a história tá leegal, mas a vejo como uma cópia, não sei o porque e o título o que ele tem a ver com a história ? sinceramente ainda não consegui entender nada! . mesmo assim ela tá legal. beeijo :o
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a história tá leegal, mas a vejo como uma cópia, não sei o porque e o título o que ele tem a ver com a história ? sinceramente ainda não consegui entender nada! . mesmo assim ela tá legal. beeijo :o
Obrigado a todos, pelas boas vindas e pelos comentários.
Como a maioria não está entendendo nada, nem mesmo o nome da história, vou fazer um parêntese e sair do clima fantástico.
Finjam que este post é um libreto de ópera, aquele resumo distribuído antes do espetáculo e que explica tudo o que vai acontecer para quem está assistindo.
Sobre a cópia, é verdade, nada do que escrevi até agora é original. Mas também não está escrito em lugar nenhum, não com este propósito ou cronologia.
Para evitar as acusações de plagiador ordinário, uma vez que sou um plagiador requintado, estas foram minhas fontes (até agora):
A tempestade - Shakespeare
A sentença - Wu Cheng'en
Assim falava Zaratustra - Nietzsche
Bhuda - Jorge Luis Borges
O anel do nibelungo - Wagner
Matemática Contínua - Derivadas
Um homem chamado cavalo - filme
A viagem de Chihiro - filme
Torah
Bíblia
Um pequeno libreto
1. A hora do lobo é o período entre a madrugada e manhã onde, dizem, a ordem natural das coisas é alterada. É um ponto crítico de inflexão.
2. Em nossa história a queda da imensa cabeça de dragão vai mudar para sempre o triângulo amoroso entre Wei Sheng, Mei Wang e o imperador, além de reformar para sempre o mundo como os personagens o conheciam.
3. Seguirão as histórias dos 3 personagens principais, bem como suas origens. Será explicado como o imperador é o filho de um deus, e de como esse deus foi rejeitado e morto por seus pares.
4. Wei Sheng seguirá o caminho da razão, buscando a sabedoria no isolamento da civilização, enquanto o imperador será declarado sucessor de seu pai retomando uma antiga religião.
5. Mei Wang auxilia seu esposo nas ciências sobrenaturais, quando surge Wei Sheng muito tempo depois de abandonar o palácio, se tornando vizir.
6. Era uma época de decadência do reino. O surgimento de Wei Sheng trás um sopro de esperança ao povo e planta uma semente de rancor no coração do imperador.
7. Esta história é contada muito tempo depois de todos estes fatos acontecerem. O futuro pode interferir nos acontecimentos do passado, através de um professor que pensava ser a reencarnação de Wei Sheng.
8. Mei Wang, Wei Sheng, o imperador trocarão seus papéis no decorrer da história, que se repete infinitamente desde o nascimento da terra até seu ocaso.
9. Mei Wang foi um dragão, o imperador foi pai de Mei Wang, Wei Sheng foi o deus pai do imperador, enquanto o imperador foi o poderoso mago pai de Mei Wang.
10. No final Mei Sheng descobre que matara Mei Wang, sua amante, quando estava transformada em dragão. Amargurado, enlouquece e rasga seus olhos de vergonha para não ver mais as coisas belas que lembravam sua amada.
11. Existe uma moral na história, que é o sentido da vida. Cada personagem entendeu de uma maneira: Wei Sheng buscava o equilíbrio, Mei Wang adotou o sacrifício e o imperador almejava a transcendência.
Mas a verdadeira moral é que não há importância no homem, este é apenas o meio para os macacos se tornarem super-homens.
Fim do libreto. Segue a história... ou não.
Continuo entendendo chongas...:triste:
Não entendi no que vai mudar se postar rápido ou lentamente. Valeu o comentário, de qualquer forma.
Coloquei um resumo da história no último post, talvez dê pra ter uma noção do conjunto da obra.
Além do que já esquematizei acima, ia fazer uma cosmogonia do mundo onde se passam estes acontecimentos, com 3 eras distintas: a era dos macacos, que não falei ainda; a era dos homens, onde estão Wei Sheng e Mei Wang; e a era dos super-homens, o professor e seus alunos.
Os marcos divisórios entre as eras são diversos pontos de inflexão, que mudam radicalmente o curso da história, na "hora do lobo" do título. Um destes marcos já apareceu, que foi a cabeça do dragão. Os outros surgirão no desenrolar dos fatos e personagens.
Os dragões, como criaturas míticas, navegam entre as três eras, que se sucedem infinitamente.
Como histórias secundárias, haverá uma guerra no reino de Wei Sheng, um deus macaco que se transformará em homem e uma busca arqueológica por seus ancestrais feita pelo professor da última era dos super-homens.
Descobriremos o poder dos nomes e porque o imperador nunca teve seu nome revelado. Será chamado apenas de imperador e, depois da guerra, de Xuan Wu (a tartaruga preta), porque se torna um dos 4 guardiões celestiais.
Um deus humano desce à terra na forma de um velho sábio e é morto a pauladas por uma multidão enfurecida de ignorantes.
Mei Wang sonha com um elefante de seis presas lhe perfurando o ventre e despedaçando o corpo em mil pedaços e sabe que dará à luz uma criança incomparável.
A história irá se desenrolar assim... ou não.
Cara, estive realmente lendo...
Ao Dark Heru quero simplismente lembrá-lo que uma história desse porte não pode vir a ser postada 2 ou 3 vezes na semana, é uma história de difícil compreensão e o dilatamento do prazo entre post só virá a fazer os leitores se perderem completamente...
Ao autor, confesso que grande parte das obras que você está se baseando, eu não conheço, outras, já li e me indentifico quando você as toma como base de escrita.
A história está bela, de escrita perfeita, envolvente, curiosa e acima de tudo nebulosa.
Espero que esse clima continue, as inflexões são faceís de serem indentificadas, mas confesso que está tudo muito obscuro, o que me faz ter mais vontade de ler.
Esperando o próximo.
O iluminado. As luzes as vezes são vistas em outras mentes afinal...
É, concordo com o witch em partes. A obra está magnífica! Li todos os capítulos agora e achei sensacional. Mesmo sendo um pouco de plagio, você realmente é um plagiador requintado, meus parabéns!
Bom, como no quote, as inflexões são muito fáceis de entender, assim como o que está se passando no texto. As descrições estão perfeitas para o estilo e o ritmo rápido, também... O que pode estar causando confusão, e é o que eu acho que o witch falou, foi o enredo. Não seria uma confusão plena, e sim uma falta de informações "vitais" - tendo em vista que poucos capítulos foram postados. O texto não é díficil de entender, a compreensão é até um pouco simples. É só ler com um pouco mais de afeição, estudando as palavras ao invés de só assimilá-las.
Anyway, não li os posts explicativos e acho péssimo você, autor, tê-los postados. Mas enfim, escolha sua.
Continue postando, mas vai num ritmo mais devagar... Esse seu texto é para ser apreciado e lido mais de uma vez.
:)
Abraços!
Eu concordo com o Perna, você não deveria postar essas explicações. Tava meio "legal" se assim eu puder definir. As pessoas do forum não entenderam muito porque no seu texto tem que ler nas entrelinhas. O grande problema e que como você escreve mais ou menos por capitulo e o texto não segue uma linha unica de pensamento então o melhor seria as pessoas lerem ele de uma vez, sem os comentários, no final você poderia enfim explicar e as pessoas iriam fazer:
-Ahhh... entendi!!!
Tudo de uma vez, mais agora você vai ter (ou não) que ficar explicando cada capitulo.
Muito chato olha, eu não queria tar na tua pele (Maior motivação), mesmo assim, Boa sorte ai.
A flauta sibilante
FAFNER foi e será para sempre um dragão, ainda que apenas esta vaga lembrança, como a imagem nublada atrás de um vidro embaçado.
ERA o único espírito que o pai de Mei Wang não libertou depois que retornaram ao continente e às suas terras. Por isso vivia de maus bofes, tramando pequenas crueldades pelos cantos.
VENDO nas estrelas que Mei Wang seria responsável pela destruição do reino e a morte do imperador, alegrou-se.
PENSOU em convencer a rainha a abandonar seu corpo e assumir a forma de um dragão, voando rumo aos confins da terra e evitando assim seu destino trágico. Dessa maneira conquistaria o respeito de seu velho mestre e a liberdade.
A bela dama estava sentada em seus aposentos e escutava a tudo impassível, mais pálida do que de costume. Então ergueu a voz límpida e gelada, ecoando pelos corredores do castelo.
_Porque se importa, fantasma? Está condenado a vagar por toda a eternidade pelo vale da morte, em um reino abissal que é só uma sombra desbotada da realidade_ Havia provocação na voz da rainha, que falava com os olhos úmidos de raiva. E continuou.
_Seja o que for que aconteça, sua forma vil sobreviverá para testemunhar.
FAFNER percebeu o veneno nas palavras, mas engoliu seu orgulho ferido. Ele tinha um plano a cumprir.
_Ainda que não compreenda as intensões deste espírito, o futuro do seu povo e do mundo depende das escolhas que fizer_ o dragão tentava parecer agradável, sem sucesso.
_Não há o que decidir. Minha história miserável está escrita e já me condenou_ Mei Wang não conseguia mais se conter e desabou em prantos:
_Que estranhos planos têm estas estrelas, manchando mãos inocentes com sangue. Por que os deuses me permitiram tantos momentos felizes? Apenas para a dor da perda ser mais forte.
O fantasma não estava interessado nas suas queixas:
_Escute com atenção. Durante um sonho irei visitar o monarca e o alertarei do perigo iminente que corre_ Fafner falava e da sua boca saíam meias verdades, cinzas e fumaça negra. Os olhos brilhavam antecipando suas artimanhas, mas a rainha estava perturbada demais para perceber tais sutilezas.
_De que adianta alertar meu esposo se sou eu a causa de sua ruína?_ perguntava ela, num fio de esperança de surgir outra solução, a voz era apenas um sussurro.
_Nada falarei sobre sua partida ou destino, mas é importante que o imperador não tire os olhos de Wei Sheng _ o espírito de Fafner voava e circundava o corpo da rainha, atravessando seu peito e congelando seus ossos como uma lufada de vento frio. E continuou.
_Na primeira hora do dia, entre o sono e a vigília, invoque meu nome 3 vezes. Trarei um óleo mágico, que passará primeiro na fronte, depois nos pulsos e finalmente no ventre. Não dirija a palavra a mim, nem desvie o olhar do seu objetivo. Vê aquela alta sacada, de onde a janela se abre para um abismo profundo? Aquela alta sacada será a rota de fuga do seu cruel destino.
NADA mais foi dito e assim aconteceu.
O sol raiava quando Mei Wang se lançou no espaço vazio. Caindo pela janela, sua pele já não era mais a delicada pele de uma rainha, mas duras escamas azuis, seus braços e pernas se tornaram garras e a vasta cabeleira negra era agora a cauda de uma serpente alada que cruzava o céu.
NA fuga, a rainha encontrou um menino que caminhava em direção às fronteiras do reino. Apesar da aparência monstruosa, Mei Wang ainda era a mesma criatura delicada que costumava encantar a todos.
OFERECEU ajuda ao garoto e escutou, intrigada, as suas dúvidas. Era bom falar com um jovem aprendiz novamente, como na época em que lecionava filosofia e história na escola marcial do império.
SORRIU lembrando do dia em que apareceram por lá o imperador e Wei Sheng, lhe fazendo uma agradável surpresa. Mas logo lembrou que Deus estava morto e se entristeceu.
APÓS algumas palavras, a rainha sente duas lâminas frias rápida e precisamente lhe cortando músculos e tendões do longo pescoço de dragão.
SEU enorme coração bestial continua bombeando um sangue quente e espesso, que agora se perde no vazio do ar, rodopiando em um esguicho. O sangue jorra para fora das veias, soltando um silvo agudo, e Mei Wang ainda balbucia:
_Lindo! O golpe da flauta sibilante... é uma honra morrer assim.
Muito pouco foi dito até agora...
Intrigante, o texto começa a tomar sua forma mais compacta. Não há muito a dizer, só a re-ler o texto e esperar o próximo capítulo.
Iluminado