Dessa vez dois pediram, pelo menos o número de pedidos tá aumentando... Aí vai o segundo e confuso capítulo!
.:::::::::A Profecia::::::::::.
CAPÍTULO DOIS O Diário de Alguém
.::No dia seguinte o sol iluminava toda a Rookgaard. Os guerreiros mais jovens já haviam começado seu treino pelas redondezas e subterrâneos da cidade. Cipfried estava em seu templo como sempre para ajudar novos guerreiros. Seymour continuava na biblioteca da academia ensinando jovens que queriam aprender as artes do combate. Logo após o término de uma das aulas da academia, o severo Seymour recolocava alguns livros nas prateleiras, quando uma bola de couro quebra a vidraça da academia.
.::— Mas o quê? Quem? — esbravejou Seymour franzindo a testa coberta pelos seus cabelos lisos e castanhos.
.::Um adolescente alto, de cabelos e olhos castanhos, entra na academia quase que em seguida.
.::— Ah! Tá aqui a bola! Brigado Seymour! — falou o jovem pegando a bola de couro que havia batido em uma das estantes.
.::— É senhor Seymour para você, Tyrus! Não tens vergonha? Já tens dezesseis anos e não fazes nada na vida! Não pensas no futuro? O que serás quando atingir a maturidade, que, aliás, já devia ter atingido há mais de cinco anos! — enfureceu-se Seymour. — Vive por aí jogando bola com garotos com quase metade da sua idade! Não fazes nada que preste para agradar Tibianus!? Achas que a vida é fácil!?
.::— Ta bom, ta bom, senhor Seymour! Já pedi desculpas. — falou Tyrus com certa ironia e não dando importância ao sermão do dono da academia que já havia se tornado diário, além de chato.
.::— Não me lembro de teres pedido desculpas! — retrucou Seymour, impaciente. — E é melhor rever o seu modo de falar! Pareces um orc falando desta maneira repugnante: “Brigado”, “Tá aqui”, “Tá bom”... Ermmm! Isto me enoja!Também gostaria de saber quem é que limpará esta sujeira e me arrumará a vidraça!
.::— Peça pra Dona Amber, ela talvez possa se interessar... — falou pegando sua bola e deixando a academia.
.::Tyrus sabia que Seymour era apaixonado por Amber, uma viajante de cabelos loiros e longos, que já havia sido feita prisioneira dos orcs há mais de vinte anos. Achava-os o casal mais cafona que poderia existir! Amber, tão bela e com um jeito um tanto esquisito, com Seymour e seus trajes azuis convencionais e cabelos ensebados. Apresou-se para que não ter que ouvir a explosão de raiva do homem ao ouvir as palavras “Dona Amber”, mas mesmo assim não se “safou” do castigo que Seymour certamente lhe daria pelo comentário, e logo que Fafnar começava a se pôr para dar lugar a Suon, o velho ordenou-o que lesse um livro da biblioteca. Ele sabia que ler era a pior punição do mundo para Tyrus, aqueles livros empoeirados da biblioteca que só falavam sobre como se originou o planeta, as vocações existentes entre os humanos, descrições sobre ratos da qual ninguém se interessava e outras coisas. Mas como não queria ficar mal com Cipfreid, que havia cuidado dele desde que era um bebê, Tyrus obedeceu, foi até a última estante da biblioteca e procurou pelo menor livro que poderia encontrar. Puxou-o da estante assim que o avistou, porém, uma garota puxou o livro na mesma hora. Essa garota era Kalinna, trajava sua capa azul habitual. Em compensação, Tyrus usava roupas de couro bem gastas dadas por cortesia de um guerreiro que era amigo de Cipfried.
.::— Eu vi primeiro. — falou Kalinna, puxando o livro da mão do garoto e deixando a academia em seguida.
.::— Salve simpatia! — comentou Tyrus após a saída da jovem.
.::Kalinna cruzou a ponte que separava a cidade dos campos abertos e começou a caminhar levando consigo o livro. Era um livro gasto, a capa era feita de couro preto e havia um “Z” estampado na frente. Enquanto caminhava, avistou uma cobra verde-musgo listrada de beje se arrastando sorrateira pela grama, a garota se aproximou com cautela, mas ao ficar diante da cobra, viu que a mesma começara a rastejar rapidamente para longe, como se tivesse visto algo que lhe assustasse. Kalinna não deu grande importância ao comportamento da cobra e continuou seu caminho, recostou-se em uma árvore próxima à caverna no centro da ilha, abriu o livro, estava totalmente em branco, com exceção da primeira página. Não sabia o porque, havia exatamente trezentas e sessenta e seis páginas e somente havia inscrições em uma delas.
.::Aproximou-se do livro para poder ler melhor, a caligrafia parecia ser antiga. Na primeira página estava escrito:
.::Teve certeza que não passava de alguma lorota escrita por um dos garotos que convivem com Tyrus, então resolveu levá-lo a Seymour para que desse conta do mesmo. Quando ia se levantar, ouviu um homem correndo apressado e em seguida dizer para um guerreiro com armadura de pregas e calças de couro que carregava o corpo de um urso, olhou de esguelha para eles, a fim de escutar melhor a conversa.Citação:
“O dia se aproxima. O poder torna-se cada dia maior e logo a caixa não poderá contê-lo. Não irá demorar mais que um ano, e o mundo de Tibia sucumbirá ao Zero e tudo estará perdido!”.
“Siga para onde o coração aponta”
.::— Vem ver, aconteceu alguma coisa! Vem ver!
.::Os dois correram em direção a cidade, Kalinna não demonstrou a curiosidade que sentia, continuou com a cara amarrada de sempre, apenas seguiu-os sem chamar atenção.
.::Assim que cruzou a ponte, percebeu uma aglomeração envolta do templo de Cipfried. Espremeu-se entre os braços dos curiosos para conseguir ver o que havia acontecido. Foi então que viu um fluido vermelho-vivo escorrer pelo pavimento, mais a frente viu o corpo do monge jogado no chão, suas roupas haviam sido rasgadas, banhadas de sangue, ele estava morto... Kalinna sentiu-se indiferente àquela cena. Não sabia o porque, mas ela não estava chocada, abalada ou abatido, mesmo que Cipfried havia cuidado dela desde pequena, ela não sentia pena, era isso que a deixava intrigada naquele momento, e não a morte do monge.
.::Na parede, mas para frente, haviam palavras escritas, escritas com o sangue de Cipfried...
.::Mais abaixo da escrita havia desenhado com sangue um coração atingido por um flecha, da qual ninguém havia conseguido entender. Kalinna pensou por um momento: “E se realmente o que diz o livro for verdade?”. Ficou parada ali, observando o corpo de Cipfried junto a outras pessoas que estavam aos prantos com aquela cena, algo estava prestes a acontecer, e ela era a única que sabia...Citação:
“Este foi somente o começo da nova era. Tudo se tornará o Zero e o Zero se tornará tudo.”.
http://upload.tibiabrmail.com/files/Kalinna_2.JPG
[...]olhou de esguelha para eles, a fim de escutar melhor a conversa.
O terceiro já está a caminho...
P.S: Não sei quem votou em cinco estrelas para no meu tópico, mas de qualquer forma, obrigado...
