Hahahahahaha
Confesso que ao escrever esse troço eu ria sozinho igual a um doido no trabalho. Me perguntaram o que era mas eu não quis dividir minhas alegrias. E nem a cena infernal do fura-bolo.
Abraços!!
Versão Imprimível
Hahahahahaha
Confesso que ao escrever esse troço eu ria sozinho igual a um doido no trabalho. Me perguntaram o que era mas eu não quis dividir minhas alegrias. E nem a cena infernal do fura-bolo.
Abraços!!
Cara, a parte do fura-bolo foi dramática.
As "lágrimas masculinas" me deixaram comovido.
14
tratamento de choque
Saravá, ô mô Diário!
Óia... Eu daria tudo, im nome do Exú-Arromba-Ânus pra num tê que tá passando por essa muléstia de fungo mortal. Essa tal de Binikiba, bruxa véia e maucherósa, tá s'apruveitando das minha fraqueza. Eu tô no mato sem cachorro mermo, mizifí! Nu ispeio da mué, já posso vê um treco verde, como se fosse um limo, me crescendo ali na minha saída. Quando eu solto os vento, sai um cheiro de bolor; de coisa mofada. Onte mermo eu fui num buraco aqui pra largar um grôsso e... O treco veio cugumelado!!! E nem fidia!!!! Paricia no máximo aquele istrume de vaca, sabe?? Cunfesso que me assustei. Outra coisa assustadoura é a tal "Bacia da Titia com a Escuma que Alivia". É uma bacia grande de cobre, cum banquinho no centro; baixo e cum furo no meio. O banquinho parece um vaso, lá do Rio de Janeiro, só que mais menor. Sento no vaso, encima da bacia, e dali sai uma fumaça verdeada, por causa duns ingrediente véi que a bruxa toca lá dentro. O cheiro da fumaça é gostoso mais... Arde!!! Ela disse que tem um tal de "Wasabi" na receita. Esse tal de wasabi queima tudo lá im baixo e sobe pelas minha intralha. Também tenho que tumá uns chás, puções, charopes e marafos (essa parte eu gostei). A véia tem cada marafo bão que só; vou inté tentá de levar uns po Rio pra fazê mos trabaio. Mas isso da bacia, mô Diário, ainda num é o pior. Enquanto eu tou lá cos meu fundilho assando que nem frango de padaria; peladão cas minh vergonha pindurada ao léu, a véia num mi dá privacidade niuma!! Ela fica ali na frente me obisservando cum sorriso assanhado no rosto. Munitorando meu tratamento. Suncê num imagina minha situação.
Agora eu venho pra parte feia e sustadora... Tenho que contar isso SÓ pá suncê. Se meu amigo Virtudio souber, ele vai rir na minha cara! É um disabafo; conta pá ninguém...
As erva, segundo ela, não tá causando efeito. E nem us banho de fumaça quente que a bruxa prepara co cuidado. Intão ela disse que terá que passar a um tratamento mais istremo. O fungo parou de crecer. Má num tá sarando, sabe? Sigundo ela, o fumacê deve de continuar, apricado de mais vezes ao dia, e cumas ervas mais rara e forte. Ela disse que dói um tiquim, mas nada cô num vá aguentar. E inda me disse que seu chorar, ela me "dá carinho". Vô chorar mais ainda! Pra piorar, né ca Binikiba véia me continuou c'aqueles chás e poção sem graça e me suspendeu o marafo do bão? Disgramenta! três vezes disgramenta! Saindo daqui vou invocar Nhá Clemência, Pomba Gira da Abstinência pá dá um jeito nela. Ah, vou! Transformá tudo que é poção dessa bruxa carcumida em marafo! No exato momento em que inscrevo, ela num tá poraqui; foi colher umas pranta na Floresta Negra; tais como o ortigão, a pranta chifre-dos-diabo, o cacto cabeludo, a ferrão-de-marimbondo, a mata-lagarta e uma tal de acende-fugaréu. Eu perruntei o que ela ia fazê ixatamente com essas pranta tudo. Ela sorriu co seus poco dente e respondeu que faria uma mistura pra apricar no local. Num gostei nada dessa parte de "apricar nos local". Com os nome dessas pranta, eu tou apavorado pela integridade de minha pessoa. Pense num creme de acende-fugaréu besuntando minhas prega! Essa bruxa é capais de tudo! Já até me mijei aqui de medo e preucupaçãos...
Se suncê suber rezar, ô mô Diário, acho bão tu rezar pro seu véio cumpádi aqui.
A Bênça.
proximo capitulo mizifi:)
Cara que bruxa poderosa, toma cuidado com essas ervas:D
15
makumbado: azarado. mas enfim está curado
Antes de começar, uma breve descrição das ervas maravilhosas medicinais catadas com carinho pela assustadora Binikiba:
1- Ortigão (urtigonis malavitae sp): planta abuntante nas florestas locais. Comestível, tem um gosto amargo. Quando tocada de mal jeito, espeta por ter uns pelos irritantes nas folhas.
2- Chifre-dos-Diabos (pimentus capetus): belíssima planta que cresce em clareiras da floresta. Ao longo do ano, ela dá frutinhas, sob a forma de pimentas cor de vinho, bifurcadas como a língua de uma cobra, para duplicar a ardência. Daí o seu nome.
3- Cacto Cabeludo (cactus rastafaris): Um cacto com espinhos enrolados. Parece uma ovelhinha fofa. Mas espeta que é uma miséria.
4- Ferrão-de-Marimbondo (nigris nigris nigris): um arbusto raro, com poucas pequenas folhas, troncos e galhos de uma coloração negra pra chuchú e aparência e textura oleosas. O óleo extraído da planta, apesar de extremamente urticante, é um potente antibiótico.
5- Mata-Lagarta (largartae trolladae sp): As lagartas adoram as folhas e flores dessa estranha planta retorcida. É um petisco dos Deuses. Três minutos após o quitute, caem mortas. Problema?
6- Acende-Fogaréu (titanium volcanae ativus): Uma árvore que cresce perto de terras vulcânicas e áridas. Cheira a enxofre. Suas frutas amareladas têm um toque quente e brilham no escuro. Às vezes, caem e provocam incêndios.
Sa... ra... vá, ô mo Diário,
Por donde começá? Essa, eu tenho de contar pá suncê. E mais... Num desejo isso nem pá torcedô do Fuminence. A Binikiba voltou naquele dia maldito. Pelo menos ô tô curado e livre de tratamentos da bruxa, que provavomente seriam ainda piores. Quê quela ia fazê dipois?? Metê uma brasa lá atrás? Metê um funil e despejá ólio dísel fervente nas minha entranha? Só pode ser; num posso pensar em coisa pior.
Bom, mô Diário, Binikiba entrou na chupana véia dela e eu já tive um mal pressentimento. Ela trazia com ela merma uma cesta CHEIA de ingrediente feio. Cada coisa medonha lá dentro... Ela me oiou nos óio. eu oiei nos óio dela. Ela continuô oiando nos meu zóio. Eu continuei oiando de volta. Tava uma rotina, sabe? Ante que rolasse um crima, eu olhei pros peito dela. Voltei a oiar pro zôio. Enfim... Ela disse: "Voltei, Makumbinha". Me deu vontade de responder "Séru??? Achei que suncê inda tava tretano co capeta lá nos quinto dos inférnu" mas estava muito pavorado pá isso. Ela disse que tinha achado os ingrediente tudo pra curar mo dodói. Tava coçano demáis o tal dodói. Eu num sabia se fugia dali; virar um fungo já estava até me pareceno bom; ou se mandava andar logo com esse tratamento. Ela me disse "Olha, Makumba... Vou entrar no meu laboratório e lhe preparar a SALADA BINIKIBA, o remédio que vai te curar com toda certeza. Só tenho que achar o azeite..." Fiquei intrigado com essa tal salada. A Binikiba ficou umas duas hora lá no laboratório fazeno o meu rango vegetariano e, quano saiu, trazia com ela vários chumaços de aparênça apetitosa. Até fiquei filiz. Mas ela estava cuma cara istranhamente apreensiva. Me oiou séria e falou... "Não vou mentir pra você e não quero assustar mas... Vai doer."
- Ih Madame Binikiba... É ardido é?
- É... Bastante ardido. Uma ardência que você nunca sentiu na vida.
- Tá... cheu comer isso logo então.
- Comer? Abre as bandas...
:rageguy: :rageguy: :rageguy:
- NÃO!!! NUM PODE SÊ, MIZINFÍA!!! (quer dizer... num minfía nada!!!) QUÊ COCÊ TEM COM METER COISA ALI ATRÁS?? QUÊ CÔ TE FIZ??????
- Deixa de besteira, Makumba... Vai doer pra cacête mas você vai ficar bom, oras!!
Nesse momento, antes cô corresse pa liberdade e virasse um verdejante fungo, a Bruxa me agarrou e me imobilizou no colo dela. Nunca pensei c'aquela coisa fosse tão forte. Num consiguia mi mexê, MIZINFA!!!!! 0_0 Tava totalmente à mercê da Bruxa; o que ela quinzesse ela pudia me fazê... E eu notei co tratamento seria "de choque".
Perguntei pra que era o azeite? "Pra deslizar melhor", ela disse. Nesse momento, me dei conta duma coisa: num tinha inventado supusitóro nessa época!!!! MI-FU!!!
Nisso a Bruxa gritou:
Te prepara, Makumba... 1... 2... 3... ATÓOOOOOOOOOOOOOOOCHA!!!!
E a coisa foi "ATÓCHADA". Várias vez. Dizem co meus grito foro ouvido até nas profundeza de Kazordoon (ovi na cidade, depois). Meu ânus tava arrombado, cheio de pranta ardida e espinhuda saino pá fora. Num conseguia nem fechar as perna. Ardia, coçava, espetava... Tava recheado cum pranta feito perú de natal. E fiquei assim uns 2 dia. Aí bruxa me disse cô podia me livrar da salada em algum buraco qualquer. Eu tava curado.
Nunca pensei cô sentiria falta do exame do fura-bôlo...
A Bênça.
Nojento.
Mas quase me mijei de rir no ATÓOOOOOOOOOOOOCHA!!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Valeu! hahahahahah Bom que foi só "quase". ;)
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Aí, galera... Provavelmente eu ficarei um tempo sem postar outros capítulos por um tempo, por conta do concurso. Quero ler umas histórias aí... Caso haja um sumiço, vocês já sabem! hehehehe
Abraços e obrigado pela compreensão.
K.