Lendas de uma Era perdida
É o seguinte.....
Já tive uma outra conta mas perdi ela(alguem ainda lembra de mim?).... eu costumava escrever roleplays..... mas cansei, e agora resolvi voltar a escrever!! =)
Na verdade, a história que vou postar é a minha primeira história...revisada! =)
Aí vai ela...(espero ser bem recebido novamente no espaço de roleplays)
Capítulo 1- A tragédia
As nuvens tenebrosas cobriam todo o céu negro. Barulhos estranhos vinham do alto. Venore estava muito estranha, a apenas uma hora suas ruas estavam iluminadas e cheias de alegria.
Eu estava com medo, muito medo, afinal tinha apenas 5 anos, e estava sozinho em casa. Meu pai, cujo nome era Yasty, era um grande paladino real, muito respeitado em Venore, estava matando beholders, para pegar um escudo de beholder e dar de presente a um amigo. Minha mãe, Yata, era uma grande maga mestra e estava matando os necromantes pois estava numa missão especial que eu nem sabia direito o que era.
Até ali, apesar da aparência sombria, Venore estava bem, até que, de repente começou um terremoto. As estruturas da cidade começaram a tremer e um som de batalha veio de fora da casa. Eu comecei a chorar, pensando nos meus pais.
Um pouco depois, saí de casa. Era horrível: muitas pessoas e dragões mortos, gárgulas destruídos a pequenos pedaços de pedra. Era a destruição!
Então, num susto, vi o meu avô morto, e sua casa destruída. Lágrimas de raiva e tristeza escorriam pelo meu rosto, então fui surpreendido:
-Gaya! Você não ouviu que todos sem vocação devem ir para Rookgard??? Venha logo, antes que alguma criatura te veja!
-Não!!! Eu não quero ir!! Quero esperar meus pais!
-Não seja tolo! Venha!! – falando isso, me pegou pelo braço e me jogou na carruagem que levava a Thais – tenha boa sorte lá!
-Nããããoo!!! Mamãe, papai, vovô!!!!
Depois da tristeza passar um pouco, vi que na carruagem havia 3 amigos meus, cujos nomes eram Júlia, Fardy e Nuzli. Então, comecei a conversar e me animei um pouco, pois, ao menos, eu ia pra rookgard com meus amigos.
Vi que Thais também estava em guerra, mas a carruagem desviou da cidade e foi direto para o porto, mas chegando lá.....
novos caps.... JÁ??? SIM =)
Como eu já tinha o texto gravado aqui em casa, e já revisei, vou postar logo os capitulos 2 e 3 ao mesmo tempo, até porque eles são pequenos. Tentei enriquecê-los com mais detalhes....
Será que ficaram melhores que o 1º capítulo??
Aí vai....
Cap. 2 – Outra tragédia
O porto de Thais estava sendo atacado por criaturas aquáticas até então desconhecidas. Havia um elemental da água, muito parecido com o do fogo; uma criatura em formato de bolha, que se mexia estranhamente; e até alguns druidas negros, especializados em magias elementais de água. Eles estavam atacando o barqueiro e algumas pessoas que estavam ali.
Ao verem aquilo, os adultos da carruagem, que totalizavam 4, saltaram. Eu nunca pensei que uma batalha podia ser tão bonita. O cavaleiro, num ato nobre se sacrificava pelos outros, levando todos os ataques das criaturas e constantemente usava uma runa azul na qual concentrava seus poderes para curar alguns de seus ferimentos, enquanto com sua mira precisa o paladino atirava, e os magos concentravam sua energia negra numa runa, que saía voando em direção ao alvo com um brilho de energia muito bonito. Algumas vezes, com um brilho vindo do céu, o druida gritava “exura gran mas res” e todos eram envolvidos por uma luz divina que curava magicamente os ferimentos. Porém, a batalha começou a se prolongar, pois cada vez mais monstros saiam da água e mais druidas negros apareciam envoltos numa luz azul. Assim as forças dos 4 foram se esgotando até que o cavaleiro caiu sem vida no chão, aí foi só uma questão de tempo para que os outros morressem. Só nós, as crianças, sobramos.
Felizmente, todos os montros foram em direção a cidade, estávamos salvos! Mas estávamos paralisados de medo... a visão de tantas mortes havia nos chocado. Comecei a tentar me afastar lentamente, ainda assustado.
De repente sinto um calafrio, olho na direção dos druidas negros e vejo aqueles olhos vermelhos malignos me fitando. Agora estávamos perdidos. O druida então gritou instanteneamente:
-Por Zatharoth! Estão tentando escapar!!!
Com esse aviso, todos os druidas se viraram contra nós e ordenaram as criaturas para nos atacar. Tentei sair correndo, mas de nada adiantou. Fui atingido por não sei o quê nas costas e comecei a cair. Olhei para trás, meus amigos já estavam caídos no chão... mortos. Fui caindo, perdendo as energias.. até que tudo escureceu.
Cap. 3 – A bênção dos monges
Quando acordei meus olhos ardiam por causa do sol, estava nu e percebi que estava deitado na grama, pois sentia o frescor nas costas.
- Finalmente acordou. Ficou um bom tempo inconsciente. Não é pra qualquer um levantar depois disso tudo. Bem vindo à ilha dos reis!
Ainda me refazendo do choque, comecei a enxergar melhor, quem tinha falado comigo usava um manto e exprimia tranqüilidade. Percebi que era um monge. Fiquei aterrorizado, me lembrei que meus pais tinham dito, que, apesar dos monges serem humanos, eles atacavam outros sem piedade.
- Ahhh!! Um monge!! Não me mate por favor!!
- Calma, calma. Não te atacaremos. Nós não atacamos crianças.
- Mas meu pai disse que vocês eram seres malignos.
- Não, não, temos nosso próprio motivo para atacar os humanos.
- À proposito, quanto tempo fiquei desacordado?
- Foram exatamente 3 meses.
- O que querem de mim?
- Você, em toda a face do Tibia, me parece a pessoa menos impura, e temos de escolher alguém, pois os monges estão morrendo, estamos nos nossos últimos números.
- Escolher pra que?
- Pra dar nossos ensinamentos.
- Mas eu tenho que ir pra rookgard, antes não queria, mas agora quero me tornar um cavaleiro o mais cedo possível para procurar meus pais e vingar meu vovô.
- Bem, a decisão é sua, se você quiser pode ir agora pra rookgard, mas se você ficar aqui não se arrependerá. De qualquer maneira, antes de continuarmos a conversa, vista essa roupa – então me estendeu a mão, que segurava um manto de monge, mas menor que o normal.
Me vesti rapidamente e recomecei a falar:
- Você falou que vai me treinar, e que eu não vou me arrepender, mas, só uma dúvida, quanto tempo esse treinamento vai durar?
- Apenas 2 anos.
- Nossa! Pra mim até que é bastante tempo, mas acho que vou ficar, parece realmente interessante, ainda levando em conta que vou ficar mais forte aqui e vou poder destruir aqueles gárgulas mais facilmente!
- Então vamos, sem mais conversa, devemos começar o treinamento.
O treinamento era muito duro. No começo era fácil: eu ficava treinando minhas habilidades com as mãos seguindo as instruções de um outro monge. Depois, o treinamento começou a ficar mais difícil. Agora era preciso meditar, para aumentar minhas forças espirituais, e cada dia que passava ficava mais duro o treinamento com os punhos, mas assim eu fui indo, sempre seguindo instruções dos monges, meus professores.
E assim se passaram os dois anos e nesse período, eu tinha ficado muito mais forte, tanto de corpo quanto de mente.
A cerimônia de bênção foi organizada num pequeno salão perto da entrada de barco na ilha dos reis, e estava enfeitado com flores e taças de sangue. Eu estava sentado numa pequena cadeira no centro do salão, e os monges formavam uma roda sentados ao meu redor. O monge que falou primeiramente comigo, quando eu acordei, veio me falar:
- Na verdade esse treinamento dura somente 1 ano, mas você tinha somente 6 anos e como para receber a benção deve-se ter ao menos 8 anos, tivemos que prolongar o treinamento.
- Tá bem, mas acho que foi melhor assim mesmo, meu treinamento foi mais eficaz.
- Que comece o ritual, mas já te aviso: quando começarmos, não poderá mais falar e então aparecerá em Rookgard. Desejo-lhe boa sorte.
Então o monge fez um gesto e todos os outros levantaram e começaram a pronunciar palavras estranhas. Eu não conseguia me mexer, mas me sentia muito bem. Parecia estar sendo curado de tudo e me sentia purificado. Depois que a sensação passou, percebi que já não estava mais lá. Estava num templo, e havia um monge a minha frente.