Gostei bastante.
A partir desse nível em que a tua história está, tu ja pode tentar imitar "livros de verdade", que contém capítulos bem mais extensos que esses que nós postamos no fórum. Sabe o que você ainda pode fazer (se é que já não está fazendo)? Começar a conduzir a tua história com um planejamento mais preciso.
Ou seja, colocando detalhes estratégicos que só farão sentido em um ponto mais adiante na história. Mais ou menos como tu está fazendo com relação à contagem regressiva do Vincent e do trato que ele fez com o Arauto, porém usando esse recurso em detalhes mais descartáveis, entende? Em pontos não-cruciais da história.
Claro, isso só será possível se tu tiver a certeza que a história não terminará abruptamente. Mesmo assim, aquela sensação de "Hmm... Entendi o que aquilo significava..." depois de um período de mistério e dúvida, é muito interessante. Até poderia dizer que essa sensação fica ainda melhor quando um mistério desses é resolvido pelo leitor quando os personagens da história ainda estão na ignorância.
Mas isso é só uma dica, eu acho. Tu faz se quiser.
De resto, só falta falar que nesse capítulo as ações dos personagens realmente convenceram (ficaram realistas, especialmente no que diz respeito a tom de voz e gestualidade), sem contar o bom uso de sinônimos (substância granulosa ao invés de areia), e essas frases:Citação:
"-Estou ótimo – respondeu, com uma voz que não parecia ser dele, e sim vinda de um lugar muito distante e sombrio.
"
Citação:
"Qualquer observador diria que aquele era o piquenique mais triste que já teve o desprazer de presenciar."
que me chamaram a atenção. (sendo que na primeira frase, aquele "e sim vinda" ficou meio estranho.)Citação:
"Admirando o balançar do laço rosa, amarrado na base do objeto, pensava a todo instante: “Como continua tão limpo?”
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I

