Capítulo 8 - O ceifador.
Narrado por Wilson Harth.
“Terá problemas se realmente quiser seguir em frente nessa ideia...” Devolvi firmando posição para um eminente embate, ao mesmo instante aonde intrigada a criatura tentava entender, como alguém sem aparentes chances fazia resistência a ele. “O equilíbrio deve ser preservado.” Outra sentença sem nenhuma menção ao que se passa, mas dessa vez ele lentamente vem em minha direção, continuo a frente da Natalia que mesmo após um primeiro atendimento do Elizander, ainda não conseguia se mover em velocidade.
Não vendo saídas para a situação, e cada vez mais aquele ser se aproximando, decido uma investida contra o mesmo. O golpeio com minha espada buscando o tórax desprovido de espinhos, um golpe previsível que apenas foi refletido com aquela criatura arremessando o corpo de Magnus em minha direção. Cambaleio para trás com a impressionante força do arremesso, mas infelizmente dei terreno a ele para avançar, e então ele fica de frente a Natalia que tenta sair da presença dele rastejando sem sucesso.
Talvez as diversas perdas que já tive antes de chegar a Thais, calaram minha reação para os momentos seguintes, contudo nunca terei a resposta do que aconteceria, já que Elizander conseguiu afastar a nossa ameaça utilizando uma pedra da alma. Única coisa que sei é que daquela pedra esquisita saiu alguns “fantasmas”, os quais ganharam para nós alguns preciosos minutos.
Utilizei o tempo para carregar a em pânico Natalia comigo, e o curioso mago abriu sua mochila e retirou alguns ossos esquisitos, que depois de algum cochicho se levantaram bestas de ossos. Logo em seguida Elizander levou Megan nos braços até a carruagem, aonde eu já havia deixado a Natalia, o próximo passo era levantar aquela coisa para finalmente fugir.
Por sorte foi mais fácil do que na hora eu pensava, já que aquelas criaturas sem músculos nos ajudaram com a força que tinham, mas quando desvirada estava à carruagem o pior aconteceu. A distração de Elizander já havia caído por terra, e então algo que até mesmo o invocador de bestas não espera se tornou real. Timothy que estava preso em sua forma de energia nas mãos da criatura, veio a usado não sei de que forma como ataque contra nós.
O meu parceiro de fuga ainda tentou bloquear com algumas barreiras de vinhas, mas de nada adiantou apenas freou o ataque que continuava potente, então Elizander salta em direção ao raio e ativa seu escudo mágico, fazendo com que uma aura azul surgisse em volta de seu corpo. O golpe consumiu todo o escudo, e ainda sim acertou o mago que ia caindo no chão sem forças, entretanto eu não permiti e o puxei de volta. Como agradecimento ele me diz “Espero que saiba guardar segredos seu filho de uma...”, até que no fim da sentença ele desaba, e no fim parece que a sorte nos sorriu, pois as bestas conseguiram ser bem mais rápidas do que a coisa que nos seguia.
Narrado por Elizander Rotckenback.
Há eras a diversão não era tamanha, quem diria que o ceifador ainda vagava por essas terras, mas também com coisas iguais a essa garota vagando pelo mundo, alguém tem que colocar essas coisas em ordem. Meu corpo dói bastante, segurar aquela rajada foi uma péssima ideia, Melinda deve pensar que andei amolecendo. Heh Mal sabe ela...
Agora não tão divertido foi o estrago na carruagem, os contínuos estalos oriundos da parte de baixo do móvel me indicam o pior, provavelmente não chegaremos a Carlin desse jeito. Reluto para me manter consciente e assim poder controlar as bestas, através delas vejo uma grande montanha no fim do desfiladeiro, que abriga a fortaleza dos filhos de Durin.
Meu objetivo era ao menos chegar a uma casa abandonada, situada rente ao extremo norte da montanha, essa não era nada mais que Femor Hills residência dos goblins. Consigo ver através de minhas invocações, a trilha de terra cercada por gramíneas, os poucos goblins arruaceiros atirando pedras nas bestas, que para infelicidade deles mal eram atingidas. Foram longos vinte minutos, quando eu já observava a casa não me sacrifiquei mais, e aceitei o desgaste do meu corpo agora sim realmente inconsciente fiquei.
Narrado por Megan Steward.
Depois do baque e uma voz distante, apenas o profundo adormecer até agora. Não parecia ser um sonho, mas era estranho o local aonde eu me encontrava: Uma casa aconchegante para a situação que eu tinha passado. Ela tinha uma cama onde eu estava deitada, alguns vasos de flores espalhados pelos cantos da casa, várias cadeiras que foram usadas como duas camas improvisadas, para Elizander e aquela mulher! A mesma que me atacou!
Tento me levantar mais uma forte dor nas costas me mantém deitada, o meu insucesso chamou a atenção do homem que havíamos prendido, ele estava apreensivo na porta da residência. “Não tivemos tempo o suficiente para nos identificarmos, então posso começar dizendo meu nome: Wilson Harth.” Se apresentando, mas sem tirar o olhar do lado de fora do nosso abrigo. “O meu você já sabe é Megan Steward, mas o que importa é porque não nos deixou?” Sinto uma leve melhora na dor, e consigo ficar sentada na cama, olho para fora da janela que ficava situada acima da minha cama, e nada mais vejo além de uma montanha um pouco distante, e nela uns pequenos pontos verdes, goblins sem duvidas...
Depois de um breve silencio escuto minha resposta: “Vocês tem perguntas para me fazer, e eu tenho também as minhas a vocês. Além de que eu devia a vocês uma retribuição, se não fosse esse estranho que anda com você, jamais chegaríamos aqui vivos”. Por mais que parecesse piada o que tinha me contado, sua preocupação estampada me convenceu de que não era apenas um blefe. Minha vontade ainda era de saber o que tinha acontecido, todavia ainda me sentia muito cansada para continuar uma conversa, aproveitei a cama na qual estava deitada e voltei a dormir.