Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capitulo anterior...
Karter, que partira em uma jornada rumo a Venore, passa por desafios que testam sua coragem e força. Mas, dentro das fendas de Kazordoon, Karter teve que enfrentar dois ciclopes chamados de Smith. Uma raça totalmente nova para ele. Enquanto nos subterrâneos de Mintwallin, uma fuga estava sendo executada... Com sucesso. Markwin, ex-rei dos minotauros, com a ajuda de Charter, consegue vir a superfície. Mas, estranhamente, menciona que sua pequena amazona está cuidando de Karter, que foi ajudado em Kazordoon por uma mulher chamada Alphelha, uma amazona...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO VIII - O rapto.
Voltando do subterrâneo, Karter juntamente com Alphelha, sua guia amazona, encontram do lado de fora Erklin e Lirian, que estavam sentados em volta de uma pequena fogueira. Por mais curto que seja o caminho para Venore por Kazordoon, Alphelha sabe um caminho melhor. Um barco os espera no leito sul de Ferngrims Gate. O pequeno rio, por mais pequeno que seja, não é fácil de atravessar, graças a sua correnteza. Estava chuviscando e pelo jeito do tempo mal humorado, aquela pequena precipitação viria a ser uma tempestade que se aproxima.
Em algum lugar acima de Mintwallin, Markwin admirava a superfície, ao qual apenas viu quando ainda era jovem. Um jovem rei. Seu povo foi mandado para o subsolo e nunca regressou. Nessa parte, Markwin confessa que concordava com Palkar em subir novamente. Mas, contrariando Palkar, Markwin valorizava mais seu povo do que a guerra para o retorno rumo acima. Markwin estava sentado sobre uma pedra, olhando o simples vôo de uma borboleta, quando olha para traz para ver quem vinha. Era apenas um rato. Ele voltou seu olhar para a borboleta quando escuta alguém o chamando com uma voz bem baixa.
- Ei, Markwin. - Fala a pequena voz.
Markwin olha para traz e vê o pequeno rato em pé.
- Charter? - Pergunta Markwin, vendo que seu criado não é tão fraco quanto parecia.
- Sim, sou eu.
Como estava previsto em Ferngrims Gate, a tempestade caiu feito pedra. Mas já perto do rio, se via lutando contra a correnteza um pequeno bote amarrado à uma haste de madeira. Balançando forte.
- Só poderei passar com um de cada vez. - Diz Alphelha, avisando dos perigos de uma carga amais. - Quem vai primeiro?
- Leve Lirian e depois Erklin. - Disse Karter, ficando por último para uma aparente segurança.
Assim foi. Lirian subiu no bote, junto com Alphelha. A amazona coloca a mão dentro da água e, de lá do fundo, retira uma corda que vai se revelando seu comprimento a medida que ela a ergue. Alphelha pega outra corda e amarra na haste. De repente, a amazona corta a primeira corda que a segurava na haste. Com uma velocidade grande, o bote faz um movimento que lembra um ângulo de noventa graus. Chegando lá, ela deixa Lirian na margem e volta puxando a segunda corda presa na haste. Erklin sobe, com muito medo.
- Mas Alphelha, como você irá voltar? - Pergunta Karter, vendo Alphelha cortar a unica corda presa à haste.
Tarde demais. Fazendo isso, Alphelha já estava do outro lado do rio. Do meio da floresta, Karter vê Erklin e Lirian sendo sequestrados por um bando de amazonas. Todas voltam para dentro da floresta, inclusive Alphelha, olhando para traz com um pequeno sorriso em sua face.
- Alphelha! - Grita Karter, chamando a atenção da bela traidora que virara as costas para ele.
Karter estava sozinho. E agora restara apenas um caminho, Kazordoon.
- Como você escapou? - Pergunta Markwin para Charter, agora em sua forma humana novamente.
- Quando aqueles dois idiotas me perseguiram, me escondi em uma porta. Lá esperei um pouco até minha energia se restaurar. Quando tinha o suficiente, me transformei em um rato e sei de lá. Foi difícil.
- Não foi impressionante mas, pelo menos você escapou. - Disse Markwin, desprezando a fuga de Charter. - Agora quero mais um favor seu.
- E o que ganho com isso? Já estou livre. - Pergunta Charter.
- A é. Você já está livre.
Com essas palavras, Markwin vai para cima de Charter e o golpeia com seus chifres. Charter cai ao chão.
- Escolheu a opção errada.
Ali, Charter acaba de morrer por ter falado demais.
Ali, com raiva do que acabara de acontecer, Karter está fervendo em ódio. Até que escuta uma voz grave:
- Esse é o sentimento mais curioso que se tem: com ele se faz justiça, com ele se faz a maldade.
Karter olha para traz e vê alguém que não esperava ver. Alguém que em sua memória, apenas poderia piorar sua situação.
- Agora você escolhe: faça o bem ou faça o mal.
- Você não me influencia em nada... Markwin.
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Em breve, o copítulo 9.