Olha, eu to realmente gostando dessa história. :)
Esperando o próximo capítulo.
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Olha, eu to realmente gostando dessa história. :)
Esperando o próximo capítulo.
Devo dizer "Idem" também? :D (brincando)
mas é que não comento muita coisa aqui no fórum...
e... ah! Vc sabe eu num tenho muito o q dizer sobre boas histórias...(apenas que essas estão boas :P)
to gostando muito... Acho que só fiquei tão entusiasmado assim com uma RP quando como eu tava lendo "O Sangue de Crunor"...
bem...
Esperando próximo Cap!!
flws
Bom, comecei a ler a história e achei ela bem legal, ótima descrição, bastante ação e talz.
Só q eu acho q vc poderia fazer um pouco mais de diálogos
O Arauto do Expurgo
Capítulo V
Escuridão
Os demônios se reuniam em um covil úmido, triste e escuro. A criatura vil, comumente chamada de “O Arauto” pelos seres humanos, encontrava-se ansiosa e inquieta. As outras bestas, quase todas em estado de apatia, esperavam pacientemente o comando de seu líder.
– Você, tu também... – falava O Arauto, com sua típica imitação do linguajar humano, enquanto apontava aleatoriamente para alguns de seus subordinados. – Você aqui, e você do lado dele. Venham os quatro comigo.
Os escolhidos deram alguns passos a frente e se juntaram ao seu mestre. Todos eles cobriam seus corpos nus com enormes asas negras e podres. Eram fisicamente parecidos com O Arauto, entretanto não pareciam possuir vontade própria.
– O resto vai atrás do Tomas. Aquele vigarista maldito acha que pode fugir de mim... – continuou o demônio, com sua voz rouca e arrastada. – Ele ainda tem oito dias, mas até lá, eu quero saber a localização exata daquele rato de esgoto.
Todos saíram rapidamente da caverna, que se encontrava em uma planície árida e despovoada. A noite já tinha caído e as estrelas brilhavam no céu.
O exercito de criaturas pestilentas, andando muito juntas, parecia apenas uma mancha negra e uniforme, se observados de cima. Quem estivesse a cem passos de distância, e não tivesse conhecimento sobre aqueles demônios, provavelmente acharia que eram enormes urubus. De qualquer jeito, eles eram considerados símbolos de mau presságio.
Abriram suas enormes asas, com grande barulho e de maneira sincronizada. Sem demora, alçaram vôo. O Arauto e seus quatro seguidores foram para o sul, o resto partiu para o leste.
***
– Eu gosto muito da noite – falou Jean, interrompendo o longo silêncio. Ele estava estirado na areia, observando o céu. – Ver as estrelas me enaltece, aquieta meu espírito.
Vincent demorou a responder, pois estava comendo com ferocidade, quase sem sentir o sabor do alimento. Jean tinha lhe oferecido bolo, biscoitos e água, que ele aceitou de bom grado.
– Eu percebi que você melhorou o seu humor, assim que anoiteceu...
– Eu estava realmente nervoso e apressado. Mas, vendo você em uma situação mais complicada que a nossa, parei para pensar como tudo poderia estar pior. Acabei descontando a minha frustração na pobre garota, que de nada tem culpa...
– Quem é ela? – perguntou Vincent, olhando de soslaio para a menina que dormia, sem conseguir disfarçar sua curiosidade.
– É a filha de um fidalgo. O pai de Myra é o chanceler do Palácio de Ouro, em Agkar. Já ouviu falar?
– Eu já fui até lá. Passei por essa cidade-estado em uma de minhas viagens. É um lugar glorioso... – ele pareceu se perder em lembranças, mas logo voltou à realidade. – O que a filha de alguém tão importante faz aqui?
– Myra foi raptada por alguns soldados traidores. Os bandidos tinham conhecimento sobre a amizade que o chanceler tem com o rei. Aproveitaram-se disso para pedir um resgate dispendioso.
Jean parou de falar, quando a garota se mexeu ligeiramente. Vincent prendeu a respiração, começando a se interessar pela história e esquecendo os seus próprios problemas.
– Eu fui salva-lá. Consegui encontrar o esconderijo deles... – continuou Jean, com um tom de voz mais baixo e misterioso, quando Myra voltou a ressonar levemente. – Isso já faz alguns dias. Desde então, temos feito o caminho de volta para Agkar.
– A garota deve ter passado por maus bocados – falou Vincent, em um tom sombrio. Ele já estava acostumado a ouvir histórias tristes, e também vivenciá-las. A Grande Guerra estava repleta delas.
Myra estava completamente enrolada em um cobertor azul. Seu rosto lívido transparecia desconforto e preocupação, talvez estivesse tendo pesadelos. Vincent achou que ela aparentava ter dez ou onze anos, não mais que isso.
– Quanto é a recompensa? – perguntou Vincent, ainda olhando para a garota adormecida.
– Como assim? – indagou Jean, sem entender o que seu interrogador queria dizer.
– Quanto você vai receber? – perguntou novamente, dessa vez voltado para Jean e balançando a cabeça levemente na direção de Myra. – Por ter salvado ela! – completou.
– Nada, homem! Absolutamente nada! As moedas que me paguem um pão, já me bastam. Eu não preciso de fortunas, eu sou um viajante – começou ele, repentinamente bem humorado e falando como quem explica algo simples para uma criança. – Veja bem, eu estava de passagem por Agkar, visitando o Palácio. Logo que fiquei sabendo do ocorrido, fui imediatamente atrás dos raptores. Eles sabiam que seriam pegos se continuassem na cidade, por isso resolveram se refugiar em uma província relativamente distante. Deixaram uma carta anônima pedindo o resgate e foram embora. É muito provável que matassem Myra logo depois de receberem o dinheiro, em algum lugar previamente combinado.
– Acha mesmo que eles iriam matar uma garota indefesa?
– Tudo indica que sim – disse Jean, com os olhos tristes.
– Então, você está me dizendo que largou sua jornada para ajudar uma pessoa em terras desconhecidas? – Vincent se mantinha incrédulo. – Caçou esses bandidos, percorrendo planícies e montanhas, para salvar uma garota desafortunada? Você mal sabe quem ela é, e mesmo assim não pede nada em troca?
– Ela faz parte da minha jornada. Se eu não a ajudasse, não conseguiria suportar minha própria consciência – falou Jean, com uma expressão mortificada e ao mesmo tempo veemente. – Você não faria o mesmo?
– Acho que sim – respondeu Vincent, com a cabeça baixa, duvidando das próprias palavras.
***
Uma mulher gritava de dor, quebrando o silêncio de uma noite cálida. Vestia uma enorme armadura dourada e carregava uma espada na cintura. O Arauto a segurava pelos cabelos ruivos, arrastando a moça pela avenida deserta.
– Quer dizer que você não tem ninguém pra mim? – perguntou o demônio, com sua voz perversa e doentia.
– Vai para o inferno, seu miserável – respondia ela rispidamente, enquanto tentava suprimir os gritos de dor.
– Eleonora, você já jogou comigo antes. Conhece as regras.
As outras criaturas das trevas apenas observavam de uma curta distância. Nenhum deles se importava com o sofrimento da mulher, tampouco com a perversidade de seu mestre. Eram monstros sem alma, que apenas obedeciam e esperavam as próximas ordens.
O Arauto levantou Eleonora até a altura dos seus olhos. A mulher ficou pendendo no ar, pois o demônio possuía quase três metros de altura. A dor foi lancinante e perturbadora, fazendo-a gritar desesperadamente.
– Você cansou de jogar, não foi? Já que você não tem nenhuma alma fresca para mim... – falou ele lentamente, enquanto observava o rosto desesperado da guerreira. – Eu terei de ficar com a sua. É uma pena.
O que se seguiu foi muito rápido. O Arauto segurou a cabeça da mulher com muita força e olhou fixamente em seus olhos castanhos e inquietos. Ela se agitou freneticamente por alguns segundos, gritando e chorando, como quem sente uma dor repentina e insuportável. Não demorou muito para seu corpo ficar totalmente imóvel, duro e frio.
– Hoje em dia, eles não duram muito tempo. Será que falta fibra nesses povos bélicos? As minhas ligações com o mundo terreno estão acabando, isso é certo. Na verdade, eu estou começando a achar que a era dos tolos está acabando. Os grandes heróis se tornaram verdadeiros acomodados, desistindo de encarar o perigo e o sofrimento de uma vida eterna – discursava o demônio de maneira eloqüente, ainda segurando a mulher morta e rindo-se do seu feito.
O corpo de Eleonora finalmente foi jogado ao chão, caindo com um baque surdo. O seu rosto sem vida não era nem uma sombra do que já fora. Os dias de glória ainda podiam ser revividos em seu olhar vazio e aterrador.
– Acho que já está na hora de seguir os passos de Vincent. Se não me engano, ele só tinha sete dias. Vamos para Doria, rápido!
Os subordinados sorriram inexpressivamente e, seguindo O Arauto, mais uma vez alçaram vôo em direção à noite.
Quando o corpo de Eleonora foi encontrado, imóvel e sem nenhum ferimento mortal, os cinco demônios já eram pontos negros, invisíveis no céu escuro.
***
– Você não vai dormir? – perguntou Jean, mais uma vez quebrando o silêncio que já durava alguns minutos.
– Vou – respondeu Vincent, enquanto terminava de engolir sua refeição e bebia seu último gole de água quente, porém extremamente prazerosa.
Enquanto Vincent se cobria com os cobertores oferecidos a ele, perguntava-se como poderia existir uma variação de clima tão grande, em tão pouco tempo. Acomodou-se perto da fogueira, sentindo o calor aconchegante em suas costas e ouvindo o crepitar do fogo. Já estava quase adormecendo, quando ouviu a voz de Jean mais uma vez:
– Eu já te contei o que me fez parar nesse deserto. É o caminho mais rápido para chegar em Agkar e devolver essa menina ao seu lar. Mas e você, para onde está indo?
– Não sei ao certo – respondeu Vincent, depois de pensar um pouco. – O meu plano era buscar refugio nas minas de carvão, perto de Palmar, ao sudoeste. Mas acho que não daria tempo...
– Por que a pressa?
– Estou fugindo – respondeu de maneira lacônica, evitando falar sobre O Arauto, sua briga com Sirius e a quebra do código de honra.
– Eu pensava que todos os guerreiros de Doria eram grandes heróis, que serviam a sua cidade e lutavam pelo bem estar do seu povo – comentou Jean de maneira irônica, provocando a têmpera de Vincent propositalmente. – Não sabia que eles fugiam de sua cidade, para o mais distante possível, dessa maneira precipitada.
Vincent ficou sério, encarando Jean com extrema ferocidade. Parecia prestes a iniciar um duelo mortal, quando Myra acordou, quebrando o clima pesado entre os dois homens.
– Vocês falam muito alto... – comentou a pequena garota, enquanto se espreguiçava, com a típica altivez infantil da meninice.
O comentário dela foi seguido por um silêncio breve, porém incomodativo.
– Eu estava convidando o nosso novo amigo para vir conosco. Podemos partir logo que amanhecer e sair desse deserto em três ou quatro horas de caminhada. Depois é só atravessar o vale e chegaremos em Agkar – Jean falava rapidamente, sem tirar os olhos de Vincent. – Mesmo se pararmos para o almoço, estaremos lá antes que a lua possa ser vista no céu. É o suficiente para você, Herói?
Vincent acenou com a cabeça, concordando. Não entendeu por que Jean havia lhe provocado, mas seu aborrecimento desapareceu logo que ele olhou para Myra.
A garota transpareceu felicidade ao saber que estaria em casa no dia seguinte, substituindo seu olhar melancólico por um sorriso comovente. Os dentes brancos e pontudos da menina, resplandecendo em seu rosto inocente, acabaram por deixar Vincent desconcertado e impotente. Os olhos levemente estrábicos da garota, iluminados pela fraca luz do fogo, encontravam-se brilhando em angelical momento de profunda alegria.
Por algum motivo desconhecido, ele se lembrou da pintura na casa de Sirius. A luta entre o guerreiro e os três demônios, representação clássica do bem contra o mal. Porém, a lembrança foi embora tão rápida quanto veio.
Vincent não achou certo estragar essa felicidade com uma disputa sem fundamento. De repente, os seus próprios problemas pareceram pequenos. Myra não tinha culpa do seu destino trágico, ela não merecia estar naquele lugar horrível. Ao contrário dele, que cavou seus próprios erros irreversíveis, enterrando-se em eterna perdição.
Não disse mais nada e se acomodou para dormir, mais uma vez. Antes de adentrar no mundo dos sonhos, ouviu palavras serenas saírem da boca de Jean:
– Ainda é cedo, garota. Vamos lá, temos algumas horas de sono antes do amanhecer.
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Pessoal, eu fico realmente feliz em saber que tem gente que lia e não comentava. Mas, eu peço que, por favor, comentem a cada capítulo. Só assim eu posso saber quem está acompanhando, se estão gostando, no que devo melhorar, etc. Conto com a colaboração de vocês.
Esse Capítulo V me deu bastante trabalho. De tanto que li, reli, escrevi e reescrevi, nem sei se ficou tão bom quanto eu queria. Não deixem esse escritor no vácuo. Critiquem, eu lhes peço!
Antes tinha menos diálogos, pela falta de personagens interagindo. Agora, com a introdução de novos personagens, as coisas estão um pouco diferentes.
Opa, bom capítulo. Boas descrições e detalhes bem marcantes, a sua forma de dar a aparencia dos personagens está melhorando a cada capítulo, mas isso é inevitavel e isso é certamente muito bom para história que finalmente está ganhando rumo. Particularmente gostei muito do Arauto, acho que você só devia desacelerar um pouco o Vincent ele está muito digamos "fodão" e isso deixa o personagem muito parecido com alguns de anime, apesar disto ser questão de gosto.
Continua nesse caminho que está ficando muito legal. Ah, que sorte que o próximo sai dia 15, eu viajo pros EUA no dia 16 e ainda vai dar tempo de eu dar meu comentário...
Isso sempre acontece comigo. :PCitação:
Postado originalmente por Emanoel
Sim, o capítulo ficou excelente. Fluiu de uma maneira extremamente natural, provavelmente por ter vários diálogos, mas, de qualquer maneira, eu adorei.
Continue assim, abraços!
Adorei essa frase. Motivos pessoas =)Citação:
Ao contrário dele, que cavou seus próprios erros irreversíveis, enterrando-se em eterna perdição.
Quanto a história, estou gostando muito, não tem nem o que comentar direito! Alias, o clima meio "animê" que havia nos capítulos me atraiu...
Enfim, esperando novos capítulos!
errr... O que falar?
Talvez apenas: "Continue escrevendo desse jeito, tá ótimo, Etc e tals"
:P
bem, ta ficando bom desse jeito mesmo...
to gostando aki.
cap dia 15?
Opa! aew!
flws
abraços
Muito obrigado pelos elogios. Quatro comentários em uma semana já é um grande avanço. Espero que o ritmo do tópico continue assim!
Não tenho mais tanta certeza quanto à data do próximo capítulo. Eu resolvi viajar, me ocupei com outras atividades e, pela primeira vez em três meses, passei uma semana inteira sem escrever uma linha de O Arauto do Expurgo.
O meu temor é ter perdido o ritmo da história. Ainda bem que já deixei alguns diálogos e descrições prontas, e ainda preservo em minha mente o que pretendo completar desses esboços.
Eu gostaria muito de estar escrevendo agora, mas não consigo por as ideias no lugar. Estou em outro computador, em outra casa, tendo de suportar o barulho dos automóveis e os latidos dos cachorros. Digamos que eu não esteja em um ambiente favorável para criar um enredo envolvente. Até pouco tempo atrás, eu não acreditava que o clima de minha casa influenciasse tanto na minha inspiração e rendimento.
Estarei voltando de viagem em pouquíssimo tempo, e me empenharei para concluir o Capítulo VI e postar na data prevista. Se não conseguir, adiarei alguns poucos dias.
A opinião sobre o Vincent varia muito de leitor para leitor. Por sinal, um grande amigo meu (que lê a história, mas não tem cadastro no fórum) comentou que eu criei um protagonista exageradamente frouxo.
Eu tenho bastante trabalho nos diálogos desse personagem, pois o grande dilema do "ser herói" é um dos pontos principais da trama.
Já O Arauto é um personagem estereotipado. De inicio, ele não seria assim, mas eu precisei desconstruir a personalidade do demônio para que a história tivesse sentido e seguisse o caminho que pretendo tomar. Ele é mais do que título e vilão, é um símbolo.
Acabou se tornando muito fácil escrever as ações dessa criatura (totalmente imprevisível e sem escrúpulos), e ainda mais fácil gostar do personagem.
adorei a historia muito boa mesmo perfeito cara mas tb acho que tem poucos diálogos mas é muito boa mesmo cara muito bom o seu trabalho
Gotaria que aparecese algo sobre o Capitão Iglue quero saber mais sobre as histórias do Tibia acho que deveria ter mais sobre isso no site do Tibia ou do Tibiabr.
Obrigado.
Impossível. Essa história não se passa no mesmo mundo do jogo Tibia. Quanto ao Iglue, existem pouquíssimas informações sobre esse personagem. Acho que já li dois ou três fanfictions sobre ele, apenas histórias inventadas.
Na próxima vez, evite o post duplo, utilizando o botão Editar. :)
Desculpe a demora para comentar, mas li esta a algum tempo, mas não conseguia entrar na Internet, ou melhor dizendo, em sites, porque, minha Internet, está uma verdadeira bosta. Mas sem mais delonga, ai está.
Eu ri deste seu erro. A muito tempo, a palavra "úmido" deixou de ser escrita com "h". E mesmo assim, você ainda errou, naquela época, era sem acento.Citação:
Os demônios se reuniam em um covil húmido,
Mas o correto, atualmente, é "úmido".
"Presságio" tem acento.Citação:
De qualquer jeito, eles eram considerados símbolos de mal pressagio.
Agora, vamos à uma regra gramatical bem fácil de se utilizar, para você saber diferenciar "mau" de "mal".
O que se deve saber, quando não se sabe o que usar? Mau ou mal?
É simples, troque-o.
Mau=Bom
Mal=Bem
E no caso, não existe "bem presságio", então, o que nos leva a "mau presságio".
Espero que esse tipo de erro não apareça.
Apenas para constar os erros mesmos. Existem certas pessoas que não gostam disso, mas se você também pensa da mesma forma, me avise e eu paro.Citação:
-Estou fugindo – respondeu de maneira lacônica, evitando falar sobre O Arauto, sua briga com Sirus e a quebra do código de honra.
Está faltando um "i" em "Sirius".
Apenas uma dica para que sua estória não se afunde em um poço sem fundo. Eu duvido que você o cometa, mas é sempre bom alertá-lo.Citação:
Antes tinha menos diálogos, pela falta de personagens interagindo. Agora, com a introdução de novos personagens, as coisas estão um pouco diferentes.
Capítulos baseados em diálogos, fazem perder o brilho que uma estória ostenta. Por quê? Você se utiliza de um artifício simples, que lhe faz obter as mesmas informações que poderia passar em um parágrafo, só que de maneira mais difícil.
Ou seja, fica mais fácil escrever a estória.
Quanto ao capítulo...
Bem, esse capítulo, não teve nenhuma base de animes, mas há um ponto que acabo discordando. Sua história tem muitos heróis.
Essa frase retrata o que eu penso. "Eleonora" era uma heroína, Vicent, e muitos outros, parecem ser heróis nessa história. Heróis, não apareciam facilmente. Nem todos tem essa grande coragem.Citação:
-Eu pensava que todos os guerreiros de Doria eram grandes heróis
E bem, apenas um ponto para que você pense, sei muito bem que você estará estalando os dedos para responder, mas...
Se existissem tantos heróis, talvez, eles poderiam derrotar o "Arauto", e talvez, a Grande Guerra, teria sido definida em apenas uma batalha.
Sem muito o que comentar... A história segue bem escrita, eu continuo gostando.
Próximo?
Hovelst:king:
Não me incomodo com as correções, de maneira nenhuma! É sempre bom ver que a minha história está sendo analisada minuciosamente. Além disso, eu gosto de deixar tudo certo. Já consertei, obrigado!
Discordo, Hovelst. Eu tive muito mais dificuldade em escrever diálogos coesos e interessantes, do que simples parágrafos informativos. Creio que isso depende muito do enredo e do autor.
Não vejo isso como algo ruim. Ao contrário, é extremamente necessário para a continuação dessa história.
Quem sabe em outras aventuras, nesse mesmo "mundo", eu não tenha a oportunidade de mostrar outros povos e culturas? Talvez assim vocês entendam mais esses ditos "heróis".
Lembre-se que apenas eles, os guerreiros de Doria, se auto-denominam "heróis". Isso não significa nada para os outros povos. Bem, pretendo bater nessa tecla, no futuro.
Entretanto, prefiro não comentar muito, para não comprometer as surpresas dos próximos capítulos e/ou histórias.
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Desculpe, pessoal. Não vai ter capítulo por agora! Adiei para o dia 29, sem falta! Quero ter tempo suficiente para deixar a história bem estruturada.
Índice no primeiro post. ;)
Olha, Emanoel... O teu trabalho de reler e reescrever várias vezes surtiu efeito. É isso mesmo que um escritor deve fazer se quer que seu texto fique bom (e o teu texto ficou bom, não há dúvida disso).
Porém, não estou gostando do rumo que os teus personagens estão tomando... Olhe só:
"-Acha mesmo que eles iriam matar uma garota indefesa?
-Tudo indica que sim – disse Jean, com os olhos tristes."
Nessa parte eu pensei assim: "Ah... Por favor...".
O problema é que eles estão ficando idealizados demais... Como que o Vincent faz uma pergunta tão ingênua e tão óbvia assim sem dar sinais que era uma "pergunta retórica"?
E o Jean? Onde está a humanidade dele? Ele está mais pra um "herói", não um humano. Humanos erram, fazem besteira e, na maioria das vezes, pensam duas vezes antes de se lançarem em uma empreitada com altos riscos e ganho zero. Ainda mais no caso do Jean, que nem era da cidade onde a guria vivia.
E o Vincent ainda engoliu o que o Jean falou no final das contas, indagou pouco e não guardou desconfiança nenhuma aparentemente... Isso que mais me surpreende.
A história fica previsível dessa maneira, pois se dirige provavelmente rumo a dois pontos óbvios e opostos: Ou o Jean é mesmo o bonzinho ideal e previsível que diz que é, ou ele está mentindo, e nesse caso provavelmente as razões dele se provarão nada louváveis mas, no final, ele acaba tendo pena da menina e trai seus objetivos sombrios. ou então segue com seu plano, encarnando um vilão genuíno.
Lamento meu caro... Seu texto está bem estruturado, está realmente agradável de ler, a leitura flui e tudo mais... Mas você está abrindo mão da humanidade dos teus personagens (inclusive, acho uma tremenda pena você dizer que não vai explorar a personalidade do Arauto, perdendo assim uma grande oportunidade). Que mérito há em usar um personagem "símbolo", simples? Personagens humanos é que são interessantes... Estereótipos não...
Acho uma pena, de coração. Potencial desperdiçado...
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Gostei do ultimo capitulo, o unico problema é q ta me atrapalhando caçar ^^
Descupe não ter comentado antes. Gosto de ler vários capítulos de uma vez. Sua história está muito legal, estou gostando bastante.
Fico feliz de ver que esse tópico ainda não caiu! Agradeço os comentários. :happy:
Seguinte, ocorreram vários imprevistos e eu não pude concluir o próximo capítulo. Escrevi algumas páginas e ainda falta "lapidar" o texto.
O ano novo e diversos outros fatores andam me atrapalhando. Alguns familiares estão passando uns dias aqui em casa, o que tornou meio impossível fazer duas coisas que necessitam de paz: ler e escrever.
Para os que acham que eu desisti, nem sonhem com isso! Em breve, voltarei a postar os capítulos.
Li sua mensagem e pensei bastante. Posso até dizer que abriu meus olhos e influenciou na minha escrita. Estou me esforçando para melhorar nesse quesito. Agradeço por cada letra de uma critica sólida e coerente.
O Arauto do Expurgo
Capítulo VI
Veraneio
Chão e teto estavam salpicados de sangue. Bestas horrendas figuravam no cenário vermelho vivo. As criaturas demoníacas voavam em círculos, sobre dois homens que discutiam nervosamente.
Sirius encarava Vincent com uma expressão enojada. Sem desviar o olhar do seu rival, repetia insistentemente:
– Você traiu o código de honra, Vincent. Você entende o que isso significa?
– Eu ainda tenho alguns dias... Eu posso ganhar – respondia ele com uma voz chorosa e suplicante. – Eu mereço mais uma chance, eu mereço. Já fiz muito pelo nosso povo!
– Você sabe o que deve fazer. Vá embora! – disse Sirius, finalmente mudando o seu discurso.
Vincent tentou se aproximar do amigo e pedir desculpas, mas não conseguiu. Como que empurrado por um forte vento, seu corpo foi sendo arrastado rapidamente para trás.
– Não, por favor! – gritou, em sua última tentativa desesperada, enquanto era engolido por um buraco negro e frio.
***
Vincent se debatia furiosamente, grunhindo palavras indecifráveis.
– Você enlouqueceu? – perguntou Jean, enquanto tentava acorda-lo.
As tentativas de deter o corpo de um guerreiro indomável, que se agitava sobre os restos da fogueira no pequeno acampamento, eram ineficazes.
Finalmente percebendo que tudo não passou de um pesadelo, Vincent ficou imóvel e abriu os olhos. Sobre seu corpo, e com o rosto lívido de espanto, estava o homem que ainda o segurava com toda a força que podia.
– Pode me soltar – falou arfando.
Ainda assustado, conseguiu se levantar, enquanto lembrava-se das imagens e palavras de seu sonho aterrador. Suas pernas estavam bambas, e ele provavelmente teria caído se Myra não o segurasse pelo braço, com toda a energia que aquelas mãos pequeninas podiam reunir.
– Obrigado – disse ele, passando a mão distraidamente na cabeça da garota e desfazendo ainda mais o seu penteado.
– Você está bem? – perguntou Jean, com sincera preocupação. – Está pálido e tremendo.
– Estou ótimo – respondeu, com uma voz que não parecia ser dele, e sim vinda de um lugar muito distante e sombrio.
– Você parece abalado – completou Jean, em tom definitivo.
Repentinamente, Vincent olhou para o céu e depois para a areia quente do chão. Lembrou-se de um rosto demoníaco e, por dois segundos, pôde ouvir o som áspero do bater de asas podres. Ainda mantendo os olhos fixos na substância granulosa aos seus pés, teve a certeza que os seus dois acompanhantes olhavam para ele.
Myra continuou segurando sua mão tremula por alguns minutos, temendo que Vincent não conseguisse ficar em pé por muito tempo. Levemente aborrecido com toda aquela desagradável demonstração de compaixão, obrigou-se a falar algo:
– Amanheceu... – comentou, e ficou surpreso com sua própria voz fraca e abatida.
Vincent já parecia levemente melhor. Não tão aterrorizado como antes, mas ainda confuso e atordoado, como se tivesse sido atingido por um repentino soco de sorte. Em seus sentimentos mais profundos, ainda sobravam espaço para a vergonha e o medo crescente, que ele tratou de esconder.
Jean e Myra observavam o seu comportamento, em perplexa confusão. Em um acordo silencioso, selado através do olhar, decidiram não comentar sobre o assunto.
***
Já caminhavam por várias horas, sem trocar nenhuma palavra. Jean e Myra iam à frente, lado a lado. A garota se esforçava para acompanhar os passos largos do seu salvador.
Vincent encontrava-se dois metros atrás, seguindo preguiçosamente os passos de seus companheiros de viagem. Focava sua visão no chapéu impecavelmente branco de Myra, seguro em sua mão igualmente alva. Admirando o balançar do laço rosa, amarrado na base do objeto, pensava a todo instante: “Como continua tão limpo?”.
A paisagem desértica, aos poucos, tornou-se um chão gramado de um verde deslumbrante. Aos olhos dos viajantes, a natureza finalmente parecia viva. Agora, com o sol a pino, andavam em um vasto vale, ao lado de um rio cristalino.
– Hora de parar. Estou com fome – disse Jean, de repente.
Myra parou de caminhar imediatamente, e como quem esperava por isso fazia muitas horas, deitou-se a margem do rio. Depois de um longo suspiro prazeroso, fechou os olhos e fingiu dormir.
Vincent sentou ao lado da garota e, com as pernas cruzadas, perguntou categoricamente:
– O que temos para comer?
– Quase nada – respondeu Jean de maneira seca, sentando perto dos dois e depositando um pequeno recipiente no chão de terra. – Só sobraram alguns biscoitos.
Qualquer observador diria que aquele era o piquenique mais triste que já teve o desprazer de presenciar. Vincent e Jean comiam calados, enquanto Myra conformava-se com o forte cheiro da terra e a brisa suave.
Reparando em um estranho objeto, que parecia fortemente preso ao cinto de ferro que Jean sempre usava, Vincent lembrou-se do isqueiro e sua curiosidade foi rapidamente aguçada. Aproveitando o silêncio e a calmaria de ambos, ressuscitou a discussão do dia anterior:
– O que mais você tem aí? – perguntou, fingindo pouco interesse.
– O quê? – exclamou Jean, distraído.
– Além do isqueiro, o que mais... – e parou, percebendo como aquelas perguntas pareciam ridículas. Um guerreiro de Doria deveria honrar sua nação, jamais se interessando por magia negra ou o que quer que fosse.
Jean desistiu de uma das bolachas, que já estava na metade do caminho para a boca e foi devolvida ao recipiente. Sem disfarçar a satisfação de mostrar os seus utensílios, retirou um objeto incógnito da bolsa, outro menor do bolso direito de sua calça e mais um do cinto. Jogou todos ao chão, alinhados em sua frente.
O primeiro era prateado e cilíndrico, com um único botão discreto. Em uma de suas extremidades, estava algo que parecia um vidro arredondado e grosso. O segundo objeto era azul e igualmente redondo, porém bem pequeno e de aparência leve. Estava preso a uma frágil corrente e tinha ponteiros no seu interior. O terceiro parecia o mais letal, tanto que Vincent quase não conseguiu respirar, olhando do gatilho para o longo cano.
– Lanterna, bússola, revólver – apresentou Jean, com um sorriso no rosto. – Não é o tipo de coisa que vemos em todo lugar – e começou a falar rapidamente, apontando para cada um enquanto explicava suas funções. – O primeiro ilumina ambientes escuros, eu irei te mostrar quando tiver oportunidade. Esse instrumento do meio é capaz de identificar as direções norte-sul e o último é o meu preferido...
– É uma arma de fogo – falou Vincent, reconhecendo subitamente o objeto e surpreendendo Jean com seu conhecimento.
– Como sabe?
– Eu já vi algo assim em uma de minhas viagens... Eu era muito jovem. Vi um homem matar outro com um artefato muito similar – parou um instante, hesitando, e continuou – Foi horrível. Um duelo injusto, sem honra.
– Talvez o seu povo tenha que rever conceitos de justiça e honra – concluiu Jean, tentando manter a voz calma.
Vincent não contra-argumentou, pois estava mais preocupado com suas próprias ações e decisões. A essa etapa da viagem, já não tinha mais certeza se fazia o certo em tentar sobreviver. Todo instante, ouvia a voz rouca de Sirius ecoando em sua mente.
A essa etapa da demonstração, Myra tinha aberto um de seus olhos e observava atenciosamente de Vincent para Jean. Quando o primeiro percebeu que ela permanecia acordada e atenta, o seu olho curioso fechou-se subitamente. Encolheu-se na relva, temendo alguma reprovação.
Não houve mais conversas. Comeram o que lhes restava e beberam água limpa e pura do rio. Vinte minutos depois, já estavam caminhando novamente na direção de Agkar.
Bem, pareceu-me um capítulo transitório, de ligação... E a qualidade do texto não decaiu.
Esperando o próximo capítulo. ;)
Gostei bastante.
A partir desse nível em que a tua história está, tu ja pode tentar imitar "livros de verdade", que contém capítulos bem mais extensos que esses que nós postamos no fórum. Sabe o que você ainda pode fazer (se é que já não está fazendo)? Começar a conduzir a tua história com um planejamento mais preciso.
Ou seja, colocando detalhes estratégicos que só farão sentido em um ponto mais adiante na história. Mais ou menos como tu está fazendo com relação à contagem regressiva do Vincent e do trato que ele fez com o Arauto, porém usando esse recurso em detalhes mais descartáveis, entende? Em pontos não-cruciais da história.
Claro, isso só será possível se tu tiver a certeza que a história não terminará abruptamente. Mesmo assim, aquela sensação de "Hmm... Entendi o que aquilo significava..." depois de um período de mistério e dúvida, é muito interessante. Até poderia dizer que essa sensação fica ainda melhor quando um mistério desses é resolvido pelo leitor quando os personagens da história ainda estão na ignorância.
Mas isso é só uma dica, eu acho. Tu faz se quiser.
De resto, só falta falar que nesse capítulo as ações dos personagens realmente convenceram (ficaram realistas, especialmente no que diz respeito a tom de voz e gestualidade), sem contar o bom uso de sinônimos (substância granulosa ao invés de areia), e essas frases:Citação:
"-Estou ótimo – respondeu, com uma voz que não parecia ser dele, e sim vinda de um lugar muito distante e sombrio.
"
Citação:
"Qualquer observador diria que aquele era o piquenique mais triste que já teve o desprazer de presenciar."
que me chamaram a atenção. (sendo que na primeira frase, aquele "e sim vinda" ficou meio estranho.)Citação:
"Admirando o balançar do laço rosa, amarrado na base do objeto, pensava a todo instante: “Como continua tão limpo?”
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Esse é um dos RPs mais interessantes que já li. Apesar das falhas nos primeiros capítulos (já apontadas por Melgraon), melhorou muito nos seguintes.
Se cada capítulo vier a cada duas semanas, o próximo virá dia 26 (véspera de meu aniversário :P), certo?
Estou ansiosa para ver como essa história vai continuar...
~Luna
É bom ter algo para ler de vez em quando...
Realmente, estava a pensar sobre isso. Você deveria cortar esse papo de “salvador”. Há sempre o porquê de se fazer alguma coisa, ainda mais quando você faz isso, pode colocar sua vida em risco. Então por que fazer isso, como se fosse uma boa ação?Citação:
A garota se esforçava para acompanhar os passos largos do seu salvador.
Se ela é da aristocracia, não haveria uma recompensa? Não seria a ambição de Jean que o levaria para salvar Myra. Seria ele um salvador, ou apenas um caçador de recompensas?
Não existem salvadores.
Ele não conseguiria enxergar nem se estivesse em linha reta, como creio que estão. Dois quilômetros é uma grande distância para conseguir não? Conseguiria ele discernir cores tão bem, ou seriam apenas corpos.Citação:
Vincent encontrava-se dois quilômetros atrás, seguindo preguiçosamente os passos de seus companheiros de viagem. Focava sua visão no chapéu impecavelmente branco de Myra
Apenas pra mostrar os erros mesmo. Todo “que” antes de pontos são acompanhados de acento circunflexo.Citação:
-O que? – exclamou Jean, distraído.
Por que lhe parecia letal? Por que não conseguiu respirar? Qual foi exatamente a reação que Vincent teve após ver aquele objeto?Citação:
O terceiro parecia o mais letal, tanto que Vincent quase não conseguiu respirar, olhando do gatilho para o longo cano.
Pelo menos para mim não pareceria nada se eu não soubesse o que exatamente é isso e o que faz. Os leitores não podem adivinhar isso, você tem que os fazer saber o porquê da reação.
E seguindo a linha de raciocínio, temos outro trecho:
Como ele sabe exatamente o nome que é dado para o “utensílio”? Se ele não teve uma conversa sobre isso com alguém. É meio improvável ele dar o nome exato para a arma...Citação:
É uma arma de fogo – falou Vincent, reconhecendo subitamente o objeto e surpreendendo Jean com seu conhecimento.
Vendo através dos vários capítulos de sua história, ficou claro para mim, que o povo de Doria é orgulhoso, e creio que eles não deixariam ninguém fazer escárnio de suas tradições, cultura ou qualquer coisa que lhes pertencer, mas Vincent passou batido nisso, como se isso não ferisse seu orgulho e honra.Citação:
-Talvez o seu povo tenha que rever conceitos de justiça e honra – concluiu Jean, tentando manter a voz calma.
Enfim, é mais ou menos isso. Mas me responda uma coisa, qual o significado do nome do capítulo?
Sei exatamente o que é “Veraneio”, mas me pergunto onde está acontecendo isso? Você não deu sinais de que o verão estava passando. Então, como o nome do capítulo, ou seja, o ponto-chave que o traduz, é impróprio se você não deixou claro que isso realmente ocorre...
Mais um capítulo apenas. Ou melhor dizendo, de ligação. Mas que serve para você ir melhorando. Eu gostei bastante. Sua escrita está melhorando pacas.
Próximo?
E foi... Esse foi mais um capítulo que não estava em meus planos originais, mas eu senti a necessidade da existência de Veraneio.
Bem, eu costumo postar os capítulos no sábado (não me pergunte o porque disso), mas ainda estou sofrendo da síndrome-da-casa-cheia e creio que não conseguirei concluir o próximo em apenas duas semanas. Talvez no dia 2 de fevereiro.
Eu me esforço. Considero um erro ter postado minha história aqui tão abruptamente. Foi um momento de ímpeto, e eu nem parei para pensar que deveria ter imaginado todo o roteiro bem antes, e planejado nos mínimos detalhes. O bom é que está sendo um desafio para mim. E sinceramente, sinto-me um escritor bem melhor do que no dia seis de novembro de 2007, quando iniciei essa saga.
Espero surpreender e divertir os leitores com os próximos capítulos.
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Hovelst: Você faz muitas perguntas, e é sempre difícil responder sem acabar entregando algo importante para a história. Em primeiro lugar, não eram quilômetros, e sim metros. Eu me enganei terrivelmente com as medidas. Também corrigi o "que". Obrigado por apontar os erros.
Vincent viu alguém usar esse tipo de arma, e considera uma tremenda covardia e falta de consideração com o seu adversário. Ou seja, um ato abominável.Citação:
Postado originalmente por Hovelst
No texto, não ficou claro se ele teve algum outro contato, ou aprendeu algo sobre armas de fogo. Mas não acredito que seja surreal ele saber o nome do objeto... Afinal, Vincent já participou de guerras e é um sobrevivente.
Sinceramente, ainda estou pensando se vou continuar introduzindo essa lembrança na história ou deixarei em aberto.
Vincent está mudando, já não é mais o mesmo. O que era convicção tornou-se dúvida. As constantes indagações tornam o personagem confuso e desacreditado. O fato de estar no limite, e ainda depender de outro ser humano para sobreviver, pode mudar a personalidade do guerreiro mais orgulhoso.Citação:
Postado originalmente por Hovelst
Acredito que todos fraquejam pelo menos uma vez na vida, e passam a não ter tanta certeza sobre suas verdades. É isso que acontece com Vincent.
Todos os nomes dos capítulos são grandes brincadeiras (eu até pretendo mudar alguns quando a história estiver concluída, para deixar mais padronizado e elegante). Eu pensei em um jeito de inserir no enredo uma comparação entre o cenário paradisíaco e a estação mais comemorada do ano.Citação:
Postado originalmente por Hovelst
Estando no deserto, ninguém vai ficar imaginando se é verão ou não... Mas observando uma paisagem verde, com um rio cristalino, eu logo penso em que época do ano estamos.
A transição de um lugar infernal para outro muito mais ameno... Até pareceu que a jornada deles estava sendo divertida e prazerosa, e era isso que eu iria pensar, se observasse três pessoas em um "piquenique".
Por que não inserir essa informação no título? Foi isso, eu fiquei satisfeito com o artifício.
Quem está lendo, comente, por favor. :)
VC É BOM. QUE CRIATIVIDADE... CONTINUE ASSIM !
VCSÓ TEM A AGREGAR NESSE FÓRUMMMMM
UM ABRAÇO TD DE BOM
Infelizmente não tive a oportunidade de ler todo o seu roleplay, mas posso lhe dizer sem maiores postergações que está muito bem redigido, com as exceções preteritamente mencionadas.
Saudades do Roleplay. Eu comecei escrevendo um roleplay aqui e decidi então torna-lo um livro. Na verdade o livro está BEM diferente da versão original, mas modéstia a parte, está bem melhor, a trama está mais entrelaçada e os acontecimentos instigam as pessoas a lerem mais e mais para desvendar o mistério. Já passaram de 50 páginas do Word e ainda nem cheguei na metade.
Bom, agora que fiz essa propaganda descarada no seu tópico :o, só posso lhe dizer para continuar com a mesma qualidade que observei no seu primeiro post desse tópico. Tem tudo para ser, no mínimo, uma história bem redigida.
cara muito bom
muito bom msm seu rp xD
mas aqui demora pra posta o otro não to ansioso xD
abraço vei
Emanoel só curtindo o carnaval e esqueceu da gente, né?
Brincadeirinha...:yelrotflm
Sei que você não teve tempo esses dias, mas ninguém aguenta essa espera. Já estou morrendo de raiva do Dard Drak por causa do capítulo que ele está devendo desde o ano passado de Amor Eterno... Conflitos Insolúveis.
Tomara que a situação aí em casa se resolva logo, e seu RP não seja igual a tantos outros sem final.
E perdão pela impaciência e por esse post tão rude...:wscared:
~Luna
Eu fico feliz em saber que tem gente esperando anciosamente. O problema dessa vez foi com meu computador... Ele simplesmente não quer ligar! Por sinal, eu estou usando outra máquina daqui de casa.
Infelizmente, não consegui fazer um backup dos capítulos VII em diante. Não tinha muita coisa escrita, mas já foi o bastante para eu não ter vontade de recomeçar o capítulo do zero. Espero que o problema não seja grave e que eu não perca nada da memória.
Os capítulos já postados e alguns esboços estão guardados no meu antigo MP3. Se demorar muito, eu volto a escrever e postar atráves desse computador mesmo. Fiquem no aguardo.
Por isso mesmo estou com raiva dele...
E sinto muito pelo seu computador, Emanoel. Tomara que você consiga fazer backup de seus arquivos. Eu já tive que formatar o computador uma vez, e é péssimo quando não se pode recuperar tudo.
Até quando for possível!
~Luna
O Arauto do Expurgo
Capítulo VII
Êxtase
– Já estamos chegando? – perguntou Myra, esperançosa, pela sexta vez naquele dia.
– Falta pouco – respondeu Jean, não tendo certeza sobre a veracidade de sua resposta.
Quanto mais andavam, mais árvores surgiam. De maneira sutil, foram engolidos por uma floresta espessa e frondosa. Muitas plantas desconhecidas e de aparências perigosas exibiam os seus espinhos. Além disso, para dificultar ainda mais a caminhada, o relevo terrestre aumentava gradativamente, formando uma grande rampa natural, levemente inclinada para cima, que obrigava os viajantes a andarem vagarosamente.
Vincent percebeu que Jean ficava mais irritado a cada passo. Estava quase tão nervoso quanto no dia anterior, em que se conheceram. “Essa é a têmpera de um grande líder. Ele fica tenso ao perceber que a situação está fugindo ao seu controle”, pensou o guerreiro de Doria, em um misto de espanto e admiração pelo seu novo companheiro.
Enquanto eles atravessavam uma pequena clareira, Myra sentou no grosso tronco de uma árvore tombada e decretou chorosamente que não conseguia mais andar. Jean, apressado e não encontrando alternativa, decidiu levar a garota em suas costas. Com as vestes sujas de limo e o cansaço estampado no rosto, ela agradeceu a ajuda com um tímido e silencioso sorriso.
***
O Arauto e seus quatro seguidores pousaram suavemente no telhado da casa mais alta. Não demorou muito para todos os habitantes da região acordarem com uma terrível sensação de medo e dor.
O demônio ouviu gritos e passos apressados. Do chão uma voz forte se ergueu:
– Desça aqui, eu quero falar com você.
Lá em baixo, Sirius mantinha uma expressão corajosa. Ele estava pronto para defender Doria a todo custo.
***
– Chegamos! Finalmente, chegamos!
Jean gritava a plenos pulmões, a felicidade estampada em seu rosto era inegável. Vincent compartilhou de sua alegria, logo que se aproximou do que parecia ser mais uma clareira e olhou atentamente a paisagem. No chão, o fim da floresta e um grande declive arenoso, no horizonte, uma pequena planície se estendia aos seus olhos e a imponente cidade-estado Agkar se destacava ao fundo.
Myra, que cochilava a alguns minutos, acordou com os gritos e chorou copiosamente ao ver sua cidade natal tão perto.
– Eu serei seus pés até lá, Myra... – disse Jean, percebendo que a garota soluçava descontroladamente. – Vamos apertar o passo! – bradou para Vincent, tentando conter o seu alívio de estar tão próximo.
– Eu nem sei como te agradecer – disse Vincent, corando levemente.
– Agradecer?
– Sim. Em poucas horas, você me ensinou o que é ser um herói. Eu sempre lutei pelas regras, pelo meu povo... E nunca parei para pensar no que era realmente certo ou errado. Eu vivia no escuro, entende?
– Acho que sim – respondeu Jean, deixando escapar um sorriso.
– Agora eu sei que participar de guerras, obedecer a diretrizes ou lutar com honra não me faz ser um verdadeiro herói – continuou Vincent. – Você desviou do seu rumo e salvou essa garota, sem pedir nada em troca. Você sim merece esse título, Jean.
Myra mal ouvia a conversa, seus olhos lacrimosos se mantinham fixos em Agkar. A cidade, vista a essa distância, parecia cintilar. O Palácio de Ouro, enorme e deslumbrante, se destacando entre as construções menores, já podia ser visto facilmente.
***
Sirius avançou, atacando com suas garras afiadíssimas. Seu braço inteiro adentrou o peito da criatura demoníaca e saiu do outro lado.
– Vincent estava certo. Você não é perigoso, não pode tocar em ninguém... – falou Sirius, sentindo um estranho formigamento na parte do seu corpo que permanecia dentro do Arauto. – É como se estivéssemos em lugares diferentes... Apenas sua sombra pode vagar por esse planeta.
– Quer dizer que você me fez descer do telhado só para experimentar a sensação única de estar dentro de mim? – comentou O Arauto, enquanto recuava alguns passos, se desvinculando das garras de Sirius. – Conclusão patética. Eu esperava mais de um guerreiro de Doria – concluiu, sorrindo debochadamente.
A rua estava praticamente deserta. Os outros quatro demônios voavam baixo, invadiam casas e aterrorizavam os moradores, procurando pistas sobre a localização de Vincent.
– Ele não está aqui – disse Sirius, entendendo a movimentação.
– Eu já percebi... Vincent me garantiu que iria se sacrificar, maldito mentiroso – rosnou O Arauto. – Admito que acreditei nele, estava achando que nosso grande herói passaria os últimos dias de sua vida em Doria.
– Eu o expulsei do vilarejo – esclareceu Sirius.
O Arauto riu. Não pareceu duvidar, mas achou a situação engraçada.
– Qual é o acordo? Vamos, me conte – perguntou Sirius em tom persuasivo, tentando aproveitar o momento de distração.
– Eu sei que você nunca aceitaria. Tem toda aquela coisa sobre honra... – falou em tom irônico, enquanto se aproximava lentamente de Sirius. – Vincent foi o único de Doria que selou o acordo comigo – completou, com um sorriso provocante.
– Me fale sobre o acordo e eu te digo para onde ele foi. Aposto que posso ajudar em suas buscas – retorquiu Sirius, com uma expressão decidida. Ele já podia sentir o mau hálito da criatura, mas não ousou recuar e interromper o diálogo.
O Arauto estava a apenas alguns centímetros de distância e mantinha-se curvado para ficar mais próximo do rosto de Sirius. Olhando fixamente para ele, concluiu:
– Mentiroso. Você não sabe onde Vincent está.
***
– Do que você foge, Vincent? – Jean disparou a pergunta que estava entalada em sua garganta.
Vincent desviou o olhar e, por quase um minuto inteiro, fingiu estar distraído com um pequeno inseto que incomodava Myra. Percebendo que Jean ainda o encarava, esperando uma resposta, ele resolveu contar:
– Eu sou um homem amaldiçoado... – disse, contrariado. – Eu só tenho mais cinco dias de vida.
– Cinco dias? – perguntou Jean, parando de andar e compreendendo tudo instantaneamente. – O Arauto?
– Como você... Quer dizer, você sabia? – exclamou Vincent, muito surpreso.
– Só podia ser... Eu já imaginava, mas não tinha certeza – falou Jean, com um tom de voz levemente nervoso. – Veja bem, Vincent... Nós estamos muito perto, mas você não vai poder entrar pelo portão principal... Todo mundo vai saber e ele vai te achar, entende?
– Então você sabe sobre o acordo? – indagou desconfiado.
Jean levou a mão direita até o revolver em sua cintura e, depois de vacilar por alguns segundos, apontou a arma para Vincent. O suor escorria em seu rosto, seus olhos semicerrados não piscavam e sua mão se mantinha imóvel, tão incrivelmente paralisada como uma pedra fixada ao chão.
– Mais do que você imagina – respondeu, antes de disparar um tiro certeiro na testa do seu companheiro.
***
Houve um longo silêncio, interrompido apenas pelo rápido farfalhar de asas podres. O Arauto pareceu devanear, entrando em um tipo de transe. Foi como se sua mente estivesse esquecido o corpo e viajado para um lugar muito distante. Seus olhos, imaculadamente brancos, estavam mais vazios e inexpressivos do que o habitual.
Sirius estranhou o comportamento e transpareceu intimidação. Temeroso, abaixou a cabeça e recuou alguns passos. O demônio não percebeu a movimentação dele, mas não demorou muito para voltar ao normal. Aproximando-se um pouco mais, falou com uma voz áspera:
– Ele morreu. Foi agora, eu não sinto mais... Vincent está morto – e a boca se abriu em um sorriso trêmulo.
Sirius adotou uma expressão impassível. No fundo, estava abalado, mas não deixou transparecer suas dúvidas e preocupações.
***
Muito distante de Doria e bastante próximo dos grandes portões de Agkar, um tiro foi ouvido. Logo depois, Myra gritou ensandecidamente, e seu grito foi tão forte quanto à dor e o medo que sentia.
Vincent estava caído no chão. Morto.
------------------------------
O capítulo acabou saindo um pouco diferente do original, devido a mudanças de última hora. Eu reduzi pelo menos umas duas páginas, deixando algumas informações para o futuro. Espero que tenha ficado bom.
Vou tentar não atrasar tanto a partir de agora. Obrigado pela paciência de todos.
Comentem!
Um capítulo muito bom, ao meu ver. Não é cansativo, mas eu acho que poderia ter colocado mais informações nesse capítulo, que ficou de certa forma um pouco ' vazio '.
Será mesmo que os dois amigos, depois de quase se matarem, distanciarem, etc, ainda se gostariam? Acho que não, mas mesmo assim acho que a culpa não deixaria Sirius fazer isso. Acho.Citação:
Sirius avançou, atacando com suas garras afiadíssimas. Seu braço inteiro adentrou o peito da criatura demoníaca e saiu do outro lado.
-Vincent estava certo. Você não é perigoso, não pode tocar em ninguém... – falou Sirius, sentindo um estranho formigamento na parte do seu corpo que permanecia dentro do Arauto. – É como se estivéssemos em lugares diferentes... Apenas sua sombra pode vagar por esse planeta.
-Quer dizer que você me fez descer do telhado só para experimentar a sensação única de estar dentro de mim? – comentou O Arauto, enquanto recuava alguns passos, se desvinculando das garras de Sirius. – Conclusão patética. Eu esperava mais de um guerreiro de Doria – concluiu, sorrindo debochadamente.
A rua estava praticamente deserta. Os outros quatro demônios voavam baixo, invadiam casas e aterrorizavam os moradores, procurando pistas sobre a localização de Vincent.
-Ele não está aqui – disse Sirius, entendendo a movimentação.
-Eu já percebi... Vincent me garantiu que iria se sacrificar, maldito mentiroso – rosnou O Arauto. – Admito que acreditei nele, estava achando que nosso grande herói passaria os últimos dias de sua vida em Doria.
-Eu o expulsei do vilarejo – esclareceu Sirius.
O Arauto riu. Não pareceu duvidar, mas achou a situação engraçada.
-Qual é o acordo? Vamos, me conte – perguntou Sirius em tom persuasivo, tentando aproveitar o momento de distração.
-Eu sei que você nunca aceitaria. Tem toda aquela coisa sobre honra... – falou em tom irônico, enquanto se aproximava lentamente de Sirius. – Vincent foi o único de Doria que selou o acordo comigo – completou, com um sorriso provocante.
-Me fale sobre o acordo e eu te digo para onde ele foi. Aposto que posso ajudar em suas buscas – retorquiu Sirius, com uma expressão decidida. Ele já podia sentir o mau hálito da criatura, mas não ousou recuar e interromper o diálogo.
O Arauto estava a apenas alguns centímetros de distância e mantinha-se curvado para ficar mais próximo do rosto de Sirius. Olhando fixamente para ele, concluiu:
-Mentiroso. Você não sabe onde Vincent está.
Rá, cada vez ficando mais interessante o acordo, mas se o Arauto é como pareceu ser até agora, não acho que seja difícil muitas pessoas saberem sobre o acordo, mas como não sabemos nada sobre o tal, eu fico quietinho por enquanto.Citação:
-Do que você foge, Vincent? – Jean disparou a pergunta que estava entalada em sua garganta.
Vincent desviou o olhar e, por quase um minuto inteiro, fingiu estar distraído com um pequeno inseto que incomodava Myra. Percebendo que Jean ainda o encarava, esperando uma resposta, ele resolveu contar:
-Eu sou um homem amaldiçoado... – disse, contrariado. – Eu só tenho mais cinco dias de vida.
-Cinco dias? – perguntou Jean, parando de andar e compreendendo tudo instantaneamente. – O Arauto?
-Como você... Quer dizer, você sabia? – exclamou Vincent, muito surpreso.
-Só podia ser... Eu já imaginava, mas não tinha certeza – falou Jean, com um tom de voz levemente nervoso. – Veja bem, Vincent... Nós estamos muito perto, mas você não vai poder entrar pelo portão principal... Todo mundo vai saber e ele vai te achar, entende?
-Então você sabe sobre o acordo? – indagou desconfiado.
Apenas para ajudar um pouco, como eu disse antes, ele ainda se sente culpado, acho que não diria que sabia sobre o Vincent, blefando ou não, mas é apenas o meu ponto de vista.Citação:
Houve um longo silêncio, interrompido apenas pelo rápido farfalhar de asas podres. O Arauto pareceu devanear, entrando em um tipo de transe. Foi como se sua mente estivesse esquecido o corpo e viajado para um lugar muito distante. Seus olhos, imaculadamente brancos, estavam mais vazios e inexpressivos do que o habitual.
Sirius estranhou o comportamento e transpareceu intimidação. Temeroso, abaixou a cabeça e recuou alguns passos. O demônio não percebeu a movimentação dele, mas não demorou muito para voltar ao normal. Aproximando-se um pouco mais, falou com uma voz áspera:
-Ele morreu. Foi agora, eu não sinto mais... Vincent está morto – e a boca se abriu em um sorriso trêmulo.
Sirius adotou uma expressão impassível. No fundo, estava abalado, mas não deixou transparecer suas dúvidas e preocupações.
Então, acho que se o Vincent fosse pro além, encontrasse com o Arauto e fizesse um acordo pra voltar a viver e o caralho a quatro ia ficar muito clichê, mas é você quem sabe. Isso se ele voltar a viver, mas...
Como eu disse antes, muito boa a história, continue melhorando ÇENPRE ;)
Ahhh ele morreu que sem graça ;\
Belo capítulo. Não houve nenhum erro, se tirarmos um ou dois de acentuação. Quanto ao enredo, pareceu-me bom, ainda que inverossímil na parte do diálogo entre Vincent e Jean.
[QUOTE] -Eu nem sei como te agradecer – disse Vincent, corando levemente.
-Agradecer?
-Sim. Em poucas horas, você me ensinou o que é ser um herói. Eu sempre lutei pelas regras, pelo meu povo... E nunca parei para pensar no que era realmente certo ou errado. Eu vivia no escuro, entende?
-Acho que sim – respondeu Jean, deixando escapar um sorriso.
-Agora eu sei que participar de guerras, obedecer a diretrizes ou lutar com honra não me faz ser um verdadeiro herói – continuou Vincent. – Você desviou do seu rumo e salvou essa garota, sem pedir nada em troca. Você sim merece esse título, Jean.[QUOTE]
Improvável que isso acontecesse. Eu não consigo enxergar esse tipo de conversa. O que realmente aconteceria seria Vincent sentir inveja, mas mesmo que ele “admirasse”, ainda sim não o vejo falando isso ao Jean.
E uma coisa que me incomodou nesse capítulo foi o estilo que você adotou, pois não conseguia me deter em um ponto da história, mudando sempre de cenário, não consegui me concentrar na história. Ficou estranho. A leitura se torna um pouco cansativa, quando fica-se mudando de cenário quando você começa a se concentrar em tal ponto.
Mas eu fiquei muito puto o maldito Deco Pally, que teve a felicidade de comentar:
A Internet carregou e não sei o que aconteceu, não estava no início da página, mas sim, no fim, e o que acabo por ler. Que ele morreu.Citação:
Ahhh ele morreu que sem graça ;\
Que desgraça. Associei direto ao Vincent, e acabou por perder a graça do capítulo.
E álias, o próximo capítulo, é o último não?
Finalmente uma história vai terminar nessa seção.
Hovelst
Obrigado pelas críticas e especulações, EleMenTals e Hovelst.
Deco Pally, você está acompanhando minha história? Foi o seu primeiro post nesse tópico... E, afinal, qual o motivo de sua insatisfação? Não me diga que gostava do personagem... :P
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Eu utilizei o mesmo artificio nos capítulos V e VII: mudança no foco da narrativa. Não queria escrever um capítulo para cada "cenário", então preferi fazer assim. De qualquer forma, acho que não vou mais precisar disso.
O Arauto do Expurgo vai ter fim, eu garanto, mas o próximo capítulo não será o último. O que vem por aí é uma "nova fase" da história, e eu vou me esforçar para tornar a narrativa ainda mais interessante, além de criar o clima para um bom desfecho. Estou planejando, pelo menos, mais uns cinco capítulos.
Sim, sempre olho as histórias desta seção... sou quase um fantasma... quase nunca comento, eu axei que ele iria matar o Arauto xD
Li até o capítulo 3, a historia é bem involvente, quando tiver tempo livre eu leio o resto xD
Fiquei meio decepcionada com a morte de Vincent. Ainda acho meio cedo pra isso... a menos que o Arauto busque outra vítima. Ou então...
Conjecturas à parte, estou ansiosa pelo próximo capítulo. Continue escrevendo!
Gostei do capítulo apesar dos clichês. Essa coisa da honra e do "herói" me dá nos nervos, mas tudo bem. (Isso sem contar que essa postura do Vincent, de adular o Jean... Não consegui engolir, discurso meio ingênuo demais.)
E olha... Não sei como era o "capítulo original", mas, ao contrário do que disse o pessoal até agora... Eu digo que matar o personagem dito "principal" foi a melhor coisa que tu já fez na tua história até agora (e o modo como a morte dele aconteceu foi muito bom. Dificilmente teria morrido de um jeito melhor.).
O pessoal ta acostumado a ver histórias com um personagem principal fixo, daqueles que tu sabe que dificilmente vai morrer sem que seja em um grande evento da história... Isso é um problema que tu acabou de resolver. Ou seja, de agora em diante os que lerem a tua história vão ter em mente que tu não te apega a personagens, e sendo assim o suspense envolvido é bem maior, pois o enredo fica mais imprevisível.
Os leitores agora sabem que podem esperar qualquer coisa de ti, e isso é bom.
Mas eu ainda te peço pra pegar leve nos clichês... Olha bem o que tu vai fazer, hein...
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I