Karter - O Cavaleiro do Norte
No Capitulo anterior...
Depois de enfrentar um ciclope e grupo rebelde de minotauros, Karter e sua companhia segue jornada para Venore. As coisas ficam difíceis quando tem que passar por uma fenda com ciclopes. Mas, no subterrâneo de Mintwallin existe um segredo maior do que o mistério da morte do pai de Lirian, algo que não só ira mudar a vida de Karter, mas ira mudar toda história de Tibia...
KARTER - O Cavaleiro do Norte
CAPITULO VII - A fuga de Markwin.
Karter tinha tudo fácil em seus planos, mas aquela rocha em sua frente fez com que refazes-se sua estratégia. Teria de passar pelo subsolo, onde normalmente alguns ciclopes chamados de Smith (são como ciclopes guerreiros) ficavam. E o pior do que sua força superior, é a inteligência. Agora Karter estava assustado, e Erklin apavorado.
- Lirian, - Ia dizendo Karter - Fique aqui com Erklin. Vou descer e depois eu aviso quando pedem vir.
- Mas como vou saber? - Pergunta Lirian, se assustando com o esclarecimento da situação.
- Vai saber. - Responde Karter, já pegando uma espada carliana e uma tocha para iluminar o caminho.
Nos corredores subterrâneos de Mintwallin, em um calabouço afastado dos outros, estavam Markwin e Charter fazendo planos para sair.
- Ainda não confias em mim humano? - Pergunta Markwin, vendo que Charter não demonstrava confiança.
- Não confio em monstros como você!
- Mas se soubesse toda a verdade, não diria que sou o monstro por aqui. - Markwin pede para que Charter o liberte com alguma magia capaz de estourar as correntes.
- Não irei fazer isso. - Diz Charter - Tenho certeza que ira me matar após te libertar.
- Não seja insolente humano, - Agora Markwin perdia suas paciências, até porque, minotauros são muito estressados. - Por que te mataria depois disso? Por mais que você seja um humano imundo, me servira muito bem. Além do mais, honro minhas palavras. Como disse, eu não sou o monstro por aqui...
Karter temia muito aqueles ciclopes, pelo simples fato de nunca ter visto um. Já ouvira falar deles, mas foi tudo. Sabia que eram mais fortes, espertos e armados do que seus subordinados: os ciclopes. Já descia um buraco por uma escada improvisada por aventureiros recentes, se via muitas cavernas ali em baixo, muito fácil de se perder. Teria agora que confiar em seus instintos. Não sabia o caminho ali em baixo e por isso, tinha que saber como voltar. Para isso, pegava uma adaga em sua cintura e marcava a letra K nas paredes das cavernas, para saber por onde já andara. De repente, em uma das cavernas, se vê dois ciclopes enormes e com armaduras. "São eles. Meu Deus, são piores do que ouvi falar." Karter disse isso por ver que estavam comendo seres humanos. Varias cabeças estavam ao chão e tripas e peles nos cantos das bocas dos ciclopes. Karter já viu coisa pior do que aquela. Mas mesmo assim, não escondia a náusea que sentia. Andando devagar para trás sem levantar um ruido que seja, ele se afasta. Sem querer, pisa em um osso e faz um pequeno ruido, o bastante para os dois ciclopes olharem aquela pequena criatura empunhando uma espada. Era hora da ação.
Sem confiança, mas convencido que não há outra saída, Charter liberta Markwin, usando um feitiço fraco, mas o suficiente para estourar as correntes, (pois feitiço consome energia e tem que economizar.) e Markwin finalmente se levanta para liberdade.
- Livre após dois anos.
- E agora, como fugiremos? - Pergunta Charter.
- E quem disse que fugiremos? Diria que você não tinha escolha. Você foi mandado aqui como isca, humano. Você ira me tirar deste lugar e, com sorte, você terá a liberdade.
Charter não esperava isso, mas de qualquer jeito teria que ajuda-lo para ter, ao menos, uma chance. Veio à sua mente "Por que estou aqui? Me lembro apenas de ir dormir e acordar algemado sendo arrastando.".
- Markwin, por que fui trazido aqui? - Pergunta Charter.
- Apenas para me ajudar. Por mais que Palkar tenha o controle dos minotauros, ainda obtenho fieis a mim. Mas, honestamente, achei que viria um humano um pouco mais eficiente.
Por mais que Charter não queria fazer o que o ex-rei mandava, sabia que ele falava a verdade. Mesmo assim, algo estava estranho...
Karter, tentando ter o total controle, ficava esperando a hora certa de agir. Mas, numa distância de dez metros, os dois ciclopes se armaram com martelos maiores que Karter. Agora Karter sabia o porque da fama. Com a espada na mão, Karter joga a tocha na direção de um dos ciclopes, que é atingido no olho, que faz o gigante cair. O outro, a toda velocidade, pula por cima do outro que rapidamente se levanta, preparado para atacar, o ciclope lança num movimento em arco para baixo, aonde Karter ainda estava. Karter se joga para o lado, fugindo do grande impacto do martelo. Mas ainda em perigo, corre até encontrar uma gruta e pula segundo antes do ciclope agarra-lo. "Caramba! Estou em sérios apuros."
Estranho ou não, Charter sabia que era pior ficar ali do que "tentar" fugir após ajudar Markwin escapar da prisão. Mas algo martelava sua cabeça: "Por que o grande Rei dos Minotauros seria trancafiado em um calabouço pelo próprio povo?". Charter não estava afim de perguntar, pois Markwin já o chamava para colocar seu plano, que não era lá grande coisa, em prática. O ultimo guarda estava indo embora, Markwin estava ouvindo seus cascos fazendo barulho e diminuindo, até que... Silêncio total. Era a hora. Markwin estava velho, mas não sedentário a ponto de não arrebentar uma porta de madeira (seja grossa ou não). Tomou impulso e uma distância razoável, bufou um tipo de fumaça para liberar adrenalina (coisa de minotauro), pegou Charter nas costas e começou a correr. Um impulso muito rápido, um minotauro pode correr a trinta quilômetros por hora. A porta sai de seu lugar e para arrebentada na outra parede da caverna, e em disparada, Markwin vai em direção a um tipo de túnel subterrâneo que levava a superfície.
- Prepare-se humano, agora você será quem vai me tirar de vez daqui. - Diz Markwin, parando bruscamente, levantando terra em sua frente. - Ali tem alguns guardas, você se transformara em um minotauro e chamará a atenção deles e vai correr para onde estávamos...
Karter sabia que sair dali era brincar com a vida. De repente, escuta o que parecia uma briga. Alguém estava lá enfrentando os dois ciclopes. Um grito de mulher guerreira ecoa, aqueles gritos de força e desgaste durante algum golpe. O chão extremes-se, um dos ciclopes caíra. Era hora de ir para fora do buraco. Quando sai, vê um ciclope Smith vindo em sua direção, mas ele cai no meio do caminho com uma lança encravada em sua nuca. Atrás dele, uma imagem se forma... Das sombras da caverna, surge uma mulher linda, morena de cabelos negros. Não vestia roupa de camponesa, nem guerreira... Vestia roupa de amazona.
- Qual o nome dessa bela mulher que me salvou? - Pergunta Karter, intrigado e encantado com a bela mulher.
- Sou Alphelha, e você guerreiro? - Diz a mulher, com um som grave na voz, como se fosse "durona".
- Karter. Você mora em Venore?
- Na verdade, moro na aldeia amazona. - Diz a mulher, indo em direção a nuca do monstro morto e arranca a lança (que era de ponta branca com penas amarradas a ela).
- Que ótimo. - Disse Karter, vendo à sua frente sua guia para Venore.
Enquanto isso, Charter pega sua varinha e se esconde para citar a magia.
- Utevo res ina minotaur. - (Magia de ilusão onde você toma a forma de outra criatura).
Uma luz branca aparece nos corredores. De repente, salta do buraco um minotauro, menor que o de costume, mas os dois guardas da entrada do túnel percebeu sua presença. Charter começou a correr, infelizmente, é uma ilusão, logo Charter não possui a velocidade e força de um minotauro. Os dois vinham a toda velocidade. Markwin, escondido, esperou os guardas seguir Charter. Os dois passaram por Markwin que estava dentro de um buraco. Markwin pôs a correr em direção a porta. Markwin nem se preocupou com o humano. Arrebentou a porta e percebeu que a terra vermelha passou a ser grama verde.
- Estou livre, estou na superfície. Agora tenho que encontrar minha peça chave. A essa hora, minha pequena amazona está cuidando dele...
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Em breve o capítulo 8.