Aqui vai, talvez, o último capítulo. "Manji, talvez por quê?". Eu não sei se devo terminar aqui ou não, pois com o desenrolar da história, acabo tendo novas idéias, novos planos, e fica difícil continuar algo que foi tão bem e terminar :P . Mas, qualquer coisa, informo a vocês...
Capítulo VIII
A caminho da batalha...
Beldar segurava a espada firme, apoiada no chão. Aquela bendita espada trazia-lhe segurança. O céu estava azul, quase sem nuvens. Ao longe, avistava Edron, e suas grandes muralhas. Chegara a hora da vingança. Estava ansioso. Ao primeiro passo, sente uma dor aguda na perna, específicamente na coxa. Maldito Amathuk! Tinha-o deixado manco! Sua armadura estava em péssimo estado. Rachaduras por toda parte. Apesar de todas as coisas que o impediam, e deveria continuar. Não poderia esperar mais. Com um considerável esforço, Beldar levanta a espada, apoiando-a no ombro direito. Caminha em direção o navio do capitão de Edron. Cumprimentando o mesmo, e pagando a passagem, Beldar ruma à Thais.
Confusões em Thais!
Chega ao porto de Thais. Não é preciso descrever a suspresa de quem observava um homem robusto, com uma armadura em péssimas condições, com ferimentos vísiveis, apesar de cicatrizados, e uma enorme espada, que transmitia um poder divino, andando pelas ruas de Edron. Todos o observavam, com ganância, ódio, respeito, admiração e um misto de tudo. Beldar percebia a atenção que estava causando naquela cidade. Era melhor sair logo, ou confusões seriam feitas. Algo chama sua atenção... 5 cavaleiros, fortemente armados, conversavam animados em frente ao banco de Thais. Reconhecia aqueles rostos... Eram membros da guilda Killers of Rent! Haaa! Seriam os primeiros a provarem de seu poder! Um dos que estavam no círculo de conversa observa:
Zul: Hey! Olhem aquele homem vindo em nossa direção. Conheço-o de algum lugar...
Sanchas: Não é o Beldar?
Zul: Putz, é ele mesmo! Como ousa andar livremente por nossas terras! Atrevido!
Sanchas: Ele está em péssimas condições! Vamos matá-lo oras!
Frederik: Esperem! Mas que espada é aquela que ele está carregando?! É enorme!
Zul: Não importa! Ele pode ser forte, mas não é cinco. Ataquem!
Os cinco estúpidos correm em direção a Beldar. Deixando um sorriso sádico escapar no canto da boca, Beldar segura firme a espada com as duas mãos, ainda esta apoiada no ombro. Zul estava na frente, preparando seu ataque à encontro de Beldar, mas antes que desferisse seu golpe, Beldar, com suprema velocidade, de baixo para cima, golpea Zul, que voa metros a encontro da parede de uma casa. Um estrondoso barulho toma conta de toda Thais, chamado a atenção de quem ali habitava. Os outros quatros, mesmo assutados com o golpe que Zul levara, atacam Beldar, que é perfurado violentamente. Não importando-se com a dor, Beldar trespassa dois dos que o atacavam, e aproveitando da desatenção de outro, o golpea violentamente nas costas, fazendo o mesmo deixar escapar um grito de dor. Dois deles retiram uma runa explosiva, e miram em Beldar. Pórem, são surpreendidos. Beldar, vendo as duas esferas flamejantes em sua direção, como que intuitamente, gira sua espada, desintegrando as esferas. Haa! Então esse era um dos poderes da espada... Beldar sorri, e percebendo o medo que os malditos expressavam claramente, não perde a oportunidade. Zul, ainda atordoado, vê seus amigos fugindo de Beldar. As pessoas que presenciavam tudo estavam espantadas. Aquele homem não era normal. Zul, aproveitando que Beldar não mais o percebia, corre em direção a sua guildhall. Precisava avisar aos outros.
Frederik: Por favor, não me mate! Meu amigos já foram mortos por você. Chega de mortes por hoje...
Beldar: Juro que se você abrir a boca para falar mais uma tolice como esta, corto sua garganta! Como tem coragem de falar isso à mim depois de tudo que fez com meus amigos? Haaa! Tuas palavras aumentam ainda mais meu ódio!
Frederik já estava chorando. Sabia que iria morrer.
Frederik: O que preciso fazer para o senhor não me matar agora?
Beldar escutou esse "senhor" com desgosto.
Beldar: Ok! Dê-me todas as suas runas e equipamentos, que deixo você escapar.
Sem demora, Frederik retira todo seu equipamento, ficando nas ruas de Thais apenas com um manto. Beldar troca todos os seus equipamentos velhos pelos de Frederik, que estavam em ótimo estado. Depois disso, anda dois passo para trás, e rapidamente, golpea Frederik na caixa toráxica, que tomba no chão atordoado.
Frederik: Maldito! Por quê me atacou?
Beldar: Eu menti.
Beldar levanta sua espada mágica, e, sem piedade, perfura o peito direito de Frederik, matando-o. Todos ali presente o observavam espantados. Beldar começara a sentir o gostinho da vingança. Lembrou do tempo em que negociava com Kurt, e o mesmo havia mentido à ele. Agora que estava melhor preparado para a batalha que viria, caminhava a encontro da guildhaal inimiga.
A notícia.
Zul chega atônito à guildhall. Todos o olhavam curisoso. Por quê diabos ele estava assim? Passando pelos pesados portões do castelo, chega à sala de reuniões. Zirion o observa, e sem demora, pergunta:
Zirion: O que há, guerreiro?
Zul: Senhor! Beldar está de volta! Parece estar bem mais forte. Carrega umas poderosa espada. Ele quer vingança!
Zirion: Acalme-se! O que ele, sozinho, fará contra todos nós?
Uma explosão de gargalhadas cerca Zul. Este não perde a preocupação que sentia.
Zul: Senhor, entenda! Ele conseguiu derrotar cinco de nós sozinho! Com apenas um golpe, conseguiu me jogar a metros de distância. Percebendo que a batalha estava perdida, corri em direção àqui, para avisar-lhe.
Zirion: Eu conheço muito bem ele, Zul. Sei que sua força é suspreendente. Mas você está querendo dizer que ele, sozinho, derrotará em exército inteiro?! Faça-me favores...
Dessa vez, Zul acalma-se mais. Não se deixando envergonhar pela explosão de gargalhadas que o cercava, e dos insultos. Enchendo uma caneca com o vinho dos barris, Zul senta-se em uma cedeira, e saboria sua bebida. Não passando do terceiro golpe, escuta uma alerta:
Soldado: Senhor, têm um homem sentado a frente de nosso portão principal. É um louco!
Todos se alertam. Correm em direção as muralhas, para ver tal proeza. Zirion, o líder da guilda, estava curioso. Quem seria? A surpresa foi grande. Era Beldar, sentado a frente do portão, com as pernas cruzadas, em modo de meditação, de cabeça baixa, segurando uma enorme espada apoiada ao chão. Alguns riam, outros o observavam curiosos.
Zirion: Eu sempre o respeitei Beldar, apesar de odiá-lo. Mas você está sendo ridículo!
Beldar nada responde.
Zirion: Diga o que quer, e tirarei as conclusões a respeito de tua sanidade mental.
Risos por todo lado.
Beldar: Sempre sorrindo, Zirion... Mas quem ri por último, rir melhor.
Zirion: Deixa-me analizar. Além de utilizar um ditado antigo, desafia-me, não temendo lutar contra um exército inteiro de homens bem armados? Pelos deuses, você perdeu a moral! Deixarei-o vivo. Seria covardia demais mata-lo neste estado.
Beldar: Você fala de honra e justiça, mas é o primeiro a cometer o contrário dos mesmos. Eu te odeio, com todo o espírito que meu corpo carrega, e te matarei, nem que seja a última coisa que eu faça! Acho que você ainda não percebeu o quanto eu mudei.
Sim, apesar de disfarçar, Zirion sentia um poder bem mais forte vindo de Beldar, além da misteriosa espada que ele corregava.
Zirion: Tuas palavras não me afetam, e não permitirei que fale de mim desse modo no meu território. Desejas a morte, terás a morte. Arqueiros! Tirem a vida deste pobre homem!
O comando foi claro. Arqueiros preparam suas bestas e arcos, e miram Beldar. Beldar suspira profundamente. A batalha tinha começado. Levanta-se, e apoia a espada no ombro, como costumava fazer quando empunhava espadas grandes. Corre em direção a muralha. Flechas e virotes cobriam o céu, tamanho o número de arqueiros que atiraram. Várias flechas, incontáveis, acertaram Beldar, mas apenas as flechas cujo dono era mais experiente, faziam efeito. Com um brado retumbante, Beldar golpea a muralha, tendo um impácto similar a uma explosão. A parte atingida pelo golpe desmorona, fazendo vários arqueiros e guerreiros caírem, e liberando uma passagem para Beldar. Passando por cima dos destroços e corpos ainda vivos, Beldar entra no castelo. Todos estavam embasbacados com tamanho golpe que Beldar desferira sobre a muralha. Beldar procurava sempre um espaço para caso tentasse uma fuga, ou uma investida, pórem, não era fácil. Centenas de homems tentavam golpea-lo. Arqueiros por todos os lados tentavam acerta-lo. Estava se formando um inferno ali. Zirion observava tudo. Quando finalmente conseguiu espaço suficiente, usou de sua raiva, e num rodopio, decepou várias cabeças. Gritos por todos os lados. Todos queriam acertá-lo. Onde quer que olha-se, tinha alguma espada um flehca em sua direção. Parecia um inseto, no meio de um furmigueiro enorme. Percebia no olhar deles a ânsia por sangue. Não sabia por quê, mas sentia pena destes pobres homens, controlado por um único. Naquela hora não importava, precisa matar Zirion. Com ódio, trespassa todos os que impediam seu caminho, e corre a caminho dele. Zirion percebe a fúria com que Beldar o olhava, e o modo como aniquilava aqueles que na sua frente estavam. Sente medo, e corre em direção a uma sala, trancando-a. Zirion retira sua espada da bainha, e fica firme em frente a porta. Gritos e gemidos atravessavam a porta. Antes que Zirion pensasse mais algo, a porta é arrombada. Beldar, com o peso de dezenas de homens tentando imobiliza-lo, caí no chão, ainda com a espada firme nas mãos. Zirion, aproveitando de seus estado desengonçado, arrisca um golpe. Vergonhosamente, o golpe parece não ter tido efeito algum. Beldar não demostrara nenhum sinal de dor, enquanto tentava livrar-se dos estúpidos que estavam em suas costas. Zirion, por um momento, sentiu vergonha de si mesmo. Observava Beldar como uma enorme montanha, enaquanto dezenas de homens, como formigas, tentavam imobilizá-lo. Aquele maldito tinha superado os limites de um mortal. E sua espada! Parecia algo divino! Com um grito de ódio, Beldar usa toda sua força para se levantar, fazendo aqueles que tentavam imobilizá-lo voar metros. Zirion assuta-se, e tenta uma nova escapada. Mas Beldar age mais rápido, e desfere um golpe jamais desferido contra Zirion. A dor foi enorme! Zirion sentiu seus pulmões pararem de funcionar, enquando voava metros, e percebia a superioridade que Beldar tinha perante àqueles que tentavam derrotá-lo. Agonizando no chão, tenta recobrar suas forças. Beldar, aproveitando de sua liberdade passageira, golpea vários que estavam no chão, enquanto outras dezenas de soldados corriam em sua direção. Beldar observava a quantidade que teria ainda que derrotar. Meu Deus! Seria impossível! Eram muitos, milhares. Sorte sua que o espaço onde se encontrava permitia apenas que algumas dezenas de homens entrassem. Flechas atravessavam a porta a seu encontro, mas algumas acertavam os próprios aliados. Esses fatos permitia que Beldar tivesse, de certo modo, vantagens sobre seus inimigos. Como eram muitos lutando contra apenas um, as vezes eles acertavam seus próprios aliados. E Beldar era como uma montanha para eles. Apenas o golpe dos mais experientes, ou alguns sortudos, faziam efeito nele. Beldar usava seu golpe preferido contra uma quantidade grande de inimigos. Girava sua espada, e decepava vários. A quantidade de corpos mortos no salão onde o combate acontecia era tão grande, que a pouco tempo, o salão seria imprórpio para algum outro combate. Beldar precisava sair dali. O cheiro de sangue tomava conta do salão. Sem se importar com a grande quantidade de guerreiros que estavam na entrada, Beldar usa seu corpo com uma espécie de ariete, e consegue abrir uma passagem. Zirion ainda não estava morto, e esse era seu objetivo primário ali. Trespassando todos que atrapalhavam seu caminho, corre em direção a Zirion, que ainda agonizava no chão. Antes que tentasse mais um golpe, e definitivo, contra Zirion, é surpreendido por um golpe poderoso de Kurt. Beldar voa metros, tendo encontro um amontoado de caixas e barris. Maldito! Tinha o ferido gravemente. Estava cansado. Eram muitos, e apesar de ter matado dezenas de soldados, não tinha derrotado nem um terço! A tropa de arcanos tinha chegado, à comando de Kurt. Estava em apuros. Iria sentir o gosto amargo de uma SD novamente. Usaria de sua espada para bloquear as magias. Centenas de SDs indo à seu encontro, e Beldar sempre girando sua espada como escudo, para bloquear as magias. Não aguentaria! Não...
A esperança...
Beldar estava cansado. Seus braços estavam perdendo as forças. Eram centenas de SDs a seu encontro, e ele sempre utilizando sua espada. Todos esperavam a hora dele desistir, o que não demoraria. Estavam já com largos sorrisos no rosto. Antes que Kurt desse uma nova ordem de ataque, um trombeta retumba pelos ares. Todos olham para o horizante. Estava repleto de guerreiros na linha de frente, cavaleiros na linha do meio, e arcanos atrás. Muitos, milhares! Na parte frontal, estava Lafars, no comando dos arqueiros. No comando da infantaria, Gardh, e dos arcanos, Sonatas. Dos cavaleiros, Azen mantinha-se firme como comandante. Enfim, o reforço! Beldar conhecia aquele ribombar dos tambores. Seus amigos! Não escondeu a alegria, e, com um largo sorriso, e aproveitando da destração dos seus inimigos, ataca Kurt. Com o grito de comando de Gardh, o exércirto marcha rumo ao ataque. Com o golpe que Beldar desferira em Kurt, este voa metros para fora do castelo, enquanto os outros, preocupados com o exército inimigo que marchava rumo ao castelo, procurava manter a linha nas muralhas. Beldar aproveita a distração, e pula para fora das muralhas, correndo em direção ao seu exército. Mais uma vez, o céu é coberto pelas flechas e virotes. No comando de Gardh, o exército forma uma espécie de muralha com os escudos, impedindo que as flechas os acertassem. Azen, percebendo a aproximação de Beldar, cavalga em sua direção, afim de ajudá-lo a escapar.
Azen: Beldar! Segure minha mão!
Beldar assim faz, subindo no cavalo de Azen, que retorna para a cavalaria.
Beldar: Estou feliz em vê-los dinovo. A vitória está a chegando, e do nosso lado.
Azen: Graças, meu amigo.Graças. Percebo esta tua nova arma... Onde conseguiu?
Beldar: É uma longa história...
Chegando na cavalaria, Azen ordena que um dos cavaleiros entregue o cavalo a Beldar, mas este recusa.
Beldar: Não se preocupe, ficarei ao lado de Gardh.
Azen: Tudo bem!
Beldar corre em direção a Gardh. Alcançado a marcha, Beldar se posta lado a Gardh.
Gardh: Beldar! Pensei que não mais o veria.
Beldar: Sabe que não desisto. E agora, estamos juntos outra vez, a frente do inimigo.
Gardh: Estava lutando contra todos eles sozinho? E que espada é essa, que carregas? Sinto um enorme poder emanando dela...
Beldar: É uma longa história. E prometo contar toda ela depois de livrar-me de todo esse fardo.
Gardh: SOLDADOS! Ao meu comando, desenbainhem suas espadas e corram a encontro de seus inimigos. Hoje faremos o inferno!
Soldados: SIM, SENHOR!
Chegando perto da muralha, Gardh ordena o ataque maciço. Todos os soldados da linha de frente desenbainharam suas espadas, e correm em direção ao buraco que Beldar antes tinha feito na muralha. Beldar e Gardh lado-a-lado. Lafars, antes que os soldados da linha de frente entrassem no castelo, ordena uma saraivada nos soldados que se postavam em cima da muralha. Sonatas prepara a marcha dos arcanos. Azen ordena o ataque dos cavaleiros montados. Estava feito o ataque em massa. Kurt olhava todo aquele horizonte de soldados, que mais parecia um mar vindo em sua direção, embasbacado. Eram muitos! Como tinham conseguido tantos soldados? Zirion havia sido curado, mas preferia estar morto naquela hora. Vários soldados da Killers of Rent estavam desesperados, procurando um meio de fugir daquele caos. Kurt corria em direção ao castelo, enquando sentia o chão tremer com as passadas furisosas de seus inimigos. Uma chuva de flechas cobria o castelo, a comando de Lafars. Os arcanos preparavam suas runas explosivas, enquanto outros conjuravam criaturas para auxilia-los. Enfim, a linha de frente chega ao castelo. Sons de gritos, e espadas sendo trincadas envandem o espaço. Gardh, com sua fúria, abria passagem para os soldados. Beldar vinha atras de Gardh, sempre golpeando os desprevenidos. Sonatas ordena a todos os arcanos que usassem seus escudos arcanos. Parecia um show de luzes. Vários arcanos, proferindo suas palavras mágicas, sendo cercados por escudos mágicos que brilhavam com intensidade, enquanto ciraturas conjuradas os seguiam. Os cavaleiros já estavam próximos, mas preferiram que os soldados abrissem um pouco mais o caminho, para iniciarem o ataque. Criando mais coragem, Zirion utiliza de seu brado para encorajar seu exército. Quando o grupo arcano da Killers of Rent se prepara, começa o show de explosões e SDs esvoaçando pelos ares. Explosões repentinas e gritos horrorizados faziam daquele cenário um verdadeiro inferno. Beldar sabia que os inimigos estavam em menor número, porém, continuavam a lutar bravamente. Onde estaria Kurt? Vendo que a linta de frente já havia consigo abrir uma considerável passagem no castelo, Azen ordena o ataque dos cavaleiros montados. O galopar dos cavalos ecoava como inúmeros tambores ribombando. Beldar, tendo em vista Kurt, corre em sua direção. Kurt decepava vários soldados, mas, vendo que Beldar corria em sua direção, sobe as muralhas, na intenção de tirar vantagem caso Beldar tentasse algum ataque. Sem perceber os planos de Kurt, Beldar sobe as escadas, e, sendo surpreendido, é golpeado por alguma espada, a qual não sabia de onde veio. Rola as escadas, mas apoia-se com a espada no chão. Kurt sorri, e pula em cima de Beldar. Beldar, sem opções, pois sua espada de tamanho avantajado impedia que fizesse uma envestida contra Kurt que estava muito próximo, tenta um chute para distanciar-se dele. Em vão. Ambos rolaram escada abaixo. Kurt, ainda em vantagem, arrisca uma cabeçada, deixando Beldar tonto. Não perdendo a oportunidade, levanta sua espada de Valor, preparando um golpe mortal. Ao menor impulso de suas mãos paa o golpe, é golpeado nas costas por um cavaleiro, que começava a invadir o castelo com seus companheiros. Beldar afasta-se um pouco, segurando firme sua espada, mirando-a no estômago de Kurt. Dessa vez, a oportunidade foi bem aproveitada. Kurt sente uma enorme dor na barriga, e sente a poderosa espada de Beldar atravessá-lo. Sua visão escurecia, os sons diminuiam, até chegar a surdez total. Sentia apenas seu coração batendo levemente, devagar, até parar... Kurt estava morto. Beldar retira sua espada do corpo já pálido de Kurt. Morto, não parecia mais aquele guerreiro de antes. A guerra já estava terminada. Beldar olhava em volta. O castelo inimigo já tinha sido invadido por completo. Tanto a linha de frente como a cavalaria. Os arcanos se encontravam do lado de fora, impedindo qualquer fuga dos inimigos. Lafars e seus arqueiros pareciam esperar anciosos a vitória. Tinham vencido! Estava feliz por isso. Estava feliz em lutar lado-a-lado com seus amigos. Faltavam ainda duas coisas básicas...
Beldar: Lafars! Sonatas! Sigam com seus soldados rumo aos templos de todas as cidades de Tibia. Impessam qualquer tentaviva de reagrupamento dos inimigos. Impessam suas saídas dos templos!
Lafars: Sim, senhor!
Sonatas: Sim, senhor!
Beldar analiza a área em volta. Os inimigos já estavam em número rídiculo. Não mais que quatrocentos soldados. Zirion procurava um meio de fugir.
Beldar: Zirion! Não banque o rídiculo! Não sejas covarde! Enquanto seus soldados lutam pela sobrevivência, a seu comando, você procura uma saída neste inferno?! Gostaria de vê-lo morrer pelo menos do modo bravo como você costumava ser... Agora, estou aqui para tirar tua vida, e cumprir aquilo que prometi!
Zirion: Beldar, você que sempre pregou a justiça, está fazendo o contrário agora! Não se consegue paz com mais violência... Seremos aliados, e dominaremos o mundo!
Beldar: CALA A BOCA! Cada palavra que saí da tua boca faz meu coração bater com mais raiva! Está me achando com cara de otário? Aliança?! Hahahahaha! Na primeira oportunidade, eu teria minhas costas apunhalada por um verme covarde como você! Percebi a muito que fomos criados pelos deuses apenas para servi-los. Somos como brinquedinhos, que fazem a diversão deles. Não existe justiça aqui. Não... Aqui se faz, aqui se paga! Neste momento, eles devem estar olhando anciosos por minha decisão agora. Devem estar gargalhando, rindo de tal proeza que consegui fazer até agora. Por isso tenho essa espada nas mãos. É como se eles quisessem apimentar um pouco mais esta história. Eu fiz tudo do modo como eles queriam. Você fez do modo como eles queriam. Todos nós aqui, estamos completando o teatro. Fico triste em saber que nascemos neste mundo apenas para viver em um vácuo. Apenas para ser um ator. Tudo ocorre como eles querem...
Zirion: Então perdi esta guerra por vontade deles?
Beldar: Não encare assim. Digamos que você agiu de modo a fazer com que eles quisessem que assim acontece, agora. Não, Zirion, não chore! Não combina com você...
Zirion: Malditos sejam! Estou sendo humilhado por causa deles! Beldar, você não sairá dessa ilezo!
Beldar: Ilezo?
Zirion corre em direção a Beldar, preparando um golpe. Beldar presenciou aquilo como a cena mais ridícula que até então já vira em sua vida sofrida. Zirion, líder da guilda mais poderosa do mundo, correndo em sua direção, derramando lágrimas, afim de tentar seu último golpe.
Beldar: Não Zirion, não faça isso!
Beldar, percebendo que Zirion não pararia ali, concentra toda a sua raiva, todo o seu amor, toda sua ganância, todo o seu poder, em um único golpe. Levanta sua espada, que começa a brilhar. Corre a encontro de Zirion. Em um grito retumbante, pula, e com as duas mãos firmes na espada, golpea a cabeça de Zirion. A força do golpe é indescritível. Uma explosão que desintegra as armaduras de quem ali estava próximo, seguido de um som ensurdecedor e uma luz ofuscante que toma conta de toda a terra. A lendaria espada mágica é feita em pedaços. O mundo para...
...
A noite já tinha tomado conta de rookgaard. Kaite tinha parado de contar a história. Olhava para o céu pensativo. Sandra e Pedro estavam curiosos.
Pedro: Senhor Kaite, continue a história por favor!
Kaite: Bom, depois disso, ninguém mais sabe o que aconteceu. Todos os que ali guerrearam, nas terras próximas a Thais, sumiram misteriosamente.
Pedro: Pelo o amor dos deuses. A história não pode parar agora!
Kaite: Há muitas coisas que vão, e continuam inexplicáveis...
Pedro: Puxa! Beldar deveria ser realmente muito forte! Farei o máximo para ser como ele. Mas... fico triste em saber que somos todos controlados pelos deuses. Isso é muito injusto!
Kaite: Apenas viva a sua vida, e não apegue-se demais a essa história que te contei. Trate-a como um conto de fadas...
Sandra: Mas senhor Kaite. Como o senhor sabe desta histórias se aqui em Rookgaard notícias que acontecem no mundo a fora são quase impossível? Se não impossíveis...
Kaite: Como disse, já fui amigo de Beldar, mas tivemos nossos destinos separados, pois ele resolveu ir a Main, aventurar-se, diferente de mim. Depois de seu sumiço, soube dessa história através de meus sonhos.
Sandra: Através dos sonhos? Puxa, então essa história pode não ser legítima...
Kaite: Acredite, minha jovem. Quando você decidir aventurar-se por Main, pergunte aos mais velhos, e eles dirão a mesma história, não tão completa como esta minha. Hehehehe.
Pedro: Hey, Sandra. Precisamos ir! Já é tarde.
Sandra: Tem razão, Pedro. Obrigado, senhor Kaite. Foi um grande prazer conhece-lo. Não querendo ser rude, mas não acredito nessas histórias.
Kaite: Ho! Você é uma garota esperta! Será uma valente aventureira. Tenham uma boa noite meus jovens. Encontro-me com vocês qualquer dia desses.
Pedro: Adeus senhor Kaite! Tenha uma boa noite! Obrigado por contar essa história. Te vejo depois!
Os jovens sobem a ponte, que dá para as muralhas de rookgaard. Kaite coloca sua mão no bolso, como querendo lembrar-se de ter guardado algo. Retira do bolso um longo cabo de uma espada, que dividia-se em quatro partes, onde se encontravam vários cristais. Apesar de rachado, ainda tinha um aspecto divino. Kaite olha para o céu.
Kaite: Ainda não sei o que aconteceu quando golpeei Zirion, depois da clarão. Carrego este pedaço comigo, como uma lembrança da minha história. Também não sei o que aconteceu com meus amigos. Vocês me prenderam aqui, pois souberam que eu tinha ultrapassado os limites de um mortal. Eu sei a verdade, e não cometerei o erro de deixa-la apenas comigo... O teatro ainda não acabou...
Ufff! Gran-finaly! Obrigado a todos por terem acompanhado este meu trabalho até seu fim, e fico triste em saber que tenho que terminá-lo hoje. Não sei o que seria de minha história sem seus comentários! Muito obrigado a todos! Agora, só me testa apreciar o bom trabalho que vocÊs também vez fazendo, e manter este laço de RolePlaying vivo neste espaço do fórum! VALEW A TODOS!
