Gostei da idéia... ;)
Aqui vai o meu conto:
Primeiro conto - Um sacrifício que valeu a pena
"Olhei para o homem com desprezo, cuspi na sua frente e decidi o que ia fazer. Para mim, era tarde demais."
Parecia que ia ser nada mais do que um dia como os outros. Sentar à beira do mar, pegar um pouco de carne de urso e fazer algumas runas. Sentei ao lugar de costume, e enquanto comia calmamente a carne, esperava pela chegada de meus amigos.
Não esperei muito. Logo ambos apareceram, com a animação costumeira, preparados para o treino do dia. Trocaram os equipamentos por outros mais fracos e começaram o treino. Enquanto acumulava energia, me divertia os assistindo. Naquele dia, ambos só pararam cerca de duas vezes, para pegar mais comida.
Tudo ia muito bem, e ao entardecer, enquanto meus amigos ainda treinavam, notei a aproximação de um estranho. Ele nos observava e ia cada vez mais perto. Lentamente eu me levantei e dei um sinal aos meus amigos, que pararm e começaram a repor os equipamentos, como se nos preparassemos para ir embora.
Ele começou a tirar alo de uma bolsa presa a seu cinto. Algo vermelho, com escrituras. Reconheçi imediatamente. Seria ele um mago? Não tinha como saber, ele usava as mesmas armas rusticas que eu e um de meus amigos, portanto não haveria como identificar.
Mesmo assim, notei o perigo do que ele carregava em sua mão, agora apontado para nossa direção. Um de nós, que atendia pelo nome de Cavalior, usava uma faixa em seu braço, preta riscada de vermelho. A marca do clã dos elite. Eu associei as informações, começei a me afastar e lentamente coloquei a mão dentro da minha mochila, para alcançar a minha melhor arma...
O estranho disse, em uma voz clara e fria: "Meu clã está em guerra contra o seu- apontava para uma cicatriz em forma de cranio em chamas no pescoço- você deve ser morto." Em seguida, ele ativou a runa que segurava. essa tinha o poder de criar uma chama continua ,sustentado por magia , no ponto para onde fora apontada. Ela estava apontada para Cavalior.
O fogo surgiu. Exatamente sob seus pés. Ele saltou para longe, em um sobressalto, e, desesperado, desatou a correr.
Eu e meu outro companheiro trocamos um olhar instantaneamente. Já sabiamos o que fazer.
Meu amigo empunhou o seu martelo de dragão, e eu retirei a minha arma: Uma runa também. Mas diferente. Tinha o mesmo efeito da usada pelo então assassino, mas tinha maior poder. Criava fogo em uma área maior. Sem hesitar por um estante, usei-a contra o assassino.
Meu amigo correu em direção do assassino, e passou a golpear cegamente, como se o treinamento tivesse sido completamente esquecido. Eu atacava com minha explosão de chamas, mas ambos os guerreiros pareciam ignorar as chamas, assim achei.
Logo, notei que ambos estavam ficando feridos demais para continuar a lutar por muito mais tempo. Avisei ao meu amigo para que se afastasse, e começei a atacar o assassino com as chamas.
Contra todas as nossas expectativas, ele retirou uma runa azul da sua sacola, a ativou e todas as suas feridas e queimaduras se curaram.
Um cavaleiro. Mais fraco que meu amigo. Conseguia usar aquela runa. Ele era muito poderoso. Nós hesitamos. Cavalior já estava longe.
O assassino começou a correr intencionalmente em direção a meu amigo, que desatou em fuga, completamente aterrorizado. Eu só tinha uma opção para salvar meu amigo, pois não carregava aquelas runas de cura comigo. Sem hesitar, a usei.
Usei uma runa de fogo, a minha ultima, para fechar o mar de fogo que nos cercava. Meu amigo estava fora, mas eu havia me prendido com o assassino.
Nada mais importava. Peguei minha mochila e arremessei-a para o fogo. A vi queimar lentamente. O assassino também. Ele começou a se enfurecer.
"VOCÊ ME DESONROU! SE EU NÃO MATAR AQUELE CAVALEIRO, ESTOU ACABADO! MALDITO!!!"
Eu sorri, e cuspi no chão. Peguei minha maça-estrela e começei a preparar uma investida. Ia ser um desastre. Ele era um cavaleiro bem treinado e eu, um feitiçeiro, que nem habilidade com armas possuia direito. Não me importava mais. Eu não ia partir sem lutar.
Num misto de furia e ódio, parti em direção ao meu inimigo com tudo que tinha. Cinco segundos depois, havia acabado. Eu agonizava, quase tombando no chão. Ele se preparou para o golpe final. Eu me afastei, e disse, sorrindo:
"Você nunca vai conseguir me pegar!"
Corri para as chamas, sentindo uma dor alucinante. Deixei que as chamas me envolvessem, envolvendo meu corpo e meus pertences. Logo não sobraria nada para o assassino provar que havia ganho. Ouvi ele gritar.
Veio a paz. Senti que minha alma deixava meu corpo, e que era atraida para um ponto da cidade com uma força incomensuravel, para o templo. Meus pertences me acompanhavam. Não sobrara nada para o assassino pegar.
Berrando para o céu, ele jurou vingança. Nunca mais o vi em toda a minha vida.
Eu me sacrifiquei pelos meus amigos. Um tipo de sacrifício que sempre vale a pena.
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Falows
~Heenett