Citação:
Era manhã, Hob havia acordado com tapas no rosto de seu amigo, Burt. - Os dois tinham muito em comum, mesma idade, personalidades parecidas. Porem Burt era um pouco mais fisicamente normal que Hob, aparentava ter mais força, já o cabelo, tinha um tom ruivo claro, tinha olhos verdes, e era um tanto mais alto. Porem além de tudo, eles compartilhavam um sonho em comum, um sonho cujo também era compartilhado pelos pais de Hob. Encontrar as Gêmeas...
Tais eram consideradas apenas uma lenda por muitos, na verdade, não só por muitos, mas por quase todos. Poucos eram as pessoas que acreditavam em sua existência, os únicos que Hob sabia que acreditavam nisso, eram seus Pais. – Os dois saíram de casa rumo as fazendas dos tios de Burt, pois lá era onde os dois costumavam brincar.
Ei velhote, este colar, gostei, quanto custa? – Esbern, mesmo murmurando algumas insultas ao viajante, por ser chamado de velhote, o respondeu. – Este colar hoje está custando 10 moedas de ouro, se você viesse aqui e o comprasse a uma semana, teria o levado por apenas algumas poucas moedas de prata, pois não sabia sua origem. Alguns dias atrás um informante me afirmou que ele pertenceu a uma das rainhas de Talion, a rainha Fran Delvalle, outra confirmação disto são as iniciais F.D. no fecho dele. – Esbern, além de um velho com muitas historias para contar, também entendia muito de jóias e muitos donos de tais especiarias o procuravam para ele vender suas jóias. – Tudo bem, eu a levarei. – Tornou a responder o viajante, já puxando um saco com moedas de sua cintura. – Bela escolha rapaz, bela escolha. – a vila, embora pequena, recebia muitos viajantes, pois ficava ao lado de uma estrada que ligava o castelo de Talion ao de Murstrade. Antigamente, os dois castelos viviam em guerra, porém Murstrade já estava para ganhar, pois era muito maior, já possuía todo o resto do reino para si, enquanto que os habitantes de Talion não podiam sair de dentro do castelo. Porém, o antigo rei de Murstrade, Icarus, faleceu de uma rara doença enquanto estavam em guerra. E o novo e atual rei, Pedro IV, mandou com que parassem os ataques, e assinou um tratado de paz, jurando jamais atacar as terras de Talion, sem que houvesse um motivo concreto para isso.
A noite já ia caindo, poucas pessoas passavam pelas ruas, e como sempre havia muita agitação na taverna do Tom. Hob estava chegando em casa quando avistou seu avô colhendo alguns frutos de sua pequena horta ao lado de casa. Alguns soldados vinham caminhando atrás de Hob, comentando sobre os Orcs que eles recém tinham eliminado na floresta, quando passaram por Hob, um deles pôs a mão na sua cabeça e sorrindo lhe falou – Ei garoto, tome cuidado, parece que os Orcs estão chegando cada vez mais perto da vila, evite ficar até essa hora na rua. – Hob só sorriu e confirmou com a cabeça.
Ao entrar em casa, Hob contou suas varias aventuras imaginarias para seu avô, que ficou contente, pois gostava que seu neto fosse uma criança criativa. – ei vovô, o senhor poderia me ensinar a usar o arco e flecha? – Esbern ficou um pouco surpreendido com a pergunta, mas também gostou dela, pois já era passada a hora de começar a ensinar o garoto a se defender. – É claro Hob, vou pedir ao Artur, que providencia um arco para você. Mas posso saber o porque deste interesse agora? – Esbern o perguntou, um tanto quanto curioso. – Sim, é que Burt já começou a aprender a usar espadas, e eu não queria ficar para trás. Pois se criaturas invadirem nossa vila, nós poderemos nos defender. Mas eu prefiro o arco, assim poderia cobri-lo enquanto luta. – Esbern ficou intrigado com a resposta do neto, mas apesar de tudo ele já tinha onze anos e faria doze daqui a algumas semanas, o garoto estava crescendo sem que ele percebe-se. – Há, vovô, você pode terminar de me contar a historia hoje? – “É, parece que me enganei.” Pensou Esbern – Claro, hahaha, agora vá se lavar e deitar, que em seguida eu lhe conto.
Hob deitou-se em sua cama, e seu avô apareceu. – De onde paramos mesmo? – Esbern o perguntou, mesmo já sabendo a resposta. – O senhor havia falado que os dragões ainda eram temidos. – Hob o respondeu entusiasmado – A, claro. “Mesmo com tantas armas, e até a magia dominada, os humanos ainda temiam os reis do céu, os reis do mundo. Até então, os dragões com toda sua arrogância e confiança, não ligaram para tais seres, para os dragões eles só eram uma raça inferior. Porém um dia, um dragão resolveu atacar a área onde viviam os humanos, pousou bem ao centro, em cima de uma torre feita de madeira, para que todos o vissem. Após os humanos o avistarem cuspindo fogo para todos os lados, partiram logo ao ataque. Um dragão só, para centenas de humanos bem treinados, e algumas dezenas de magos... Foi um massacre. Os humanos mataram o dragão em questão de instantes, o pobre arrogante mal teve chance de se defender. A noticia se espalhou pelo mundo, de alguma forma até mesmo os orcs e trolls souberam dela, só não se sabe quem traduziu-a para esta língua. Trecont, o rei dos dragões, ficou sabendo do ocorrido. A partir daí, passaram a enviar cada vez mais e mais dragões para atacarem os humanos. Que com sua habilidade, dominaram a arte de mata-los...”
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