Citação:
O Nightmare Dash estava em uma floresta, enfrentando o Apocalypse, os dois estava exausto, até que o Verminor, se levantou do chão todo ferido, ameaçando matar uma amiga desconhecida de Nightmare Dash, enquanto Nightmare estava distraído, o Apocalypse da um golpe final no Nightmare Dash e ele acorda todo assustado e todo suado.
Citação:
Estava em uma floresta; árvores altas e negras projetavam sombras sobre sua cabeça impossibilitando-o de ver tudo o que havia à frente. Caminhou às cegas pelo que pareceram horas, mas jamais sabendo se esse tempo realmente passara, até que cada passo tornou-se pesado, as árvores cada vez mais juntas dificultando sua passagem. Nightmare sentou-se, uma sensação de medo crescia em seu peito, aterrorizando-o conforme tomava forma, e, por um momento, pareceu avistar uma luz – brilhava no horizonte, fraca e incandescente. Sentiu-se sorrindo quando percebeu que a luz aumentava, alastrava-se rapidamente dominando todo o espaço de sua visão e vindo convidativa em sua direção; mas o ar tornara-se seco, abafado, infernal, e uma longa fumaça negra de morte infestou a floresta. E então entendeu; não era luz, mas fogo.
Correu alucinadamente, e o fogo seguia-o e cercava-o rapidamente, e Nightmare rumava sem direção certa adentrando mais e mais a floresta negra. Já não havia, porém, floresta, e tudo era cinzas. Cinzas e fumaça. E a escuridão o cegara novamente, uma escuridão que crescia e era impenetrável como jamais pensara que pudesse ser. Novamente, caminhou às cegas, mas logo soube que nem saíra do lugar, apenas imaginara. Então, no céu, acima de sua cabeça, dois olhos vermelhos e demoníacos o fitaram; e a sombra tornou-se ele, Apocalipse, o demônio que tanto ouvira falarem. De sua grotesca mão, uma espada preta como a morte cuspia fogo e, girando-a, avançou contra o cavaleiro. Nightmare, sacando da bainha sua espada, parou o ataque – a lâmina negra a centímetros de sua face, o calor queimando-lhe os fios do cabelo.
Lutaram por horas, ou dias; as lâminas ríspidas e secas cortando o ar. Nightmare sentia-se exausto, e a cada passo que avançava ou recuava pensava em desistir, em fugir dos olhos malignos que o observavam. E ele, o demônio das trevas, em toda sua maldade, parecia sentir o medo, a fraqueza e a hesitação de seu inimigo. E então, cessou-se a luta – a criatura recuou; o sorriso em malícia.
– Lute – gritou o rapaz, mas a voz lhe falhara. – Lute; ou fugirás?
À sua esquerda, das cinzas, outro demônio surgiu. Reconheceu-o como Verminor, o Senhor das Mazelas, e viu-o carregando algo em seus ossudos ombros. Lançou sua carga ao chão como se fosse nada e, chutando-a para perto de Nightmare, rugiu de tal maneira que o ar se tornou seu grito e nada mais havia além de seu infectuoso rugido. No chão, semimorta, estendia-se uma garota ensanguentada – e por um instante pareceu conhecê-la, mesmo não sabendo quem era; podia ver os vermes comendo-lhe a carne, as úlceras abertas e seu veneno letal escorrendo por todo o corpo. Em seus olhos, apenas o que um dia parecera ter vida. Sentiu nojo, sentiu náuseas; ele deveria tê-la protegido.
Mas era tarde demais.
Então, gritou como animal que é abatido. O negro demônio viera-lhe por trás e, enterrando suas unhas em sua cabeça, puxara-lhe pelos cabelos, arrancando-os do couro. O sangue brotou negro, vivo, e o demônio lambeu-o voraz, desejando-o. Ali, Nightmare pôde apenas chorar – jamais a veria novamente – enquanto a vil criatura arrancava-lhe um pedaço do pescoço, lambuzando-se de seu sangue, e tudo escurecia.
Acordou assustado, o suor em sua face. Estivera sonhando.