Ah maravilha, está rp ta uma obra de arte, perfeito
Esperando prox cap xD
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Ah maravilha, está rp ta uma obra de arte, perfeito
Esperando prox cap xD
Muito bem descrito cada cena e ação, very good...
Dard* :)
Sabe, minha falta de tempo para comentar em algumas histórias acabou saturando minha "cota de exigência" e vou descontar tudo isso em você, se prepare que hoje não passa NADA!
Depois de reticências deve-se começar com letra maiúscula. Eu avisei.Citação:
Duas horas... mais que o suficiente
Eu já li isso uma vez x)Citação:
Encostado em sua nave, um veículo preto de cinco metros; contados do bico fino e quadrado às duas turbinas redondas, com dois metros de altura; cabine centralizada perto da extremidade anterior; e duas grandes asas diagonais armadas com mísseis, metralhadoras e canhões de plasma. Ele admira o grande mar de areia que ondula e desfaz com as lufadas do vento quente e forte.
ajuda o piloto em sua navegação, e o acionamento do controle manual.
Vírgula no lugar errado. Ela deveria estar antes do "mas".Citação:
...Ele admira por algum tempo um dos satélites naturais que rodeiam Vênus mas, logo se distrai com um pequenino ponto negro que circula pelo céu.
Nada de errado, apenas uma questão estética. Seria mais agradável que houvesse uma vírgulas após "pavilhões" e o verbo fosse colocado no gerúndio.Citação:
Em uma queda fulminante, a nave corta o céu à frente da torre disparando dois mísseis para um dos pavilhões e sobe novamente para a claridade do céu.
"...Pavilhões, subindo novamente...".
Questão estética denovo. Em minha opinião ficaria melhor: "...Rastro de fumaça deixado pelos mísseis...". E escancarar quer dizer arrombar e arrombar significa abrir abruptamente, ficou esquisito.Citação:
Os olhos arregalados do guarda acompanham o rastro de fumaça que os mísseis deixam no ar e sua boca se escancara ao ver a explosão de fogo e destroços em um dos prédios do presídio.
Quando uma frase se depara com tantas vírgulas a mais importante é "promovida" a ponto-e-vírgula. "...Incessantemente sua visão; que não para nem por um segundo, e, ao deparar com a rápida...".Citação:
Seus braços acompanham incessantemente sua visão, que não para nem por um segundo, e, ao deparar com a rápida sombra que corta o ar
Ficou um pouco estranho a continuação após o "e".
Amei x)Citação:
Um mergulho vertiginoso para a cadeia e a nave pára a poucos metros do chão flutuando graciosamente no ar, possibilitando a vista de dezenas de rostos alegres nas impenetráveis janelas de concreto e ferro de um dos pavilhões. Então, com maldade na face, o homem aperta um dos botões no painel de controle e admira o milagre da água para o vinho a sua frente... As feições de surpresa e felicidade tornam-se de pânico e horror ao verem o míssil se desprender de uma das asas e voar mortal em sua direção, abrindo um grande buraco na parede e levando a vida de muitos.
Tempos distintos em uma mesma frase, isso não pode não. "...Se encontrava no solo quando a nave negra pousou suavemente...".Citação:
Nenhum policial se encontrava no solo quando a nave negra pousa suavemente
Virgulinha no lugar errado, antes de "mas" SEMPRE! Não me lembro de nenhuma excessão agora.Citação:
Os gritos de medo e de pedidos de ajuda que saem dos dois lados do corredor ecoam por toda sua extensão mas, não abalam o jovem, que mantém seus braços relaxados e seu ritmo de caminhada lento, prestando atenção somente nas placas que enumeram cada cela.
Ele não ouviu o ataque, as explosões, os desabamentos e os pedidos de socorro? Pra ficar assim parado deve ser surdo e ter tato.Citação:
Aos poucos seus olhos enxergam a parede que indica o fim do corredor e, colado a ela, um agente penitenciário se conserva estático segurando com força o cacetete preso em sua cintura.
Última.Citação:
O policial engole em seco enquanto espera o homem continuar a falar. Este, por sua vez, olha para cela à direita deles: a ultima do corredor, a mais reforçada, sem janelas e de paredes de concreto, diferente de todas as outras que são de grades...
Não se inicia frase com pronome pessoal, neste caso serve apenas como curiosidade (como se ninguém soubesse) gramatical. Em diálogos é permitido isso, na verdade até a bancada do seu vestibular permite orações iniciadas com pronomes pessoais, tosco, mas é o nosso país.Citação:
- Me de o cartão.
Dê tem acento.
Se começa frase com letra maiúscula. E porra meu, para de chamar o cara de homem ruivo. Caracterizar as pessoas pelo cabelo é coisa de anime, uma ou outra vez tudo bem, mas você só chama ele de homem ruivo, homem ruivo...Citação:
– ordena o homem ruivo ao virar o rosto de volta para o agente penitenciário.
HAHAHAHA ;x Sabia que ia ter um erro desses, sempre tem.Citação:
- Desculpe senhor, o homem que está lá é perig...
Eu lhe apresento o erro mais comum de toda a história da gramática: O Vocativo!
Vocativo é um "chamamento", ou seja, você fala com o senhor. Então ele deve ser separado por vírgulas do restante da frese. "Desculpe, senhor, o homem...".
Mesma coisa de antes.Citação:
Me de a droga do cartão!
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Que coisa chata de corrigir, pouquíssimos erros. Eu ia apontar os erros do capítulo anterior também, que eu havia feito há algum tempo, mas um puta carro bateu no poste na hora e apagou a luz.
Bem, parando de falar sobre os erros de gramática vamos falar da sua redação.
ROFLCOPTER! Nem tem o que falar, está muito bom, alguns pequenos probleminhas com a ligação de uma frase aqui e ali, mas nada de extraordináriamente fatal.
Bem, é isso.
Sobre os erros de gramática expostos: Irei corrigi-los quando terminar de escrever a fic... são erros nada relevantes por isso posso deixar para depois. :)Citação:
Postado originalmente por Wakka Hill
Sobre questões de estética: Todos super absorvidos ^^ ... Mas "escancarar a boca" eu acho uma expressão normal. :)
Sobre o texto em geral: Admito que devia especificar pq o guarda não se moveu de onde tava, mas isso é compreensivel... ele viu um pavilhão sendo distruido, não estava armado, o que ele faria? Se esconder era a melhor coisa.
Homem ruivo? Disse 4x, é muito, mas foi o que consegui... quero dizer o nome dele depois só. :)
Sobre os elogios: Gracias man. :D Mas tenho que melhorar...
Ah... Obrigado pela crítica... huehueheuhe xD
Capítulos anteriores remasterizados e corrigidos. Acho q não há mais erros de coesão e etc. :)
Cap novo postado. Divirtam-se :D
Cap. 8 – Wicked World.
A lâmpada queimada há dois dias fez com que as pupilas de Extreme Danger se dilatassem a um ponto de possibilita-lo a enxergar a escuridão do pequeno cubículo de 2m², sua cela. Esta, é revestida de paredes de concreto, não possui janelas, tem uma cama de ferro parafusada a parede e uma privada com a descarga quebrada, espalhando o odor de fezes e urina pelo ambiente.
Igual a um cego, sua audição e tato aguçam mas, não é necessário ter os sentidos melhorados para perceber a guerra que ocorre do lado de fora de sua cela. A cada explosão, o chão treme, e a cada grito, uma onda de conforto, seguida de um sorriso psicótico, surge em seu corpo. Sua vida corre perigo mas, isso não o assusta.
Dois minutos de silêncio seguido de disparos e discussões do outro lado da porta de metal foi o suficiente para ele concluir que sua hora finalmente chegou. Não havia motivos para viver, ele já tinha o amor de sua garotinha... “Ele chegou.”. Os pensamentos de Extreme acabam quando a porta é destrancada e o fraco feixe de luz penetra na cela 71-B sem prejudicar a sua visão. A voz grossa com um tom de piada penetra e ecoa no lugar:
- Posso entrar?
- Fique a vontade. – responde com um sorriso simpático à figura grande que aparece.
- Parece que não terei trabalho... – fala num tom ainda mais zombeteiro quando vislumbra Extreme dominado pelas sombras, sentado no chão, suado, fedido, com as duas pernas totalmente imobilizadas e grandes manchas de sangue em seu gesso na altura dos joelhos.
- Red Dragon certo?
- Você cometeu erros... – começa a falar o homem, ignorando a pergunta de sua vítima.
- Faça seu trabalho.
- ... E será julgado por isso... Porém... – a pausa e o tom de voz diferente indicam alguma coisa fora do normal naquela conversa. Extreme Danger sabia como os assassinos Red Dragons matavam e aquilo estava longe de ser o trabalho padrão. - ...você precisa me contar umas coisinhas antes.
- Qual é o problema? Porque você está fazendo diferente?! As regras são claras: Identificar, matar e mostrar o trabalho feito. Nada além disso... - pergunta Extreme surpreso com a atitude de seu assassino.
Ele não consegue visualizar o semblante do homem ao fazer as perguntas devido à escuridão mas, as palavras secas que este pronuncia denunciam sua reação:
- Ex-Red Dragon? E ainda vive? – a pequena risada é abafada. – Admiro você... Nem nosso sistema sabe da sua existência.
- Faz muito tempo. Quando era eu fazendo o seu trabalho. Só que não te diz respeito, você só tem que me matar.
- Sim, eu vou te matar. – fala de forma confortante mas, nada eficaz. – Só que não agora... Não antes de você me dizer o que eu quero.
Não há tempo para Extreme Danger indagar alguma coisa. A grande mão do homem aperta sua testa, encostando sua nuca a parede e levantando o seu queixo. O frio do cano da pistola é prensado em seu pescoço e o brilho azul dos olhos do assassino cola-se aos seus. O calor de sua respiração é sentido a cada palavra e o cheiro de seu suor impregna suas narinas, deixando-o desconfortado.
- Com quem conseguiu o Red Eye?! Quem te vendeu?!
- Não sei do que você está falando...
- Ora, não me faça de bobo! Você sabe até mais do que eu sobre o que estou falando!!
- Eu já fal... – as palavras de Extreme Danger são interrompidas quando o pequeno tubo de vidro quebrado surge diante de seus olhos.
- O que você vai fazer com tanto poder de fogo, amigo? – perguntou o vendedor barrigudo, de roupas surradas e com um charuto velho na boca.
- Conquistar a minha rainha, Regis. – respondeu Extreme com um sorriso malicioso na face, admirando todo aquele arsenal no porta-malas de um carro sedâ vermelho.
- Tome. Leve isso também. Aceite como um brinde. – mostra com um sorriso amigável, uma taurus prateada.
- Obrigado... – a pausa forçada e o olhar fundo dele revelam o desejo de mais alguma coisa.
- O que está faltando? – pergunta pacientemente Regis, ao ver a expressão do amigo.
- ...Red Eye.
A resposta seca e direta surge como uma facada. Ele sabia que a droga era perigosa para ser vendida daquele jeito mas, o desejo de manter seu amigo vivo e ileso daquela missão suicida é maior que seu bom senso.
Após um movimento de cabeça mostrando afirmação e com um rápido remexer nos bolsos, um pequeno tubo de ensaio com um mecanismo de spray surge em suas mãos. Dentro dele, um líquido vermelho e brilhante dança suavemente, mostrando toda a graça e beleza daquele narcótico.
- Cuidado com isso... E cuidado com meu nome. – alerta Regis amigavelmente com um grande sorriso no rosto.
- Ei! O que há com você?! – os gritos de impaciência acordam Extreme Danger do pequeno flashback.
- Desculpa... – fala um pouco assustado e continua vagarosamente - Suas intenções podem ser as melhores mas, eu não posso dizer.
As palavras calmas não são agradáveis ao ouvido do assassino. Os olhos azuis se mostram ameaçadores e perigosos um pouco antes dele levantar do chão, largando a cabeça de Extreme e mantendo a pistola apontada.
- Já que você não diz... Sua amiguinha irá dizer.
- Amiguinha? ...NÃO! – grita em desespero ao processar em sua cabeça as palavras ditas.
Os corpos de seus pais ensangüentados no chão da cozinha, todas as mulheres que ele matou, o rosto de Faye assustada, o líquido vermelho sendo borrifado em seus olhos, os homicídios no Hall do hotel, o sorriso amigável de Regis, a aparição do assassino em sua cela... A feição de agradecimento do amor de sua vida... Tudo. Sua vida inteira passa diante de seus olhos do momento que o som abafado da pistola ressoa até a penetração do projétil em sua testa.
O ambiente escuro se torna totalmente negro. O tato vai ficando dormente e o paladar, banhado em sangue, se perde. O cheiro de pólvora, urina e fezes, que dominam a cela, dissipam-se junto com seu olfato. A consciência se perde e a morte chega avassaladora, ceifando sua vida para sempre.
“Droga, esqueci de me apresentar...”, pensa o homem musculoso e ruivo ao retirar a câmera fotográfica descartável do bolso de sua calça, capturando uma foto do corpo.
- Prazer, Juan. – diz indiferente antes de fechar a pesada porta de metal, trancando o defunto de olhos arregalados de medo e cabeça banhada em sangue.
=O, Será que ele era quem eu penso que era =O ?¿
Bueno...
Dard* :)
Ótimo, como sempre, esperando o próximo.
esperando também você ler o que esta escrito no meu ultimo post em meu rp... esperando...esperando...
Ousarei shaka, ousarei
wicht'druid
Acho difícil... :PCitação:
=O, Será que ele era quem eu penso que era =O ?¿
Passarei na sua fic assim que possível :D... E outra, para com esse "Ousarei shaka...", coisa escrota e chata de se ler ¬¬. Fica provocando a toa. u.uCitação:
Postado originalmente por wicht'druid
Boa história...Estou vendo alguns erros de português...Que quando você lê em voz alta, você percebe(Nada contra,só estou comentando o mesmo)...Bem...Fora isso...História muito boa...
Hovelst:P
new capi sai mais não nesta joça ?
^^ abrasos
Vai demorar... to com uns problemas...Citação:
Postado originalmente por wicht'druid
Esperando, então....Só não me deixe ansioso...Aproveita e comente na nova role play que falei que ia soltar...Está solta...Fresquinha, esperando por comentários...Citação:
Postado originalmente por Pernalonga
O mercenário
Bem, é isso...
Hovelst:P
Devido a falta de tempo eu n pude ler sua história. Porém agora consegui ler-la, e gostei muito, esta realmente muito bem escrita e interessante! Espero que vc continue escrevendo histórias, n apenas essa como tb outras!
T+
Eu sei que to revivendo o topic... Mas é por uma boa causa.
O capítulo 9 irá sair finalmente, depois de MUITO tempo, só estou postando aqui para as pessoas que acompanham ou quiserem acompanhar a história poderem reler o que já escrevi para se situar na história novamente.
Desculpe pelo tamanho da demora, mas é q a falta de inspiração leva as pessoas à isso.
Finalmente, amanha ou hoje mesmo eu posto o capítulo. Caso isso não ocorra é porque realmente não deu, porque o capítulo já está escrito.
Obrigado.
:)
Finalmente!
Pena que vou ter que ler toda a história novamente. Não me recordo muito bem, só vagas impressões, mas vamos lá!
~Hovelst
Hum... Sem problemas, poste quando der.
...
Lembro do começo, mas dos últimos capítulos, não...
Dard* :)
SAIU!
HUAhUAhUAhuah
Espero que se divirtam com o que me divirto. Escrever é muito legal. :)
Cap. 9 - Um modo de amar.
Os olhos apertados começam a abrir pesadamente revelando um cenário embaçado, porém reconhecível. Aos poucos, a nebulosidade vai desvanecendo e a visão do lento girar do ventilador de teto concretiza-se. Acordando do pequeno transe, ela arregala os olhos e levanta seu tronco energicamente, fazendo seu braço latejar de dor. “Ufa! Estou viva...”, pensa levando sua mão ao curativo que cobre o ferimento, soltando uma baforada de alívio e, logo em seguinda, olhando para o aposento com um pequeno sorriso nostálgico.
- Finalmente, acordou. – A voz sai grossa e indiferente. O rosto sonolento de Faye vira-se assustada para a direção do som, porém o espanto logo é trocado por uma expressão de conforto. É Jet Black.
- Nossa... Parece que eu dormi uns cinco dias. - fala Faye um pouco rouca.
- Não, só uma noite.
Ela replica com um sorriso de indiferença e depois pergunta:
- Tem um cigarro?
- Por que voltou? - fala Jet Black, ignorando a pergunta e falando com uma indiferença igual à dela.
Não há respostas nem falas. O sorriso involuntário que Faye começava a projetar em seu rosto some junto com a insaciável vontade de fumar; e o olhar, que era de alívio e nostalgia, torna-se incrédulo diante da pergunta. Jet Black abaixa a cabeça desapontado, esfrega suas mãos no rosto e diz de forma baixa:
- Por que você faz isso? Por que... Por que você não fica comigo de uma vez?
As perguntas tornam-se ansiosas de respostas, daquelas que vão corroendo os dois por dentro. A falta de movimentos musculares no rosto de Faye confirma sua perplexidade e causa a ausência de ruídos em sua boca, só aumentando a tensão da situação. Jet levanta a cabeça e encara com os olhos, um pouco marejados, o verde e recíproco olhar de Faye.
- Por que você não... - a lágrima que escorre vem involuntária e a pausa para secá-la é inevitável. - Por que você não morre de uma vez? - pergunta ele.
O silêncio não deixa a boca, agora caída, de Faye Valentine. Os olhos arregalam-se com as palavras e se banham em lágrimas.
- Faye, se é para você não ficar comigo e continuar correndo perigo... Eu prefiro você morta. - continuou.
- Porr... Por q...? - gagueja Faye depois de algumas lágrimas mudas.
Ele não responde. Levanta-se bruscamente da poltrona amarela que estava sentado, retira o maço de cigarros do seu bolso da calça e acende um cigarro com as mãos um pouco trêmulas. A profunda tragada de nicotina se mantém em seus pulmões por alguns segundos e, quando sai, vem acompanhada com sua resposta:
- Porque eu sofreria menos... Porque eu seria obrigado a te esquecer.
Faye desatina em choro. Os olhos apertados derramam as lágrimas que insistem em sair e a respiração ofegante toma conta da voz que queria dizer algumas palavras. Jet a olha com apatia, mas seus braços e pernas cambaleiam diante daquela cena; seu corpo estava surpreso, mas seu cérebro obrigava-o a não se importar.
- Você vai embora denovo? - pergunta Jet, virando-se de costas.
- Não. - responde Faye engolindo com extrema dificuldade o choro inesperado. - Só vou... Só vou tomar um banho.
Ela se esforça para levantar e caminha lentamente em direção à porta, subindo um lance de escadas. Seus passos pesados e fracos lutam para manter seu corpo ereto, seu braço ferido ainda espeta uma dor irritante e o outro segura debilmente o corrimão de ferro um pouco oxidado. Seus olhos cobertos por uma onda de lágrimas e nebulosidade se fecham e os passos se confundem nos degraus, fazendo seu corpo começar a cair livremente, sem reações, escada abaixo.
- Você nunca vai se machucar perto de mim... - indaga de forma seca Jet Black ao segurar o tronco de Faye com firmeza.
Ela abre os olhos e vê o rosto dele muito perto do dela. Suas lágrimas, que a pertubavam, agora a envergonham e sua boca abre um sorriso involuntário. Nenhuma palavra foi dita, nenhuma palavra era necessária. Os olhos conversavam tudo que havia de ser dito.
- Nunca. - repete Jet retribuindo o sorriso e colocando-a de pé.
* * *
- Um ataque totalmente avassalador foi feito, essa manhã, no Complexo de Prisões Venusiana. Estima-se que cerca de 347 pessoas foram assassinadas, incluindo 23 policiais e 5 agentes penitenciários. O objetivo do ataque e seus autores ainda são desconhecidos para a ISSP, que logo após o incidente, mandou várias tropas de apoio para o local, assim como detetives e policiais de perícia...
O barulho da porta da sala abrindo-se retira a atenção de Jet da televisão. Faye entra no aposento vestindo as mesmas roupas amarelas e provocantes, amarrando a toalha em seus cabelos afim de secá-los e fumando um cigarro pendurado em sua boca. Ela olha para Jet Black e não diz nada, não expressa nada, não mostra nada. Este só dá uma pequena risada abafada de conformação e cospe seu cigarro para atrás da poltrona em que repousa.
- ... Um dos presidiários, ainda ferido, porém lúcido, descreve em entrevista o que aconteceu: "Foi... Horrível! Eu lembro de colocar... De colocar meus olhos na janela e ver... Uma na... Uma nave negra cortar uma torre de segurança com um canhão... De plasma! Logo após isso eu só lembro de destruição, de mísseis, de tiros... Não sei. Não sei o que... O que aquele louco pretendia.".
- O discurso do detento foi confirmado por um dos encarregados da perícia do local: "Realmente foi o que ocorreu. Parece que o responsável invadiu a prisão, que já era fraca em segurança, para destruir tudo. O que sabemos é que o seu objetivo não era só destruir, até porque ele pousou sua nave e não destruiu todos os pavilhões... Um deles ficou intacto. Nossa prioridade agora é recolher os detentos que tentaram se dar bem com essa oportunidade para uma possível fuga, transferir os sobreviventes e achar o responsável por isso..."
- Filhas da puta. - falou Jet para si mesmo, levantando-se e indo em direção ao seu computador.
- Acho que ganharemos dinheiro. - falou Faye naturalmente, surpreendendo-o e acendendo uma pequena chama de alegria dentro dele.
O som da televisão dominou o aposento até a hora em que a ligação, que Jet começara a fazer no computador, se completou.
- Ei Black! Já te esperava. - falou o policial do outro lado da linha. Sua cara, exposta pela tela do computador, era o retrato do esgotamento.
- Não dormiu é?
- E você não vê TV?! Esse louco dos presídios está tirando o sono do pessoal. Fazia tempo que não acontecia algo assim.
- É... É para isso que estou ligando. Sabe de algo que ainda não foi dito?
- Não muito... Mas o que eu sei é que o cara foi pra matar uma pessoa que você capturou no passado... Um tal de Extreme Danger.
- Extr...?
- Extreme?! - perguntou exclamando Faye Valentine, interrompendo e assustando Jet.
- Haha! Olá mocinha.
- Você disse Extreme?!
- Foi sim, você conhe...?
- Jet e eu capturamos ele! Sabe quem pode ter matado?
- Era nisso que queria chegar. - a pausa para respirar fundo foi longa e nervosa, tudo para tentar se manter acordado. - Parece que o ato foi feito por um profissional... Eu acho, que foi um dos assassinos dos Red Dragons. E se for eles... - a pequena risada de deboche constratou com a conversa. - Com certeza o crime será arquivado.
Faye não respondeu, apenas arregalou os olhos e saiu em disparada em direção a porta da sala.
- Depois falo com você... Obrigado. - falou Jet para seu amigo, desligando o computador e correndo atrás dela.
"Red Dragons denovo... Merda de Extreme que não sabe guardar pistas!", pensou Faye enquanto corria pela nave Bebop, indo atrás de sua nave de combate.
* * *
- BORN TO BE WILD!!
- BORN TO BE WILD!! - canta o jovem ruivo com um sorriso de satisfação em seu rosto enquanto corta o vácuo com sua nave negra.
Seus dedos manuseiam um pequeno tudo de ensaio, com uma mecanismo de spray na ponta. Inesperadamente, seu sorriso some e sua face se fecha. "Valentine... Cadê você?".
Olá, fico grato por poder ser o primeiro a comentar em tão esperada obra e tão bem escrita quanto esse.
Passou um errinho:Bem, eu creio que demorara pra outros virem, me contento com isso, mas, saiba desde já espero o outro, e também o do cavaleiro negro.Citação:
um pequeno tudo de ensaio
Continue tão bem assim, ahh! Na parte das escadas pensei que eles iam se beijar :O
de seu sobrinho...
O ILUMINADO. O amor é ilusionário, mas, tão belo, tão belo...
Já tinha lido faz um tempo, mas a preguiça de postar e a falta de tempo, impediram este post.
Não me pareceu tão dramático como uma vez você me disse que seria. Bem, eu sou um insensível, então, não espere isso de mim.
Mas foi aos meus olhos um capítulo muito bom. Foi bem escrito e teve um decorrer da história muito interessante. Agora, aos meus olhos, parece-me que haverá uma vingança.
E Pernalonga, erros.... Não vou corrigir tudo ponto por ponto porque uma vez você parece que não gosta de erros por erros. Uma vez tomei sermões que não quero ouvir novamente, ainda mais das duas pessoas deste fórum que mais admiro.
Não há muitos erros, mas você precisa tomar com esse erro gritante.
Os porquês, revise os porquês. Muitas vezes, eles estão juntos em perguntas e separados em respostas. São os únicos erros, se não me engano.
Esperando o próximo capítulo.
~Hovelst
OAI, Velhinho! To esperando o capitulo e sei que essa fic não tardará a acabar... Fico triste por que os usuários não estão dando o devido valor a essa obra, vejo isso pela falta de opiniões e críticas, isso enriquece o autor.
De um angustiado amigo . O ILUMINADO. PS: sei que num gosta das frases pequenas então deixarei essa grande: Que a chuva estival venha para esses campos ressequidos, mas, ávidos pela mesma