Karter - O Cavaleiro do Norte
Era noite em Carlin. Estranhamente mais quieta que o comum. Em uma pequena casa de padeiros, uma mãe pondo seus dois filhos a dormim canta uma antiga canção tibiana, e as duas crianças se põe a dormir.
Perto dali, vários cavaleiros da guarda de Carlin voltava do norte, onde impediram outra das muitas invasões de Orcs em direção a cidade. "Foi muito fácil." pensava um dos cavaleiros, "Normalmente essas coisas levam o nascer do sol para acabar e ainda a lua plana sobre nós sem pressa de se por.". Mas, sem se importar e feliz por ir dormir mais cedo, continuou o regresso a Carlin para rever sua amada e seus dois filhos. Já se via a muralha enorme com as tochas e bandeiras sobre seus muros, e isso abria sorrisos entre os cavaleiros.
- Comandante Karter, vai levar sua mulher para cama? - Risos entre a tropa.
O comandante, levando na brincadeira respondeu:
- Não soldado, irei levar a sua para a cama!
E nesse bom humor foi que eles entraram na cidade, rindo e comemorando, a mais rápida vitória que já testemunharam. Mas, o que era alegria, virou espanto, ao ver guardas decapitados caindo da muralha; um a um, em um ritmo assustador. De repente, um ruido arrepiador se alastra de vários cantos sobre os muros da fronteira carliana. Comandante Karter olha para cima da muralha e avista uma criatura que nunca viu antes. Vermelha, enorme e medonha, parecia com o demônio. Só que não era apenas um, eram vários que escalavam a muralha para dentro de Carlin. "O Diabo veio a nós!" pensou o comandante, largando o pesado escudo e apenas armando-se com sua espada para correr mais rápido afim de chegar a sua casa para salvar sua mulher e filhos.
Catharina escuta gritos e rugidos de monstros vindos de fora da casa. Logo acorda as crianças e se escondem no porão da casa, atrás do balcão de vendas de padeiro.
- Calma queridos, o pai de vocês já esta a caminho. - Apavorada, ela cobre os garotos com um tipo de manto velho, para esconde-los. - Fiquem aqui, filhos. Mamãe já volta.
Catharina abre a porta do porão e corre em direção a porta da frente. Abrindo apenas uma fresta para espiar o que se acontece na rua, num empurrão forte a porta se abre, jogando Catharina para trás. Seu marido, quem abriu a porta, a vê e a socorre.
- Querida... Amor, cadê as crianças? - Pergunta ele, a beijando em uma felicidade por ela ainda estar viva.
- Amor... - Reponde ela, atordoada pela queda. - As crianças... As crianças estão seguras no porão.
- Então dessa lá e fique segura também. Eu te amo.
Catharina se recupera e desce em direção ao porão e se tranca lá com as crianças. Karter fica de guarda na casa. De repente, algo sobe no telhado da casa. Rachaduras vão se formando no teto. Temendo o que viria, Karter empunha a espada com as duas mãos, olhando para cima, posiciona a espada com firmeza, esperando o demônio entrar e ele o receber dando-lhe uma espadada certeira. Mas, ao invés disso, o teto se arrebenta com uma explosão, jogando Karter para fora da casa. Consequentemente, com o telhado sobre a porta do porão, sua familia fica submersa sob os escombros. Quando Karter levanta a cabeça, vê uma imagem estranha, um homem de aparência velha, uma barba enorme e um cajado com um "F" na ponta vem sobre chamas, ao qual os demônios pulam para dentro, desaparecendo. E assim, em uma outra explosão, o velho desaparece, deixando em chamas os escombros da casa do comandante. Ele se levanta e corre em direção a casa em chamas. Os soldados sobreviventes impedem o comandante de se jogar no fogo para resgatar sua familia. Mais de dez homens para segura-lo e não o deixar encontrar a própria morte.
A noite sangrenta se vai nos gritos de um homem que perdeu tudo... Até o medo.
KARTER - O Cavaleiro do Norte
ÍNDICE
CAPITULO IX - A proposta.
CAPITULO X - Um romance.
/¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_//¯_/
CAPITULO I - Um rumo do destino.
Já se passaram cinco anos desde o incidente em Carlin. Mas isso pouco importava para Karter. Perdeu o que mais amava, nada mais importa agora. Depois do que houve com sua mulher e filhos, deixou o posto de comandante e virou um caçador. Com uma pequena cabana fora de Carlin, ao leste de Campo da Glória, onde vive só, alimentando a raiva e ódio que sente de qualquer monstro vivente. Uma cabana de madeira de eucalipto, com várias cabeças de criaturas penduradas na parede (Trolls, Orcs e outras criaturas que vivem pelos campos e florestas da redondeza).
Um certo dia, quando levava peles e cabeças de animais para vender em Carlin, um velho conhecido seu, Erklin, veio em sua direção. Erklin é um jovem soldado que serviu na época de Karter como ajudante aos feridos. É um rapaz um tanto alegre, e sempre divertia Karter (o único que tinha essa capacidade), e esse é o único motivo de Erklin ser amigo de Karter, já que ambos não possuam amigos ao não ser um ao outro.
- Bom dia, caçador.
- Bom dia Erklin. - Respondeu Karter, depositando um saco pesado na mão de Erklin, afim de que, além de conversar, ajudasse a levar as peles e cabeças aos comerciantes locais. - Vai fazer algo hoje a noite?
- Nossa, o ex-comandante Karter vai se juntar conosco hoje?
- Estou pensando nisso. Algo me diz que não vou dormir hoje a noite. Insônia sabe.
- Claro que não, Karter. Você sabe que desde que mudou para aquela sua cabana, os Orcs não põe aqueles pés gordos e verdes aqui em Carlin.
- Que bom, acho que de um jeito ou de outro estou fazendo o que sempre fiz. - Com um sorriso raro no rosto de Karter, eles foram aos negócios.
Há noite, Karter e Erklin se viam ao meio de soldados festejando a ausência dos Orcs, coisa que se tornou comum. A noite passa, e quando a lua já vai se pondo, Karter voltava para casa, finalmente com sono. Sua insônia se tornou previsível de tal maneira que, ao acordar, ele já sabia se iria dormir ou não. Mas, chegando em frente a sua cabana, Karter percebe uma luz de tocha vinda dos confins da floresta. Karter empunhou um facão na mão e foi em direção a estranha luz. Conforme ia chegando mais perto, um som de choro baixo acompanhava. Atrás de uma árvore, após cortar um arbusto que tampava sua visão, Karter viu uma jovem elfa, sentada diante do que parecia seu pai, morto com uma flechada no peito. "Que irônico. Um mestre de arco e flecha, morto pela especialidade.". Elfos são conhecidos pela vida eterna e sua habilidade incrível com arco e flecha, coisa que até paladinos invejam. "Só pode ter sido outro elfo, ou um paladino muito experiente." A jovem elfa, que aparentava seus dezesseis anos (na idade dos humanos, coisa de sessenta anos, já que a vida eterna entra na idade elfica por volta dos 40 anos), ela o encarou com ódio como se fosse ele quem matou seu pai. Embora Karter não gostasse de qualquer criatura, os elfos parecia-lhe mais com humanos do que criatura.
- Garota, você esta bem?
Ela não o entendeu, pois era jovem demais e não aprendeu ainda a lingua dos humanos.
- Venha, vou cuidar de você.
Ela continuava parada. Até que, em uma língua bela, porém incompreensível, ela falava e apontava para flecha. Ele se aproximou do corpo, sem ligar muito para o que ela dizia.
- Esta flecha, é da guarda de Carlin. Mas porque uma flecha carliana veio parar tão longe dos muros da cidade? - Com um movimento lento, porém agressivo, Karter retirou a flecha que perfurava o elfo. - Mas essa ponta não é carliana. Esta ponta foi envenenada. Garota, venha comigo se não você vai morrer aqui sozinha.
Pegou-a no colo e a levou. Contra a própria vontade dela. Ela até tentava resistir dando murros e ponta-pés, mas uma elfa de aparentes dezesseis anos não era palha para um caçador de quarenta anos. Quando ela lhe deu um arranhão no rosto, Karter lhe deu um soco fraco na cabeça, apenas para faze-la dormir.
Chegando em sua cabana, ele a pôs em sua cama e a deixou lá. Voltou para onde o elfo morto estava. O revistou atrás de pistas do assassino. Mas apenas achou a flecha que estava envenenada na ponta. Ele pegou a ponta da flecha e lambeu, sem se importar com o sangue ou higiene que fosse, ficou vendo o gosto e cuspiu o veneno com sangue. "Esse gosto é de veneno é veneno encontrado em Venore. Mas, o que será que uma flecha está envenenada com veneno que só vejo em lanças das amazonas?" Ele pegou a flecha e voltou para a cabana. Ele sentou e ficou lá, pensando no que fazer. De repente, se lembrou no velho que matou sua familia. Quando não teve chance de se vingar. Naquele momento, ele olhou para a garota e pensou "Não posso vingar a minha familia, mas posso dar um sentido a minha existência sem rumo.". Na manhã seguinte, já estava pronto para partir em uma jornada rumo a Venore.
__________________________________________________ _______________
Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capitulo anterior...
Karter, um caçador de Campo da Glória, ainda com rancor e ódio do assassinato de sua família a cinco anos. Um certo dia, encontra o cadáver de um elfo assassinado e sua jovem filha chorando sua perda. "Esse gosto é de veneno encontrado em Venore. Mas, o que será que uma flecha está envenenada com veneno que só vejo em lanças das amazonas?". Intrigado por aquela morte, resolve enfrentar uma jornada até Venore em busca de respostas, junto com a jovem elfa e seu fiel amigo Erklin. "Não posso vingar a minha familia, mas posso dar um sentido a minha existência sem rumo.".
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO III - Lembrança de um herói oculto.
No início de sua jornada, Karter vê o mapa para saber onde irá ser a primeira parada.
- Acamparemos no norte de Femur Hills, são umas dez léguas, sugiro andarmos depressa, antes que escureça.
- Mas Karter, - Diz Erklin, trazendo uma bolsa enorme, o dobro do que a de Karter (que já é grande por si só) - Se me lembro bem, ouvi rumores que um pequeno grupo rebelde de minotauros esta em Femor Hills.
- Não são rumores, é verdade. Mas eles estão ao sudoeste, longe da trilha.
- Mas, - Continua Erklin - Você já lutou com um minotauro?
- Para tudo tem uma primeira vez! - Diz Karter, abrindo um pequeno sorriso, que arregalou os olhos de Erklin.
O dia estava claro e lindo. Se via muitos pássaros voando para o sul para escapar do inverno que vinha em três meses. Karter se lembrava quando andar pela trilha que levava a Femor Hills era um perigo. Karter já enfrentara sim minotauros, disse aquilo apenas para assustar seu amigo. Foi a sete anos.
Já era comandante das tropas carlianas. Um exercito de minotauros rebeldes, a comando de Palkar, líder dos rebeldes, tinha se apoderado de Femor Hills. Como era um pedaço da valiosa trilha entre o norte e o resto do continente, a rainha Eloise pediu para Karter liderar uma tropa de vinte homens para a batalha. Foram dez cavaleiros, cinco paladinos e cinco druidas para a batalha. Karter, com um pedido em segredo de rainha Eloise, queria, além de ganhar a batalha, buscar a cabeça de Palkar. A batalha foi sangrenta. Muitos homens perdidos. Todos os paladinos já se foram, uma pequena tropa de quatro soldados com dois druidas cantaram vitória ao fim do dia. Mas nada de Palkar. Até que Karter decidiu ir sozinho as profundezas de Femor Hills. Encontrou uma gruta estranhamente fechada com uma porta de metal. Armado com uma espada "Warlord", fincou-a na maçaneta e com um movimento como se fosse um pé-de-cabra, ele abriu a porta. Em um movimento rápido, ele degolou dois guerreiros minotauros.
- Olá Palkar. O famoso traidor dos minotauros.
- Ha! Um humano sabendo demais sobre assuntos minotaurianos. Na verdade, não sou um traidor, sou um visionário.
- Sabe a nossa língua, desgraçado?
- Se aprende muito sobre o adversário quando vêem muitos deles morrerem.
- Sei que queres conquistar a superfície, mas demônios como vocês devem ficar no subsolo... De preferência sepultados!
Ali foi travada uma batalha épica. Os soldados acima de nada desconfiaram. Palkar era, sem dúvida, o mais forte dos minotauros. Várias vezes, passava quase matando Karter, a tão dita "Espada da Fúria". Era bela, e em seu cume estava gravada uma palavra estranha aos ouvidos de Karter, "KAPLAR".
A luta teve um fim. No final, se via Karter sobre o corpo de Palkar, com sua espada de cume dourado enterrada no peito do grande minotauro.
- Tudo... Tudo o que mais queria, era o bem de meu povo... - Dizia Palkar, no fio de sua vida.
- Mas não a custa do mau de outros povos.
Com essas palavras, Karter tira a espada do peito de Palkar, pega a "Espada da Fúria" e sobe a superfície.
- Capitão Tronner.
- Sim comandante. - Responde Tronner, um cavaleiro velho, mas um soldado com experiência.
- Pegue essa espada e leve a um lugar seguro. Os rebeldes vão querela de volta.
- Mas essa não é a...
- É ela mesmo. - Interrompeu Karter, sem muita paciência para conversar. - Tive uma batalha vitoriosa contra Palkar lá embaixo. - De repente, toda a tropa olha para Karter. - Escutem todos! Não quero que a morte de Palkar tenha boatos, entenderam?
- Sim senhor. - Dizia todos.
- Capitão, - Continuava Karter a dizer as ordem. - Queimem o corpo de Palkar. Se acaso o rei Markwin querer saber sobre o paradeiro de Palkar, diga a ele que Palkar fugiu. Não quero que o rei minotauriano se volte contra nós após perder seu supremo comandante.
- E enquanto a espada, comandante? - Pergunta Tronner.
- Mande-a para Rookgaard. Coloquem ela em total defesa contra qualquer rebelde ou qualquer coisa que deseja-la. Não quero testemunhas. Ninguém pode saber o que houve hoje com Palkar. Já temos muitos inimigos aqui, e não necessito de mais um, Rei Markwin. Se o governo de Thais querer saber de algo, diga que não sabemos..."
Karter foi muito lembrado por ser o salvador de Femor Hills, mas não por ser o matador de Palkar. Nem Erklin sabia disso. Apesar que ninguém sabia mais, ao não ser os sobreviventes da tropa e a própria rainha carliana. Karter olhou novamente o mapa. Já chegaram ao norte de Femur Hills. "Dez léguas a menos para Venore.". Era hora de dormir. Armaram uma fogueira e deiraram-se ao redor dela. Amanhã seria um novo dia. Mas não tão calmo quanto esse.
__________________________________________________ ______________
Em Breve o Capitulo 4.
fonte da pesquisa:
Teoria dos Minos
http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=173196
[Sugestões, Críticas e Elogios são bem vindos. ;D]
Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capitulo Anterior...
Karter, ex-comandante carliano, agora um caçador de Campo da Glória, parte em uma jornada para Venore para descobrir a causa da morte do pai de uma jovem elfa. Depois de pegar tudo o que precisava, Karter, seu amigo Erklin e a jovem elfa partem para o começo do caminho, onde acampam ao norte de Femor Hills...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO IV - Um primeiro desafio?
Já amanheceu em Femor Hills. Estranhamente o céu está nublado e um vento frio do sul vem trazendo calafrios consigo. Karter sempre acorda as cinco da manhã, pois acostumou a ir caçar pela manhã... Sem falar de seu problema com sono. Uma manhã fria requer uma pequena fogueira ao amanhecer. Karter anda pelas redondezas para averiguar o perímetro. Ele sabia que ali era seguro, mas todo cuidado é importante. O exercito minotauriano rebelde acampara ao sudoeste. Mesmo distantes, ele sabia que minotauros não são como simples orcs, são inteligentes e fortes. Mas o que preocupava não é o motivo da averiguação da área, mas sim um dos motivos do seu despertar. Um pequeno tremor singelo na terra fez seu sono acabar. Ele sabe qual o unica criatura grande o bastante para estremecer a terra pelas redondezas de Femur Hills: os Ciclopes. São burros, mas grandes e furiosos, que matam quem vem pela frente. Mas, de todo jeito, uma criatura desse porte seria facilmente visível. Karter fez a fogueira e colocou alguns pedaços de carne para assa-las. Erklin acorda com o cheiro suculento de carne assando, levanta vagarosamente com preguiça, mas arregala os olhos ao ver a carne de veado na pequena churrasqueira improvisada. Levanta-se e vai até Karter.
- Humm... Carne de Veado-do-Campo.
- Quando se trata de comida você entende, Erklin. - Diz Karter com humor - Você vai mesmo conosco até Venore?
- Ah, que é isso amigo. Até parece que não me conhece. Claro que vou. Bem melhor do que ficar ao lado do meu tio Ransley e aqueles soldados que só sabem beber e ficar bêbados.
- Nisso você esta certo.
Após um papo bem camarada, Karter vai na barraca da pequena elfa para acorda-la e assim todos tomarem seu café-da-manhã.
- Oi, acorde garota.
- O que foi? Já é de manhã?
- Sim. - Responde Karter, com paciência - Vamos, você tem que tomar seu café-da-manhã.
- Café-da-Manhã?
- É. Vocês elfos não come de manhã?
- Na verdade não. Só almoço mesmo.
- Nem jantar? - Pergunta Karter surpreso.
- Não. Nós elfos não se alimentamos muito. Atrapalha a agilidade e velocidade.
- Bom, você não irá lutar e muito menos correr. Vamos comer.
Karter vai preparar o prato da jovem, enquanto isso Erklin já está comento e saboreando a carne. A jovem vem escovando os cabelos. Ela era linda, como a maioria das elfas, com pele branca e cabelos de cor intenso ( ou preto ou loiro ), e as elfas se preocupam com a própria beleza. Ela se senta e, sem falar nada, começa a devorar com delicadeza a carne bem passada. A hora passa e o sol já dava a posição das dez horas.
- Bem, hora de irmos andando. Temos ainda um continente inteiro pela frente.
- Beleza Karter. Pode deixar que eu cuido de arrumar aqui. - Diz Erklin, pegando as coisas e pondo nas bolsas.
De repente, um tremor de terra curto pegam eles de surpresa. Mas, não era um, era dois, três... Passos de algo que pesava mais de uma tonelada. De repente, algo ruge de cima de um morro.
- Erklin, pegue a garota e vá para o bosque!
- São minos? - Pergunta Erklin, apavorado pela reação de Karter.
- Não. Acho que são ciclopes.
Esta afirmação fez Erklin pegar a jovem nos braços e sair em disparada. A jovem fazia uma cara de quem não entendia e preocupada com Karter, cada vez mais longe de vista. Karter arma-se com um facão e uma lança. Como esperava, uma mão do tamanho do tronco de Karter aparece se agarrando no alto das rochas do morro, aquele único olho vem com poder imenso. Karter já enfrentara ciclopes, mas armado com uma espada poderosa. A criatura o vê e se apoiando numa mão, salta por cima das rochas em direção ao chão em frente a Karter. Ele media cerca de seis metros de altura. Desarmado, porém Karter sabia que um soco do monstro tirava sua vida. A criatura apenas bufava e o olhava. Karter sabia o que fazer. Sabia o ponto fraco. "Venha criatura gorda, venha!".
- VENHA! - Gritou Karter.
A criatura vinha correndo contra Karter, levantando terra com os passos pesados, cada passo era cinco metros andados, concentrando o olhar em Karter. Karter manejou o facão em sua mão, segurando pela ponta da lâmina. Em um movimento certeiro, arremessa o facão como se fosse uma simples faca e acerta a enorme pupila do monstro. "Pronto, agora o ceguei." O monstro, com a mão em seu ensanguentado olho, vinha as cegas para cima de Karter. Se jogando por baixo das pernas do monstro, ele vira e olha a criatura de costas. "Eu sei o ponto fraco dela." Segurando a lança com firmeza, mira na parte atrás do joelho, entre a coxa e a perna. Arremessa com habilidade fazendo a lança penetrar na fina pele daquele local. O ciclope grita de dor, cai de joelhos, e se apóia na outra mão, já que a outra está amparado em seu olho. Karter, andando tranquilo pois já sabia que o monstro estava dominado, chegou até a perna, quebrou a lança, fazendo com que apenas a ponta afiada da lança permanecesse encravada.
- Se eu te deixar aqui, - Falava Karter - Você irá morrer de todo o jeito.
Ele olha um estranha marca no pescoço do ciclope. "Marca de correntes? Esse ciclope ou era escravo ou foi treinado para algo." Sem dó, Karter dá um golpe de cotovelo sobre a lamina encravada, fazendo a ligação nervosa se romper e assim, causando uma hemorragia instantânea, matando o enorme ciclope. Ele foi até o pescoço da criatura avaliar a marca de corrente. Os seres humanos não tinham uma corrente tão grossa quanto o daquela marca. Algo estava estranho. Para Karter, ciclopes são como animais selvagens. Como um leão é muito mais difícil de domesticar do que um cão, um ciclope era muito, mas muito mais difícil de se treinar do que um troll. Seria conhecidencias a marca de corrente com a flecha envenenada? Karter se intrigava, tentava entender tudo. Mas de nada adiantava, não havia o que entender. Apenas sabia que aquela jornada estava apenas começando.
Quando foi em direção ao bosque, viu a jovem garota vindo em sua direção e pulou em seu colo.
- Levaram ele, levaram o Erklin!
- Quem levou? - Perguntava Karter, preocupado.
- Os minotauros!
__________________________________________________ _______________
Em breve o Capitulo 5.
[Sugestões, críticas e elogios são bem vindos ;D]
Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capítulo anterior...
Karter, em uma jornada rumo a Venore, tem como companheiros: Erklin e a jovem elfa (ao qual Karter tenta desvendar a morte de seu pai). Já estavam em Femor Hills quando foram atacados por um ciclope. Facilmente morto por Karter, estava com uma marca de grossas correntes. Seu amigo foi misteriosamente rapitado. Agora tem que tentar achar seu fiel camarada antes que seja tarde demais...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO V - O resgate de Erklin.
- Eles estavam ao sudoeste! SUDOESTE! - Gritava Karter, inconformado com o sequestro de seu amigo. - O que eles vieram fazer aqui, meu Deus!
A garota nada tinha a falar, e não queria consola-lo, pois além de conhece-lo a menos de três dias, elfos não são tão sentimentais. Ela só sentou e ficou lá pensando em algo que ajudasse nas buscas por Erklin. Mas, de qualquer modo, Karter sabia quem foram e onde estão, só falta ir busca-lo.
- Garota, fique aqui e se esconda caso algo venha. Não quero outro rapto, entendeu?
Ela acenou com a cabeça de forma positiva. Karter apenas pegou um escudo de madeira que ele mesmo talhara e uma pequena adaga bem afiada. Se armou, colocando o escudo na costa e a adaga na cintura, em um suporte parecido com os de espadas, mas menor. Estava pronto. Faltava apenas uma coisa. Ele pegou um saco cheio de pólvora e uma tocha, amarrou o saco de pólvora em sua cintura e foi correndo a procura do amigo. Ele corria tanto, que parecia que as chamas da tocha iriam se apagar com o vento. A medida que ele corria, iria passando fleches das lembranças de Karter com Erklin, quando lutavam juntos no exército carliano...
"Era uma batalha nas redondezas de Thais. O Rei Tibianus pediu a ajuda de Carlin e Venore para uma guerra contra uma invasão de demônios, comandada pelos temidos Morgaroth e Ghazbaran. Não se sabia o motivo, só se sabia que era uma das batalhas mais difíceis que Karter já travou em sua vida. Não chegou a ver nenhum dos membros do "Triângulo do Terror" (assim apelidados). A batalha acabou. Todos comemorando, menos um singelo rapaz que tinha ficado ajudando os feridos. Estava em um canto, quieto e triste. Karter foi até lá conversar com ele.
- O que foi jovem rapaz? Qual seu nome?
- Meu nome é Erklin Ransley, senhor. Filho de Samuel Ransley. - Respondeu Erklin, do jeito que um homem reponde ao seu superior.
- Ora, não necessita de apresentação formal rapaz. Estamos aqui todos como amigos. Diga-me, por que não comemoras?
O rapaz levanta a cabeça e reponde ainda olhando para o copo de cerveja.
- Quando estava socorrendo os soldados feridos, fui logo socorrer meu pai que estava ao chão, com um ferimento na garganta. Ele me disse para cuidar de minha mãe, pois agora me tornaria o homem da casa. Ele morreu em meus braços. Não tenho motivos para comemorar, senhor.
Karter então o olha nos olhos do rapaz e diz:
- Em uma guerra, filho, sempre lutamos por ganhos, mas também ocorre perdas. Entenda uma coisa, na verdade, uma guerra é uma perda. Perda de diálogo, perda de alianças. É perda. Seu pai lutou bravamente, morrendo com a unica coisa que se leva da existência mundana, a honra. Erga a cabeça rapaz, você tem o que chorar sim, mas são por causa de homens como seu pai que nos dá o motivo de comemorar. Não jogue fora essa comemoração pelo que seu pai lutou.
Assim foi a primeira conversa dos dois."
Era por isso que Erklin sempre teve admiração por Karter. Erklin nunca viu Karter como seu suposto pai, mas sim como um amigo. Essa lembrança faz Karter correr mais e mais. "Não vou perder outra pessoa... Não vou deixar outra pessoa morrer por minha causa." Karter, então, vê a aldeia minotauriana. Ele avista Erklin amarrado em um tronco, amordaçado. Karter pega o escudo de sua costa e o coloca no braço esquerdo. Deixa a tocha cravada no chão. Pega a adaga e, ao começar a correr, fura o saco de pólvora, fazendo um rastro do pó preto atrás dele. Karter corre na primeira barraca, pula em direção a costa do primeiro minotauro, encravando a adaga em sua nuca. Pega o machado de duas lâminas em seguida. Abaixa-se quando um machado vem pela horizontal, e Karter passa como foice nas patas da outra criatura. Eram cinco barracas ao todo. Cada uma com dois minotauros. Logo vem os outros oito minotauros mais outros três que estavam espancando Erklin. Karter joga fora o machado e decide enfrentar onze minos com apenas eu escudo de madeira. Os minotauros formam uma espécie de circulo em volta de Karter. O primeiro vem com duas clavas de espinhos de ferro na mão. O minotauro tenta acertar a cabeça de Karter, mas Karter desvia abaixando, olha para o lado e vê a outra clava vindo em direção ao seu pé, tendo que pular e se esticar de horizontal, para não ter a outra clava em sua cabeça. Ainda no ar, golpeia o estômago da criatura com um soco. A criatura recua. Um outro minotauro vem por trás com um machado. Karter pula de costa para o minotauro, que tentara cortar seu pé. Karter dá uma braçada com o escudo no rosto do monstro. O outro vem, ainda conseguindo lutar, e Karter dá um chute de dois pés no peito do minotauro. Pega uma clava para si. O outro vem... E outro... E outro... Quando Erklin acorda (desmaiado com tanta tortura) vê Karter desamarrando suas mãos e tirando sua mordaça.
- Karter?
- Espere, depois nós conversamos. - Diz Karter, pegando Erklin pelos braços e apoiando em seu ombro.
Erklin olha a redondeza e tudo o que vê são minotauros feridos no chão. Karter vai até onde deixou a sua tocha, sinalizando o caminho de volta. Karter abaixa-se e pega a tocha, que joga na direção do começo do rastro de pólvora. Erklin olha para as barracas onde vê barris vermelhos, que indicava explosivos (naquele tempo eram apenas barris cheios de pólvora). A chama começa a seguir o rastro.
- Vamos indo. Isso tudo vai pelos ares. - Diz Karter, confirmando o resgate de Erklin.
No meio do caminho de volta, se vê um clarão iluminando Femor Hills, e o som de uma explosão em seguida. Ou melhor, várias explosões seguidas uma das outras. Depois de um caminho relativamente longo, os dois chegam até a barraca, onde Karter deita Erklin num tipo de cama improvisada. Karter deixa Erklin descansando. Por sorte, seu amigo não sofreu nenhum ferimento grave, mas precisa descansar. Karter senta-se na beira da fogueira que acaba de fazer. A garota vem e se senta do lado.
- Você está bem? - Pergunta a jovem.
- Sim estou. A propósito, qual seu nome?
- É Lirian. - Responde a garota, demonstrando confiança em Karter.
- Bem , Lirian, estamos nos atrasando muito.
- É. Mas chegaremos lá. - Diz Lirian, se levantando e indo dormir.
Karter olha os céus. A estrelas são lindas. A lua não apareceu para embelezar a noite. Mas Karter, cansado com o resgate, sabia que iria olhar muitas vezes o céus a noite em sua jornada longa, que agora já estava mais longa do que ele imaginava.
__________________________________________________ _______________
Em Breve, Capítulo 6.
Obrigado a todos os postes que elogiaram essa história. São esses postes que me fazem fazer mais e mais a história desse grande guerreiro. ;]
Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capitulo anterior...
Depois de enfrentar um ciclope e grupo rebelde de minotauros, Karter e sua companhia segue jornada para Venore. As coisas ficam difíceis quando tem que passar por uma fenda com ciclopes. Mas, no subterrâneo de Mintwallin existe um segredo maior do que o mistério da morte do pai de Lirian, algo que não só ira mudar a vida de Karter, mas ira mudar toda história de Tibia...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO VII - A fuga de Markwin.
Karter tinha tudo fácil em seus planos, mas aquela rocha em sua frente fez com que refazes-se sua estratégia. Teria de passar pelo subsolo, onde normalmente alguns ciclopes chamados de Smith (são como ciclopes guerreiros) ficavam. E o pior do que sua força superior, é a inteligência. Agora Karter estava assustado, e Erklin apavorado.
- Lirian, - Ia dizendo Karter - Fique aqui com Erklin. Vou descer e depois eu aviso quando pedem vir.
- Mas como vou saber? - Pergunta Lirian, se assustando com o esclarecimento da situação.
- Vai saber. - Responde Karter, já pegando uma espada carliana e uma tocha para iluminar o caminho.
Nos corredores subterrâneos de Mintwallin, em um calabouço afastado dos outros, estavam Markwin e Charter fazendo planos para sair.
- Ainda não confias em mim humano? - Pergunta Markwin, vendo que Charter não demonstrava confiança.
- Não confio em monstros como você!
- Mas se soubesse toda a verdade, não diria que sou o monstro por aqui. - Markwin pede para que Charter o liberte com alguma magia capaz de estourar as correntes.
- Não irei fazer isso. - Diz Charter - Tenho certeza que ira me matar após te libertar.
- Não seja insolente humano, - Agora Markwin perdia suas paciências, até porque, minotauros são muito estressados. - Por que te mataria depois disso? Por mais que você seja um humano imundo, me servira muito bem. Além do mais, honro minhas palavras. Como disse, eu não sou o monstro por aqui...
Karter temia muito aqueles ciclopes, pelo simples fato de nunca ter visto um. Já ouvira falar deles, mas foi tudo. Sabia que eram mais fortes, espertos e armados do que seus subordinados: os ciclopes. Já descia um buraco por uma escada improvisada por aventureiros recentes, se via muitas cavernas ali em baixo, muito fácil de se perder. Teria agora que confiar em seus instintos. Não sabia o caminho ali em baixo e por isso, tinha que saber como voltar. Para isso, pegava uma adaga em sua cintura e marcava a letra K nas paredes das cavernas, para saber por onde já andara. De repente, em uma das cavernas, se vê dois ciclopes enormes e com armaduras. "São eles. Meu Deus, são piores do que ouvi falar." Karter disse isso por ver que estavam comendo seres humanos. Varias cabeças estavam ao chão e tripas e peles nos cantos das bocas dos ciclopes. Karter já viu coisa pior do que aquela. Mas mesmo assim, não escondia a náusea que sentia. Andando devagar para trás sem levantar um ruido que seja, ele se afasta. Sem querer, pisa em um osso e faz um pequeno ruido, o bastante para os dois ciclopes olharem aquela pequena criatura empunhando uma espada. Era hora da ação.
Sem confiança, mas convencido que não há outra saída, Charter liberta Markwin, usando um feitiço fraco, mas o suficiente para estourar as correntes, (pois feitiço consome energia e tem que economizar.) e Markwin finalmente se levanta para liberdade.
- Livre após dois anos.
- E agora, como fugiremos? - Pergunta Charter.
- E quem disse que fugiremos? Diria que você não tinha escolha. Você foi mandado aqui como isca, humano. Você ira me tirar deste lugar e, com sorte, você terá a liberdade.
Charter não esperava isso, mas de qualquer jeito teria que ajuda-lo para ter, ao menos, uma chance. Veio à sua mente "Por que estou aqui? Me lembro apenas de ir dormir e acordar algemado sendo arrastando.".
- Markwin, por que fui trazido aqui? - Pergunta Charter.
- Apenas para me ajudar. Por mais que Palkar tenha o controle dos minotauros, ainda obtenho fieis a mim. Mas, honestamente, achei que viria um humano um pouco mais eficiente.
Por mais que Charter não queria fazer o que o ex-rei mandava, sabia que ele falava a verdade. Mesmo assim, algo estava estranho...
Karter, tentando ter o total controle, ficava esperando a hora certa de agir. Mas, numa distância de dez metros, os dois ciclopes se armaram com martelos maiores que Karter. Agora Karter sabia o porque da fama. Com a espada na mão, Karter joga a tocha na direção de um dos ciclopes, que é atingido no olho, que faz o gigante cair. O outro, a toda velocidade, pula por cima do outro que rapidamente se levanta, preparado para atacar, o ciclope lança num movimento em arco para baixo, aonde Karter ainda estava. Karter se joga para o lado, fugindo do grande impacto do martelo. Mas ainda em perigo, corre até encontrar uma gruta e pula segundo antes do ciclope agarra-lo. "Caramba! Estou em sérios apuros."
Estranho ou não, Charter sabia que era pior ficar ali do que "tentar" fugir após ajudar Markwin escapar da prisão. Mas algo martelava sua cabeça: "Por que o grande Rei dos Minotauros seria trancafiado em um calabouço pelo próprio povo?". Charter não estava afim de perguntar, pois Markwin já o chamava para colocar seu plano, que não era lá grande coisa, em prática. O ultimo guarda estava indo embora, Markwin estava ouvindo seus cascos fazendo barulho e diminuindo, até que... Silêncio total. Era a hora. Markwin estava velho, mas não sedentário a ponto de não arrebentar uma porta de madeira (seja grossa ou não). Tomou impulso e uma distância razoável, bufou um tipo de fumaça para liberar adrenalina (coisa de minotauro), pegou Charter nas costas e começou a correr. Um impulso muito rápido, um minotauro pode correr a trinta quilômetros por hora. A porta sai de seu lugar e para arrebentada na outra parede da caverna, e em disparada, Markwin vai em direção a um tipo de túnel subterrâneo que levava a superfície.
- Prepare-se humano, agora você será quem vai me tirar de vez daqui. - Diz Markwin, parando bruscamente, levantando terra em sua frente. - Ali tem alguns guardas, você se transformara em um minotauro e chamará a atenção deles e vai correr para onde estávamos...
Karter sabia que sair dali era brincar com a vida. De repente, escuta o que parecia uma briga. Alguém estava lá enfrentando os dois ciclopes. Um grito de mulher guerreira ecoa, aqueles gritos de força e desgaste durante algum golpe. O chão extremes-se, um dos ciclopes caíra. Era hora de ir para fora do buraco. Quando sai, vê um ciclope Smith vindo em sua direção, mas ele cai no meio do caminho com uma lança encravada em sua nuca. Atrás dele, uma imagem se forma... Das sombras da caverna, surge uma mulher linda, morena de cabelos negros. Não vestia roupa de camponesa, nem guerreira... Vestia roupa de amazona.
- Qual o nome dessa bela mulher que me salvou? - Pergunta Karter, intrigado e encantado com a bela mulher.
- Sou Alphelha, e você guerreiro? - Diz a mulher, com um som grave na voz, como se fosse "durona".
- Karter. Você mora em Venore?
- Na verdade, moro na aldeia amazona. - Diz a mulher, indo em direção a nuca do monstro morto e arranca a lança (que era de ponta branca com penas amarradas a ela).
- Que ótimo. - Disse Karter, vendo à sua frente sua guia para Venore.
Enquanto isso, Charter pega sua varinha e se esconde para citar a magia.
- Utevo res ina minotaur. - (Magia de ilusão onde você toma a forma de outra criatura).
Uma luz branca aparece nos corredores. De repente, salta do buraco um minotauro, menor que o de costume, mas os dois guardas da entrada do túnel percebeu sua presença. Charter começou a correr, infelizmente, é uma ilusão, logo Charter não possui a velocidade e força de um minotauro. Os dois vinham a toda velocidade. Markwin, escondido, esperou os guardas seguir Charter. Os dois passaram por Markwin que estava dentro de um buraco. Markwin pôs a correr em direção a porta. Markwin nem se preocupou com o humano. Arrebentou a porta e percebeu que a terra vermelha passou a ser grama verde.
- Estou livre, estou na superfície. Agora tenho que encontrar minha peça chave. A essa hora, minha pequena amazona está cuidando dele...
__________________________________________________ _______________
Em breve o capítulo 8.