tem casa: ele está em toda parte!"
"The Temple of Hate":(O Templo do Ódio) Jerusalém é invadida por um exército da Igreja Romana, em correspondência com o evento real que ocorre em julho de 1099, e superar, com seu zelo para o cristianismo, aniquilar cada habitante único. A esposa do Caçador da Sombra e dois filhos são mortos neste ataque. O Reino de Jerusalém foi fundado sobre os ideais fanáticos, intolerantes e ignorantes do Templo do Ódio, contra a vontade daqueles que viveram na Terra Santa antes de sua invasão.
"The Shadow Hunter" (O Caçador da Sombra): O Caçador da Sombra continua suas viagens e encontra uma prostituta cigana. Em vez de lhe dar prazer, ela lê-lhe cartas, dizendo-lhe que o amor vai arrastá-lo de seu caminho. O Caçador da Sombra, buscando respostas para as perguntas que o atormentam, fica ainda mais perplexo com a mulher. Neste ponto, ele também descobre a morte de sua família.
"No Pain for the Dead" (Sem Dor para os Mortos): Continuando a partir da canção anterior, O Caçador da Sombra enterra sua família, tentando superar a perda e tristeza, mas é confortado por saber que estão livres do sofrimento mortal e das emoções humanas. Ele, então, questiona se valeu a pena fazer tudo isso.
"Winds of Destination" (Ventos do Destino): Algum tempo passa e o Caçador da Sombra acaba no assalto da Fortaleza de Xerigordon, realizada por Kilij Arslan. Durante a conquista da Fortaleza de Xerigordon, o Caçador da Sombra é ferido e tem que fugir para escapar das tropas de Kilij Arslan. Perdendo sangue, ele desmaia antes de voltar a Constantinopla. Enquanto inconsciente, ele sonha com os pergaminhos perdidos escondidos nas ruínas do Templo de Salomão e dentro de cavernas perdidas no Mar Morto.
"Sprouts of Time" (Frutos do Tempo): O Caçador da Sombra começa uma nova religião, reunindo pessoas em torno dele para espalhar a verdade revelada por ele. Palavras de paz e amor foram semeadas como sementes no coração dos sábios, mas infrutiferamente cairam no solo rochoso do coração dos cegos. O futuro é uma conseqüência do que fazemos agora. O presente expõe os Frutos do Tempo para todos. Não está claro se isso realmente aconteceu, ou se ele está alucinando este evento, como afirma próxima música em que ele está apenas acordando.
"Morning Star" (Estrela da Manhã): Quando ele acorda, dois homens muçulmanos estão levando-o embora em um tipo de rede pendurada em um longo pedaço de madeira. Fraco e assustado, ele não pode reagir. Direito acima da cabeça, enquanto o sol está amanhecendo, a Estrela da Manhã brilha no céu do novo dia. A estrela de seis pontas apresenta uma cruz e o tridente juntos como um só. Ele entende o primeiro sinal que lhe foi dado pelo rabino enquanto os lobos estão uivando. Naquele exato momento, a primeira profecia é cumprida. Ele vai descobrir mais tarde que os dois homens são irmãos. Na casa dos muçulmanos, a sua irmã, chamada Laura, tenderá a seus ferimentos. Como ele encontra a força para mover novamente, o Caçador da Sombra espera pelo amanhecer, uma vez que aparentemente parece que a Estrela da Manhã está lhe dando a chance de decidir se ele vive ou morre.
"Late Redemption" (Redenção Tardia): Em seu leito de morte, se é isto ou imediatamente ou após algum tempo no futuro não se sabe, o Caçador da Sombra ainda está em dúvida sobre a longa viagem que o trouxe aqui, ele continua atormentado pelas perguntas: "Será que eu estava certo que eu estava errado? "Memórias e pensamentos passam sua mente. Conforme se aproxima a morte, o Caçador da Sombra é visitado por anjos - ou são demônios? Quem sabe? Como pode o mal mais puro coração julgar? O Anjo da Morte estende seus braços e oferece um confortável silêncio eterno. O Caçador da Sombra entrega seu corpo e alma, certo de sua redenção tardia.
Gate XIII: é uma orquestra instrumental, riffs reprisando, progressões, e outros temas musicais de muitas das outras músicas, simbolizando que se vive a vida tirando a vida dos outros, acaba a vida, mais vida começa. A cobra come sua cauda.
É aí que percebemos o nível de músicos que temos aqui no nosso país.
Coisa de gênio escrever uma coisa dessas e transformar em música com arranjos primorosos.
Álbum histórico, apesar de ser o álbum do Angra com menos influências da MPB de raiz tem participação direta de um músico da MPB que é o Milton Nascimento.
Dream Theater - Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory
Trata-se de um álbum conceitual sobre o personagem Nicholas e a descoberta sua vida passada.
Regression abre o álbum mostrando a regressão da personagem do álbum, Nicholas, mostra o processo do hipnoterapista. Overture 1928 é uma musica instrumental, mais pesada do que a musica anterior que abre o álbum, serve de introdução para Strange Deja Vu, uma musica no mesmo nível de peso que a sua introdução, só que com um toque melódico maior.
Through My Words é uma leve introdução, que não é instrumental, para a musica Fatal Tragedy que é uma das melhores musicas do álbum, unindo melodia e e peso no conjunto instrumental com uma rápida passada mais dramática logo apos a introdução dessa própria musica, sendo que ela comenta a morte de Victoria, sendo a vida anterior do atormentado Nicholas, isso por volta de 1928.
Beyond This Life representa a cena de morte de Victoria e de Julian Baynes, que logo em seguida cometera suicídio. No inicio da musica fala sobre uma publicação no jornal sobre o assassinato. Particulamente eu acho essa a melhor musica do álbum pelos belos riffs, o conjunto instrumental está fantástico, com belas passagens mais melódicas, chegando a ser dramáticas pela voz de James Labrie. John Petrucci sem duvida usou todo o seu talento para escrever essa bela musica.
Through Her Eyes retrata a visão dos acontecimentos pelos olhos de Victoria, como se Nicholas estivesse vendo sua vida de outra maneira, com os olhos dela, uma cena muito bonita e muito complexa, sendo o instrumental no mesmo nível da musica. Home é uma longa musica, com um instrumental excelente. Ela conta a historia de que o irmão de Julian Baynes, Edward Baynes acaba se apaixonando por Victoria, mas ela larga ele para reatar com Julian. A narração é quebrada pela musica seguinte.
Uma instrumental matadora, assim eu posso tentar resumir The Dance Of Eternity. Representa sonoramente a consumação da infidelidade. Um musica incrível, muito bonita, mas serve melhor vocês ouvirem ela, de preferência mais de uma vez para digerir o som dessa bela instrumental com uma presença essencial de John Myung.
One Last Time é uma musica curta que fecha a sexta cena do álbum, que começou com aquela bela instrumental, de maneira melódica e pouco agressiva, mas também muito bela. The Spirit Carries On mostra que o personagem Nicholas perde o medo da morte, e compreende que se ele morrer tudo estará bem porque o espírito segue. O instrumental da musica é muito bonito, os riffs e os solos são complexos, chegando a transparecer uma certa epifania do nosso personagem.
Finally Free termina o álbum de maneira genial, sendo a musica mais complexa do álbum. Começa com as instruções do hipnoterapista, só que agora para ele voltar a consciência. O teclado que foi essencial em muitas passagens no álbum, também se torna importantíssimo nessa musica, dando um ar melódico enquanto James LaBrie narra a historia. A narração fala que no encontro de Victoria e Julian, o irmão dele, Edward, assassina os dois com tiros, e deixa um bilhete suicida no bolso do irmão, sem deixar pistas de que ele foi o assassino, sendo aquilo caracterizado como um suicídio. Então Nicholas acorda e vai para casa, liga a TV e serve uma bebida. Então o hipnoterapeuta chega na casa dele e fala: ''Abra seus olhos Nicholas'', depois é possível ouvir um grito. No DVD ao vivo eles explicam que seu hipnoterapeuta é a reencarnação de Edward e ele mata Nicholas, selando o destino novamente.
Quando escutei pela primeira vez fiquei com várias perguntas que só foram respondidas na medida que ue fui escutando novamente e entendendo mais a história. Álbum "filme" literalmente. Um dos meus álbuns preferidos.
Por fim, não um álbum conceitual, mas uma BANDA inteiramente conceitual, liderada por um cara que poderia ser muito bem um gênio da Renascença chamado Luca Turilli. Com uma narrativa a lá Senhor dos Anéis finalizou a história após 13 anos e 9 álbuns com um trabalho que vai além de um álbum, contando com presença até de grandes nomes do cinema como o glorioso Christopher Lee.
Citação:
Postado originalmente por Whiplash
E a maior, mais épica e poderosa saga do Metal chega a seu fim. Desde 1997 o mundo é testemunha de toda a criatividade doentia do guitarrista Luca Turilli, o gênio que revolucionou o Heavy Metal, incorporando sinfonias magistrais ao som que sempre foi conhecido por seu peso. Claro, eles não foram os primeiros a fazer isso, mas convenhamos, nenhuma outra banda no mundo fez ou fará algo tão grandioso quanto esses italianos. Só que agora, em junho de 2011, o Rhapsody Of Fire lança, pela Nuclear Blast, o incrível "From Chaos To Eternity", a última página da incrível "Emerald Sword Saga".
Não vou me dar ao luxo de escolher uma música de toda uma história da banda pra resumir a mesma, então fiquem com o começo e o fim:
Essa música é como aquele livro de uma saga que você não quer que acabe nunca.
Adeus.
20-04-2012, 00:53
El Bozonildo Palhaçón
Quem curte Prog, Metal e ambos juntos, é essencial conhecer a obra completa do gênio que é o Arjen Anthony Lucassen. Ayreon, Star One, Ambeon e a carreira solo dele são extremamente fodas.
20-04-2012, 09:30
Rinnag
Citação:
Postado originalmente por GuGa™
Dream Theater - Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory