Prólogo
Fafnar e Suon se escondiam atrás de uma grande nuvem negra, por longas luas foram assim. Logo anoiteceria. Os sóis pareciam correr da grande escuridão que cercava Thais. Todos os moradores da pacata cidade andavam sombrios, sem correr, gritar. Aqueles que arriscavam falar, cochichavam , ninguém mais ousava sair da cidade, a não ser que fosse extremamente necessário, saindo sempre em grupo. Mesmos os poderosos guerreiros não queriam sair de suas casas, temendo o pior. Os únicos que permaneciam perambulando eram os velhos guardas, que temiam por suas próprias vidas, esquecendo-se do verdadeiro dever.
Os ventos ameaçavam uma forte chuva; com os ventos, as risadas ecoavam pelas frestas da cidade, parecendo ser um canto vindo das profundezas das terras, dos demônios, porém, quem dava essas risadas eram apenas os indefesos bêbados que freqüentavam o bar de Frodo.
Um homem olhava pela janela semicerrada de uma casa. O homem observava o local de onde saíam as risadas, quando por um momento pensou ter visto um homem encapuzado sair do bar, porém, após piscar os olhos para tentar se livrar da escuridão, não viu mais ninguém. A janela se abriu de repente por causa do vento, mas não havia mais ninguém à espreita. O guerreiro parecia constrangido com aquela cena. Acabou por sair a contragosto de sua casa carregando uma espada meio encoberta por sua capa, talvez porque pressentia que um episódio estaria para ser escrito nas páginas da velha Thais, pelo Destino.