Guerra as drogas foi o que a China fez, o que temos aqui é um teatro no melhor estilo eleições, esses grupinhos só existem porque o governo deixa e quer.
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Guerra as drogas foi o que a China fez, o que temos aqui é um teatro no melhor estilo eleições, esses grupinhos só existem porque o governo deixa e quer.
O que "temos aqui" é, na verdade, o que temos em todo ocidente e em países onde a democracia liberal foi estabelecida.
E, nesse sentido, o problema é que não existe meio termo nessa batalha contra as drogas. A não ser que você tenha a China/Indonésia/Oriente Médio como modelos de Estado, é impossível adotar a mesma estratégia que esses países apenas do lado do tráfico.
É nesse meio termo em que vivemos: ao mesmo tempo que preceitos liberais e democráticos tornam a criminalização do uso incoerente e totalmente autoritária, apenas combater os que vendem, utilizando bilhões em recursos estatais e diversas vidas de policiais e inocentes para isso, acaba sendo um eterno enxugar gelo e se mostrando extremamente ineficiente e cruel. Essa é a tal "Guerra contra as drogas", que já está no placar de 200 x 0 para as drogas.
E não é um problema exclusivo nosso também, os EUA são o país com a força de segurança mais cara do mundo e em nenhum momento da história conseguiu diminuir o tráfico de drogas e suas consequências. O negócio aqui é que, a cada dia que passa, as facções e máfias passaram a compor o Estado Democrático, de forma legitimada pelas eleições. Nós estamos perdendo dinheiro, pessoas e, agora, o próprio Estado, para o crime organizado.
Os EUA dos anos 70~80 tinha uma epidemia de drogas muito pior, eles conseguiram dar uma controlada até voltarem com tudo com a mentalidade de bosta de coitadismo nos anos 2000. Embora a medida mais eficiente seja uma full Paquistão, acredito que seja possível (mas improvável) de acabar com isso em uma democracia de fachada, é só não ser um palhaço e inventar distribuir cachimbo* pra fumar craque falando que é pela saúde pública.
Não existiu de fato uma "controlada", o gasto com repressão apenas alterou o perfil de uso de droga, aumentou a gama de substâncias sintéticas utilizadas, inclusive com variações mais mortais, e aumentou exponencialmente o encarceramento de pessoas, o que fez o consumo voltar a subir pouco mais de 10 anos depois das medidas do Nixon. O consumo de opioides, por exemplo, nunca diminuiu significativamente na história dos EUA. Tem um dado do Office of National Drug Control Policy, da época Obama, que demonstra o quão enxuga gelo foram as políticas de combate mesmo no pós-Nixon. Ele mostra o tanto, em bilhões de dólares, que foram gastos em políticas de controle de oferta/demanda de drogas ilícitas:
https://www.washingtonpost.com/blogs...g-spending.png
Dá para ver que o gasto cresce de forma mais que linear e, no acumulado, já passa de um fucking TRILHÃO de dólares. Aí você questiona qual é o impacto disso no número de usuários de drogas que morreram por everdose no mesmo período: AUMENTOU de 10k, em 1980, para 93k mortes anuais em 2017. E é preciso lembrar que esses são os resultados no país com o maior sistema de segurança do mundo. Fazendo o cálculo de quantas pessoas foram presas, mortas, famílias destruídas e o custo de operações estatais para o combate, pra mim fica claro que a conta não bate.
Do meu ponto de vista (ocidental e liberal), eficiência remete à um tradeoff entre autoritarismo estatal e liberdade, que seja favorável ao indivíduo, principalmente em termos de satisfação e bem-estar social. Não acho que esse seja o caso da maioria dos países onde o uso de drogas é totalmente criminalizado já que, ou são teocracias, ou governos autoritários e ditatoriais.
Mas percebo que você tem tendência a querer viver em uma ditadura, Ozco. Dizem que Cuba nessa época é bem bonito, lá não tem droga. :lol:
(mentira, tem sim, mas só pra quem é muito amigo do rei)
NY nos anos 80 pareciam o que os Brasil é hoje, cheio de viciados criando cracolândias, nem uma cidade dos EUA parecia, e resolveram isso, se 10 anos depois resolveram tentar o metódo do amor e dancinha com o PROERD americano, aí são outros 500. E a mentalidade nova de liberar e deixar rolar misturado com a nova psiquiatria de deixar o louco da cabeça pra família cuidar só vai criar um efeito cascata de destruição familiar, cracolândias e zumbificação da população, mas isso é sabido e proposital.
Hoje, com medidas mais alinhadas com o seu ponto de vista, cidades dos EUA já voltam a parecer as cracolândias paulistas, a esquerda americana finge que o problema é desigualdade social e usa pra se alimentar e fortalecer ainda mais as crackvilles.
E o problema dos opioides é aquele caso que eu já te falei 500x, a ciência incorruptivel se corrompeu enganou todo mundo e falou que era 100% seguro tomar o ópio medicinal, criou uma geração de lesados e isso só foi desmentido quando a farsa se tornou obvia demais para continuar. Me pergunto se estão sendo honestos com a maconha dessa vez, ja admitiram que essa merda causa esquizofrenia para alguns pelo menos...
Quem votou no PT foi você :nah:Citação:
Mas percebo que você tem tendência a querer viver em uma ditadura, Ozco. Dizem que Cuba nessa época é bem bonito, lá não tem droga. :lol:
Nossa sociedade já se corrompeu tanto que qualquer efetiva que não seja uma dancinha já é "coisa de ditadura", bater nos filhos para correção? Literalmente 1984.
Prednisona também causa psicose, bora proibir a prednisona também.
Eu não falei qual é o meu ponto de vista. Claramente não é o modelo americano, que falha à olhos vistos há mais de 100 anos. Os EUA são a maior vitrine da falha em relação à Guerra as drogas do mundo.
Falou merda, Ozco. A crise dos opioides nos EUA tem muito mais relação com o funcionamento da indústria farmacêutica e de saúde americana e européia do que com a ciência por trás do desenvolvimento dos medicamentos. Os efeitos colaterais da maioria dessas drogas já eram conhecidos desde os anos 1920. Ainda existe o agravante de terem sido utilizados em guerras e suas consequências estarem intimamente ligadas à história dos veteranos nos EUA. Tem duas matérias grandes, na Nature e na The Economist, sobre como o problema se deu nos EUA. E é tão característico deles que até destoam do resto do mundo:
https://www.oecd.org/media/oecdorg/d...ic-opioids.PNG
No Brasil, sequer é um problema relevante, parte graças à ANVISA que, apesar das críticas, sempre demonstrou ser um órgão técnico, e parte graças ao José Serra e os genéricos.
Papo furado e puro mimimi de véio saudosista. "Nossa sociedade" ocidental está no ápice do desenvolvimento tecnológico, econômico e humano, graças à valores de liberdade e ao capitalismo liberal.
Não acho que a palavra seja invisível, mas sim desconhecido. Por exemplo, se você perguntar pra uma pessoa aleatória no meio da Paulista quem é o atual procurador geral da república, quantos vão saber responder? Quantos sabem dizer a função, de forma generalizada, dele? Se ao invés de citar procurador geral da república, tu chegar falando do PGR, então ... vish. Imagina tu generalizar essa questão de conhecimento pra populações do interior.
Não tem como as pessoas "aceitarem" alguma coisa que elas nem sabem que existem, e acho que reconhecer isso, é uma questão muito importante. É bizarro quanta coisa "burocrática" é desconhecida pra população. Como que um cidadão médio vai considerar um problema o PGR ser amigo pessoal do presidente da república, se ele não sabe o que é um PGR?
E acho muito simplista equiparar o Lula (enquanto imagem, pelo menos) ao Bolsonaro, ainda mais num ambiente tão tóxico e burro quanto esse tópico. Acho que é dar "poder" pra um cara - e seus apoiadores burros - demasiado.
Esse também é um outro problema. Mas me refiro exatamente às pessoas que detém o conhecimento, inclusive dentro da própria política e do debate público. É a nossa elite intelectual e econômica quem permite e perpétua o patrimonialismo, exatamente porque muitos se beneficiam ou esperam se beneficiar dele.
Eu não ligo muito em "fortalecer" seguidor de Bolsonaro. Ninguém aqui vai deixar de ser fã de político ou se tornar mais fã ainda por algo que eu disser. Esse é um processo totalmente irracional, movido por fés e paixões. Imagina, tem gente que genuinamente acredita que o Brasil vive de fato uma "guerra espiritual"! Você acha que uma pessoa dessas vai ser afetada em seus posicionamentos por algo que eu disser? Eu tenho minhas dúvidas. No máximo, qualquer coisa dita só vai fortalecer a convicção dessa pessoa, pois é assim que o processo de radicalização funciona.
Eu só acho importante explicar que, do meu ponto de vista, o bolsonarismo é apenas um subproduto de um processo social e histórico da política brasileira, do qual o Lula também faz parte e tem sua parcela de culpa. Eu não vou cometer o mesmo erro frequente do debate público brasileiro em achar que o Brasil nasceu na Ditadura Militar ou depois de 1988. Ou que estamos na merda apenas por causa de Lula ou Bolsonaro.
O único ponto em que o bolsonarismo se destacou nesse balaio de merda e acendeu o alerta de uma parcela da população que tem a mínima noção de mundo, foi o flerte aberto e o planejamento claro com a ideia de aplicar um golpe de Estado típico e iniciar uma guerra civil. Para mim, isto está além de qualquer safadeza, pilantragem ou banditismo comum da política brasileira.
"Cada geração se imagina mais inteligente do que aquela que veio antes dela, e mais sábia do que a que virá depois dela.“ — George Orwell
Fatos:
Pela primeira vez na história, nova geração tem QI mais baixo que seus antecessores
https://mundoconectado.com.br/notici...e-antecessores