Bem... Primeiro peço que não fique magoado pelo meu comentário anterior. Foi sem malícia que eu disse aquilo, só uma coisa que apareceu na minha cabeça e encomodou um pouco.
De qualquer maneira, entendo a tua reação e vou medir melhor minhas palavras. Realmente não foi a minha intenção.
Compreendo que tu goste de escrever de um jeito descontínuo, mas tu há de concordar que se tu coloca partes intercaladas, ao menos os personagens precisam estar bem definidos e as ações precisam ser bem delimitadas. Se as cenas se confundirem, se só o que você têm dos personagens pra caracterizá-los é o nome e o gênero (somado aos erros de gênero das palavras), quem perde é o leitor. Aliás, quem perde sempre é o leitor, porque pro escritor o texto faz sentido mesmo antes de ser escrito, e faz sentido da maneira correta.
Mas é questão de estilo de escrita. Eu gosto de confundir o leitor também, mas usando informações inconclusivas ou falsas dadas pelos próprios personagens e pelo cenário, não pela forma em que o texto está estruturado. Sou contra usar o formato pra causar confusão, pois considero que o tipo de confusão que isso causa é muito negativa pro entendimento da história... mas é só a minha opinião. (Não gosto de ter que pescar nomes no texto pra entender o que está acontecendo.)
Sobre "Dan Brown", "informação", e eu estar precipitado em dizer que o trecho foi desnecessário... Espero conseguir te responder sem causar nenhum mal-entendimento... Lá vai: Sem querer parecer chato, eu não gosto de Dan Brown. Ele sabe bem escrever blockbusters fazendo reciclagem de temas, e só. Só pra frisar, não tenho nada contra quem lê Dan Brown nem contra o dito cujo e seus livros. É que, nessa situação, não faz diferença de onde a informação veio, mas para onde ela vai. Ter vindo do Dan Brown não confere a ela nenhum mérito em especial.
Só o que eu disse foi que, sem aquela informação (ou com uma versão reduzida), a reação dos personagens teria sido igual. Essa citação no meio da conversa não foi importante, mas ao contrário é totalmente descartável. A prova disso é que o assunto "helicóptero Kiowa Warrior" morre logo após ser mencionado, e não gera nenhuma consequência. Enfim, não faz diferença nenhuma pro enredo a citação do nome completo seguido da informação, apenas servindo pra uma coisa: Quebrar o ritmo de uma conversa crucial que deveria ter sido o foco único daquela cena: a conversa entre o presidente e o Gerena que, ao meu ver, foi o centro do capítulo. Agora, no meio da conversa, tu simplesmente interrompeu o fluxo (e a tensão entre os personagens, por conseguinte), e pra quê? Pra deixar o leitor mais informado sobre a tecnologia bélica norte-americana? Que diferença fez pro enredo, além do impacto negativo de ter forçado o leitor a retomar a cena de tensão após receber um banho gelado trazido por aquele trecho "neutro"?
A informação é sempre bem vinda, desde que esteja entrelaçada com o enredo e as ações dos personagens. Se for só feita para informar... então no mínimo que informe sem romper com o ritmo de uma cena-chave. E sim, o ritmo das cenas é muito importante.
Sobre o capítulo dois:
Um capítulo bem neutro, e isso não tem nada de ruim. Às vezes capítulos assim são necessários mesmo pra fazer transições.
Só o que eu tenho a dizer pra tentar acrescentar alguma coisa é que tu não ta desenvolvendo teus personagens. Ja ta no segundo capítulo e, a não ser pelo nome, não temos nada dos persoangens principais. Eles não tão ocupando o espaço que é de direito deles, acabando apenas representados e notados no texto pelas ações que fazem. Não sei se tou conseguindo ser claro, mas o que quero dizer é que eles não estão marcando presença. Eles entram em cena, atuam e saem. Personagens não são só aqueles que fazem as coisas. Eles são responsáveis por grande parte do interesse dos leitores pelo enredo, porque uma vez que tu te apega a um personagem, se identifica com ele, sente algum afeto/desafeto por ele ou algo do tipo tu começa a querer saber o que vai acontecer a seguir. Personagens sem profundidade, que são apenas parte do cenário, morrem e ninguém nota nem sente falta.
E uma pequena coisa que me chamou a atenção:Soou artificial. Quando ele fala "minha frieza em combate", o personagem se auto-elogiando de um jeito formal... Não parece o tipo de coisa que alguém de carne e osso falaria. Algo mais informal, uma metáfora, uma coisa coloquial cairia melhor. Mesmo que eles sejam guerreiros, eles tão no meio do gelo sem nenhum superior por perto. Ninguém aguenta ficar 24h por dia falando formalmente. Ainda mais logo depois de acordar.Citação:
Eu aposto que a minha frieza em combate se justifica com minhas oito horas noturnas de sono.
Eu acharia melhor algo do tipo: "Quando eu estiver com a minha arma, o bicho estiver pegando e eu salvar o teu rabo... daí tu vai ver que valho oito horas de sono" (Hehe)
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I

