Capítulo IV - Batalha nos Campos de Varalondë
-Cavalguem, cavalguem!Para a glória! Para a ruína!Para o fim do mundo! – bradou Aldor saindo desabalado em frente a seu exército que o seguia fielmente.
O rei ia como um raio montado em seu corcel branco, Anarchos.
Houve um grande estrondo seguido de choque de armas, os exércitos de Aldor perfuraram o inimigo, sua cavalaria derrubou montes de orcs desavisados.Artamir irrompeu das árvores, atacando o flanco sul do inimigo, com grande número de arqueiros, cobrindo o céu de flechas.
Não havia sinal dos demônios, até que todos eles voltaram, com exceção do que possuía grandes chifres,cuja fúria causava tremor aos cavaleiros e cavalos.
Aldor avistou o seu líder, Baal, que portava um grande martelo de guerra e um escudo de ferro.Virou o cavalo em sua direção numa fúria cega, disparando contra sua retaguarda, passando sobre ela como uma tempestade devastadora.Alcançou seu inimigo a tempo de vê-lo destroçar toda uma guarnição com apenas um golpe de seu martelo.
Os inimigos resistiam, trolls e ogros vieram pelo sul, atacando os arqueiros de Artamir pelas costas, desacordando alguns e quebrando os escudos de outros.Bárbaros se despejavam aos milhares no campo e explosões lançadas por feiticeiros cegavam por algum tempo os cavaleiros de Varalondë.
A esperança acabava nos corações dos homens, até o mais valente fraquejou nesse momento.Agora lutavam por si mesmos, sem muita organização, em meio a um mar de inimigos, com o desespero tomando conta de suas mentes.
Artamir avistou o rei de onde estava, que branida sua espada ferozmente, com seu alto elmo com um rabo-de-cavalo louro no topo e seu escudo reluzindo, mas, repentinamente,Aldor foi jogado para frente e caiu no chão com um grande estardalhaço, causando um baque que foi abafado pelo som da batalha.
Tomado pelo desespero, Artamir saiu em disparada para amparar seu pai, golpeando ao léu e ordenando aos seus arqueiros que atirassem nos inimigos que se interpunham entre eles.
A metros dali, o rei se ergueu com dificuldade, olhando para Anarchos, e percebendo que este havia sido trespassado por uma lança negra.Sobre ele estava Baal, que se vangloriava, como um caçador se vangloria por sua presa.
-Ser imundo! – vociferou o rei – Venha e me enfrente!Lute!Ou vais ficar matando cavalos indefesos?!
O demônio parou, seus olhos se voltaram para Aldor.Correu em sua direção e desferiu um golpe com seu grande martelo, mas o rei desviou.Sete vezes golpeou e sete vezes atingiu o chão, abrindo enormes crateras.
Artamir abria caminho na batalha, flechas eram disparadas contra o demônio, tentando evitar que o rei fosse ferido.
Por fim, exausto, Aldor tropeçou em uma das crateras abertas pelo martelo.Gritos de “salvem o rei!” foram ouvidos por todo o campo de batalha, flechas voaram , mas o demônio empurrou o rei com seu escudo contra o chão e o golpeou com seu martelo.Aldor era resistente,por duas vezes fora golpeado mas se reerguera, mas, por fim, já sem forças para lutar, sucumbiu aos pés do demônio, que esmagou seu pescoço com os pés sem piedade.
Artamir chegou em meio a flechadas e golpes de espada e contemplou aos prantos o resultado desastroso da batalha travada entre Baal e Aldor.Rumou em sua direção, ordenando que seus arqueiros fizessem uma formação em meio-círculo, interpondo-se entre o demônio e sua montaria.
-Não sairás vivo daqui! – disse ao demônio, que ergueu seu martelo para confrontá-lo – Arqueiros! – gritou o príncipe.
Arcos cantaram, flechas irromperam os céus, o demônio caiu ajoelhado em frente a Artamir, com o corpo coberto de flechas.O príncipe ergueu sua espada e desceu-a com força, decapitando o demônio.