Não tenho muito tempo para comentar, mas vou dizer que adorei o capítulo e não esperava que ele morresse dessa forma... E isso é bom.
Só não vai dar uma de roteirista da Marvel e reviver ele.
Valeu! :happy:
Versão Imprimível
Não tenho muito tempo para comentar, mas vou dizer que adorei o capítulo e não esperava que ele morresse dessa forma... E isso é bom.
Só não vai dar uma de roteirista da Marvel e reviver ele.
Valeu! :happy:
Se estiver disposto, passe a comentar frequentemente. Os escritores agradecem... Eu, por exemplo, me animo bastante quando leio as críticas.
Fico feliz que tenha gostado. Volte sempre!
Era isso que eu queria, deixar os leitores com grande expectativa... Uma história não tem graça quando o enredo é óbvio demais, né? Prometo não decepcionar, obrigado pelo comentário.
O Hovelst teve uma opinião parecida. Eu já esperava, pois vocês dois são os únicos que criticam as atitudes dos meus personagens. Se por um lado eu sou contrariado, por outro eu reflito. Isso é muito legal.
Eu pensei em diversas mortes emocionantes para o Vincent, mas acabei optando por uma finalização simples. Em animes "shounen", por exemplo, é raro ver um protagonista morrer (e permanecer morto), ainda mais de maneira tão direta. Apesar de minha clara inspiração, me esforço para inovar.
Estou tendo cuidado redobrado com os próximos capítulos. Mais uma vez, agradeço pela análise sólida e sincera.
Isso é muito bom! Ser surpreendido é uma ótima sensação... Por sinal, fiquei surpreso ao ler seu comentário, pois você anda bem sumido. Apareça mais vezes, moço!
22/03/08
Aguardem! ;)
.
Caraaaa ñ vejo hora pro próximo capítulo véio,fikou ótimo,claro certos detalhes podem ser melhorados,mas tá ótimo vc tem futuro se estudar um poko as manhas pra se escrever histórias
Protagoras sempre me fazendo rir com esses comentários incertos, que não se sabe se foi elogio ou difamação. É uma honra ter um dos usuários mais sagazes do fórum no meu tópico. :riso:
Para não perder o costume, vou comentar cada parte do comentário:
Concordo. Nem cheguei a pensar nisso...
Não são todas as nações que dispõem dessas tecnologias. De qualquer jeito, sou obrigado a levar em consideração essa sua ótima observação.
É mesmo, eu acabei deixando passar um comentário bastante duvidoso. Na história toda, teve umas duas ou três frases que eu hesitei em postar, devido a dupla interpretação. Essa foi uma delas.
Eles saíram por que Vincent estava lá fora, mas o herói mandou todo mundo entrar... Digamos que o povo foi obediente. :o
Meio difícil explicar sem entregar algo sobre o enredo... Posso afirmar que o Vincent queria viver mais e essa decisão só dependia dele. Entendeu? Não? Então espera a história acabar. :P
Hmm, é verdade... Apesar da desculpa dele estar desnorteado (devido ao duelo) ser bastante cabível, foi desatenção minha deixar passar essa informação.
Quem sabe eu não viro um "escritor de verdade"? É uma idéia, é uma idéia... Valeu pelos elogios, daqui a três dias tem novo capítulo. ;)
.
O Arauto do Expurgo
Capítulo VIII
Máscara
Um homem moreno e grandalhão adentrou o salão e foi recebido com aplausos por todos. Desajeitado e sorridente, retribuiu a atenção com acenos e agradecimentos.
– Jean, meu amigo! Venha, venha cá! – chamou um simpático homem de meia-idade, tentando arrastar o recém-chegado na direção da multidão. – Essa festa é sua, todos estão aqui para te ver. Aquelas moças precisam de sua atenção especial, elas estão loucas para falar com você – e apontou discretamente para um grupo de quatro belas damas que se abanavam com seus leques.
– Desculpe-me, senhor, mas...
– O Senhor está no céu – interpelou o sujeito, rindo e apontando para o alto teto do salão.
– Antes de me divertir, eu gostaria de falar pessoalmente com o rei – continuou Jean. – Quero agradecer por essa homenagem, o senhor entende?
– Alfred acordou indisposto, eu conversei com ele essa manhã – respondeu, enquanto coçava os longos bigodes distraidamente, revelando preocupação. – E se você me chamar de “senhor” novamente, eu mando os guardas te prenderem – concluiu, em um falso tom severo.
– Você faria isso com o homem que salvou sua filha? – brincou Jean.
– Eu faço coisas que você nem imagina – respondeu o chanceler, gargalhando. – Agora venha! Todos estão querendo falar com o nosso grande herói.
***
– É uma honra conversar com Jean Palladino... – disse uma bela mulher, com sua voz melodiosa. – Me chamo Serena.
– O prazer é todo meu – respondeu Jean, automaticamente.
A noite estava sendo longa e ele aparentava cansaço. Já tinha conversado com dezenas de homens e mulheres interessados em seus atos heróicos e, por isso, esperava mais um dialogo previsível e tedioso.
Serena era alta para os padrões femininos, seus olhos negros e brilhantes combinavam com os longos cabelos da mesma cor. Utilizando de sua irresistível sutileza e sensualidade, conseguiu ficar a sós com Jean. Os dois passeavam no jardim adjacente ao Palácio de Ouro.
– Onde você está morando? – perguntou a mulher com um sorriso radiante, apesar de não demonstrar curiosidade.
– Eu não achei correto permanecer no Palácio, então o rei providenciou uma pequena casa não muito distante – respondeu Jean, tentando manter o bom humor.
– Você ficou mais bonito com esse novo visual – comentou Serena, referindo-se ao fato de Jean ter cortado a maior parte dos seus cabelos rebeldes e estar vestindo roupas caras ao invés de suas habituais calças rasgadas.
Ele não correspondeu ao elogio, pois estava absorto em pensamentos. Serena, procurando chamar atenção, alteou o tom de voz:
– Você sabia que eu era grande amiga da mãe de Myra? – perguntou, sem tirar os olhos de Jean. – Natasha adorava esse jardim. Passava muitas horas sentada naquele banco, admirando o chafariz e dando comida aos passarinhos...
– O chanceler me disse que ela era uma mulher adorável – comentou Jean, sorrindo sinceramente pela primeira vez desde que tinha saído do Palácio.
– Palladino! Precisamos falar com você! – soou uma terceira voz, vinda de não muito distante.
Alguns metros à frente, um jovem rapaz acenava. Estava acompanhado por um homem fardado, muito mais baixo e aparentemente mais velho, que parecia estar muito nervoso. Jean teve um breve calafrio ao reconhecer os dois. O sorriso desapareceu rapidamente do seu rosto.
***
Serena estranhou a situação, mas acabou concordando, a contragosto, em esperar Jean na entrada do Palácio. Retirou-se lentamente e deixou os três homens conversando sozinhos.
– O que vocês fazem aqui? – perguntou Jean, claramente aborrecido, quando a mulher já estava distante o suficiente para não poder ouvir.
– Nós conversamos e decidimos que seria suspeito não comparecer na festa em sua homenagem – respondeu o mais jovem, em um sussurro. – A guarda real está investigando cada trabalhador do Palácio... Eles acham que ainda podem achar algum traidor envolvido no rapto. E não estão errados, não é mesmo? – indagou com um sorriso nervoso.
Jean estava aflito. Não parava de olhar para os lados, temendo ser surpreendido por alguém.
– Está sendo difícil principalmente para o Gary, pois ele é um dos soldados mais confiáveis e requisitados – continuou o rapaz. – Você entende que estamos em uma situação delicada? Tudo o que eu mais quero é ir embora dessa cidade. Colabore para que isso aconteça.
– O garoto está certo, Palladino. Você já chegou há três dias e ainda não recebemos uma mísera moeda – acrescentou Gary, que estava calado até então, com uma expressão muito séria. – Onde está a nossa merecida recompensa?
– Vocês fizeram tudo direito? – perguntou Jean. – Se vocês seguirem o plano, tudo vai dar certo.
– O velho vai morrer em alguns dias, pode ter certeza... O Jeff cuidou disso – falou Gary, olhando de soslaio para o jovem. – Mas eu quero um adiantamento, Palladino! – completou, quase gritando.
– Acalme-se, fale baixo, por favor. Eu ainda não tenho muita coisa, insistiram para eu permanecer na cidade e me deram uma casa e algumas roupas, mas foi apenas isso – explicou Jean, gesticulando freneticamente e olhando para os lados. – Eu só peço a paciência dos senhores.
Jeff tinha os cabelos ruivos presos em um curto rabo-de-cavalo, algumas espinhas em seu rosto evidenciavam sua pouca idade. Gary, apesar da baixa estatura, era um homem terrivelmente imponente. O primeiro mantinha uma expressão compreensiva e temerosa, enquanto o segundo parecia prestes a perder o controle.
– E se não der certo? Como a gente fica? E se formos pegos?! – inquiriu Jeff, pouco confiante. – E ainda tem aquela garota... Eu fiquei sabendo que ela não quer aparecer na festa, ninguém consegue fazer Myra sair do quarto.
– Qual o problema agora? Foi você que me explicou detalhadamente os efeitos daquele sonífero. Foi você que insistiu que esse plano iria dar certo. Você é o pivô dessa grande aventura, Jeff – argumentou Jean, sorrindo para o comparsa de uma maneira pueril e convincente. – Ela não tem como se lembrar de nada! Vamos lá, você é o melhor do ramo... Não existem pistas, certo? Portanto, não subestime suas próprias habilidades. Apenas não nos abandone, continue firme, forte e confiante. E tudo vai dar certo, meu amigo.
Jeff pareceu mais tranquilo com o pequeno discurso. Gary, no entanto, ficou ainda mais desconfiado, olhando de um para o outro e estranhando aquele comportamento condescendente.
Aproveitando o momento de silêncio, Jean observou toda a extensão do jardim e procurou Serena com os olhos. Ela ainda esperava no portal do Palácio, como haviam combinado.
– Você matou um homem na frente da garota. Ela deve estar apavorada. O erro foi seu, Palladino – afirmou Gary subitamente. – O nosso plano não envolvia cadáveres. Você poderia esclarecer essa parte da história? – concluiu com um amargo tom inquisitivo.
– Eu cuido de tudo – falou Jean, ignorando a pergunta. – Eu vou falar com Myra, ela vai me ouvir e tudo vai dar certo. É só uma garota, não se preocupem.
– Então seja rápido, antes que aquela mulher comece a desconfiar da nossa conversa – aconselhou Gary. – Ela está olhando para cá.
Jean não disse mais nada, acenou com a cabeça e retornou ao Palácio. Despistou Serena com a desculpa de que iria ao banheiro, comentou com o chanceler que estava indo conversar com Myra e subiu a grande escadaria do lado direito do salão redondo. Ao entrar no vazio e largo corredor do segundo andar, sombriamente iluminado a luz de velas, suspirou longamente e apertou o passo.
***
Encostada na porta do quarto de Myra estava uma mulher magra e loira, que vestia apenas uma camisola de seda. Suas grandes olheiras contrastavam com os traços muito finos do seu rosto cândido. Ela fumava silenciosamente, olhando para o chão. Era impossível dizer se tinha percebido a aproximação de Jean.
– Boa noite, Lucina – falou ele, com uma breve reverência.
– A festa é lá embaixo, nenhum convidado está autorizado a subir – disse a mulher, amargamente. – É impressionante, apenas três dias de fama e você já está se sentindo em casa...
– Desculpe-me pela indelicadeza. Eu sei que é tarde, mas preciso conversar com sua irmã.
– Agkar inteira está convencida de que você a salvou... – falou Lucina, muito lentamente, cuspindo cada palavra. – Mas eu não acredito.
– Você já me disse isso. Mais de uma vez – afirmou Jean, pacientemente. – Me deixe falar com Myra, por favor. Eu serei breve.
Em uma investida violenta, Lucina arremessou o cigarro no rosto de Jean, queimando sua bochecha esquerda. Ele gritou de dor, mas conteve sua raiva e não demorou a pedir novamente para falar com Myra.
– Eu não confio em você – disse ela, exalando fumaça no rosto de Jean. – Mas eu vou te dar uma chance. Vamos entrar juntos.
Lucina abriu o aposento com uma chave dourada e entrou logo depois de Jean. Assim que encostaram a porta pelo lado de dentro, não puderam mais ouvir a música e as conversas do andar de baixo.
Um capítulo com qualidade, que me prendeu mas não me entreteu, talvez pelas revelações e tals, mas sem muita ' ação ' e ' aventura '
Obs: Usei muito ' ' e '' '' hoje sem perceber
Essa parte ficou confusa, tive que ler 2x pra entender. Parece que ele fala que Jean está no céu, não que o 'Senhor Deus' está no céu, acho que o '' s '' maiúsculo ajudaria.Citação:
– Desculpe-me, senhor, mas...
– O senhor está no céu – interpelou o sujeito, rindo e apontando para o alto teto do salão.
Acho que você sacou quando escreveu que Palladino fica um pouco desapropriado por dar uma sensação ' paladino, Palladino 'Citação:
– É uma honra conversar com Jean Palladino... – disse uma bela mulher, com sua voz melodiosa. – Me chamo Serena.
– O prazer é todo meu – respondeu Jean, automaticamente.
O resto do capítulo seguiu normalmente, com as revelações e etecetera, bem feitas, e não encontrei mais nada pra quotar.
Bezundas pra você
=*
É uma nova fase. Talvez a mudança de cenário tenha sido radical demais... Prometo um nível maior de adrenalina no próximo capítulo. :P
Verdade. Acabei esquecendo desse detalhe por falta de costume.
Palladino é um sobrenome normal. Pode até soar estranho, mas eu não acho que seja inadequado ao clima da minha história.
Um capítulo bem escrito, mas infelizmente ele não foi novidade.
O caminho geral que tu escolheu para esse personagem não era difícil de adivinhar. (E eu acho que tu sabe disso, certo?)
É aquela coisa, tu apresentou esse personagem como sendo "perfeitinho" demais. Não vou me alongar muito nesse assunto porque, se não me engano, ja falei disso num comentário anterior.
Uma coisa que eu estranhei... A mulher desconfia do cara, fala "cuspindo as palavras", queima a cara dele com cigarro pra não deixar dúvidas de que ela não vai com a cara dele, e tudo isso pra chegar no final e dizer "mas eu vou te dar uma chance"? Digamos que essa fala dela demonstra ainda uma certa dúvida quanto aos fatos, e isso contradiz as ações prévias. Ao meu ver, ela não jogaria um cigarro na cara de alguém sem ter certeza que essa pessoa não presta. (E pelas ações dela, teria sido muito mais plausível se ela tivesse resistido contra a entrada do Jean no quarto [e até tomado precauções como designar guardas para a porta, etc etc.]. Se uma pessoa não presta, o natural é que você não queira que essa pessoa esteja com a tua irmã mais nova num quarto isolado, mesmo que você esteja com ela [aliás, não entendi por que ela achou que faz diferença ela estar junto, já que ela aparentemente não teria condições de fazer nada caso o Jean tentasse algo.].)
Bem, o capítulo é agradável, mas faltou um "algo mais", e eu não diria que adrenalina seria a solução ideal para o problema, mas sim uma reflexão mais profunda sobre que caminhos tomar, e por quê tomá-los.
(E eu vou te dizer, se alguém chegasse e falasse pra mim, mesmo que fosse em tom de elogio, que minha história está dando uma ótima "história de capa e espada", eu ficaria bem transtornado, pois ao meu ver isso é uma generalização tão vaga como dizer que uma história é um "conto de fadas" ou um "conto policial", são termos que querem dizer muito menos coisa do que aparentam, são imprecisos. É que nem tu atribuir, na História, o termo "Marxista" a um teórico. Isso não quer dizer absolutamente nada.
Eu não aceitaria ver um texto meu rebaixado a uma generalização, e acho que nunca um autor deve ter como objetivo fazer uma "história do gênero X, ou Y". Pra mim isso é um demérito, uma grande falta de criatividade.
A maioria das histórias boas são dialéticas, buscam relacionar vários "estilos" e gêneros, e assim ficam ricas.)
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I