Postado originalmente por
Bob Joe
Cara, você não pode simplesmente ignorar a ciência. É fato científico que a diferenciação genética entre etnias humanas não afeta em grande escala níveis de inteligência, intelectualidade ou o que quer que seja. Qualquer argumentação que não se inicie deste ponto certamente é racista, já que representa apenas sua opinião, de nenhuma forma embasada. Tendo isso como princípio podemos, aí sim, ir atrás de justificativas históricas, culturais e até ambientais para esses problemas, afim até mesmo de conhecer mais sobre a humanidade.
Não foi por acaso o fato da Europa ter se desenvolvido antes do mundo. Isso é inegável (ou não, já que a antiguidade nos mostra outras civilizações, algumas do continente africano inclusive, muito desenvolvidas). Mas o que diferencia a organização social dentro de uma mesma raça? A Europa é um continente pequeno, onde a iteração entre as tribos e etnias se deu de forma intensa. Disso podemos originar formas de comércio e troca de conhecimentos. Além do fator climático e de fatores geológicos.
Você citou comunidades Asiáticas: nelas o fator cultural e o sentimento de unidade foi muito importante. Sem contar que são comunidades milenares, que existem a mais tempo organizadas do que comunidades Européias. Esse sentimento de unidade nunca existiu entre povos africanos. Uma coisa que você tem que entender é que essa idéia de negros/África ou Afros, nunca existiu. Eles tem dentro de seu continente várias etnias que tem diferenças são extremas quanto etnias de cor de pele diferente. Isso pode ser considerado um fator cultural.
Um fator social, de fato, foi a escravidão. Imagine hoje tirar de um país os seus maiores cientistas ou pensadores. Isso acabaria com qualquer nação. A escravidão faz de maneira parecida: tirou os melhores guerreiros de povos que valorizavam a guerra. Você citou o Haiti: país formado por escravos. Comparou com a América Latina, continente onde povos nativos nunca foram escravizados, pois os indígenas daqui consideravam trabalho braçal como "feminino".
É possível estabelecer vários e vários paralelos históricos e sociais para cada exemplo. É claro que para isso é preciso aceitar a ciência e deixar de ter "opinião própria" sobre algo que já foi desmistificado há tempos.